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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Emendas polêmicas do Código Florestal ficam para a Comissão de Meio Ambiente

"A sugestão de Casildo Maldaner, por exemplo, é pelo fim da obrigação de recomposição de até 15 metros de mata ciliar de rios com até dez metros de largura."

Se a sociedade não ficar atenta o que é ruim pode ficar pior...


Veja a reportagem:




Emendas polêmicas do Código Florestal ficam para a Comissão de Meio Ambiente

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Novo relatório confirma incidência maior de câncer e bebês malformados em regiões de produção de soja transgênica



Por quase 10 anos, os moradores de áreas rurais e periurbanas da Argentina onde a agricultura industrial vem se expandido têm recorrido a autoridades políticas e aos tribunais de justiça, bem como protestado diante do público, por causa dos problemas de saúde que suas comunidades vêm sofrendo em função da pulverização de agrotóxicos usados nas diferentes culturas agrícolas.

Nesses locais, chama a atenção o aumento do número de casos de câncer, de nascimento de bebês com malformações e de problemas reprodutivos e hormonais desde que a pulverização sistemática de agrotóxicos se generalizou. As reclamações das cidades-pulverizadas têm sido confirmadas por equipes médicas que atuam nessas regiões, mas as respostas do sistema público de saúde e o envolvimento das universidades públicas com o problema têm sido escassos e limitados.

Para ler a reportagem completa:

Novo relatório confirma incidência maior de câncer e bebês malformados em regiões de produção de soja transgênica: Comunidades vêm sofrendo em função da pulverização de agrotóxicos usados nas diferentes culturas agrícolas

Pesquisa aponta aumento de danos no DNA de viticultores


Segundo a pesquisadora Maria da Graça Martino-Roth

A saúde dos indivíduos é influenciada por fatores hereditários, nutrionais e ambientais. Populações de centros industrializados são expostas intensivamente a substâncias químicas, que podem causar mutações, câncer e defeitos congênitos. No ambiente de trabalho, frequentemente são encontrados agentes químicos, físicos e biológicos capazes de causar problemas para os trabalhadores. Os agentes ocupacionais podem induzir vários tipos de câncer, tais como os do trato urinário, da pele, da laringe, do pâncreas e leucemias. A exposição a agentes químicos e físicos pode causar alterações no DNA e nos cromossomos, as quais potencialmente podem levar ao desenvolvimento, a longo prazo, de sérias consequências para a saúde. O câncer, as anomalias congênitas e as doenças genéticas encontram-se entre as mais dramáticas. A exposição a radiação e a químicos contribui significativamente para os problemas de saúde da população global. O risco para uma população específica , a eles exposta, pode ser grande. Desde que a exposição a agentes perigosos possa ser identificada, a diminuição da presença desses agentes no ambiente de trabalho ou a proteção contra os mesmos, pode minimizar as consequências para a saúde. Uma maneira de estudar os efeitos, em uma população exposta, é conduzir estudos de monitoramento, utilizando parâmetros biológicos pertinentes com manifestação a curto prazo, tais como, ensaios citogenéticos, que podem identificar danos no DNA ou nos cromossomos, resultantes da exposição. A informação obtida pode ser usada como um aviso precoce do risco potencial do desenvolvimento, a longo prazo, de problemas de saúde.




O trabalho da geneticista   Juliana da Silva, professora da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), parece que veio corroborar a afirmação acima, como podemos ver na reportagem abaixo:

Genotoxicidade ocupacional

O aumento dos danos no DNA dos produtores de uva expostos a agrotóxicos é o principal dado de uma pesquisa apresentada recentemente pela EMBRAPA Uva e Vinho, de Bento Gonçalves.

Um aumento de danos no DNA dos produtores de uva expostos a agrotóxicos, em relação aos que não o estiveram. Do mesmo modo, os que não utilizaram equipamentos de proteção individual (EPIs) de forma correta - e completa -, na aplicação de tratamentos, apresentaram maior número de agressões ao seu organismo do que os que os usaram devidamente.

São estas algumas das conclusões de estudo que acompanhou, nos anos de 2001 e 2002, 108 viticultores de várias localidades de Caxias do Sul. O trabalho foi o tema da palestra Avaliação da genotoxicidade em trabalhadores da vitivinicultura expostos a agrotóxicos, ministrada pela geneticista Juliana da Silva, professora da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), na tarde de ontem, 22, na Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves. Mais de 70 pessoas, prioritariamente estudantes e técnicos, participaram da atividade.

