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domingo, 11 de dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Dr. Bactéria - Como eliminar agrotóxicos dos vegetais

O vídeo abaixo dá uma orientação de como eliminar agrotóxicos nos alimentos. 

A orientação é muito boa,  mas ela não elimina o agrotóxico que esta dentro da planta - os sistêmicos, mas ajuda a ficarmos livres de parte deles.

Em relação a opinião do especialista  que a quantidade de resíduos é muito pequena - a dúvida que fica é:

Qual é  o estudo sério e independente  e  de longa duração que existe que nos pode dar segurança que se ingerirmos diariamente uma quantidade de veneno todos os dias - isto não acarretará nenhum mal?




Para saber mais acesse: 

Lavar alimentos pode ser inútil para tirar agrotóxicos, dizem especialistas:


http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/06/lavar-alimentos-pode-ser-inutil-para-tirar-agrotoxicos-dizem-especialistas.html

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

[ESTUDO] Toxina de Transgênicos Está Presente no Sangue Humano, Contrariando os Apologistas


 Blog Anti Nova Ordem Mundial (*)

Até agora, os cientistas e multinacionais que promovem os cultivos de transgênicos têm afirmado que a toxina Bt não representa qualquer perigo para a saúde humana, pois estas proteínas seriam quebradas no intestino humano. Mas a presença desta toxina no sangue humano demostra que isso não é a realidade.
Comer milho, soja e batata transgênicos é perfeitamente seguro, desde que você não se importe em ter uma perigosa toxina correndo em sua corrente sanguínea. E na corrente sanguínea dos feto também. Assim diz um estudo peer-review canadense, relata a revista semanal India Today.

Leia abaixo a matéria na íntegra:



Surgem novas dúvidas sobre a segurança das culturas geneticamente modificadas (transgênicos), quando pela primeira vez um estudo reporta a presença da toxina Bt, amplamente utilizada em culturas transgênicas, no sangue humano.
Os cultivos geneticamente modificados incluem genes extraídos de bactérias para torná-los resistentes ao ataque de pragas.
Estes genes tornam os cultivos tóxicos a pragas, mas seus defensores alegam que eles não representam qualquer perigo para o ambiente e a saúde humana. A berinjela geneticamente modificada, cuja liberação comercial foi suspensa há um ano, tem uma toxina derivada de uma bactéria do solo chamada Bacillus thuringiensis (Bt).
Até agora, cientistas e multinacionais que promovem o cultivos de transgênicos têm mantido que a toxina Bt não representa qualquer perigo para a saúde humana, pois estas são quebradas no intestino humano. Mas a presença desta toxina no sangue humano mostra que isso não é a realidade.
Cientistas da Universidade de Sherbrooke, no Canadá, detectaram a proteína inseticida Cry1Ab circulando no sangue de mulheres grávidas, bem como de mulheres não-grávidas.
Eles também detectaram a toxina no sangue fetal, o que significa que ela poderia passar para a próxima geração. O trabalho de pesquisa peer-reviewed (revisado por pares) foi aceito para publicação na revista científica “Toxicologia Reprodutiva” (Reproductive Toxicology). Fizeram parte do estudo 30 mulheres grávidas, 39 mulheres que tinham vindo para fazer Laqueadura no Centro Hospitaliar da Universidade de Sherbrooke (CHUS), em Quebec.
Nenhum deles trabalhavam com pesticidas ou viviam com um cônjuge que trabalha em contato com pesticidas.
Elas todas estavam consumindo uma típica dieta canadense, o que incluía alimentos transgênicos, como soja, milho e batatas. Amostras de sangue foram tomadas antes do parto para gestantes e na laqueadura para as mulheres não-grávidas. Amostragem do sangue do cordão umbilical foi feito após o nascimento.
A toxina Cry1Ab foi detectada em 93 por cento e 80 por cento das amostras de sangue materno e fetal, respectivamente, e em 69 por cento das amostras de sangue examinadas de mulheres não-grávidas. Estudos anteriores haviam encontrado vestígios da toxina Cry1Ab no conteúdo gastrointestinal de animais alimentados com milho transgênico. Isso deu origem a temores de que as toxinas podem não ser efectivamente eliminada em seres humanos e poderia haver um alto risco de exposição através do consumo de carne contaminada.
Os dados gerados irão ajudar as agências reguladoras responsáveis pela proteção da saúde humana para que possam tomar melhores decisões“, observaram os pesquisadores Aziz Aris e Samuel Leblanc.
Dada a potencial toxicidade destes poluentes ambientais e a fragilidade do feto, mais estudos são necessários, particularmente aqueles que utilizam a abordagem da transferência placentária”. Eles acrescentaram que especialistas vêm alertando para as graves implicações para a Índia. O óleo de algodão é feito a partir de sementes de algodão geneticamente modificado e desta forma a toxina Bt pode já ter entrado na cadeia alimentar na Índia.
Reguladores indianos deve ser imediatamente chamadas para execução de estudos toxicológicos para saber a extensão da contaminação do sangue humano com toxinas Bt provenientes de óleo de algodão, e também verificar os impactos na saúde a longo prazo“, disse Devinder Sharma, um ativista anti-transgênicos.

