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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Brasil libera quantidade até 5.000 vezes maior de agrotóxicos do que Europa




O debate sobre o uso de agrotóxicos ganhou um novo capítulo, e ele não é bom para o Brasil. Estudo inédito revelou o abismo que existe entre a legislação brasileira e a da União Europeia sobre o limite aceitável de resíduos na água e nos alimentos.

A contaminação da água é o que mais chama a atenção, com a lei brasileira permitindo limite 5.000 vezes superior ao máximo que é permitido na água potável da Europa.

No caso do feijão e da soja, a lei brasileira permite, respectivamente, o uso no cultivo de quantidade 400 e 200 vezes superior ao permitido na Europa. Esses são os resultados do estudo "Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil ...

Esses são os resultados do estudo "Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia", da pesquisadora Larissa Mies Bombardi, do Laboratório de Geografia Agrária da USP (Universidade de São Paulo). ...


"Infelizmente, ainda não é possível banir os agrotóxicos. Por isso, é importante questionar por que o governo brasileiro não usa parâmetros observados no exterior", afirma Bombardi, para quem a permissividade em relação à água "é "é uma barbárie".

Enquanto a União Europeia limita a quantidade máxima que pode ser encontrada do herbicida glifosato na água potável em 0,1 miligramas por litro, o Brasil permite até 500 vezes mais. O Brasil tem, segundo o estudo, 504 agrotóxicos de uso permitido. Desses, 30% são proibidos na União Europeia --alguns há mais de uma década.

Esses mesmos itens vetados estão no ranking dos mais vendidos. O acefato, tipo de inseticida usado para plantações de cítricos, é o terceiro da lista.


Uma nota técnica da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) citada no estudo de Lombardi mostra que o acefato causa a chamada "síndrome intermediária". Entre os danos à saúde estão fraqueza muscular dos pulmões e do do pescoço. Em crianças, o risco é mais acentuado. "A nossa legislação é frouxa no que diz respeito aos resíduos e à quantidade permitidos na União Europeia", diz Bombardi.

Veja a reportagem completa no link abaixo:





sábado, 11 de fevereiro de 2017

Efeitos crônicos dos venenos em lavouras não são considerados


Um estudo da Anvisa sobre a presença de agrotóxicos foi severamente questionado por pesquisadores. A principal crítica é que o órgão relativizou as preocupações sobre contaminação. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que houve um aumento desproporcional na comercialização do produto entre 2007 e 2013.



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo

Análise da Anvisa mostrou que a laranja é o alimento campeão em concentração de agrotóxicos. Além dela, muitas frutas, legumes e verduras têm índices acima do permitido.





09/01/2017 10h41 Atualizado 09/01/2017 13h55

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e pela primeira vez, uma análise da Anvisa mostrou que consumir laranjas pode causar contaminação aguda.

E não é só a laranja, não. Muitas frutas, verduras e legumes têm concentração de produtos químicos acima do permitido, mas será que tirar a casca resolve? E lavar? O Bem Estar de segunda-feira (09) fala sobre o assunto e as nutricionistas Vanderli Marchiori e Mariana Garcia explicam o que o consumidor pode fazer.

E você sabe a diferença entre agroecológicos, orgânicos e hidropônicos?

Pensando na saúde, será que vale a pena pagar mais caro?



Veja a reportagem completa no link abaixo:

domingo, 11 de dezembro de 2016

AM consome 50% mais agrotóxicos que média nacional, aponta pesquisa

Dados foram obtidos pelo Programa de Avaliação de Resíduos Agrotóxicos.
Fórum instalado pelo MP vai cobrar fiscalização e mais informação.

Segundo pesquisa, pimentão apresenta maior índice de agrotóxico (Foto: Reprodução / TV TEM)

Os produtos consumidos no Brasil apresentam grandes índices de agrotóxicos, inclusive alguns já proibidos em países como China e Estados Unidos, conforme dados da Agência Nacional da Saúde (Anvisa). No Amazonas, os dados são mais alarmantes. Uma pesquisa feita pelo Programa de Avaliação de Resíduos Agrotóxicos (Para) mostrou que o estado consome 50℅ mais agrotóxicos que a média nacional. O dado foi apresentado na instalação do Fórum de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, na sexta-feira (19).

O engenheiro agrônomo e coordenador da Rede Maniva de Agroecologia no Amazonas, Márcio Menezes, destacou a falta do incentivo à produção agrícola estadual e baixo consumo de hortifrutigranjeiros produzidos no estado como um dos fatores para o alto índice.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Análise aponta mais agrotóxicos que o permitido em produtos da Ceasa

Da RBS TV (*)



Local recebe frutas, verduras e legumes de praticamente metade do RS. Nove dos 20 alimentos estavam contaminados com 10 substâncias.

Análises feitas em cinco produtos vendidos na Central de Abastecimento do Rio Grande do Sul, a Ceasa, com sede em Porto Alegre, apontaram a existência de agrotóxicos em níveis maiores que os permitidos. Algumas das substâncias encontradas sequer têm o uso permitido no Brasil.