O organizador da palestra, pesquisador da Embrapa Samar Velho da Silveira, observa que o objetivo da promoção foi conscientizar os produtores de uva sobre os riscos representados à sua saúde como resultado da exposição excessiva a agrotóxicos, o que ficou claro. A ação aconteceu no âmbito do projeto de Produção integrada de uva para processamento da Embrapa Uva e Vinho, o qual tem a redução do uso de agroquímicos entre suas metas, aponta Velho da Silveira, coordenador da ação. Ele assinala, em relação a tais insumos, que o problema não é sua utilização, mas o uso excessivo. "Às vezes, por medo de perder a produção, o viticultor faz mais aplicações do que o necessário, tipo de atitude que queremos mudar", diz


A mutação do DNA humano pode progredir para doenças mais sérias, como o câncer.


Fonte: Noticias:

Seminário avalia Campanha Contra os Agrotóxicos





Para Cleber Folgado, da coordenação da campanha, o saldo até o momento é positivo. “Cerca de 19 estados já têm comitês e há mais três em processo de construção. A campanha agora deve passar para um segundo momento. No primeiro expusemos o problema dos agrotóxicos para a sociedade, em espaços diversificados. Também houve avanços no âmbito legislativo, principalmente em relação à pulverização aérea. Agora precisamos pensar na capacidade organizativa da campanha, avançar na comunicação para expandir o debate”."

Para ler a reportagem completa:

Seminário avalia Campanha Contra os Agrotóxicos | Jornal Correio do Brasil: "

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Veneno à nossa mesa: Agrointoxicação e ‘vedação ocular’.






Você desconfia de que parte dos alimentos que come podem acarretar danos graves e irreversíveis à saúde devido aos resíduos de agrotóxicos e fertilizantes químicos?

Especialistas advertem que o Brasil é um dos países mais agrointoxicados e que sua população padece de insegurança alimentar, uma vez que está contaminada mais de metade das cenouras, pimentões, uvas, pepinos e morangos que consumimos.

Ganhou notoriedade o tema da insegurança alimentar quando se temia a falta de alimentos para os brasileiros devido ao incremento das exportações. Agrega-se que, além do pouco remanescente, ainda compõem a mesa itens de procedência e qualidade duvidosas.

Para ler a reportagem completa:



Veneno à nossa mesa: Agrointoxicação e ‘vedação ocular’, artigo de Bruno Peron | Portal EcoDebate
: "O Programa de Análise de Resíduos Agrotóxicos em Alimentos (PARA), criado em 2001 no âmbito da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), monitora o nível de agrotóxicos nos alimentos e elabora relatórios, cujas revelações são assustadoras e escabrosas."


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Embrapa e SBPC criticam viés ideológico no Código Florestal





Para o presidente da Embrapa, o novo texto do Código Florestal tem um viés ideológico e não tem um embasamento técnico sobre os impactos no campo. Ele chama a atenção para a necessidade de o País avançar no atual texto para evitar novos desmatamentos das florestas. “Hoje o Brasil já tem área suficiente para ser o celeiro agrícola do mundo“, disse.

Para ler a reportagem completa acesse o link abaixo:

Jornal da Ciência:

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sábado, 5 de novembro de 2011

SISTEMA DE PRODUÇÃO AGROECOLÓGICA E ORGÂNICA NA AGRICULTURA FAMILIAR




O deputado Elton Welter (PT) apresentou na Assembleia Legislativa projeto de lei 403/11 que incentiva a implantação de um sistema de produção agroecológica na agricultura familiar do Estado.

“Ao propor uma alteração nos processos de produção de alimentos, com a progressiva conversão para sistemas de produção de base agroecológica, garantiremos uma política que satisfaça o conceito da sustentabilidade, inclusive no tocante à proteção da qualidade hídrica dos nossos cursos d’água, ao diminuir as ações com a utilização de produtos químicos”, afirma o parlamentar.


Esperamos que os diferentes estados da federação- siga esse exemplo, e que os parlamentares apresentem leis que incentivem a agricultura orgânica e também uma agricultura convencional bem feita e com responsabilidade, livre de resíduos.

A tolerância para qualquer resíduos em alimentos deveria ser Zero.

Vamos recordar um trecho divulgado em outra postagem neste blog:

A documentarista Marie-Monique Robin em seu novo filme – O VENENO NOSSO DE CADA DIA denúncia:

(...) apenas 10% das substâncias que estão presentes no nosso dia-a-dia foram testadas. E mesmo assim, esses testes sempre foram feitos com forte influência dos fabricantes. Representantes da indústria química chegaram a dizer que seu “o livro envenena a indústria química”.