(*)As informações são do site abaixo, onde você poderá encontrar mais informações sobre o tema:

[ESTUDO] Toxina de Transgênicos Está Presente no Sangue Humano, Contrariando os Apologistas | Blog Anti Nova Ordem Mundial

Para aprofundar:

OGM e Alergias - Parte 2: o milho GM

http://www.stopogm.net/node/242


Novo estudo avalia combinação de toxinas Bt com glifosato em células humanas



Pesquisadores suíços confirmam efeito letal de toxina Bt sobre joaninhas

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Agrotóxico que afeta sistema nervoso é o mais usado no país, diz Anvisa



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta quarta-feira (7) detalhes de uma lista com os alimentos mais contaminados pelo uso de agrotóxicos no país em 2010.


Segundo o levantamento, um grupo de compostos químicos conhecido como "organofosforados" está presente em mais da metade das amostras irregulares detectadas.

Essas substâncias podem destruir células musculares e comprometer o sistema nervoso, provocando problemas cardiorrespiratórios.

O levantamento foi feito pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para). Ao todo, foram estudados 18 vegetais e frutas em circulação pelo país. Nos 26 estados e no Distrito Federal, foram colhidas 2.488 amostras. Dessas, 28% (694) foram consideradas insatisfatórias para consumo.

O cultivo do pimentão é o caso mais preocupante, com quase 92% das amostras com níveis de agrotóxicos acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O carbendazim, outra substância usada no combate a pragas, foi detectada de forma irregular em 176 amostras, 90 delas de pimentão.

A contaminação do alimento pode ocorrer tanto pela existência de agrotóxicos não autorizados para uso naquela cultura como pelo excesso das substâncias permitidas. No estudo, 47 amostras (1,9%) apresentaram ambos os problemas - inclusas 10 amostras de morango e 10 de pimentão.

O melhor desempenho foi o da batata, que apresentou bons resultados em todas as amostras coletadas. Em 2002, cerca de 22% das amostras do vegetal estavam irregulares.

Orientação agrícola

Mais da metade dos estabelecimentos que utilizaram agrotóxicos no Brasil não receberam orientação sobre os perigos do excesso de agrotóxicos. Apenas 172 mil propriedades foram instruídas sobre o tema, o que não impediu que 76,7% utilizaram agrotóxicos.

A educação pode ser uma barreira à instrução sobre o perigo já que mais de 80% dos proprietários rurais no país são analfabetos ou sabem apenas ler e escrever - frequentaram a escola, no máximo, até o ensino fundamental.

Fonte: G1 Ciências e Saúde

Para aprofundar:

Depressão, suicídios e agrotóxicos organofosforado - 1


Organafosforado e depressão - 2


Agrotóxicos causam transtorno em crianças

Jornal Nacional - Anvisa divulga lista dos alimentos com maior nível de contaminação

O Jornal Nacional inicia, nesta terça-feira (6), uma série especial de reportagens sobre os perigos do uso descontrolado de agrotóxicos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária acaba de produzir uma lista dos alimentos com maior nível de contaminação. É um documento inédito, que você vai conhecer agora, com os repórteres Mônica Teixeira e Luiz Cláudio Azevedo.

O que vem do campo pode não ter apenas nutrientes, mas também resíduos dos produtos usados para proteger as plantações. Agrotóxico em excesso ninguém quer.

“Como é que a gente vai saber se foi fabricado com agrotóxico se não tem nada aqui indicando?”, questiona uma consumidora.
Uma refeição colorida, com folhas, legumes e frutas, para qualquer pessoa, um prato assim é a tradução de alimentação saudável. Mas quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária analisou o pimentão, morango, pepino, alface e cenoura, descobriu que em pelo menos metade das amostras desses alimentos houve uso indevido de agrotóxicos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária levou para o laboratório amostras de 18 tipos de alimentos.