O presidente da Ceasa, Ernesto da Cruz Teixeira, diz que os trâmites legais são cumpridos, e que se alguma irregularidade é identificada, os produtores têm de passar por cursos e podem ser até suspensos.

As frutas, verduras e legumes vendidos na Ceasa vêm de praticamente metade do Rio Grande do Sul. Esses alimentos chegam à mesa de cerca de 5 milhões de pessoas.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Estudo: 27% dos alimentos têm resíduos de defensivos agrícolas acima do permitido

FONTE: GAZETA DO POVO

Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), realizado entre 2013 e 2015, apontou para 105 amostras insatisfatórias em um universo de 389 analisadas

O levantamento reúne dados de 389 amostras coletadas entre os anos de 2013 a 2015

Um estudo nacional realizado pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), coordenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), constatou que 27% das frutas e vegetais comercializados possuem resíduos de defensivos agrícolas acima do previsto em lei. O levantamento reúne dados de 389 amostras coletadas entre os anos de 2013 a 2015, das quais 105 tiveram resultados insatisfatórios. Os números não têm base de comparação de anos anteriores. As informações foram divulgadas pela Secretaria da Saúde do Paraná, na última semana.

Veja também :
É seguro, ingerir diariamente resíduos de agrotóxicos?


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Teste aponta que mais de um terço dos alimentos tem agrotóxicos ilegais

Foram analisados oito tipos de legumes e verduras compradas em feiras e supermercados do Rio de Janeiro e de São Paulo.



Um teste realizado em laboratório pela Proteste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, com amostras de oito alimentos comprados em feiras e supermercados no Rio de Janeiro e em São Paulo teve resultados preocupantes.

Entre verduras, frutas e legumes, 14% tinham níveis de pesticidas acima do que é recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. E mais de um terço, 37%, tinham agrotóxicos que não poderiam ser usados na produção do alimento.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Resíduos de agrotóxicos ficam acima do limite



Trinta e cinco por cento dos alimentos avaliados pela vigilância sanitária no Rio Grande do Sul apresentam resíduos de agrotóxicos ou níveis de defensivos acima do permitido. O dado foi apresentado pela sanitarista Vanda Garibotti, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, na audiência pública promovida pelo Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos.

Durante o encontro também foi lançada nota de repúdio contra o Projeto de Lei (PL) nº 3.200/2015, que tramita na Câmara dos Deputados. Segundo o documento, o PL, de autoria do deputado federal Covatti Filho, enfraquece o controle de registros de agrotóxicos pelo poder público, concentrando-o no Ministério da Agricultura e Abastecimento por meio da criação da Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários (CTNFito). Tal Comissão disporá de uma série de competências, em especial, para avaliar e emitir pareceres conclusivos sobre os registros de agrotóxicos, consequentemente retirando do processo de aprovação Ibama e a Anvisa, por exemplo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Comer produtos orgânicos reduz níveis de pesticidas em crianças

Getty Imagens
Crianças que comeram orgânicos tinham menos pesticidas no organismo



Pesquisadores constataram que quando as crianças comem frutas e verduras orgânicas, a quantidade de pesticidas em seus organismos declina significativamente.

A maioria dos pesticidas organofosforados --grupo de compostos químicos amplamente utilizados em agropecuária como inseticidas-- foi proibida para uso residencial, mas continua amplamente utilizada na agricultura. Doses elevadas em operários agrícolas podem ser mortais.

O estudo, publicado na edição de outubro de "Environmental Health Perspectives", incluiu 20 crianças residentes em Oakland, na Califórnia, e 20 na comunidade agrícola de Salinas, 160 quilômetros ao sul. As crianças mantiveram dietas convencionais durante quatro dias e uma dieta orgânica durante sete dias, depois retomaram aos alimentos convencionais por mais cinco dias.

Quase 72% de suas amostras de urina, coletadas diariamente, continham traços de pesticidas. Dos seis pesticidas detectados com maior frequência, dois caíram quase 50% quando as crianças seguiam a dieta orgânica. Os níveis de um herbicida comum caíram 25%. As quantidades de três outros pesticidas não se mostraram significativamente baixas na dieta orgânica. Os índices –em geral– foram maiores nas crianças de Salinas do que nas de Oakland.

"Existem provas de que a dieta é um caminho para a exposição aos pesticidas, e é possível reduzir a exposição escolhendo comida orgânica", afirmou o principal autor, Asa Bradman, diretor associado do Centro para Pesquisa Ambiental de Saúde Infantil da Universidade da Califórnia. "Porém, eu nunca diria que frutas e verduras convencionais são inseguras. Todas são saudáveis."

(*) FONTE: UOL Mulher

domingo, 4 de outubro de 2015

Sem controle, alimentos circulam no país com agrotóxico irregular



O controle dos níveis de agrotóxico nos alimentos está bem aquém do esperado.

É o que diz um documento obtido pela Folha de S. Paulo, que indicam que a fiscalização, quando feita, atinge apenas uma pequena parte dos produtos e reprova até um terço deles.

Como exemplo, a publicação usa uma amostragem da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), cuja análise indica que 31% dos produtos da cesta básica de São Paulo, em 2014, continham agrotóxicos proibidos ou em quantidade acima da permitida.

