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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Cerca de 70% do lixo dos oceanos é formado por plástico


Esta foto foi tirada pelo fotógrafo americano Chris Jordan na reserva de vida selvagem -  Midway em 2009.

Segundo ele ao longo do trabalho manteve-se totalmente fiel ás imagens que encontrou: "Nem um único pedaço de plástico nas fotos foi movido, colocado, manipulado.

Isto em pleno Oceano Pacifico, a mais de 3000 km de distância de qualquer continente 




Veja também o vídeo que retrata esse trabalho no link abaixo:
O Drama dos albatrozes ou o drama da nossa civilização?

Ao vasculharem o mar atrás de alimentos, os albatrozes de Midway confundem lixo com comida. Parte eles engolem e parte levam de volta aos filhotes - resultando-se no que se vê na foto acima.

Os Plásticos causam uma devastação: ao ingeri-lo, filhotes de albatroz morrem aos milhares, engasgados, envenenados ou desnutridos.

Fonte: Sustentabilidade - Edição Especial, Revista Veja. Dezembro 2011.

Então? Pensem bem antes de jogar um lixo qualquer em um lugar qualquer ... todos somos responsáveis.


  Segue abaixo uma outra reportagem que já abordou o problema acima:



Um barco feito de lixo partiu de São Francisco, nos Estados Unidos, no início do 2010., com destino  a Sydney, na Austrália. 

Nessa travessia, o veleiro Plastiki denuncia a catástrofe ambiental que está atingindo os mares do planeta. 

É tanto lixo que até os bichos ficam confusos. Peixes engolem lixo como se fosse alimento. Cerca de 70% do lixo dos oceanos é formado por plástico. O lixo que desembarca no local sai dos continentes e é levado por albatrozes. 

O barco Plastiki foi feito com 12,5 mil garrafas de plástico. O veleiro navega sem motor e tudo nele funciona com energia solar ou do próprio vento. 

Ele foi criado e navegou durante quatro meses e meio para chamar a atenção do mundo para a poluição dos mares. O barco é feito de plástico, porque cerca de 70% do lixo dos oceanos é formado por plástico. 

A rota foi planejada para o barco passar pela maior concentração de lixo marinho do mundo,a gigantesca lata de lixo giratória localizada no norte do Oceano Pacífico,onde fica o Havaí. 

Uma praia concorre ao lamentável título de 'praia mais suja do mundo'. Nas várias ilhas que formam o arquipélago do Havaí, moram um milhão de pessoas. Outros sete milhões visitam suas praias maravilhosas todos os anos. Mas o lixo que desembarca no local não é produzido nas ilhas. Ele vem de longe, dos continentes: da América do Norte, da América do Sul, da Oceania, da Ásia. 

Os lixos se concentram parte do Pacífico, por causa das correntes marítimas. Fica ali dando voltas, numa espiral eterna. 

É tanto lixo que até os bichos ficam confusos. Os golfinhos acham que saco plástico é brinquedo. Peixes engolem lixo como se fosse alimento. Aves também. As ilhas do norte do Havaí são uma reserva ambiental protegidas por lei contra a destruição. 

"O problema é que não existe lei que proíba a água do mar de trazer lixo para cá", diz o capitão Charles Moore, que faz pesquisas na área. 

Todos os anos, a ilha é tomada por cerca de 1,5 milhões de albatrozes. Durante sete meses, os filhotes ficam totalmente dependentes do que os pais trazem do mar para alimentá-los. Ficam no local até poderem viver por conta própria. Mas cada vez mais diminui o número de filhotes que saem de lá voando


A mergulhadora Morgan Hoesterey conta que a primeira vez que pisou na ilha de Midway ficou horrorizada. "Tem lixo, tem plástico, muitos albatrozes mortos. É horrível". 

Para mostrar a tragédia que acontece no local, Morgan tem uma idéia. Durante uma hora, ela caminha recolhendo apenas objetos achados dentro dos corpos das aves, corpos apodrecidos e abertos na areia. Ela pega só peças de plástico reconhecíveis. Coisas que ela possa dizer o que são. 

"Esses anzóis, a gente até espera encontrar. Mas o resto é assustador", ela diz. 

Dezenas de isqueiros, bolas de golfe, bolinhas de desodorante. Um monte de brinquedos. Bastões de cola escolar. Uma infinidade de escovas de dente. 

Um cartucho de impressora. Morgan comenta: "Isso aqui tem mais ou menos a largura do pescoço de um albatroz. Imagine a dor de engolir esse treco". 