Ela ainda vai além...

Ingestão diária aceitável – IDA – é um valor numérico, medido em mg/kg, que determina a quantidade que se pode consumir de uma substância durante todos os dias, com segurança, por toda a vida.[1] Na prática, para os agrotóxicos por exemplo, determina qual limite máximo de resíduo aceitável em um alimento. Era de se esperar que este índice fosse calculado com um alto grau de rigor científico, para que em nenhum momento colocasse a vida dos consumidores em risco.


Mas Marie-Monique nos mostra justamente o contrário. No mesmo estilo investigador de “O Mundo Segundo a Monsanto”, a diretora percorre centros de pesquisa e agências reguladoras em vários países tentando descobrir como este índice é definido. E ela não deixa dúvidas: através de estudos científicos pagos pelas empresas, e com a ajuda diretores de agências reguladoras com ligações com a indústria, os próprios fabricantes das substâncias é que definem o nível aceitável.

Parabéns ao Deputado Elton Welter por esta iniciativa e para ler a reportagem completa acesse o link abaixo:

Welter - Trabalhando por Você! - Notícias » Mandato:

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ORGANOCLORADOS: UM PROBLEMA DE SAÚDE PUBLICA



O estado de São Paulo esta realizando uma campanha para levantamento de agrotóxicos obsoletos e proibido por lei com o objetivo de dar uma destinação correta a estes agrotóxicos que estão armazenados nas propriedade rurais.

Maiores detalhes e informações sobre a campanha que esta sendo realizado no estado paulista poderá ser obtida no endereço abaixo:




Um programa semelhante feito no Estado do Paraná já identificou mais de 1.900 propriedades rurais que armazenam aproximadamente 630 toneladas de agrotóxicos obsoletos e discute mecanismos para viabilizar a destinação final adequada.

O Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, está iniciando um trabalho similar para o Brasil.

Agrotóxicos obsoletos e todo agrotóxico em desuso, ou seja, aquele cuja fabricação, comercialização e utilização são proibidas por lei no Brasil, em especial os organoclorados.

Os agrotóxicos organoclorados foram amplamente utilizados na produção agropecuária brasileira e mundial a partir da década de 40, principalmente como inseticidas.

O uso do DDT começou a ser proibido em diversos países por volta dos anos 70, em virtude de seu efeito acumulativo no organismo, dentre os malefícios causados por ele está o enfraquecimento das cascas de ovos das aves, envenenamento de alimentos como carnes e peixes. Alguns estudos sugeriram que é cancerígeno, provoca partos prematuros, causa danos neurológicos, respiratórios e cardiovasculares.

No Brasil, a comercialização, distribuição e uso desses produtos foram proibidos em 3 de setembro de 1985.

Após a proibição do uso BHC, DDT e outros os produtores ficaram com esses produtos armazenados em suas propriedades sem nenhuma orientação especifica o que fazer com esses resíduos - que são uma fonte permanente de riscos a saúde humana e a todo ecossistemas.

Essa campanha do estado de São Paulo e muito bem vinda e esta para ser iniciada um trabalho similar em todo território nacional - mas uma pergunta que fica ás autoridades porque somente agora - 26 anos após a proibição do uso no pais é que medidas estão sendo estudadas para retirar e dar um destino correto a esses resíduos?


Segundo FLORES et all 2004:

• No Brasil, a partir de 1970, a produção agrícola sofreu grandes transformações. A política de estímulo do crédito agrícola,associada às novas tecnologias, impulsionou várias culturas, principalmente destinadas à exportação. Pacotes tecnológicos ligados ao financiamento bancário obrigavam os agricultores a adquirir insumos e equipamentos, muitas vezes desnecessários. Entre os insumos, estavam os pesticidas, que eram recomendados para o controle de pragas e doenças, como método de resguardar o potencial produtivo das culturas. Esse método obrigava aplicações sistemáticas de pesticidas, mesmo sem ocorrência das pragas, resultando em pulverizações excessivas e desnecessárias (RUEGG et al., 1991 apud Flores et all 2004).

Como podemos ver no parágrafo acima as autoridades são os verdadeiros responsáveis pelo uso desses produtos e inclusive responsáveis pelo dano ambiental provocados pelos mesmos.

