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quinta-feira, 29 de março de 2012

Rio+20: Brasil retrocedeu 20 anos com Dilma, diz Marina Silva


Segundo Marina, que disputou as eleições presidenciais em 2010, em apenas um ano de gestão da petista o Brasil amargou importantes retrocessos na política ambiental. "Estamos vivendo hoje, em um ano do governo Dilma, uma situação de claro retrocesso em relação a tudo que foi feito ao longo dos últimos 20 anos", afirmou. Ela citou como exemplos a votação do Código Florestal, que "diminui a proteção integral, amplia o desmatamento sobre áreas preservadas e beneficia o desmatador" e as restrições à atuação do Ibama. Marina ainda lamentou a "fraca" atuação do Ministério do Meio Ambiente que, segundo ela, "trabalha para fortalecer a agenda dos que lhe são contrários". Confira.

Rio+20: Brasil retrocedeu 20 anos com Dilma, diz Marina Silva: "
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terça-feira, 27 de março de 2012

O QUE FAZER COM O LIXO?

Sabemos que o problema do lixo surgiu desde que o homem deixou de ser nômade e passou à vida sedentária e vivemos o dilema - o desenvolvimento melhora a qualidade de vida, ao mesmo tempo temos uma geração cada  vez maior de lixo. 

Sempre que vejo esta questão sendo levantada recordo de um trecho de uma carta atribuída ao cacique Seathe  em resposta ao presidente dos Estados Unidos que pretendiam comprar suas terras - que diz o seguinte:

O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. 

Para ver a carta na íntegra:




Se os tempos modernos trouxe o problema do lixo entre outros, também trouxe o acesso rápido e fácil a informação e cabe a nós saber utilizar com sabedoria.

Segue abaixo alguns links de acesso a preciosos textos do professor Dr. Maurício Waldman  para aprofundarmos sobre o tema e buscarmos superar com urgência este problema tão grave que não pode continuar sendo ignorado porque é de responsabilidade de  todos nós.


GESTÃO DO LIXO DOMICILIAR: CONSIDERANDOS SOBRE A ATUAÇÃO DO ESTADO
http://www.mw.pro.br/mw/geo_pos_doc_gestao_lixo_atuacao_estado.pdf

Esse texto foi primeiramente distribuído no I Encontro de Ações Afirmativas para uma Cidade Sustentável, promovido pela Camara Municipal de São Paulo, evento no qual me coube a honra de desenvolver a Conferência de Abertura: "Ações de Ecoeficiência para uma Cidade Sustentável", proferida na terça-feira passada, dia 13-03-2012.

É de se salientar que nos últimos meses, contribui com OITO outros materiais sobre o temário do lixo, somando 176.477 caracteres de texto. Quem ainda não tomou contato com essa produção, pode caso queira, acessá-la agora mesmo:


LIXO E ECONOMIA: A FANTASIA DO RESÍDUO BRASILEIRO EMERGENTE
http://www.mw.pro.br/mw/geog_lixo_e_economia.pdf

NOTAS SOBRE A CONCENTRAÇÃO GEOGRÁFICA DO LIXO DOMICILIAR BRASILEIRO
http://www.mw.pro.br/mw/geo_palestra_maraba.pdf

LIXO DOMICILIAR BRASILEIRO: MODELOS DE GESTÃO E IMPACTOS AMBIENTAIS
http://www.mw.pro.br/mw/geo_ecologia_paper_palestra_itanhaem.pdf

RECICLAGEM, CATADORES E GESTÃO DO LIXO:
DILEMAS E CONTRADIÇÕES NA DISPUTA PELO QUE SOBRA
http://www.mw.pro.br/mw/eco_palestra_santos_2011.pdf

LIMITES DA MODERNIDADE: DILEMAS DO ESGOTAMENTO DOS RECURSOS
http://www.mw.pro.br/mw/geog_limites_da_modernidade_2011.pdf

ANÁTEMAS DO LIXO NUCLEAR
http://www.mw.pro.br/mw/eco_nuclear_2011.pdf 

O BRASIL E O DESAFIO DO LIXO
http://www.cortezeditora.com.br/artigomauriciowaldmanjabuti.html