Nenhuma dessas coisas foi parar no local levada pelo mar, ou pelo homem. Elas chegaram dentro de um albatroz. 

"Fomos nós que fizemos isso. Nós todos fizemos isso contra essas aves. É horrível!", diz a moça. 

"Se ao menos esses pássaros estiverem dando suas vidas para mostrar pra gente o que estamos fazendo com o mar", é o pensamento da jovem mergulhadora.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Presidente acena com vetos ao Código Florestal

Ao aproximar-se de movimentos sociais durante o Fórum Social Mundial Temático, que terminou ontem (29), a presidente Dilma Rousseff garantiu que o novo Código Florestal, em tramitação na Câmara, "não será o texto dos sonhos dos ruralistas".
Em reunião com 80 entidades da sociedade civil, na semana passada, a presidente sinalizou que vai barrar propostas que aumentem o desmatamento, caso sejam aprovadas pelo Congresso.


O aceno de Dilma foi bem recebido por ativistas. "Dilma disse claramente que o texto não será o código [florestal] dos sonhos dos ruralistas. Ela assumiu esse compromisso", comentou Mauri Cruz, um dos organizadores do fórum social. "Isso não significa que o código vai ser perfeito, mas sinaliza que ela não vai sancionar do jeito que está", disse Cruz. A promessa foi feita em reunião que contou com a presença do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro (PMDB). "Esse compromisso é muito importante para nós. [O ex-presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva] tinha um vínculo natural com os movimentos sociais, mas ainda não tínhamos a mesma liberdade com a presidente. Dilma se aproximou. Temíamos que não acontecesse."

Para representantes dos movimentos sociais, no entanto, o gesto da presidente não foi só uma forma de aproximação, mas também de pedir apoio à Rio +20 que, a exemplo do Fórum Social Mundial Temático, deve ser esvaziada. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, nome oficial da Rio +20, vai acontecer em junho no Rio de Janeiro.

Na reunião com Dilma, ativistas disseram que o Brasil não pode sediar a Rio +20 com uma legislação ambiental "retrógrada". "O Brasil tem o dever de se apresentar bem e levar uma proposta concreta", disse Oded Grajew, um dos idealizadores do Fórum Social Mundial.

O clima de pessimismo sobre o futuro da Rio +20 e de possível fracasso da conferência dominou o fórum social, que foi um encontro preparatório dos movimentos sociais para o evento da ONU no Rio de Janeiro. Como o fórum social foi esvaziado, ativistas temem que o mesmo aconteça tanto na Rio +20 quanto na Cúpula dos Povos, evento que a sociedade civil organiza para acontecer durante a conferência das Nações Unidas.

Chamada de temática, esta edição do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, reuniu cerca de 30 mil pessoas, segundo Mauri Cruz, um dos organizadores do evento. Em outras edições, o fórum teve mais de 150 mil participantes. As atividades foram pulverizadas na capital e em cidades da região metropolitana, dificultando o deslocamento e a participação nos eventos. Problemas na organização e na divulgação dos debates também fizeram com que muitos eventos fossem esvaziados.

Para Maria Cecília Wey, secretária geral da WWF, o formato do fórum social "não tem favorecido" que os debates se transformem em idéias concretas. "Está tudo muito disperso", comentou. Do debate que a representante da WWF participou com Marina Silva, João Pedro Stédile, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), e integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), SOS Mata Atlântica e Greenpeace, nenhuma proposta foi registrada para ser levada à Rio +20, por exemplo. "Não sei como vão transformar essas ideias em ação. Acaba sendo mais uma troca de informações do que outra coisa", comentou.

Maria Cecília demonstrou receio em relação à Cúpula dos Povos, evento que será organizado pela sociedade civil durante a Rio +20. "Serão pelo menos três espaços diferentes para os movimentos sociais se reunirem. Com essa dispersão, não sei como vamos conseguir influenciar a conferência", analisou.

Um dos idealizadores do Fórum Social Mundial, Chico Whitaker, defendeu uma "mudança de estratégia" para as próximas edições do encontro de movimentos sociais. "Corremos o risco de a esquerda falar só para si mesma. O fórum precisa ir para a sociedade. Precisamos parar de falar para nós mesmos", afirmou.

