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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Pesticidas e Doenças Hematológicas e Oncológicas



Seminário: Os Agrotóxicos, seus Impactos na Saúde e as Alternativas Agroecológicas no Município de São Paulo, 15/04/13. Ação da Frente Parlamentar Pela Sustentabilidade da Câmara em parceria com a Campanha e movimentos sociais paulistanos que buscam o cultivo pela Vida. (Direção de Fotografia e Edição de Betina Schmid, membro da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida).

domingo, 12 de maio de 2013

Pequenos produtores são afetados pela pulverização aérea em Mato Grosso



Fonte: 24 Horas News e Rádio Sorriso

As extensas monoculturas de soja e milho que simbolizam a riqueza econômica do Estado estão se conflitando com as atividades dos pequenos produtores rurais no norte de Mato Grosso. Motivo: o veneno oriundo de aeronaves, que fazem a pulverização das grandes lavouras. A pulverização está afetando diretamente a plantação de hortaliças e gerando prejuízos consideráveis aos pequenos produtores em Sorriso, no Norte do Estado.

A queixa contra o uso de defensivos nas monoculturas foi feita inicialmente pelo proprietário de uma chácara próximo ao Clube Sol Nascente. Seguindo ele, o gotejamento do veneno afeta as hortaliças que acabam morrendo e causando prejuízos. Ele apresentou uma fatura de prejuízos na ordem de R$ 30 mil. A Prefeitura esteve no local e constatou que as perdas foi por conta de aeronaves agrícolas que sobrevoaram a horta.

Em outra propriedade, no fim da Avenida Imigrantes, próximo ao Parque Ecológico de Sorriso, a situação também se confirmou O proprietário Ney Raissiki lamentou que sua produção foi quase num total morta pelo veneno dissecante expelido pelas aeronaves que sobrevoam o local. Em entrevista a Rádio Sorriso, Ney relata que está há quatro anos trabalhando no ramo de hortaliças e que há 3 anos vem constatando que na época do plantio das fazendas ocorre o problema. “Freqüentemente passam aeronaves por este local e infelizmente vou ter que replantar quase tudo perdido” – disse.

O problema não é novo. O técnico agrícola, Maycon Miotto, gestor de segurança operacional e piloto de avião, relata que a legislação permite a aplicação na área rural. A aplicação, segundo ele, deve ter autorização e consenso do proprietário da lavoura sem que haja prejuízos para terceiros. O técnico agrícola deve estar junto com o piloto na aeronave mostrando se há condições de vôo e que não vai afetar ninguém próximo.

Funcionários do Ministério da Agricultura alertaram que a fiscalização deve ser feita na região. Segundo ela, as aeronaves devem manter uma distância mínima de 500 metros de povoação e de 250 metros de mananciais de água. As penas são muitas, variam desde auto de infração e multa. Em últimos casos até o cancelamento do registro da empresa.

Veja também:


Nota de Repúdio à Pulverização Aérea

Sem terra denunciam 'chuva tóxica' lançada por aviões de fazendeiros no Pará

Avião agrícola sobrevoa escola e intoxica dezenas de crianças, em GO

Governo publica novas regras para pulverização aérea de agrotóxicos

"GUERRA QUÍMICA" ??? A história do envenenamento de crianças pelo agrotóxico da Syngenta em Goiás

Tipo de agrotóxico suspeito de matar abelhas no mundo é usado no país


Imagem:http://cidadedeasas.blogspot.com.br/2012/04/gaviao-peixotomilhares-de-abelhas.html

Está em discussão no Brasil a possível proibição de defensivos agrícolas neonicotinoides, produtos sob suspeita de serem nocivos para abelhas, insetos que têm registrado um aumento da taxa de mortalidade em diversas partes do mundo.

VEJA TAMBÉM:


O governo alega que não há motivo para pânico no país, mesmo após a decisão da União Europeia em proibir por dois anos a comercialização desses agrotóxicos e receber notícias alarmantes de mortes de abelhas nos Estados Unidos.

