Mais informações: http://www.ligadasflorestas.com.br/
Seja Bem Vindo!!! O objetivo desse blog é compartilhar informações, videos, reflexões que auxiliem as pessoas a compreender melhor a importância de se relacionar bem com a natureza.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Código Florestal: Câmara aprova alterações de relator que não pune desmatador .
Por 274 votos a favor, foram aprovadas as alterações feitas pelo relator Paulo Piau (PMDB-MG) ao texto do Código Florestal do Senado. Votaram contra 184 deputados e dois se abstiveram. Com isto, o Código libera benefícios e crédito agrícola para quem desmatou, tira a proteção em torno de nascentes de rios e aumenta a consolidação de áreas desmatadas em topos de morro e manguezais."
Veja a notícia completa no link abaixo:
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terça-feira, 24 de abril de 2012
Rede de Médicos combate expansão de agrotóxicos e divulga informações que governos e empresas encobrem
Os povos fumigados da Argentina estão vendo dia após dia sua saúde se degradar pela intensa utilização de agrotóxicos nos cultivos, sobretudo de soja transgênica. Para ajudar a denunciar esta situação, profissionais da área de saúde, que moram em áreas afetadas, se reuniram e fundaram a Rede Universitária de Ambiente e Saúde – Médicos de Povos Fumigados.
Estes pesquisadores estão voltados para o estudo e recolhimento de dados sobre os impactos da atual forma de produção agroindustrial na vida das pessoas e acompanham a luta contra os agrotóxicos. Além disso, trabalham para difundir as informações que governos e empresas como Monsanto escondem sobre a toxidade de venenos como o glifosato e o endosulfano.
Em nota, os Médicos de Povos Fumigados apontam que as populações afetadas denunciam há mais de dez anos a utilização indiscriminada de venenos que causam graves problemas à saúde. As comunidades pedem que se restrinjam as fumigações em áreas povoadas, se proíba imediatamente as fumigações aéreas e se coloque em debate o sistema de produção agrário da Argentina. Apesar disso, os governos não atendem as reivindicações e estimulam a produção com uso de agrotóxicos.
O fato é que os lucros são altos e por isso os monocultivos regados a venenos se espalham pelas terras cultiváveis e, inclusive, invadem terras de povos originários e campesinos. Desde 1990 o uso de agrotóxicos cresce. Neste período, se usavam cerca de 30 milhões de litros, hoje se utiliza mais de 340 milhões de litros. Em documento, os Médicos de Povos Fumigados explicam que no hectare onde se usava dois ou três litros de glifosato, atualmente se aplica oito ou 12 litros.
Este uso descontrolado de venenos para matar insetos e plantas trouxe consigo sérios problemas de saúde. Os padrões de enfermidades nas populações fumigadas mudaram. Hoje, os problemas respiratórios são mais frequentes e estão vinculados às aplicações de agrotóxicos. As dermatites crônicas também são comuns. Os epilépticos convulsionam mais frequentemente no período de aplicação dos venenos e também se registra mais casos de depressão e transtornos imunitários.
Casos mais graves como abortos espontâneos, malformações congênitas, danos neurológicos e até cânceres, já não são esporádicos. Os abortos espontâneos chegam a 19% e os casos de infertilidade em homens e mulheres aumentaram. Também foram registradas altas nos casos de diabetes e distúrbios da tireóide.
Síndromes de Down, mielomeningoceles (grave anormalidade congênita do sistema nervoso que se desenvolve nos primeiros dois meses de gestação) e cardiopatias congênitas também são diagnosticadas com frequência nas áreas fumigadas.
Como não poderia deixar de ser, nas comunidades fumigadas também morrem mais pessoas. Dados recolhidos pelos médicos apontam que mais de 30% das pessoas que morrem nestas comunidades são vitimadas por algum tipo de câncer, enquanto no resto do país a cifra é inferior a 20%. Este fenômeno foi identificado em 2000 e coincide com a ampliação do uso de glifosato e outros venenos no local.
