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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Estações de tratamento não retiram agrotóxicos da água

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgou resultado de uma pesquisa (em 2007)  para avaliar o teor de contaminação por agrotóxicos em mananciais de água e estações de tratamento de água. Um dos coordenadores da pesquisa, o toxicologista Jefferson José Oliveira da Silva, disse à folha de dourados que em todas as amostras coletadas nos oito estados do país, foram encontradas substancias provenientes de agrotóxicos. Dourados foi uma das cidades onde foram coletadas amostras para a pesquisa de laboratório.

Segundo Jefferson, o objetivo da pesquisa era justamente detectar o grau de presença de agrotóxico na água potável de regiões “altamente agrícolas”, portanto, com grande utilização de agrotóxicos. Além disso, informou, a pesquisa deverá “subsidiar mudanças na portaria da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que determina o controle de qualidade da água quanto à presença dessas substâncias”.

De acordo com o pesquisador em todos os estados pesquisados (Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), a água coletada estava contaminada mesmo “depois de terem passado por todo processo de tratamento das estações” das empresas de saneamento.

Um dos fatores mais preocupantes do resultado da pesquisa é justamente a constatação de que nenhuma empresa de saneamento do país (incluindo a Sanesul), possui mecanismo para filtrar essas substancias tóxicas, que acabam nas residências da população, para o consumo; uma vez que maior parte da água consumida em Dourados é retirada do rio Dourados, cujas margens são ladeadas por plantações e para onde levam as chuvas os resíduos dos venenos lançados nas lavouras.

Segundo Jefferson, há uma grande diversidade de agrotóxicos utilizados no país, (“os agrotóxicos constituem um grupo de mais de 200 substâncias diferentes”), o que torna “inviável economicamente fazer a análise laboratorial. “A solução seria que cada região, de acordo com sua vocação agrícola e, portanto, com os agrotóxicos que costumam ser usados, analisasse um grupo específico de substâncias”, recomenda Jefferson.

Jefferson minimiza afirmando que “a quantidade de agrotóxico detectada está dentro de níveis aceitáveis, porque a luz do conhecimento atual não existe confirmação de que essas substâncias trazem algum problema de saúde nesses níveis de contaminação”, muito embora não arrisque afirmar que não haja risco para a saúde humana.

Segundo o relatório, os níveis de agrotóxicos encontrados na água após o tratamento, para o consumo humano, foram, na grande maioria das vezes, inferiores aos limites máximos hoje tolerados por organismos internacionais. “Mas, uma vez que os métodos de tratamento não eliminam os agrotóxicos, os níveis dessas substâncias na água podem aumentar ou diminuir de acordo com variáveis ambientais e econômicas. Por isso, é necessário um monitoramento contínuo da água”, alerta Jefferson Silva. “Nosso relatório técnico vai subsidiar a Funasa para mudanças na legislação”, adianta Jefferson.

Para o Iagro, órgão do Governo do Estado responsável pela fiscalização da utilização de agrotóxicos nas lavouras, é impossível saber exatamente quanto de veneno é jogado nas lavouras. Dalmo Henrique Franco da Silva, engenheiro agrônomo e fiscal do Iagro, disse que este controle só será feito a partir do ano que vem, quando estará operando um sistema de computador que fará o controle a partir das casas de revenda.

Segundo estimativa da secretaria Municipal de Agricultura Familiar cerca de 200 toneladas de embalagens vazias de agrotóxico são recolhidas todos os anos na Central de Recolhimento, o que deve corresponder a pelo menos um milhão e meio de litros de agrotóxicos jogados nas lavouras da região, todos os anos. Boa parte desse veneno deságua no rio Dourados e chega ás residências.

Fonte: http://www.folhadedourados.com.br/view.php?cod=2860


Para aprofundar:

Pesquisa diz que água tem agrotóxico
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/05/pesquisa-diz-que-agua-tem-agrotoxico.html?spref=fb


QUE ÁGUA ESTAMOS BEBENDO?
Até 13 metais pesados, 13 solventes, 22 agrotóxicos e 6 desinfetantes na água que você bebe
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2011/12/que-agua-estamos-bebendo.html

domingo, 27 de maio de 2012

Pesquisa diz que água tem agrotóxico





Colaboração:  Moyses Galvão Veiga

Para aprofundar:

QUE ÁGUA ESTAMOS BEBENDO?
Até 13 metais pesados, 13 solventes, 22 agrotóxicos e 6 desinfetantes na água que você bebe
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2011/12/que-agua-estamos-bebendo.html




Natureza - Integração com lavoura e floresta é o caminho da pecuária sustentável

No Link abaixo você terá acesso a terceira parte da reportagem  do Globo Rural - que investiga a relação entre a pecuária e o meio ambiente.