A situação crítica pode ser constatada na Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais), em São Paulo, também. 

O maior armazém comercial da América Latina, por onde passam cerca de 30% de toda a produção nacional de alimentos atualmente, só coletou duas amostras de bananas para monitoramento durante todo o ano passado, de acordo com documento do Ministério da Agricultura.

 "Não há controle, nunca vi nada. E trabalho aqui há 20 anos", afirma o feirante Cláudio de Jesus, 39, dono de uma banca de legumes na feira que funciona semanalmente dentro da Ceagesp, na zona oeste da capital paulista.

O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do planeta, segundo a Folha. Entre as substâncias usadas no país, algumas são potencialmente cancerígenas e banidas da União Europeia e de países como China e Índia.



VEJA A NOTÍCIA COMPLETA NO LINK ABAIXO:

Sem controle, alimentos circulam no país com agrotóxico irregular







domingo, 19 de julho de 2015

Veneno à mesa: os alimentos com mais agrotóxicos

Apesar do Brasil ser campeão de uso de agrotóxicos no mundo, a Anvisa fiscaliza o uso de veneno em apenas 13 alimentos.

Nota do blog: a análise desse veneno presente nesses 13 alimentos,  é bastante restrita,  abrange menso de 50% dos agrotóxicos usados no país, veja:

Anvisa analisa menos de 50% dos agrotóxicos e ignora o mais usado no país

‘Coquetel’ de agrotóxicos ingerido no consumo de frutas e verduras pode causar Alzheimer e Parkinson



Por isso, precisamos recorrer a listas internacionais para saber quais são os alimentos com mais agrotóxicos.

Maçã




Na maçã, mais de 45 tipos de pesticidas diferentes foram encontrados nas maçãs pelo Departamento Nacional de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Não surpreendentemente, agrotóxicos também estavam presentes nos sucos de maçãs.


Morango


Sabe aquele morango bonito, vermelho e saudável da feira ou do mercado? Mais de 40 pesticidas diferentes foram encontrados nas diferentes amostras.


Uva


Uvas também entram na lista, com mais de 50 agrotóxicos diferentes identificados. Não surpreendentemente, uva-passa e vinho também contém resíduos do veneno.

Aipo


Mais de 60 pesticidas foram encontrados pelo USDA. A recomendação é sempre procurar uma alternativa orgânica.

Pêssego


O pêssego está sempre presente nas listas de alimentos com mais agrotóxicos. Mais de 60 foram encontrados nas amostras. Sua prima, a nectarina, também é melhor ser evitada.

Espinafre


Liderando na categoria de folhas verdes, as mostras de espinafre continham mais de 50 pesticidas diferentes.

Pimentão


Pelo estudo da USDA, mais de 50 pesticidas foram encontrados. Mas o pimentão está sempre liderando as listas da ANVISA, no Brasil, com mais de 89% das amostras com níveis acima do permitido por lei.

Pepino


Mais de 86 pesticidas diferentes podem ser encontrados no pepino. A maioria deles, no entanto, permanece na casca. Descascando-o antes do consumo, você deve se livrar da maior parte do veneno

Alface


Aquela saladinha saudável que você come todos os dias está na verdade cheia de veneno. Mais de 50 pesticidas foram encontrados nas amostras. Felizmente, hoje em dia está um pouco mais fácil encontrar alface orgânico nos mercados.

Leite


Os pesticidas não estão apenas nas verduras e legumes. Pesticidas e outros químicos foram encontrados no leite materno (certamente graças ao consumo de outros alimentos com agrotóxico). Outros laticínios, como leite de vaca, requeijão e queijo, também possuem sua dose de veneno.

Fonte: UOL Ciências

Imagens - Google Imagens

Veja também : É seguro, ingerir diariamente resíduos de agrotóxicos?


terça-feira, 26 de maio de 2015

Uso combinado de agrotóxicos não é avaliado na prática. Entrevista com Karen Friedrich


Via: ECO DEBATE

A atualização do Dossiê da Abrasco referente aos alimentos contaminados por agrotóxicos, não só indica que 70% dos alimentos analisados foram cultivados com o uso de inseticidas, como informa que o glifosato, “o agrotóxico mais usado no Brasil”, não foi analisado nos testes e, portanto, a expectativa é de que “a contaminação seja muito maior”, disse Karen Friedrich, em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.

De acordo com a toxicologista, “é possível fazer testes” com o glifosato, inclusive “porque a própria empresa, quando registra um agrotóxico, tem a obrigação de repassar a tecnologia da metodologia para órgãos e laboratórios públicos que irão fazer essa análise”, explica, ao informar que não sabe por quais razões tais testes não foram realizados pela Anvisa.

sábado, 23 de maio de 2015

Anvisa analisa menos de 50% dos agrotóxicos e ignora o mais usado no país






Mais da metade dos agrotóxicos contidos em alimentos no Brasil não têm análise do mal que podem fazer à saúde. A Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) é o órgão responsável pela análise do uso desses agrotóxicos e possui um programa, o PARA (Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos). 

VEJA:

Porém, a pesquisa feita pela agência é restrita e não contempla sequer metade dos agrotóxicos usados no país - entre eles o principal usado pelo agronegócio, o glifosato.