Por esta soma de problemas, os integrantes da Rede Universitária de Ambiente e Saúde pedem a proibição das fumigações aéreas, como aconteceu na Europa; a restrição das áreas de fumigações terrestres; a reclassificação dos agrotóxicos, levando em consideração seus efeitos agudos; a aplicação do Princípio Precatório estabelecido na Lei Geral do Ambiente e a criação de uma dependência de Saúde e Meio Ambiente responsável por aprovar ou rejeitar o uso de cada pesticida.
Os Médicos de Povos Fumigados também pedem à população afetada que os ajude a recolher informações sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde. Em suas comunidades e bairros os fumigados podem recolher testemunhos de situações de vulneração de direitos causadas pelo agronegócio; fazer mapas localizando as casas de pessoas com câncer, malformação, lupus, diabetes e hipertireoidismo; divulgar a Rede para médicos da comunidade e ajudar a divulgar nos meios de comunicação as informações geradas pelos Médicos de Povos Fumigados.
Para saber mais:
Lobby impede agentes de saúde de registrar contaminações por agrotóxicos
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/04/lobby-impede-agentes-de-saude-de.html
sábado, 21 de abril de 2012
Brasil: líder mundial em alimentos envenenados
Por Tatiana Achcar (*)
Nunca tivemos tanta comida produzida no mundo, mesmo assim um milhão de pessoas passam fome e outro milhão comem menos do que necessitam. A fome é um problema de economia mundial. Em vinte anos, o Brasil tomará dos Estados Unidos a liderança mundial na produção de alimentos. No entanto, 49% dos brasileiros estão acima do peso, sendo 16% obesos, segundo o Ministério da Saúde. A obesidade é um problema de saúde pública, logo, de economia nacional. Por que esse disparate entre a grande quantidade de alimento e a fome e o sobrepeso? Apesar das commodities agrícolas bombarem as bolsas de valores, o sistema alimentar mundial tem falhas, e das grossas: o modo de produção usa recursos naturais de maneira abusiva, o sistema está baseado na industrialização, que artificializa o alimento, e a distribuição é concentrada e controlada por poucos gigantes do setor. Alimentação em quantidade e qualidade adequada e saudável é um direito humano, mas virou artigo de luxo.
Em seu discurso de posse, no dia 18 de abril, a nova presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar, a antropóloga Maria Emília Pacheco, criticou os agrotóxicos, os alimentos transgênicos e a livre atuação das grandes corporações, apoiada na irrestrita publicidade de alimentos, especialmente entre o público infantil, como nocivas para a segurança e soberania alimentar.
"O caminho percorrido historicamente pelo Brasil com seu atual modelo de produção nos levou ao lugar do qual não nos orgulhamos de maior consumidor de agrotóxicos no mundo e uma das maiores áreas de plantação de transgênicos", afirmou.
O país que está prestes a tornar-se líder mundial na produção de alimentos abusa de venenos que causam intoxicação crônica, aquela que mata devagar com doenças neurológicas, hepáticas, respiratórias, renais, cânceres entre outras e provoca o nascimento de crianças com mal formação genética.
O uso massivo de agrotóxico promovido pela expansão do agronegócio está contaminando o agricultor, que tem contato direto com a lavoura envenenada, os alimentos, a água e o ar.
Estudos científicos recentes encontraram resíduos de agrotóxicos em amostras de água da chuva em escolas públicas no Mato Grosso.
(Para entender veja: http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2011/12/contaminacao-de-leite-materno-por.html)
O sangue e urina dos moradores de regiões que sofrem coma pulverização áreas de agrotóxicos estão envenenados. Nos últimos anos, o Brasil tornou-se o principal destino de defensivos agrícolas banidos no exterior. Segundo dados da Anvisa, são usados em nossas lavouras pelo menos dez produtos proscritos na União Europeia, Estados Unidos, China.
Confira a entrevista abaixo:
"O caminho percorrido historicamente pelo Brasil com seu atual modelo de produção nos levou ao lugar do qual não nos orgulhamos de maior consumidor de agrotóxicos no mundo e uma das maiores áreas de plantação de transgênicos", afirmou.