Em 28% delas, havia excesso de agrotóxicos ou agrotóxicos não autorizados para aquela cultura, o que pode representar um risco maior à saúde.

O caso mais grave é o pimentão. “Desse tamanho aqui? Além de enxerto, tem muito agrotóxico”, afirma uma consumidora.
Em 92% das amostras, foram encontradas irregularidades.

O morango teve 63% de amostras irregulares; o pepino, 57%; a alface, 54%; e quase 50% das amostras de cenoura tinham agrotóxicos acima do permitido ou não autorizados. O tomate, que já esteve no topo do ranking, hoje tem menos contaminação, 16,%.

 E uma boa notícia: na batata, nenhum problema foi encontrado entre as amostras examinadas.

“O agrotóxico no alimento, ao ser ingerido pela população, tem um efeito cumulativo, vai se acumulando no organismo. Pode levar a algum tipo de doença crônica não transmissível”, alerta José Agenor Álvares da Silva, diretor da Anvisa.

“Principalmente neurológicas, endócrinas, imunológicas e hoje a questão do aparelho reprodutor, como infertilidade, diminuição do número de espermatozoides e a questão do câncer”, explica Heloísa Pacheco, coordenadora do ambulatório de Toxicologia da UFRJ.

A médica Silvia Brandalise, pesquisadora da Unicamp, estuda as causas de câncer, principalmente entre crianças. Segundo ela, pesquisas já comprovaram que a exposição aos venenos usados nas plantações está relacionada à leucemia e aos tumores no cérebro. A comida com excesso de agrotóxicos e produtos químicos também faz parte dos fatores de risco.

“Se aquele produto lesa uma célula da formiga, uma célula de um mosquito e leva à morte esse mosquito, de maneira mais aguda. O homem não é diferente. Só que no homem é mais crônico, é de longa duração”, destaca.

E se o contato com o veneno for direto, pior. Osvaldo nunca usou proteção. “O veneno abalou os nervos, então não posso fazer força nenhuma”, conta.

Ainda criança, Márcia acompanhava o pai na aplicação do veneno. “Ele ia botando na frente e a gente ia amarrando o tomate atrás, a gente tomava aquele banho de veneno”, lembra.

A terra hoje está abandonada. O casal, sem condições de trabalhar.
 O agrotóxico levou mais do que o sustento dessa família.

“Nunca tive alegria para viver. Sempre doente, sempre com problema de saúde”, diz Márcia.
 
 As Informações são do site:

Jornal Nacional - Anvisa divulga lista dos alimentos com maior nível de contaminação:

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Veja mais:
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com/2011/12/agrotoxico-irregular-aparece-em-28-dos.html

Agrotóxico irregular aparece em 28% dos vegetais no Brasil - 06/12/2011


Quase um terço dos vegetais mais consumidos pelos brasileiros apresentam resíduos de agrotóxicos em níveis inaceitáveis, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Das amostras de alimentos analisadas pela agência, referentes ao ano de 2010, 28% apresentaram ou limites acima do recomendável ou substâncias não aprovadas para o produto --um agrotóxico recomendado para o cultivo de eucalipto usado numa lavoura de tomate, por exemplo.
O campeão de irregularidades é o pimentão --92% das amostras analisadas foram consideradas insatisfatórias no relatório do Para (Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, da Anvisa). Há dois anos, esse índice era de 65%.

Os outros dois alimentos mais problemáticos são o morango e o pepino, com 63% e 57% de amostras com mais agrotóxicos do que o permitido, respectivamente.

Foram analisadas 2488 amostras em todos os Estados e no Distrito Federal, exceto São Paulo, que não quis participar da avaliação.
Segundo José Agenor Álvares da Silva, diretor da Anvisa, o problema de resíduos químicos em alimentos pode estar relacionado ao custo dos agrotóxicos. Os pequenos produtores, diz ele, acabam comprando produtos baratos, mas inadequados para um determinado cultivo.
Silva cita ainda a falta de orientação de agrônomos sobre os produtos --agrotóxicos são usados para aumentar a a produção dos agricultores.
PRODUTOS BANIDOS
Dos cinquenta princípios ativos mais usados em agrotóxicos no Brasil, 20 já foram banidos na União Europeia, segundo o diretor da Anvisa.
O endossulfan, achado no pimentão, já não é usado nos EUA e China, por exemplo. Ele foi reavaliado pela Anvisa em 2010 e terá que ser banido do país até 2013.
A presença de química não permitida ocorre em 85% das amostras de pimentão.
Para Luiz Carlos Ribeiro, gerente da Andef (associação das empresas que fabricam agrotóxicos), isso se deve ao fato de os produtores de tomate, que normalmente também cultivam o pimentão, usarem o mesmo agrotóxico para as duas culturas.
Para ele, o problema poderia ser amenizado se a Anvisa aprovasse mais rapidamente os novos agrotóxicos lançados no mercado. Hoje, diz Ribeiro, esse processo leva cerca de três anos.
CÂNCER
A ingestão de comida com excesso de agrotóxicos de forma prolongada pode causar câncer, problemas neurológicos e malformação fetal.