Os levantamentos concluíram que 64% dos alimentos investigados pela Anvisa em 2013 tinham traços de agrotóxicos. Segundo a doutora em toxicologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio) Karen Friedrich, a contaminação pode ser ainda maior. 

Eles coletam alguns gêneros de 18 tipos de alimentos, mas de supermercados apenas de capitais brasileiras, e analisam 230 agrotóxicos. Há uma ressalva, porque temos mais de 500, ou seja, a pesquisa avalia menos da metade. E o glifosato, que é o mais usado, não é pesquisado.

 Será que pesquisando 100% dos tipos não estariam todos contaminados?", questiona.



Segundo Karen, pesquisas mostram que cada brasileiro consome, em média, 7,3 litros de agrotóxicos por ano. Além disso, não há método para investigação do uso combinado desses agrotóxicos. "É um número alarmante", conta. "Todas as estruturas de fiscalização de controle de vigilância são falhos, não têm estrutura, sofrem influência politica e têm incentivo ao uso de agrotóxico. A bancada ruralista no Legislativo sempre os defende", completa.


Outros produtos contaminados


Segundo o Ministério da Saúde, entre 2007 a 2014, 34 mil notificações de intoxicação por agrotóxicos foram registradas no Brasil. Segundo o Dossiê da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), entre 2000 e 2012, o uso de agrotóxicos cresceu 288% no país.

Além dos alimentos in natura contaminados, Karen alerta que outros produtos derivados --até mesmo os industrializados-- também devem estar contaminados. "O resultado deve extrapolar para todos os alimentos, inclusive animal, como leite, ovo, carnes, suco de caixinha, molho de tomate, qualquer produto, que não sejam investigados nesse programa", cita.

A especialista afirma que que estudos mostram também contaminação da água que abastece muitas localidades. "Todos os municípios têm de fazer análise na água, mas nem todos fazem -só 20%. Não temos um dado robusto sobre água potável, mas temos pesquisas individuais mostrando contaminação de água de poço, de escolas, que reforçam isso.


Problemas de saúde


Para a doutora, não há dúvidas da necessidade urgente da redução de consumo de alimentos com agrotóxicos. "Por isso que a gente reforça: com a limitação da ciência, os verdadeiros danos que os agrotóxicos causam não é conhecido.

Cientificamente, toxicologicamente falando, o uso de agrotóxicos deveria ser proibido. Esse seria o mundo ideal, se não totalmente, mas pelo menos até uma transição para prática de não uso", alegou.

Karen alerta que o consumo de agrotóxicos causa, entre outros problemas, alterações hormonais, comprometimento da tireoide, dos hormônios sexuais e até câncer. "Os seres humanos estão expostos a agrotóxicos em toda sua vida, quando ele come cenoura, tomate, leite ou farinha. Ou seja, a gente consome uma mistura de alimentos com agrotóxicos, e isso pode ser danoso."

A professora afirma que não há nenhum tipo de procedimento que limpe um alimento. "Comprovado cientificamente, não tem nenhum método de remover o agrotóxico. Ele fica na superfície, mas muitos outros são usados desde a semente, em que vão sendo incorporados; ou aqueles que são aplicados sobre o alimento e vão chegar até a polpa. Nunca vai remover 100%. 

Você pode até remover da superfície, lavando com sabão neutro, ou detergente e água, mas se deve ter a consciência que não é total a limpeza", alega.

A recomendação seria, portanto, consumir a produção orgânica. "As capitais têm feiras agroecológicas. O produto orgânico é mais caro, mas eu tenho essa experiência e sei que ele dura muito mais que um que se compra em um supermercado. Temos uma perda muito menor. Se botar na ponta do lápis, pode-se perceber que não sai mais caro, fora que vamos ter uma vida muito mais saudável", sugere a doutora.

O Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) divulga um mapa das feiras orgânicas e aponta para mais de 400 opções espalhadas por todo o país. 

Anvisa confirma


Segundo a Anvisa, as amostras de alimentos do PARA são encaminhadas aos laboratórios, e a análise é realizada pelo método analítico de "multirresíduos" ou metodologias específicas previamente validadas, que não incluem o glifosato.

"O método consiste em analisar simultaneamente diferentes ingredientes ativos de agrotóxicos em uma mesma amostra, sendo ainda capaz de detectar diversos metabólitos. O método contribui para um monitoramento rápido e eficiente, tendo em vista o aumento da produtividade do laboratório pela diminuição significativa do tempo de análise, implicando na redução de custos. Entretanto, esse método não se aplica a análise de alguns ingredientes ativos como o ditiocarbamatos, glifosato e paraquate, que demandam metodologias específicas para análise. 

Essas metodologias são onerosas e necessitam recursos adicionais para serem executadas", informou o órgão.

Sobre a lista restrita de agrotóxicos pesquisados, a agência informou que está trabalhando para ampliar o número. O critério de escolha hoje leva em conta seis itens: "os agrotóxicos mais comercializados, a toxicidade do ingrediente ativo, o histórico de agrotóxicos detectados em outros programas de monitoramento no Brasil e em outros países, a disponibilidade de padrões analíticos de agrotóxicos necessários para os laboratórios conduzirem as análises, se o resíduo pode ser detectado no método multiresíduo ou em metodologia específica e a ossibilidade de detecção de resíduos."