A expectativa de que a Rio +20 seja um fiasco ganhou mais força durante os debates sobre a crise do capitalismo. Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese e responsável por organizar propostas do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para a Rio +20, analisou que a crise econômica enfrentada por países desenvolvidos impedirá o debate ambiental. "O problema imediato é a crise econômica e não a ambiental", disse Clemente. "O enfrentamento da crise exige a retomada da atividade econômica, cuja referência é produzir do jeito que fizemos até hoje. A crise exige uma solução que agrava o problema ambiental", afirmou.

Clemente lembrou que até mesmo o Brasil, que sediará a Rio +20, incentivou a produção e venda de automóveis no enfrentamento da crise econômica de 2008. "Saímos bem economicamente, o que não significa que ambientalmente tivemos sucesso. Agravamos a emissão de gases de efeito estufa com a venda de automóveis", comentou. "A Rio +20 pode fracassar do ponto de vista político, com a ausência de um compromisso político vigoroso em relação a uma agenda de mudança no padrão de produção."

Fonte: Jornal da Ciência

Receita caseira ajuda a eliminar as aranhas domésticas

Em determinadas épocas do ano, as aranhas invadem as casas e se tornam um verdadeiro incômodo para toda família. Como depende do clima da região, é comum aparecer nas cidades às espécies armadeira (mais comuns na região Sudeste, normalmente no período entre abril e maio), viúva negra (mais encontradas no litoral nordestino) e a aranha marrom (muito frequente na região Sul do país).


 

Elimine as aranhas com cuidados simples de limpeza e uma receita caseira

As aranhas caranguejeiras e as tarântulas, apesar de muito comuns, não causam envenenamento. As que fazem teia áreas geométricas, muitas encontradas dentro das casas, também não oferecem grandes riscos para a saúde. De todo modo, inofensivas ou não, não há quem queira conviver com estas espécies dentro de casa. Mas tomando alguns cuidados simples e até preparando uma receitinha caseira, é possível eliminá-las do seu lar sem grandes esforços.
Confira algumas dicas:

- Mantenha sempre jardins e quintais limpos. Evite o acúmulo de entulho, folhas secas ou qualquer objeto que possa servir de morada para a aranha;

- Evite folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto, bananeiras e outras) perto de paredes. Lembre-se também de sempre manter a grama aparada e nunca permitir que terrenos vizinhos (quando baldios) contenham lixo e etc;

- Vede frestas e buracos em paredes, assoalhos e vãos entre o forro e paredes para impedir o trânsito de aranhas pela residência;

- Em lugares muito arborizados, feche as portas e janelas ao entardecer;

- Observar a presença de aranhas em objetos e móveis que tenham sido guardados por períodos prolongados em ambientes escuros.

Uma dica interessante para controlar e afastar estas aranhas que vivem em casa é preparar uma solução com cravo da índia, cânfora e álcool e usá-la para limpar as paredes toda semana.

Receita caseira

Basta adicionar 5 pedras de cânfora, e 30 cravos da Índia e deixar repousar por 7 dias até que o cravo solte seu óleo. Pulverize nos locais afetados, paredes, portais atrás de portas e onde haja teias de aranhas. A solução é milagrosa e promete fazer com que elas não aparecerão mais.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Cinco maneiras de combater as formigas em casa


As  formigas podem ser um grande incômodo em casa se não forem controladas. Para manter as formigas longe da sua casa e especialmente longe dos seus alimentos, é importante tomar alguns cuidados básicos e assim evitar esse problema. Veja como: 

 

1 – Armazenamento de comida 

Quando for armazenar a comida após fazer as compras de mercado ou preparar uma refeição, verifique se as embalagens não estão sujas e se estão bem fechadas. Cuidado também com embalagens danificadas, um saco de açúcar com um pequeno furo é paraíso para formigas. Deixe os alimentos bem organizados e tampados em lugar seco, arejado e fácil de ser limpo periodicamente. 
2 – O lixo e as lixeiras da casa

O cuidado com o lixo deve ser ainda maior. Prefira as lixeiras com tampa e nunca deixe comida no lixo da cozinha por muitas horas. É recomendável recolher e jogar o lixo da cozinha de uma a três vezes por dia, dependendo da quantidade de refeições no dia ou da quantidade de lixo que a família gera. É importante também manter sempre a lixeira limpa, lavando-a no mínimo uma vez por semana ou até mais vezes se for necessário. 

3 – Cuidado com as migalhas

As migalhas de pão e farelo de bolacha que muitas vezes acabam caindo pela casa, ficando nos tapetes e nos cantinhos do sofá são deliciosos atrativos para as formigas. O ideal seria evitar comer deixando farelos, procurando sempre usar

Porém, quem tem crianças em casa sabe que nem sempre elas tomam o cuidado necessário e as migalhas ficam pela casa. Nesse caso, assim que perceber qualquer sujeira recolha e limpe imediatamente para não atrair as formigas. 