Pesquisas recentes mostram a relação da exposição a essas substâncias com doenças do sistema nervoso.

Em 2010, a Academia Americana de Pediatria fez uma pesquisa com 1.100 crianças e constatou que as 119 que apresentaram transtorno de déficit de atenção tinham resíduo de organofosforado (molécula usada em agrotóxicos) na urina acima da média de outras crianças.
Em 2010, foi usado 1 milhão de toneladas de agrotóxicos em lavouras do país. Ou seja, 5 kg por brasileiro.

As Informações são:

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Veja mais:
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com/2011/12/jornal-nacional-anvisa-divulga-lista.html

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Programa Roda Viva - Debate sobre os transgênicos


Neste programa Roda Viva, o programa entrevista Jeffrey Smith; um dos maiores críticos da produção de alimentos geneticamente modificados. Fundador da IRT – Institute for Responsible Tecnology, o pesquisador levanta questões sobre a produção de transgênicos, rebate os argumentos da indústria e apresenta as falhas existentes na regulamentação de produtos que utilizam transgênicos.
Líder de uma campanha para uma alimentação mais saudável nos Estados Unidos, Jeffrey Smith luta há anos em prol da remoção de todos os organismos geneticamente modificados da indústria de alimentos naturais.
Ele fala sobre vários assuntos e responde perguntas de jornalistas e pesquisadores.

Ele fala ainda sobre os perigos para o meio-ambiente causados pelos transgênicos, além de analisar como a diminuição de variedades de sementes, um dos objetivos das corporações de bio-tecnologia.
 
Ele comenta também sobre os efeitos negativos dos transgênicos na saúde, na falta de financiamento e pesquisas sobre estes efeitos.


Jeffrey estava também anunciando seu livro Roleta Genética.  Em Roleta Genética, seu segundo livro sobre os riscos dos transgênicos, Jeffrey M. Smith revela documentos com informações, pouco ou não divulgadas, sobre testes de segurança de transgênicos,  que revelam como as mais poderosas companhias de agro biotecnologia do mundo blefam e enganam os críticos, o Congresso e o FDA, sobre a pesquisa de segurança de alimentos dos produtos que os consumidores compram diariamente.



Participam como convidados entrevistadores:
Washington Novaes, jornalista e supervisor do quadro Biodiversidade do programa Repórter ECO, da TV Cultura e articulista do jornal O Estado de S. Paulo; Fernando Lopes, editor de Agronegócios do jornal Valor Econômico; Alexandre Mansur, editor de ciência e tecnologia da revista Época e Flavio FInardi Filho, professor associado da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP.

O Jornalista Washington de Novaes um dos participantes da entrevista  fez algumas revelações:

O próprio Ministério  da Agricultura que cabe fiscalizar  o cumprimento da exigência  da rotulagem dos produtos transgênicos  disse  que é muito difícil fiscalizar porque é um campo muito grande – Programa Roda Viva – parte 04/09.


Sobre a liberação dos transgênicos no Brasil o jornalista Washington  de Novaes  colocou que o Ministério do Meio Ambiente chegou a anunciar que iria votar pela exigência do estudo de impacto ambiental antes do plantio da soja transgênica.

Mas quando foi a votação na comissão o Ministério do Meio Ambiente foi a favor da liberação da soja transgênica e ao ir atrás da informação foi informado que a decisão veio da Presidência da República da época - que pediu ao Ministério  que não fizesse essa exigência. 

O cientista representante do Ministério do Meio Ambiente se recusou a votar a favor e  foi substituído  e o jornalista foi conversar com o suplente que diz  que havia recebido a determinação de votar a favor mas que não queria discutir questões políticas.

Segundo a informação no Ministério do Meio Ambiente foi que a Presidência da República tomou esta decisão porque a empresa que  produz o glifosato no Brasil ameaçava a cancelar  investimento de 600 milhões de dólares  se não fosse autorizado o plantio – programa roda viva parte 08/09.