A Anvisa ainda informou que a análise combinada de agrotóxicos é complexa. "Essa metodologia ainda está insipiente no mundo, pois envolve a compreensão dos mecanismos de ação de centenas de agrotóxicos e os efeitos no ser humano advindos do sinergismo dessas moléculas no organismo. 

O risco é atualmente avaliado considerando a toxicidade e a exposição a cada ingrediente ativo separadamente", conclui o órgão.


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Resíduos de agrotóxicos estão presentes até no leite materno – artigo de Claudia Colucci

Para fortalecer o movimento de ação contra os agrotóxicos, no próximo dia 28 de abril a Abrasco vai lançar o livro “Dossiê Abrasco: Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde”

Em Lucas do Rio Verde, vitrine do agronegócio no Mato Grosso, até o leite materno está contaminado por agrotóxicos - Foto divulgação internet

Leite materno contaminado por agrotóxico: este foi o tema que a articulista Claudia Colucci abordou na sua coluna semana no jornal Folha de São Paulo, publicada nesta terça-feira 14 de abril. 

O assunto vem sendo divulgado pela Abrasco desde 2011, quando a pesquisadora Danielly Palma apresentou uma tese onde avalia o impacto dos agrotóxicos em mães que estavam amamentando na cidade de Lucas do Rio Verde, Mato Grosso.

 O projeto de pesquisa foi coordenado pelo Professor na Universidade Federal do Mato Grosso - que há anos estuda os impactos do agronegócio na saúde coletiva, Wanderlei Pignati.

VEJA  TAMBÉM:

A pesquisadora que descobriu veneno no leite maternoContaminação de leite materno por agrotóxicos no Mato Grosso



Confira o artigo de Claudia Colucci na íntegra:

terça-feira, 31 de março de 2015

Comer alimentos com agrotóxico diminui quantidade de esperma, diz estudo

Do UOL, em São Paulo



Um estudo da Universidade Harvard, publicado nesta terça-feira (31) no periódico "Human Reproduction", apontou que os homens que comeram mais frutas e legumes com altas taxas de agrotóxicos produziam menos espermatozoides.

Veja: Confira o índice de agrotóxico encontrado em alguns alimentos


No grupo dos que ingeriam mais pesticidas, a contagem de esperma foi de em média 86 milhões de espermatozoides por ejaculação ante a média de 171 milhões entre os homens que comiam porções menores de agrotóxicos, uma diferença de 49%.

Já a porcentagem de espermatozoides 'bem formados' foi de 7,5% entre os homens que comiam melhor, contra 5,1% entre os que comiam alimentos mais contaminados – uma variação de 32%.

sábado, 31 de janeiro de 2015

O lado escuro da comida

 

A indústria da comida nunca produziu tanta tranqueira. Seu prato polui mais que o seu carro. E estamos sendo envenenados por pesticidas. Ou não? 

Descubra o que é verdade e o que é mentira nas intrigas que rondam os alimentos.

por Claudia Carmello, Barbara Axt, Eduardo Sklarz e Alexandre Versignassi 



Frango. Água. Maisena modificada. Soda para cozimento. Sal. Glicose. Ácido cítrico. Caldo de galinha. Fosfato de sódio. Antiespumante dimetilpolissiloxano. Óleo hidrogenado de soja com antioxidante TBHQ. Isso agregado a mais 26 ingredientes é o que conhecemos pelo nome de nugget. A receita é produto de um sistema que faz de lasanha congelada a tomates mais ou menos do mesmo jeito que se fabricam canetas, ventiladores ou motos. É a agropecuária industrial. Ela começa nos combustíveis fósseis. Petróleo carvão ou, mais comum hoje, gás natural são a matéria-prima dos fertilizantes. E os fertilizantes são a matéria-prima de tudo o que você come hoje, seja alface, seja dois hambúrgueres, alface, queijo e molho especial - no pão com gergelim.

Verdade - Fertilizante mata
Mata peixes, não pes-soas. Mas mata. Resíduos de fertilizante vão parar em rios, e daí para o mar. Lá eles fertilizam algas e elas crescem. Mas isso não é bom: quando elas morrem, sua decomposição rouba oxigênio da água. E os peixes sufocam. São as chamadas zonas mortas. Existem quase 400 delas nos mares.

Sem eles para anabolizar as plantações, não haveria comida para todo mundo. O problema é que, com eles, podemos ficar sem mundo. "Na porteira da fazenda, ainda antes do uso, um saco de 100 quilos de fertilizante químico já emitiu 4 vezes esse peso em CO2 para ser fabricado. Depois que aplicam no solo, pelo menos 1 quilo daquele nitrogênio (elemento principal do fertilizante) é liberado para o ar em forma de óxido nitroso, um gás quase 300 vezes pior para o aquecimento global do que o CO2", diz o agrônomo Segundo Urquiaga, da Embrapa. Nessa toada, a agropecuária consegue emitir sozinha 33% dos gases-estufa do mundo, mais do que todos os carros, trens, navios e aviões juntos, que somam 14%.