4 – Pesticidas naturais 

Algumas ervas podem ser espalhadas pela casa para servirem de pesticida natural contra formigas, a exemplo das folhas de louro. Cravo, sal, cascas de limão e borra de café também podem ser usados para esse propósito. Esses pesticidas naturais conseguem afastar as formigas porque seu cheiro é muito forte e elas fogem por não suportá-lo. 

5 – Elimine os focos de formigas 

Se os focos permanecerem mesmo com essas dicas para combater as formigas em casa, talvez seja necessário tomar outras medidas. Se as formigas fizerem um buraco na parede, use uma seringa com água e detergente e aplique no local. Outra sugestão é tampar as frestas com pedaços de sabão em barra. 
As gavetas ou armários onde você guarda alimentos podem ficar mais protegidos se você colocar algumas folhas de cânfora ou alfazema. Já nos potes de açúcar, coloque cascas de limão ou cravo embebido em álcool para afastar as formigas. 



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O custo humano embutido num iPad



Charles Duhigg e David Barboza, do The New York Times (*)

NOVA YORK - A explosão arrasou o Edifício A5 numa tarde de maio do ano passado. Uma erupção de chamas torceu os tubos de metal como se fossem canudos jogados fora. Quando os operários na lanchonete correram para fora, viram uma fumaça negra saindo das janelas - era a área onde os empregados poliam milhares de estojos de iPads por dia.

Duas pessoas morreram na hora e mais dez se feriram. Quando os feridos eram levados às pressas para as ambulâncias, um em particular chamava atenção. O rosto lambuzado, atingido pelo calor e a violência da explosão, deu lugar a uma pasta preta e vermelha no lugar da boca e nariz.

"Você é o pai de Lai Xiaodong?", alguém perguntou, quando o telefone tocou na casa de Lai. Seis meses antes, o jovem de 22 anos havia se mudado para Chengdu, sudoeste da China, para se tornar mais uma das milhões de peças humanas da engrenagem que move o maior, mais rápido e mais sofisticado sistema de manufatura no globo. "Ele está com problemas", disse a pessoa do outro lado da linha ao pai de Lai, que não resistiu aos ferimentos.

Na última década, a Apple tornou-se uma das mais poderosas e bem sucedidas empresas do mundo. A Apple e suas congêneres do setor de alta tecnologia alcançaram um ritmo de inovação jamais observado na história moderna.

Contudo, os operários encarregados da montagem dos iPhones, iPads e outros aparelhos com frequência trabalham em condições terríveis, de acordo com empregados das fábricas, grupos de defesa dos trabalhadores e relatórios publicados pelas próprias companhias. Os problemas são tão variados quanto os ambientes de trabalho e os problemas de segurança - alguns mortais - são graves.
Os operários fazem horas extras excessivas, em alguns casos trabalham sete dias por semana e vivem em dormitórios superlotados. Alguns trabalham em pé por tanto tempo que suas pernas incham a ponto de quase não conseguirem andar. Empregados menores de idade ajudaram a fabricar produtos da Apple, fornecedores da companhia armazenaram inadequadamente lixo tóxico e falsificaram registros, segundo dados da empresa e grupos de defesa do trabalhador que, dentro da China, são considerados monitores independentes e confiáveis.

Mais preocupante ainda é o desprezo de alguns fornecedores pela saúde do trabalhador. Há dois anos, 137 funcionários de uma fornecedora da Apple a leste da China foram intoxicados depois de receber ordens para usar uma substância química venenosa para limpar as telas do iPhone. No ano passado, houve duas explosões em fábricas de iPad mataram quatro pessoas e deixaram 77 feridas. Antes mesmo destas explosões, a Apple havia sido alertada para as condições perigosas na fábrica de Chengdu.

A Apple não é a única empresa de produtos eletrônicos que opera dentro de um sistema de suprimento preocupante. Condições terríveis de trabalho foram documentadas em fábricas de manufatura de produtos para a Dell, Hewlett-Packard, IBM, Lenovo, Motorola, Nokia, Sony, Toshiba e outras.

Executivos da Apple dizem que a companhia adotou medidas importantes para melhorar as fábricas nos últimos anos. A empresa criou um código de conduta para seus fornecedores, detalhando os critérios a serem obedecidos em termos de trabalho e segurança. A empresa organizou uma campanha de auditoria. Abusos foram descobertos e correções foram exigidas.