Qual será a condição de armazenamento desses produtos proibidos a 26 anos nas propriedades rurais?

Vamos trazer aqui para reflexão a introdução de um trabalho de HERCULANO 2002.

• A Cidade dos Meninos é uma área federal, de 19 hectares, no distrito de Pilar, município de Duque de Caxias, Baixada Fluminense, na área metropolitana do Rio de Janeiro. Lá, nos anos 40, foi fundado um complexo educacional para crianças pobres, pela então primeira dama, D.Darcy Vargas. Pouco tempo após, o Ministério da Saúde instalava dentro de seus muros uma fábrica de pesticidas para enfrentar a malária então endêmica na região. Nos anos 50 a fábrica foi desativada e todo o material ali abandonado começou a se espalhar e se infiltrar pelo solo, iniciando um longo processo de contaminação do meio ambiente e da população, sem solução até hoje.

• Mais do que um exemplo isolado de irresponsabilidade, fragmentação administrativa, incompetência, fragilidade dos órgãos oficiais responsáveis pelo meio ambiente, este caso ilustra a gigantesca e perene negligência com a qual se trata a criança pobre brasileira e como se aceita como natural que os riscos da poluição e da contaminação por produtos químicos recaiam sobre a população pobre. O caso também é um exemplo das disputas em torno das verdades científicas: o HCH faz mal aos humanos? Quantas toneladas foram mesmo abandonadas? Qual seria o melhor processo de descontaminação? Quantas pessoas foram contaminadas? Que uso dar à área?

• O caso da Cidade dos Meninos é ainda invulgar não só porque o culpado é o organismo federal incumbido da saúde dos brasileiros, como também porque, diferentemente dos outros casos relatados pela literatura sociológica sobre outros países, as pessoas atingidas de lá não querem sair, o que se explica pela falta de acesso dos pobres à terra no Brasil: a Baixada Fluminense é predominantemente ocupada por loteamentos clandestinos, onde mais de 2 milhões de pessoas se amontoam sem serviços públicos adequados.( HERCULANO, 2002 pág 61).

Se o governo federal deu um exemplo, como podemos ver acima o que será que não aconteceu com esses produtos armazenados a tantos anos nas propriedades?

Para ler o trabalho completo de ARACELI VERÔNICA FLORES e outros ORGANOCLORADOS: UM PROBLEMA DE SAÚDE PUBLICA acesse o link abaixo:



Para ler o trabalho de Herculano 2002 Exposição a riscos químicos e desigualdade social: o caso do HCH (hexaclorociclohexano) na Cidade dos Meninos, RJ - acesse o link abaixo:




Referencias:


FLORES, Araceli Verônica; RIBEIRO, Joselito Nardy; NEVES, Antonio Augusto; QUEIROZ , Eliana Lopes Ribeiro. Organoclorados: um problema de saúde pública. Ambiente & Sociedade – Vol. VII nº. 2 jul./dez. 2004. Disponível em: Acesso em: 05 de Nov. 2011.



HERCULANO, Selene. Exposição a riscos químicos e desigualdade social: o caso do HCH (hexaclorociclohexano) na Cidade dos Meninos, RJ. Publicado na Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente: riscos coletivos - ambiente e saúde, número 5, 2002, pp. 61 - 71, ISSN 1518-952X, UFPR. Disponível em : < http://www.professores.uff.br/seleneherculano/publicacoes/exposicao-riscos-quimicos.htm>. Acesso em: 05 de Nov. 2011.

LEVANTAMENTO DE AGROTÓXICOS OBSOLETOS NO ESTADO DE SÃO PAULO. Disponível em : http://www.agrotoxicosobsoletos.org.br/index.aspx .Acesso em 04 de Nov. 2011.


ATUALIZAÇÃO EM 08/01/2013

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou a redação final do Projeto de Lei 983\11, que isenta de punições os agricultores que guardam agrotóxicos proibidos pela legislação brasileira, como o Hexaclorobenzeno (BHC), desde que apresentem os produtos ao governo. A lei já havia sido sancionada em 2009, mas como não entrou em vigência dentro do prazo, foi reapresentada. “Ao tornar os agricultores parceiros, encontramos o caminho mais preciso para eliminar os agrotóxicos proibidos de uma vez por todas”, defende o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), autor da proposta, que aguarda sanção governamental para se tornar lei.

VEJA A NOTÍCIA COMPLETA EM:
Projeto que impulsiona a eliminação de agrotóxicos proibidos aguarda sanção