Além disso, os fertilizantes deixam resíduos debaixo da terra que chegam aos lençóis freáticos e acabam no mar. Mas isso é pouco comparado ao que a comida moderna pode fazer ao seu corpo. Voltemos ao nugget.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Periquitos mortos no AM ingeriram agrotóxico, aponta laudo do Ipaam

Caso ocorreu na manhã desta quinta-feira (27) (Foto: Patrick Mota/Amazonas FM)
Periquitos foram encontrados mortos em avenida de Manaus (Foto: Patrick Mota/Amazonas FM)


Notícia publicado originalmente em G1 Amazonas


O laudo que apurou a morte de 200 periquitos em Manaus apontou que não houve uso de veneno de ratos ou chumbinhos para matar os animais. A informação foi divulgada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) na manhã deste sábado (20). De acordo com o órgão, a análise não é conclusiva e deve ser realizado um estudo mais profundo para averiguar o caso. O laudo, realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), indica que foram encontrados agrotóxicos nos corpos dos animais. Os órgãos ambientais querem saber agora a quantidade necessária destes agrotóxicos para matar os animais, para concluir se a contaminação foi acidental.


Em novembro, cerca de 200 pássaros da espécie brotogeres versicolurus, mortos na Avenida Efigênio Sales, situada na Zona Centro-Sul da capital. Corpos de 40 aves foram recolhidos, e a principal suspeita era de envenenamento.

De acordo com o instituto, 20 espécimes recolhidos no local foram analisados. O estudo procurou mais de 150 agrotóxicos, e foram identificados "níveis residuais" de ciromazina, um agrotóxico comumente utilizado para matar moscas em frutas. O Ipaam informou que a doutora Marilia Martins Melo, responsável pela análise na UFMG, destacou que a presença deste agrotóxico pode significar contaminação por alimento como fruta, grão ou outro produto agrícola onde possam ter sido utilizados tais produtos.

Ainda segundo o Ipaam, o laudo deu negativo pra uso de veneno de ratos e chumbinhos. A UFMG se dispôs a prosseguir pesquisando outras amostras para avaliar diferentes doenças e também a presença de metais pesados, como mercúrio, chumbo e arsênio.

"O laudo diz que as aves não tinham resquício de veneno de rato. De agrotóxicos são resíduos, então são níveis que podem ser resultantes da alimentação das aves. Precisa ser investigado se seriam capazes de matar os animais. Eles são livres, então podem se alimentar em outros locais também, como fazendas, que teriam esse agrotóxico", afirmou o presidente do Ipaam, Antonio Ademir Stroski.

Como ainda não foi identificada a quantia da substância necessária para matar os animais, a hipótese de envenenamento proposital ainda não foi descartada. A Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) deve continuar as investigações do caso. "É necessário prosseguir nas investigações. O Ipaam tem três linhas de condução: envenenamento, doença de ordem microbiológica e o atropelamento. Ainda não dá pra estabelecemos causas, apenas descartamos esses tipos de veneno", explicou.

"A partir de janeiro essas linhas vão ser mais investigadas. Existe um estudo na Universidade de Campina Grande que pode nos dar uma ideia do que causou essa morte desses animais. O laudo não é conclusivo. A gente precisa saber com especialistas se esses níveis de agrotóxico seriam capazes de influenciar a morte desses animais, que são pequenos e de peso leve", destacou a gerente de fauna do Ipaam, Sônia Canto.

O titular do Ipaam afirmou ainda que a UFMG se comprometeu a fazer investigações mais profundas. O órgão deve agora iniciar ações para diminuir as mortes por atropelamento de pássaros na Avenida Efigênio Sales. "Temos o dever de dar uma resposta e dizer o que de fato aconteceu. Temos que atribuir responsabilidade a quem couber. Estamos adotando um manejo pra aquela área. Temos que realizar medidas de proteção", ressaltou o presidente.

Texto completo: G1 AM

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Os 7 alimentos que contêm as maiores quantidades de pesticidas


maça-toxica 



Há uma boa razão para as pessoas que estão preocupadas com a sua saúde a longo prazo e que estão cada vez mais comprando produtos orgânicos.

A maioria das frutas e legumes, que são vendidos em supermercados hoje têm sido convencionalmente cultivadas e são aquelas mais expostas a aplicações pesadas de pesticidas e herbicidas cujos resíduos podem entrar na cadeia alimentar de quem os consome e causar problemas para as pessoas quando essas frutas e vegetais são digeridos.

Tradução, edição e imagens: Thoth3126@gmail.com

Os 7 alimentos que contêm as maiores quantidades de pesticidas

Por Rosalina, Postado 4 de dezembro, 2014 às 11:44 am EST-EUA


Esses problemas de saúde incluem doenças com a fertilidade, defeitos congênitos, ADHD (Attention Deficit Hyperactivity Disorder – Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) em crianças que são expostas a esses produtos químicos e até mesmo algumas formas de câncer.