Mas os problemas importantes continuam. Mais da metade das fornecedoras inspecionadas pela Apple violaram pelo menos uma norma do código de conduta a cada ano desde 2007, de acordo com relatórios da Apple.
"A Apple nunca se preocupou com qualquer outra coisa a não ser melhorar a qualidade do produto e reduzir os custos de produção", disse Li Mingqi, que trabalhou até abril na administração na Foxconn, uma das mais importantes parceiras da Apple na China. Li, que está processando a Foxconn por ter sido despedido, trabalhava na fábrica de Chengdu quando ocorreu a explosão.

A Apple recebeu um resumo deste artigo, mas não quis comentá-lo. A reportagem foi baseada em entrevistas com mais de 30 funcionários, antigos e atuais, e contratantes, incluindo alguns executivos com conhecimento do grupo de responsabilidade do fornecedor da Apple.

Emprego. Quando conseguiu o emprego na Foxconn, Lai Xiaodong sabia que a fábrica em Chengdu era especial. Os trabalhadores estavam produzindo o mais recente produto da Apple: o iPad.

Lai, que consertava máquinas da fábrica, logo de início notou as luzes quase ofuscantes. Os turnos eram de até 24 horas e a unidade estava sempre iluminada. A qualquer momento, havia milhares de operários em pé nas linhas de montagem, agachados perto das grandes máquinas ou correndo entre as plataformas de carga. 

As pernas de alguns estavam inchadas.

Cartazes nas paredes alertavam os 120 mil empregados: "Trabalhe com afinco no seu emprego hoje ou vai ter que trabalhar duro para encontrar um emprego amanha". O código de conduta da Apple estabelece que, salvo em circunstâncias excepcionais, os operários não devem trabalhar mais de 60 horas por semana. Mas na Foxconn, alguns trabalhavam bem mais, segundo entrevistas, holerites e investigações de grupos independentes.

Lai logo passou a trabalhar 12 horas por dia, seis dias na semana. Havia "turnos contínuos" e então os operários recebiam ordens para trabalhar 24 horas seguidas. O grau universitário permitiu que o jovem ganhasse um salário de US$ 22 por dia, incluindo horas extras. Ao sair do trabalho, ele se recolhia num pequeno aposento, suficiente para abrigar um colchão, um guarda-roupa e uma mesa.

Essa acomodação era melhor do que muitos dormitórios da empresa, onde viviam 70 mil empregados da Foxconn, às vezes com 20 pessoas espremidas em um apartamento de três quartos. Em 2011, uma disputa sobre salários desencadeou um motim num dos dormitórios.
Em nota, a Foxconn contestou os relatos de funcionários sobre os turnos contínuos, as horas extras e as acomodações abarrotadas. Segundo a empresa, ela respeitava os códigos de conduta da Apple. 

"Todos os empregados da linha de montagem têm pausas regulares, incluindo uma hora para o almoço", escreveu a companhia, afirmando que somente 5% dos empregados realizavam suas tarefas em pé.

(*)  Publicado originalmente emhttp://economia.estadao.com.br/noticias/neg%C3%B3cios,o-custo-humano-embutido-num-ipad,100770,0.htm#noticia


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A beleza da polinização - Uma obra de arte.


Com a vida na grande cidade onde cada vez mais vamos perdendo o contato com a natureza, muitas pessoas tem a impressão que os alimentos nascem ali na prateleira do mercado ou são produzido em indústria.

Por de trás de cada alimento existe toda uma magia - onde pássaros, insetos, abelhas etc., participam do ritual da  criação ... colaborando com a polinização e reprodução.

Algumas espécies são mais dependentes do que outras desses pequenos seres - mas,  considerando apenas as abelhas calcula-se que 1/3 da produção de alimentos são dependentes desses seres.