No fim de abril, a UE votou por implantar uma moratória de dois anos, valendo a partir de julho, para este grupo químico de inseticidas, que emprega compostos como a clotianidina, a imidacloprida e o tiametoxam. A decisão foi tomada mesmo com manifestações contrárias do setor agrícola, que alega não haver dados suficientes sobre o impacto destes produtos nas populações de abelhas.

Já os Estados Unidos, que também analisam o emprego desses compostos, divulgaram no começo de maio que quase um terço das abelhas de colônias morreu no último inverno (2012-2013) e, nos últimos seis anos, as taxas de mortalidade atingiram 30,5%. A exposição a inseticidas é uma das hipóteses avaliadas pelo Departamento de Agricultura do país.

Colônias em colapso


De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), apesar de preocupante, a situação do Brasil não é alarmante.

Segundo Marcio Freitas, coordenador geral de avaliação de substâncias químicas do Ibama, a possível relação do uso dos neonicotinoides (que tem origem na molécula de nicotina) com as mortes de abelhas começou ser discutida internacionalmente partir de 2008.

Há três anos o instituto investiga o impacto de inseticidas na apicultura nacional. Entre 2010 e 2012, identificou mais de cem casos de mortes em massa de abelhas pelo país, e todas elas estariam relacionadas à pulverização de agrotóxicos.

Investigações científicas publicados em periódicos como a “Nature” sugerem que tais produtos provocam uma intoxicação nas abelhas, um fenômeno chamado de “distúrbio do colapso das colônias”, quando os insetos não retornam às colmeias e morrem fora dela, após o corpo sofrer um "curto-circuito" devido à excessiva exposição aos componentes químicos.

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Prejuízo na economia

Em 19 de julho de 2012, uma portaria publicada no “Diário Oficial da União” proibiu temporariamente a pulverização de defensivos com clotianidina, imidacloprida e tiametoxam por via aérea, até que uma reavaliação dos produtos fosse feita.

Porém, explica Freitas, por ser prejudicado com a medida, o setor agrícola do país, incluindo o Ministério da Agricultura, se mobilizou contra a decisão, que foi alterada por uma nova portaria, desta vez publicada em janeiro deste ano. A regra também valia para o fipronil.
Com isso, as culturas de soja, trigo, arroz, algodão e cana-de-açúcar poderiam continuar a pulverização com agrotóxicos neonicotinoides na safra 2012/2013, exceto no período de floração, mas teriam que notificar apicultores ao menos 48 horas antes de as aplicações ocorrerem. “O setor agrícola elencou uma série de prejuízos econômicos se o uso desses produtos fosse interrompido”, disse Freitas.

Ainda segundo Freitas, apesar de o Brasil utilizar os mesmos tipos de agrotóxicos empregados na Europa e nos EUA, a decisão de seguir o caminho da União Europeia, vetando de vez os produtos, causaria um impacto muito maior na agricultura brasileira. Para ele, a Europa tem uma quantidade muito menor de insetos e, por isso, a percepção da redução ficou amplificada.

De acordo com o representante do Ibama, produtoras de defensivos já realizam testes adaptados à realidade brasileira, seguindo metodologias criadas na Europa. “Vamos saber se, de fato, o uso desses defensivos causa a toxicidade crônica das abelhas. Isso pode determinar a alteração na condição do registro desses produtos, levando à proibição ou limitação de uso para determinadas culturas”, explica Freitas.

Resultados sobre a reavaliação dos compostos químicos devem ser divulgados até o fim do ano, segundo o Ibama. Inicialmente, apenas a imidacloprida está em análise. Ao mesmo tempo, o Ministério da Agricultura pesquisa compostos alternativos para substituir defensivos agrícolas neonicotinoides.

Risco para a polinização
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), estima-se que 73% das espécies vegetais cultivadas no mundo sejam polinizadas por alguma espécie de abelha.
Em termos globais, os serviços de polinização prestados por estes insetos – seja no ecossistema ou nos sistemas agrícolas -- são avaliados em US$ 54 bilhões por ano.