O país que está prestes a tornar-se líder mundial na produção de alimentos abusa de venenos que causam intoxicação crônica, aquela que mata devagar com doenças neurológicas, hepáticas, respiratórias, renais, cânceres entre outras e provoca o nascimento de crianças com mal formação genética.
O uso massivo de agrotóxico promovido pela expansão do agronegócio está contaminando o agricultor, que tem contato direto com a lavoura envenenada, os alimentos, a água e o ar.
Estudos científicos recentes encontraram resíduos de agrotóxicos em amostras de água da chuva em escolas públicas no Mato Grosso.
(Para entender veja: http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2011/12/contaminacao-de-leite-materno-por.html)
O sangue e urina dos moradores de regiões que sofrem coma pulverização áreas de agrotóxicos estão envenenados. Nos últimos anos, o Brasil tornou-se o principal destino de defensivos agrícolas banidos no exterior. Segundo dados da Anvisa, são usados em nossas lavouras pelo menos dez produtos proscritos na União Europeia, Estados Unidos, China.
Confira a entrevista abaixo:
É evidente que segurança e soberania alimentar dependem de um sistema de produção alimentar bom, limpo e justo, sustentável e descentralizado, de base agroecológica de produção, extração e processamento, de processos permanentes de educação alimentar e nutricional. É estratégico adotar a soberania e segurança alimentar como um dos eixos ordenadores da estratégia de desenvolvimento do país para superar desigualdades socioeconômicas, regionais, étnico-raciais, de gênero e de geração e erradicar a pobreza extrema e a insegurança alimentar e nutricional.
Fico contente com a posse de Maria Emília Pacheco por sua força de vontade política e clareza de que é preciso fortalecer a capacidade reguladora do Estado, tanto na regulação da expansão das monoculturas, como no banimento imediato dos agrotóxicos que já foram proibidos em outros países, incluindo os que foram utilizados em guerras, como o glifosato. E dar um o fim aos subsídios fiscais, rotular, obrigatoriamente, todos os alimentos transgênicos, assegurando o consumidor o direito à informação. Investir na agricultura familiar e camponesa é eixo fundamental que deve estar na prioridade do governo. Ela gera emprego e renda para milhões de pessoas, estimula a produção de alimentos e a diversidade de culturas, respeita tradições alimentares e preserva a natureza, fixa o homem no campo e fortalece as economias locais e regionais.
Desejo que a proposta da Política Nacional de Agroecologia e Sistemas Orgânicos de Produção, em processo de elaboração por um grupo interministerial, seja amplamente aprovada a aplicada para garantir a proteção da agrobiodiversidade e de iniciativas como a conservação de sementes crioulas, os sistemas locais públicos de abastecimento, circuitos curtos de mercado e mercado institucional. É vencendo esses passos que um país deveria orgulhar-se de ser líder mundial na produção de alimentos.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Programa De Frente Com Gabi - OS PESTICIDAS COMO FATOR DE RISCO PARA A CARCINOGÊNESE.
Programa De Frente Com Gabi de 28 de setembro de 2011, Marília Gabriela recebeu a Dra. Silvia Brandalise, médica oncologista que preside o Centro Boldrini, um hospital filantrópico e de ensino fundado por ela em Campinas.
Dra. Silvia se dedica a cuidar de crianças e jovens com câncer - câncer infantil, tarefa que realiza brilhantemente há mais de 40 anos.
Ela vem ao programa para falar sobre sua história, sobre as dificuldades de sua profissão e também sobre os avanços da medicina oncológica.
Dra. Silvia coloca que os grandes fatores de riscos que esta sendo levantada são os poluentes ambientais – entre eles os pesticidas.
Os pesticidas são um dos grandes vilões porque eles quebram a cromátide dos genes e é o primeiro passo para a carcinogênese.
O desrespeito ao meio ambiente e a qualidade dos alimentos, os aditivos como as anilinas que dão cor e a ingestão maior de hormônios tanto na alimentação como, por exemplo, a carne de frango (granja) e o uso de anabolizante para o cultivo do corpo são apontados pela Dra. Silvia como fatores de riscos para leucemia, câncer de testículos etc.