O vídeo abaixo é uma verdadeira obra de arte ... um espetáculo a ser aplaudido de pé - mas que normalmente passa despercebido a nós.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Anvisa abre consulta pública para banir os agrotóxicos parationa metílicia e forato, prejudiciais à saúde humana


“Este agrotóxico possui características neurotóxicas, imunotóxicas, mutagênicas e provoca toxicidade para os sistemas endócrino e reprodutor e para o desenvolvimento de embriões e fetos, além de gerar desordens psiquiátricas”
 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda – feira (23/1), duas consultas públicas recomendando o banimento dos agrotóxicos parationa metílicia e forato. As recomendações da Anvisa estão baseadas em estudos científicos que relacionam o uso desses agrotóxicos à problemas de saúde.
“Nossa medida pretende reduzir o risco da população exposta a esses produtos, tendo em vista que são extremamente tóxicos e estão sofrendo restrições de uso em diversos países”, afirma o diretor da Agência, Agenor Álvares.
A parationa metílica é um inseticida e acaricida que tem uso autorizado nas culturas do algodão, alho, arroz, batata, cebola, feijão, milho, soja e trigo. 

 “Este agrotóxico possui características neurotóxicas, imunotóxicas, mutagênicas e provoca toxicidade para os sistemas endócrino e reprodutor e para o desenvolvimento de embriões e fetos, além de gerar desordens psiquiátricas”, explica Álvares.

Quanto ao forato, o diretor da Anvisa destaca que produto pode provocar letalidade em doses baixas, por diferentes vias de exposição, e está associado com diabetesmellitus na gravidez, toxicidade reprodutiva e para o sistema respiratório, nefrotoxicidade  e neurotoxicidade. Esse agrotóxico é um inseticida, acaricida e nematicida (empregado para combater alguns parasitas) utilizado no cultivo do algodão, amendoim, batata, café, feijão, milho, tomate e trigo.
Cenário internacional
No cenário internacional, os dois produtos são proibidos na Comunidade Europeia.  A parationa metílica também não pode ser utilizada na China, Japão, Indonésia, Sri Lanka e Tanzânia. Nos Estados Unidos, esse agrotóxico está classificado como restrito, o que significa que as formulações a base de parationa metílica só podem ser compradas e usadas por aplicadores certificados. Ainda, nos Estados Unidos, a aplicação do produto é mecanizada, o que diminui a exposição dos trabalhadores ao produto.
O forato está em processo de descontinuidade de uso para a cultura da batata no Canadá e tem prioridade para ser reavaliado na Austrália. Nos Estados Unidos, o uso desse agrotóxico sofre diversas restrições, tais como: uso em sistemas fechados, proibição de aplicação aérea, restrição de culturas autorizadas e regiões e definição de uma única aplicação por safra.
Retirada voluntária
Uma das empresas, fabricante de produtos à base de parationa metílica no Brasil, já se manifestou formalmente à Anvisa de que irá retirar esse agrotóxico do mercado nacional, de forma voluntária, em 2012.
Contribuições
As contribuições às Consultas Públicas 8 e 9/2011 podem ser feitas pelo site da Anvisa ou pelo e-mail toxicologia@anvisa.gov.br. Outros canais de participação são o fax (61) 3462 – 5726 e cartas para o endereço Agência Nacional de Vigilância Sanitária / Gerência-Geral de Toxicologia, SIA, Trecho 5, Área Especial 57, Lote 200, Brasília, DF, CEP 71.205.050.
Confira as notas técnicas que recomendam a proibição de uso da parationa metílica   e doforato  no Brasil.

BREVE ANÁLISE DO TEXTO ACIMA:

Pessoal vamos analisar apenas o primeiro parágrafo:


"Este agrotóxico possui características neurotóxicas, imunotóxicas, mutagênicas e provoca toxicidade para os sistemas endócrino e reprodutor e para o desenvolvimento de embriões e fetos, além de gerar desordens psiquiátricas”



Pergunta - Quanto tempo faz que este produto esta no mercado?



Na época em que ele foi aprovado - com certeza passou por todo o "rigor" da lei e foi liberado...



Para mim fica algumas dúvidas...



Na época em que foi aprovado não tinha essas informações?



Se tinha - qual é a idoneidade dos órgãos que aprovaram?



Qual é a seriedade da "ciência" que atestou que o produto era seguro?



Qual é realmente o compromisso das empresas que o desenvolveram com a saúde e meio ambiente?



Vamos partir de outra hipótese - NÃO SE CONHECIA ESSAS INFORMAÇÕES.



As dúvidas continuam ... como se pode liberar um produto que não se conhece?



De quem é a responsabilidade?



Quem foi que atestou que este produto era seguro e agora se descobre:



Este agrotóxico possui características neurotóxicas, imunotóxicas, mutagênicas e provoca toxicidade para os sistemas endócrino e reprodutor e para o desenvolvimento de embriões e fetos, além de gerar desordens psiquiátricas”



QUEM VAI PAGAR A CONTA DOS DANOS CAUSADOS?