Natureza - Integração com lavoura e floresta é o caminho da pecuária sustentável:




"O consultor Washington Mesquita afirma que a área de pastagem poderia ser reduzida a um terço do que é com a pecuária intensiva. Essa área poderia ser disponibilizada para aumentar tanto a própria pecuária, quanto a agricultura. “O sistema intensivo é tecnicamente, economicamente e ecologicamente correto”, diz.

O "ecologicamente correto" está não só em evitar novos desmatamentos, como na redução do aquecimento global. É que reduzindo o tempo para o abate, são reduzidas também as emissões de gases e dejetos do animal"

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dilma faz 12 vetos e 32 modificações ao novo Código Florestal

Info Código Florestal versão 3 - VALE ESTE (Foto: arte/G1)



A presidente Dilma Rousseff fez 12 vetos e 32 modificações ao novo Código Florestal, informaram nesta sexta-feira (25) os ministros da Advocacia Geral da União (AGU), do Meio Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. Para compensar os cortes e adequar o texto aos propósitos do Planalto, será editada uma medida provisória com ajustes e acréscimos.
O objetivo dos cortes e mudanças no texto aprovado no Congresso, de acordo com o governo, é inviabilizar anistia a desmatadores, beneficiar o pequeno produtor e favorecer a preservação ambiental. Os vetos ainda serão analisados pelo Congresso, que tem a prerrogativa de derrubá-los. O artigos vetados serão detalhados junto com o envio da MP na segunda-feira (28).

São 12 vetos, são 32 modificações, das quais 14 recuperam o texto do Senado Federal, cinco respondem a dispositivos novos incluídos e 13 são adequações ao conteúdo do projeto de lei", explicou Adams. O prazo para sanção do texto, que trata sobre a preservação ambiental em propriedades rurais, vencia nesta sexta.

Para ver a notícia completa acesse o link abaixo:
http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/05/presidente-dilma-vetou-12-artigos-do-novo-codigo-florestal.html

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Agronegócio, agrotóxico e “agrocâncer”


As consequências desse modelo, que se tornou hegemônico nos últimos dez anos, já apresentam resultados perversos para o meio ambiente, para a economia e para a saúde dos brasileiros


As três palavras acima não são mera propaganda. Nos últimos dez anos tomou conta da forma de produzir na agricultura brasileira, o chamado agronegócio. Ele é um modelo de produção de mercadorias agrícolas, subordinado agora aos interesses do capital financeiro e das grandes empresas transnacionais. Aliados aos fazendeiros brasileiros, que entram com a natureza.

Nesse modelo, o capital financeiro entra com o capital. Do valor bruto de produção agrícola ao redor de 160 bilhões de reais, os bancos entram com aproximadamente 110 bilhões todos os anos, financiando a compra dos insumos e cobrando os juros, sua parte na mais-valia agrícola. E as empresas transnacionais fornecem os insumos agrícolas, máquinas, fertilizantes químicos e, sobretudo, os venenos agrícolas. A produção agrícola depois se destina ao mercado mundial, as chamadas commodities agrícolas.

Esse modelo construiu então uma forma de produzir, uma matriz tecnológica que combina grande propriedade, que vai aumentando a escala de produção a cada ano, monocultivo, se especializando num só produto de exportação, mecanização intensiva, pouco emprego de mão-de-obra direta e uso intensivo de venenos agrícolas. As conseqüências desse modelo que se tornou hegemônico nos últimos dez anos, e que atua independente de tudo, já apresentam seus resultados perversos, para o meio ambiente, para a economia brasileira, para o rendimento econômico dos próprios fazendeiros e, sobretudo para a saúde dos brasileiros.