Assista a entrevista na íntegra e tire suas conclusões:




1/09


2/09


3/09




04/09





05/09





06/09


07/09




08/09   
                                         
09/09   
                                        

Para aprofundar mais veja:

O Mundo  Segundo a Monsanto
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com/2011/12/o-mundo-segundo-monsato.html

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O MUNDO SEGUNDO A MONSANTO



A documentarista francesa Marie-Monique Robin, autora do  O Mundo Segundo a Monsanto, dedicou-se três anos de sua vida para desvendar como uma indústria de químicos virou  a maior companhia mundial de sementes geneticamente modificadas (transgênicas) e uma das empresas mais influentes do planeta, segundo a revista Business Week.

Marie trabalha há 25 anos com matérias investigativas e recebeu prêmios como o Albert Londres, em 1995, concedido a um documentário sobre o tráfico internacional de órgãos.

Em 2004, ela foi aclamada na Europa ao produzir o também premiado Esquadrões da Morte: a escola francesa, sobre a relação do governo francês com ditaduras da América latina, nos anos 70.

Para escrever a história da Monsato, Marie analisou 500 mil páginas de documentos e viajou à Grã-Bretanha, Estados Unidos, Índia, México, Vietnã e Noruega.


Para ler uma entrevista com Marie-Monique acesse: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI20603-15254,00.html


Segue abaixo um resumo do documentário e em seguida o filme completo.        

Muitos estudos científicos provaram que o roundup é altamente tóxico,  por exemplo, ele provoca disfunções na divisão celular como mostra  o estudo do professor Robert Bellé , PhD The French National Center for Scientific Reserarch (CNRS).

Segundo o professor – esta foi a primeira disfunção que observamos no roundup e por isso acreditamos que ele provoca os primeiros estágios que levam ao câncer.

O professor recebeu a ordem para ficar calado pois o resultados do estudo poderia provocar ainda mais polêmica sobre os alimentos trangênicos.

A toxicidade do roundup foi ocultada para não prejudicar o desenvolvimento dos transgênicos.

A pergunta que a documentarista fez e foi em busca de resposta foi:

“Estes grãos de soja, “fabricados para resistir a um herbicida poderoso vão acabar em nossos pratos devem ter sido rigorosamente testados antes de seu lançamento no mercado”

A documentarista foi atrás do ministro da agricultura da época no governo Bill Clinton, de 1995 a 2000 – Dan Glick e uma pequena parte que ela obteve dele segue abaixo:

“ Percebi nos primeiros anos que estive envolvido com a regulamentação da bioctenologia é que houve um sentimento geral no nosso governo e no setor de agronegócios que se você não atendesse efetivamente a favor da aprovação rápida de produtos bioctenológicos de cultivos transgênicos então você seria de certa forma antiprogresso e anticiência.

(...) uma porção de gente no setor de agronegócios a quem não interessava as análises e testes que provavelmente deveríamos ter efetuado porque tinha muito dinheiro investido nos produtos.


Isto mostra que nos EUA o ministro da agricultura não tem a menor chance contra as multinacionais.

E no Brasil?

Mas como foi a regulamentação dos transgênicos nos EUA?

A documentarista foi conversar com James Maryanski que chefiava o departamento de bioctenologia  da FDA naquela época – 1985-2006.


James Maryanski admitiu que a regulamentação dos transgênicos foi uma decisão política e não científica.


Jeremy Rifkin – President of the Foundation for Economic Trends coloca que “equivalências substancial” foi uma estratagema para  atender  às necessidades daquelas empresas, principalmente a Monsanto.

O documentários também abordou a aprovação do hormônio de crescimento bovino que aumenta em 20%  a produção de leite.

A Monsanto começou a vender para os produtores de leite em 1994 sob o nome comercial Posilac.

Em 1984 a Monsato solicitou ao FDA a autorização para o lançamento do Posilac.

Os Peritos do Centro  de Medicina  Veterinária da FDA revisaram os textes que a empresa havia realizados com seus rebanhos experimentais.

O veterinário responsável pela revisão desses testes era Richards Burroughs e ele afirmou que funcionários da agência regulatória omitiram e suprimiram dados.

Segundo o Veterinário os dados que  Monsanto apresentou não estavam completos  e faltavam várias informações importantes e ao solicitar as informações ele foi afastado do projeto  - “ Quando você esta no caminho deles , eles simplesmente te afastam. Jogaram-me para escanteio e depois me demitiram”


Apard  Pusztai  cientista reconhecido mundialmente perdeu seu emprego quando alertou sobre os alimentos transgênicos.