Abaixo estão relatados sete dos alimentos vegetais que geralmente contêm as maiores quantidades de pesticidas e venenos usados na agricultura convencional e de larga escala de produção e que você definitivamente deveria procurar compra-los cultivados como alimentos orgânicos e produzidos por pequenos agricultores.1995 --- Snake and Forbidden Fruit --- Image by © Don Mason/CORBIS

MAÇÃS (parece que sempre teremos problemas com esta fruta, desde o Éden…)

Convencionalmente as maçãs são produzidas com altos índices de contaminação, contendo os resíduos de até 42 pesticidas, em média.

Dos produtos químicos em questão, 7 são conhecidos como agentes cancerígenos suspeitos, outros 10 são neurotoxinas, 19 são disruptores endócrinos e 6 podem afetar de algum modo a reprodução e desenvolvimento. Além disso, 17 foram demonstrados ser tóxicos também para as abelhas.

CEREJAS

As cerejas são cultivadas com forte aplicação de pesticidas e também como as maçãs têm cerca de 42 resíduos de pesticidas. Os números aqui não são melhores do que eram com as maçãs, com a cereja contendo em torno de 7 agentes cancerígenos conhecidos ou suspeitos, 22 disruptores hormonais, 7 neurotoxinas e 8 toxinas que afetam a desenvolvimento e a reprodução humana. Neste caso, 18 das toxinas são conhecidos para afetarem também as abelhas.
cereja

VAGENS

Os Feijões verdes,ou as vagens, também são cultivados de forma convencional (não orgânico) e podem ter cerca de resíduos de 44 pesticidas diferentes no momento em que ele é posto cozido sobre a mesa do jantar. Destes, oito agentes cancerígenos são conhecidos, 22 disruptores endócrinos, 11 são neurotoxinas, 8 elementos que afetam a reprodução e desenvolvimento humano e 18 são conhecidos por também serem tóxicos para as abelhas.

COUVE

Estas folhas verdes podem ser muito saudáveis, mas couve convencionalmente cultivada pode ter sido afetada com até 46 resíduos de pesticidas 9 sendo cancerígenos, 25 são desreguladores endócrinos, 10 neurotoxinas, 8 componentes que afetam a reprodução e desenvolvimento do ser humano e 25 produtos químicos que podem eliminar as abelhas.

ESPINAFRE

O espinafre é definitivamente um superalimento, se cultivado sem venenos e pesticidas, devido a todos os seus nutrientes que esse alimento oferece, mas se esse vegetal não for cultivado organicamente, ele pode conter até 48 resíduos de pesticidas, incluindo 8 agentes cancerígenos conhecidos, 25 produtos químicos que perturbam o sistema endócrino, 8 neurotoxinas, 6 toxinas que afetam o desenvolvimento e o sistema reprodutivo e 23 produtos químicos que são tóxicos para as abelhas.

vagens

PIMENTÃO DOCE

Não há nada de doce sobre os cerca de 49 resíduos de pesticidas que estas pimentas podem trazer para a sua mesa, se cultivados de forma convencional, incluindo 11 agentes cancerígenos, 26 conhecidos ou suspeitos, desreguladores endócrinos, 13 neurotoxinas, 10 toxinas que afetam o desenvolvimento e sistema reprodutivos e 19 toxinas tóxicas para as abelhas.

ALFACE

Este componente aparentemente inocente da salada pode conter uma colossal quantidade de até 51 resíduos de pesticidas, dos quais 12 são agentes cancerígenos conhecidos ou suspeitos, 29 são disruptores endócrinos, 9 são neurotoxinas, 10 afetam a reprodução ou o desenvolvimento humano e 21 são tóxicos para as abelhas.
abelhas-x-veneno
Parece que o sistema também esta firmemente comprometido em ACABAR com as abelhas e desta forma afetar severamente a produção de alimentos, nesse caso, convencionais e orgânicos


Mesmo que você não possa se dar ao luxo de comprar tudo que consome de vegetais como produto orgânico, você deve tentar, se possível, pelo menos, comprar os sete produtos apontados cultivados de forma orgânica, se você verdadeiramente quiser limitar sua exposição a alimentos muito tóxicos que afetam em muitos aspectos da saúde humana e que também podem acabar com as abelhas.

Saiba mais sobre SAÚDE em:


Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e mencione as fontes.

domingo, 16 de novembro de 2014

É seguro, ingerir diariamente resíduos de agrotóxicos?




A ANVISA,  divulgou na sexta feira dia 14/11,  um novo estudo, sobre a análise de resíduos de alimentos que você poderá conferir AQUI.

Abaixo, estou reproduzindo, uma análise que fiz - referente a uma divulgação anterior que foi feito pela ANVISA,  mas, que continua atual porque nada tem mudado nos últimos anos.

Na verdade a situação dos agrotóxicos é mais grave do que os dados conseguem detectar, se quiser ter uma ideia melhor, clique no link abaixo:

Papo com feirante - O veneno nosso de cada dia, continua na mesa ...

A ANVISA iniciou em 2001 um Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) com o objetivo de avaliar os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos que chegam á mesa do consumidor. O PARA monitorou em 2010 (ANVISA,2001) dezoito alimentos: abacaxi, alface, arroz, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maçã, mamão, manga, morango, pepino, pimentão, repolho e tomate.