Em termos econômicos, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), esse padrão de exploração econômica levou a uma matriz básica de custo de produção, em que os fazendeiros capitalistas brasileiros gastam em média, 24% com fertilizantes químicos, quase todos importados, 15% de todo capital investido em venenos, e mais 6% em sementes transgênicas. Pagam em média 2% de royalties para as empresas de sementes, totalizando 47% de todo seu custo. E gastam apenas 4% com mão-de-obra de trabalhadores rurais brasileiros e ficam, no final, com 13% de lucro. Ou seja, a conta é clara. Nossa agricultura está totalmente subordinada aos interesses do capital financeiro e estrangeiro e transfere a eles a maior parte do valor de produção.

Os resultados no meio ambiente são catastróficos. Hoje 80% de todas as terras cultivadas são utilizadas no monocultivo da soja/milho, cana de açúcar, algodão e na pecuária extensiva. Isso tem gerado um desequilíbrio da biodiversidade na natureza, que se agrava com aplicação dos venenos agrícolas, que matam tudo.

Com essa destruição da biodiversidade pelo monocultivo e pela aplicação dos venenos se gera um desequilíbrio também no regime das chuvas e nas condições climáticas de todo território brasileiro. Essa é a razão fundamental da ocorrência mais freqüente de secas mais duras e de enchentes mais torrenciais em todas as regiões do país.

Também se percebe as conseqüências na saúde humana e animal. O Brasil se transformou no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. Consumimos sozinhos 20% de todos os venenos do mundo. As dez maiores empresas mundiais produtoras de venenos, que começaram na primeira e segunda guerra mundial produzindo bombas químicas, agora produzem venenos. São elas: Sygenta, Bayer, Basf, Dow, Monsanto, Dupont, Makhteshim (de Israel) Nufarm (Austrália) e Sumimoto e FMC (Japão). São todas empresas transnacionais que controlam os venenos no mundo e aqui no Brasil. Os fazendeiros gastaram 7,3 bilhões de dólares comprando venenos nessas empresas.

Os venenos, por serem de origem química, não se degradam na natureza. Eles matam os insetos, as bactérias no solo, afetam a fertilidade, contaminam as águas subterrâneas, contaminam as chuvas - muitos desses venenos secantes evaporam e ficam na atmosfera e depois retornam com as chuvas. E contaminam os alimentos que as pessoas consomem.

No organismo das pessoas estes venenos geram todo tipo de distúrbio, vão se acumulando, afetam órgãos específicos, até produzirem câncer com a destruição das células.

O Instituto Nacional do Câncer tem denunciado e o Brasil de Fato repercutido que no país devem ocorrer ao redor de um milhão de novos casos de câncer por ano. A maior parte deles originários de alimentos com agrotóxicos. Destes, se diagnosticados com tempo, os médicos podem salvar 40%. Portanto, estamos diante da iminência de um verdadeiro genocídio provocado pelos agrotóxicos: o “agrocâncer”. Inclusive o câncer de mama, agora aparece entre mulheres de todas as idades e tem entre suas causas principais os agrotóxicos!

Isso e muito mais foi agora denunciado por um extenso e profundo relatório produzido pela Associação Brasileira de Pós Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco). O documento alerta para os riscos e conseqüências que o uso generalizado de venenos agrícolas está provocando na saúde dos brasileiros.

O Brasil de Fato publica matérias – leia nas páginas 4, 5 e 6 – sobre estas graves questões que a chamada grande imprensa, macomunada com os interesses do agronegócio e das empresas de venenos, silenciou.

Somamo-nos, assim, à Campanha Nacional Contra o uso de Agrotóxico e pela Vida que reúne mais de 50 entidades nacionais da sociedade brasileira, em sua missão permanente de conscientizar a população, os verdadeiros agricultores, as entidades e os parlamentares para que se ponha um fim ao uso de venenos em nosso país. E que, sobretudo, se penalize as empresas transnacionais fabricantes. Essas empresas deveriam, inclusive, serem obrigadas a pagar ao SUS o custo do tratamento do câncer e de outras enfermidades comprovadamente originarias do uso de venenos em nossa alimentação.


Para saber mais:

Estudo mostra que uso de agrotóxicos pode mudar o comportamento de gerações futuras
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/05/estudo-mostra-que-uso-de-agrotoxicos.html

terça-feira, 22 de maio de 2012

Estudo mostra que uso de agrotóxicos pode mudar o comportamento de gerações futuras


O estudo americano feito com ratos apontou que apenas uma exposição de uma fêmea, que esperava filhotes, a um fungicida usado em frutas e verduras era suficiente para ter consequências sobre a terceira geração de filhotes, mesmo que eles crescessem longe de agrotóxicos.