Confira a entrevista.
Quer saber o que é cromátide?
PARA APROFUNDAR:
Pesquisa aponta aumento de danos no DNA de
viticultores
Relatório do Código Florestal exclui regras para recompor beiras de rio.
O relator do projeto de reforma do Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), apresentou nesta quinta-feira (19) seu parecer sobre o projeto, com votação marcada para a próxima terça (24) no plenário da Câmara.
Ele retirou do texto aprovado no Senado percentuais mínimos de recuperação das áreas de preservação permanente (APPs) desmatadas nas margens de rios localizados dentro de propriedades rurais.
A recomposição, segundo esta última versão da proposta, dependeria de novo projeto de lei ou medida provisória, e incluiria a participação dos estados. A definição seria feita em até dois anos, dentro do Programa de Regularização Ambiental (PRA).
As regras gerais deste programa seriam estabelecidas pelo governo federal em até 180 dias após a aprovação da lei, mas as condições específicas ficariam a cargo dos estados.
"Caberá ao Poder Executivo, na definição dos critérios e parâmetros que nortearão o Programa de Regularização Ambiental, a fixação dessas faixas de proteção considerando as particularidades ambientais, sociais e econômicas de cada região", diz o relatório.
A mudança feita no relatório se aplica apenas às regras para quem precisar reflorestar as áreas de beira de rio, e que tenham sido desmatadas até julho de 2008. A recomposição é uma possibilidade de anistiar as multas aplicadas aos produtores que desmataram as APPs.
Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff suspendeu as multas por mais dois meses.
O projeto do novo Código Florestal estabelece que, após a sanção e posterior definição das regras para as APPs, os produtores assinem termo para a recomposição. Caso não reponham a vegetação num determinado prazo, deverão pagar multa. As multas ficam suspensas a partir do momento da sanção.
Já para as propriedades que não tenham que realizar a recomposição, por manterem a mata nativa, por exemplo, ficaram mantidos o mínimo de 30 metros e o máximo de 500 metros como tamanhos para as faixas de preservação, variando de acordo com a largura do rio.
Para ler a notícia completa acesse o link abaixo:
G1 - Relatório do Código Florestal exclui regras para recompor beiras de rio - notícias em Política:
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domingo, 15 de abril de 2012
COMO CONTROLAR A EROSÃO NO SOLO
Segundo os especialistas em gênese de solos, são necessários 10000 anos para a formação de 1 cm de solo desenvolvido de granito e calcula-se duzentos milhões de toneladas de terras são perdidas no Estado de São Paulo, todos os anos, por causa da erosão e da má conservação do solo.
A erosão é o arraste do solo
O solo perdido além de causar danos nas estradas provoca assoreamento dos rios e lagos
Junto ao solo são levados herbicida, fungicidas, inseticidas e minerais causando grande impacto ao meio ambiente.
A chuva é a principal causa da erosão e o cultivo inadequado estando o solo desprotegido de vegetação ou mesmo das práticas conservacionistas, o solo sofre uma desagregação com o impacto da gota de chuva, que depois arrasta-o, principalmente nos minutos iniciais da chuva.
Se o terreno possui cobertura vegetal, ocorrerá a diminuição do impacto da chuva porque este estará mais protegido, e a velocidade da chuva no solo será menor devido aos obstáculos e como conseqüência a erosão será menor porque as raízes darão sustentação mecânica ao solo.
As raízes mortas deixam canais dentro do solo onde a água pode infiltrar , e sobrará menos água para correr na superfície.
A figura abaixo representa bem esta realidade:
Origem da imagem: http://solonaescola.blogspot.com.br/2011/11/experimentos-6.htmlO uso adequado do solo aliado a prática de conservação é de vital importância se levarmos em consideração que a terra também pertence as gerações futuras.