Em seus testes com ratos alimentados com batata transgênica  na Escócia - as batatas transgênicas foram reconhecidas como um organismo estranho havendo um aumento no estimulo reprodutivo e uma aceleração do sistema imunológico  dado que contradizia até então tudo que a FDA vinha dizendo em relação a tecnologia.

Um dia após a publicação de uma entrevista e divulgação dos dados  o Dr. Apard  Pusztai  foi  demitido e a equipe de pesquisa desfeita.

O documentário também coloca as pressões  e impactos que tem ocorridos com os produtores em diferentes países:

O  Centro para Segurança Alimentar em Washington DC publicou um estudo sobre produtores processados pela Monsanto por não respeitarem a patente das sementes  e descobriu pelo menos 100 processos e muitas falências.

A contaminação mesmo não intencional de uma lavoura de soja por soja transgênica tem sido motivo de ação da Monsanto contra os produtores para receber os royalties.

A semente convencionais  registradas são compradas e plantadas como convencionais, mas já vem contaminadas.  O produtor prejudicado é alvo de processo que coloca em risco sua propriedade porque a empresa cobra o royalty.

Quem vende a semente não sofre penalização por vender sementes contaminadas, o agricultor sim e o documentário mostra um caso deste.


A Índia o terceiro produtor mundial de algodão  foi introduzido o algodão BT.

Em 2006  a safra foi destruída por uma doença que atinge o algodão transgênico e que a propaganda da Monsanto  que há uma redução em 78% aplicação de herbicida e produz melhores safras  não é verdadeira.

Mesmo que os produtores queiram comprar sementes convencionais  eles não as  encontram para  comprar.
                                             
Atualmente na Índia  a Monsanto controla praticamente  todo o mercado de sementes de algodão e força os agricultores a comprar as sementes a preços 4 vezes superiores  das sementes convencionais e os produtores são obrigados a recorrer a agiotas e quando a safra é ruim vão a falência.

Kishor Tiwari mostra o mapa do algodão cultivado na  Índia. No primeiro ano tiveram 600 suicídios e no segundo ano  que ainda não havia terminado já tiveram 680 suicídios.

Eles colocam que todas estas biotecnologias  estão deixando os produtores na total dependência o mercado porque você tem pagar muito mais pelas sementes e também tem que comprar o herbicida.




Ignácio  Chapela, PhD University of Califórnia , Berkeley   trabalhou durante 15 anos com comunidades  indígenas em Oaxaca, México.

O México por ser  o centro de origem do milho tem uma enorme biodiversidade e para preservá-la proibiu o plantio do milho transgênico, mas devido ao um acordo assinado não pode proibir a importação do milho americano;

Segundo estudo realizado pelo professor  Dr.  Ignácio  Chapela     os transgênicos já contaminaram o milho mexicano.

Espécies locais mantidas e cuidadas  pelas populações indígenas há milhares de anos  já tinha sido atingidas por contaminação transgênicas principalmente dos EUA.

O trabalho de Ignácio Chapela provocou uma reação violenta no México.

Aldo Gonzáles President of na organization for the indigenous population -  diz: nós andamos perguntando se esta contaminação não seria intencional  se o centro de origem do milho for contaminado , o resto do mundo virá atrás . A contaminação beneficia apenas as multinacionais como a Monsanto

E qual foi a reação da Monsanto?

A Monsato consegui a demissão do professor Dr.  Ignácio  Chapela.

Jonathan Matthews  President of GM Watcn  coloca: “trata-se de uma organização que esta determinada a forçar a entrada de seus produtos, no mundo inteiro e determinada a acabar com a reputação de quem quer que se coloque em seu caminho.

O documentário  também coloca que a partir da Argentina a semente transgênica se espalha misteriosamente para os países  vizinhos  como o Brasil e o Paraguai.

Em 2005 o Paraguai legalizou os plantios contrabandeados.

Roberto Franco Secretário da Agricultura do Paraguai coloca:  vimo-nos forçado a autorizar as sementes transgênicas porque elas já haviam entrado no pais de uma forma não ortodoxa.

 Parece que vimos este mesmo filme se repetir no Brasil?

O documentário trás o impacto sócio-ambiental que a soja transgênica trouxe para os agricultores do  Paraguai.

No Brasil não esta sendo diferente.

Veja o filme completo  e tire suas conclusões...