EDUCAÇÃO: FOCO PRIORITÁRIO PARA POLÍTICAS DE GESTÃO DOS RESÍDUOS.
http://www.cortezeditora.com.br/artigomauriciowaldman_gestao_residuos.html

Por sinal, caberia recordar a repercussão do meu livro LIXO: CENÁRIOS E DESAFIOS, finalista do Prêmio Jabuti 2011 no quesito melhor obra Ciências Naturais.
 Saibam mais:

CAPA - LIXO: CENÁRIOS E DESAFIOS
http://www.mw.pro.br/mw/capa_livro_lixo.pdf

SAIBA MAIS - LIXO: CENÁRIOS E DESAFIOS
http://www.lojacortezeditora.com.br/lixo.html

É isso aí! Forte abraço para todo mundo!

MW
De: Maurício Waldman

A Carta do Cacique Seattle, em 1855


Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. 
A carta:

 
 "O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra.
 O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade.
 Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano.


Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.

Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha.
 Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.


Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver.
Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite?
Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens.


Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.
Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes.
Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco.
 A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. 
O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. 
 


Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões?

Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. 

Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.



Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. 


Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós.

E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. 

Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse.

 E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."





 

domingo, 25 de março de 2012

Cartilha IAPAR no Mundo Orgânico

 
A cartilha IAPAR no Mundo Orgânico foi produzida com a intenção de incentivar alunos, professores, familiares, Associação de Pais e Mestres e todos os envolvidos com o processo de educação a implementar ações para preservar o meio ambiente. As atividades apresentadas na publicação foram desenvolvidas para integrar a criança ao seu mundo. Cultivar uma planta ou uma horta orgânica, por exemplo, permitirá à criança potencializar o poder de observação, o respeito pelo meio ambiente e o relacionamento com os seres vivos. As informações, dicas e sugestões contidas nesta cartilha se prestam a apoiar educadores em ações interdisciplinares, como a inclusão dos temas aqui abordados em aulas de ciências, matemática, história ou atividades artísticas. Destinada a crianças do ensino fundamental, apresenta passatempos, receitas, testes e música.

Para ter acesso a cartilha acesse o link abaixo:
http://www.iapar.br/arquivos/File/zip_pdf/iapar_mundoorganico.pdf


Para saber mais:

Alimentos Orgânicos - Um guia para o consumidor consciente
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/03/alimentos-organicos-um-guia-para-o.html

Alimentos Orgânicos - Um guia para o consumidor consciente



 


APRESENTAÇÃO
Este guia, produzido pelo Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) com
o apoio da Associação dos Consumidores de Produtos Orgânicos do Paraná
(ACOPA), procura orientar o consumidor a escolher de forma consciente o
que vai consumir. Afinal, nós também somos o que comemos. O guia
apresenta informações sobre as diferentes formas de produção de
alimentos, com destaque para a agricultura orgânica, dicas práticas de
como escolher alimentos com menos agrotóxicos, sugestões para uma
alimentação saudável, além de um calendário com a melhor época para
consumir alimentos produzidos de maneira ecológica no Paraná.
O consumidor cidadão tem hoje um papel importante como agente de
transformação política. Escolher um produto orgânico é, antes de tudo,
praticar educação ambiental.
Ao fazer essa opção, você ajuda na melhoria da qualidade de vida de
muitas famílias de agricultores e consumidores, ao mesmo tempo em que
contribui para a preservação do meio ambiente. Este guia foi feito para
você, que acredita que uma alimentação de qualidade previne doenças, e
é também um poderoso recurso terapêutico. Saúde não é só ausência de
doença, mas principalmente um estado de equilíbrio entre o homem e a
natureza.
Moacir Roberto Darolt

Para ter acesso ao material acesse o link abaixo:

sábado, 24 de março de 2012

Tratamento alternativo de esgoto

Programa Cidades e Soluções apresenta  jardins filtrantes fazem despoluição na frança e algumas alternativas e iniciativas no Brasil.