 A geógrafa e professora da Universidade de São Paulo, Larissa Bombardi, explicou o resultado da pesquisa.






Fonte: http://noticias.r7.com/jornal-da-record-news/2012/05/21/estudo-mostra-que-uso-de-agrotoxicos-pode-mudar-o-comportamento-de-geracoes-futuras/

Leia  também a notícia abaixo:

Redação Internacional, 21 mai (EFE).- O contato com elementos ambientais tóxicos pode influir na resposta de futuras gerações ao estresse e causar desordens de conduta, segundo um estudo realizado nos Estados Unidos com ratos.

O estudo, realizado por pesquisadores das universidades de Washington e do Texas, comprovou que apenas uma exposição de fêmeas que esperavam filhotes a um fungicida utilizado em frutas e verduras, a vinclozolina, tinha consequências sobre a conduta da terceira geração de seus descendentes, apesar deles terem sido criados livres do agrotóxico.

Segundo os resultados do estudo, publicado nesta segunda-feira na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)", estes roedores se mostraram mais sensíveis às situações de estresse e experimentaram uma maior ansiedade do que os descendentes de ratos que não tiveram contato com o fungicida.

"Estamos atualmente na terceira geração humana desde o começo da revolução química, desde que os humanos ficaram expostos a estes tipos de toxinas", afirmou um dos autores da pesquisa, David Crews.

Até o momento, não se sabia que a resposta ao estresse pudesse depender dos fatores ambientais dos antepassados. Mas os mesmos pesquisadores já tinham demonstrado anteriormente que a vinclozolina podia afetar os genes.
Segundo o estudo, a socialização do indivíduo e os níveis de ansiedade com os quais ele reage perante ao estresse são condicionados não só pelos eventos de sua vida mas também pela herança ancestral epigenética (mudanças genéticas causadas por fatores externos ao organismo).

"Não há dúvida de que assistimos a um aumento real de problemas mentais como o autismo e o transtorno bipolar", declarou Crews, que opinou que isto não se deve apenas a vivermos num mundo mais frenético, mas também pelo efeito dos fatores ambientais.

Em seu estudo, os investigadores também observaram que os ratos cujos antepassados estiveram expostos à vinclozolina eram maiores e tinham níveis de testosterona mais altos.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/uso-agrot%C3%B3xicos-pode-alterar-comportamento-gera%C3%A7%C3%B5es-futuras-201609404.html

Para saber mais:

Ligação entre o Mal de Parkinson e pesticidas é oficialmente reconhecida na França
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/05/ligacao-entre-o-mal-de-parkinson-e.html?spref=fb

O Veneno esta na mesa - Filme de Silvio Tendler
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2011/09/o-veneno-esta-na-mesa-de-silvio-tendler.html

Programa De Frente Com Gabi - OS PESTICIDAS COMO FATOR DE RISCO PARA A CARCINOGÊNESE.
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/04/programa-de-frente-com-gabi-os.html

Pesquisa aponta aumento de danos no DNA de viticultores
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2011/11/pesquisa-aponta-aumento-de-danos-no-dna.html

Regiões agrícolas com forte uso de agrotóxicos têm mais suicídios e mortes por câncer
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/06/regioes-agricolas-com-forte-uso-de.html

Vestígio de pesticida é encontrado em 63% das uvas em SP, aponta teste
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/05/vestigio-de-pesticida-e-encontrado-em.html

Depressão, suicídios e agrotóxicos organofosforado - 1
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2011/11/depressao-suicidios-e-agrotoxicos.html

O herbicida Roundup é perigoso, inclusive em doses mínimas, segundo estudo
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/03/o-herbicida-roundup-e-perigoso.html

Roundup da Monsanto herbicida mais vendido associada à infertilidade
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/01/roundup-da-monsanto-herbicida-mais.html

sábado, 19 de maio de 2012

Cultivo Orgânico da Maçã

Entenda alguns princípios do cultivo orgânico da maçã, trabalho realizado pela Epagri Santa Catarina e Embrapa Clima Temperado.