Dos 400 ingredientes ativos registrados, foram pesquisados 235 e o glifosato um dos mais utilizados- não foi incluído na pesquisa.
 

sábado, 15 de novembro de 2014

Anvisa aponta irregularidades em uso de agrotóxicos

 

Levantamento feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostra que 25% de amostras de abobrinha, alface, feijão, fubá de milho, tomate e uva apresentavam irregularidades relacionadas ao uso de agrotóxicos em 2012. 

O estudo, divulgado nesta sexta-feira, 14, revela que, de um total de 1.397 amostras, 347 foram consideradas insatisfatórias.

Dois problemas foram identificados: o uso de substâncias proibidas para determinada cultura ou alto grau de resíduos de agrotóxicos no alimento.

 Não foram encontrados indícios de usos de substâncias agrotóxicas proibidas no País.

"Mas é preciso investigar mais, dar continuidade às análises e expandir cada vez mais o número de culturas para verificar se tais produtos não estão presentes no País", afirmou a superintendente de toxicologia da Anvisa, Sílvia Cazenave.

A cultura com maior índice de irregularidades foi a abobrinha. Foram consideradas insatisfatórias 48% das 229 amostras analisadas em todo o País.
 
 Em seguida, vem a alface, com índice de 45% de reprovação. 

As análises integram o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), criado em 2001 pela Anvisa. O trabalho é feito de forma conjunta com Estados e municípios. Para o monitoramento, são escolhidos alimentos que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são os mais consumidos pelo brasileiro. Também é levada em consideração o perfil do uso de agrotóxicos nestes alimentos. A lista é alterada a cada três anos.

Esta é a segunda etapa da análise do PARA de 2012. Na primeira fase, divulgada em 2013, foram analisadas outras culturas: abacaxi, arroz, cenoura e pepino. Para essas culturas, o porcentual de amostras insatisfatórias havia ficado em 29%. "Não há como dizer se a situação no País melhorou, está igual ou piorou", resumiu Sílvia.

Veja a primeira etapa divulgada em 2013 clicando AQUI

 Ela afirma que, para fazer tal comparação, seria necessário observar um grupo de culturas durante um período determinado, ao longo dos anos. "Vamos chegar a isso", disse.


Em 2012, o pimentão, uma das culturas que se destacaram ao longo dos últimos anos pelo alto índice de irregularidades, ficou de fora. A decisão de retirar o produto da análise, de acordo com a gerente geral de toxicologia da Anvisa, Ana Maria Vekic, foi tomada em razão de dois fatores: necessidade de se variar os produtos analisados e de concentrar um olhar mais cuidadoso para produtos que brasileiro consome com mais frequência. 

De acordo com a equipe da Anvisa, o pimentão, comparativamente, é menos consumido do que as culturas analisadas em 2012.

"Os consumidores não estão correndo risco em consumir produtos da lista", garantiu Sílvia. Ela, no entanto, emendou dizendo que o ideal é procurar variar ao máximo o tipo de alimento consumido. Ana contou ser raros os casos de intoxicações agudas pelo consumo de alimentos com resíduos de agrotóxicos. "Os problemas são verificados a longo prazo.   Podem trazer problemas neurológicos, aumentar o risco de câncer", disse. Isso acontece porque diversos agrotóxicos aplicados nos alimentos agrícolas e no solo penetram nas folhas e polpas. A lavagem dos alimentos em água corrente e a retirada de cascas e folhas externas podem contribuir para redução dos resíduos de agrotóxicos, ainda que sejam incapazes de eliminar aqueles contidos em suas partes internas.

Nota do blog: a afirmação acima é no mínima contraditória e uma desinformação a sociedade em um primeiro momento, mas, qualquer pessoa que tem a capacidade de analisar, pode ver a contradição na afirmação da superintendente de toxicologia da Anvisa. Em um primeiro momento ela afirma que os consumidores não estão correndo risco em consumir produtos acima e depois coloca os problemas são verificados a longo prazo e podem  trazer problemas neurológicos, aumentar o risco de câncer ... no mínimo esta subestimando nossa inteligência.


Ana explica que, quando o agrotóxico é registrado no País, é indicado para quais culturas ele pode ser adotado. Muitas vezes, um produto indicado para lavouras de feijão, por exemplo, pode ser proibido para o cultivo de tomates. Assim como, em anos anteriores, foi identificado um porcentual significativo de lavouras tratadas com agrotóxicos que não foram registrados para este fim. "Isso pode levar, indiretamente, a um consumo maior de agrotóxicos do que o desejado", disse Ana.

 "Passamos a perder o controle do que está sendo consumido e isso, claro, não é algo a ser desejado."

A superintendente da Anvisa chama a atenção também para o risco a que trabalhadores das culturas estão submetidos. "Daí a necessidade de formação de produtores rurais. Eles são as principais vítimas do uso indevido de agrotóxicos", completou.


A partir dos resultados, a Anvisa deve desencadear uma série de medidas. Laudos dos resultados do PARA serão encaminhados para supermercados e locais onde amostras foram retiradas para a análise.

 Um mapeamento das culturas mais críticas para o emprego irregular dos agrotóxicos será realizado.