Na ânsia de ganhar dinheiro e acumular capital, o homem esquece sua condição de ser social e dos compromissos que tem para com a sociedade e a natureza. Na busca da riqueza fácil e imediata, sob o manto enganador do cumprimento de sua tarefa produtiva, segue imolando o solo, despreocupado com o futuro e deixando de lado o quanto é importante o papel da agricultura e do meio rural perante a captação e retenção da água no solo, como forma de armazenamento e de alimentação de inúmeros mananciais.
Com isso passa a explorar o solo inadequadamente, acelerando os processos erosivos, aumentando a degradação do meio ambiente e reduzindo drasticamente a qualidade e quantidade de água.
Esses é um pequeno trecho que o engenheiro agrônomo José Cezar Zoccal a escrever o livro Soluções – Caderno de Estudos em Conservação do Solo e Água volume 1: Adequação de Erosões – Causas, Conseqüências e Controle da Erosão Rural, publicado pela Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (CODASP), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.
O engenheiro agrônomo Zoccal, atual gerente regional da CODASP em Campinas-SP, disse na época em que escreveu o livro, que a obra se baseava no relato de experiências adquiridas nos 78 anos de trabalho da companhia (hoje a companhia tem 83 anos) na prestação de apoio técnico à atividade agrícola do Estado: “O livro apresenta os mecanismos que ocasionam a erosão e as técnicas corretas para evitá-la e controlá-la”.
Quando ocorre esse desgaste, 90% são removidos do local. “A água da chuva age sobre essa terra, que é arrastada para o fundo de vales, riachos e mananciais, resultando a poluição da água. Precisamos prevenir e corrigir essa conduta”, alerta o engenheiro.
Para reverter o problema, o livro destaca a importância da manutenção da cobertura vegetal e a adoção de práticas mecânicas, como remover o solo com equipamentos motores para “quebrar barrancos”. Com 60 páginas, o livro é didático e mostra fotos com experiências corretas e incorretas no combate na erosão. É destinado a ambientalistas, produtores rurais, professores, técnicos, estudantes e ao público interessado na área.
Para ter acesso ao livro clique no link abaixo:
Fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=87035&c=5103&q=Livro+ensina+a+controlar+problema+da+eros%E3o
sábado, 14 de abril de 2012
"O governo é pré-histórico na questão ambiental"
Há alguns dias, importantes organizações da área ambiental divulgaram um documento com severas críticas ao primeiro ano do governo Dilma Rousseff no setor. Instituto Socioambiental, Fundação SOS Mata Atlântica e WWF, entre outras, classificam o atual período como o de “maior retrocesso da agenda socioambiental desde o fim da ditadura”. A acusação é endossada pelo biólogo e consultor João Paulo Capobianco, um dos mais respeitados ambientalistas do país. No governo Lula, Capobianco ocupou o segundo cargo mais importante do Ministério do Meio Ambiente, o de secretário-executivo. Saiu junto com a ministra Marina Silva e depois participou de sua campanha pela Presidência. Nesta entrevista, ele explica porque avalia tão mal os primeiros atos de Dilma no setor.
ÉPOCA – As organizações que militam na área de meio ambiente classificaram o primeiro ano do governo Dilma como “o maior retrocesso da agenda socioambiental desde o fim da ditadura”. O senhor concorda com isso?
João Paulo Capobianco – Concordo completamente. A agenda que envolve meio ambiente e a questão social do ponto de vista dos direitos de minorias, como índios e quilombolas, tem evoluído desde o fim da ditadura militar. É uma evolução permanente. Claro que as coisas nem sempre andaram como gostaríamos. A Lei da Mata Atlântica demorou 14 anos para ser aprovada. A Lei de Crimes Ambientais demorou 12 anos. Foi um conjunto de avanços sempre muito morosos. Mas foi uma agenda crescente. Nós não tivemos nesse período nenhum retrocesso na legislação. Tivemos demoras, dificuldades de implementação, mas inversão nós nunca tivemos. Estamos tendo agora. São modificações na legislação por iniciativa ou omissão do Executivo. Um exemplo é esse novo Código Florestal.
Veja a entrevista na íntegra:
João Paulo Capobianco: "O governo é pré-histórico na questão ambiental" (íntegra) - ÉPOCA | Tempo:
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