De acordo com José Gomercindo Correa da Cunha, presidente da Câmara setorial do Mel no Ministério da Agricultura, a mortalidade de abelhas preocupa várias entidades e os produtores de mel, que são cerca de 350 mil.

“No Brasil temos as abelhas africanizadas (resultantes do cruzamento de abelhas africanas e europeias), além de 150 espécies nativas, que produzem polinização especializada e contribuem com a biodiversidade. Já existem defensivos menos agressivos ao meio ambiente. Essa sinalização da Europa certamente será acompanhada de perto”, disse Cunha.

'Celeiro do mundo'

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam um aumento no uso de agrotóxicos entre 2000 e 2009, quando a relação de quilos por hectare aumentou de 3 kg para mais de 3,5 kg. Em 2010, o país ultrapassou a marca de um milhão de toneladas, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em 2008, o Brasil se destacou como o maior consumidor do produto no mundo, respondendo por 86% da quantidade de agrotóxico vendida na América Latina.
Entre os agrotóxicos mais usados no país destacam-se os herbicidas (71,1%), os inseticidas (66,4%) e os fungicidas (55,3%).

De acordo com Ricardo Camargo, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, a atual prática agrícola do Brasil oferece risco a todos os animais polinizadores (insetos, aves e mamíferos).

“Não há prática sustentável, mas sim aplicação massiva de defensivos, com muita gente usando doses acima dos limites permitidos e materiais que já foram banidos em outros países”, explica.

“Toda a biodiversidade está sendo prejudicada quando se passa um pesticida, que pode tentar matar um agente, mas pode impactar o seu redor. Usa-se muito a informação de que o Brasil é o celeiro do mundo, mas a que preço estamos nisso?”, complementa o pesquisador.

Fonte da notícia: G1 Natureza

PARA SABER MAIS:

sábado, 11 de maio de 2013

Sementes da Liberdade

"A agricultura global tem mudado mais na nossa vida atual do que nos dez mil anos anteriores. Mas, como toda a mudança, fez surgir conflitos de interesses. Em nenhum outro lugar esse conflito é mais pungente do que na história da semente.

Neste filme iremos olhar como a semente tem mudado na agricultura e na nossa cultura. De um alimento sagrado e criador de vida para uma mercadoria poderosa, usada para monopolizar a produção global de alimentos. Este conflito entre agricultores e empresários, entre conhecimento e controle, entre a verdade e a propaganda, encontra-se no coração da história da semente."
(fonte: extraído do filme)

Não perca este documentário, agora em português do Brasil, e que já aqui foi publicado na sua versão original, narrada por Jeremy Irons. Um filme de Jess Philimore produzido por The Gaia Foundation African Biodiversity Network (ABN), em colaboração com MELCA Ethiopia, GRAIN International & Navdanya International.


Sementes da Liberdade (Seeds of Freedom - Portuguese) from The ABN and The Gaia Foundation on Vimeo.

Fonte: http://sustentabilidadenaoepalavraeaccao.blogspot.com.br/2013/05/sementes-da-liberdade-seeds-of-freedom.html

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Formol traz risco à saúde mesmo em pequena concentração, diz Anvisa



Fonte da Charge

O consumo de leite com presença de formol não é seguro para a saúde humana. É o que aponta informe técnico divulgado pela Anvisa, nesta quinta-feira (9/5), em decorrência da Operação Leite Compen$ado, deflagrada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Ministério Público do Rio Grande do Sul, que investiga a adulteração de leite nas cidades de Ibirubá, Guaporé e Horizontina, no referido estado.

O formol ou formaldeído é toxico se ingerido, inalado ou se tiver contato com a pele e é considerado cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC) desde junho de 2004. Os tipos de câncer associados à exposição crônica ao formol são os de nasofaringe, nasossinusal e leucemia. “Mesmo em pequenas concentrações, o formol representa um risco à saúde, pois a substância não possui uma dose segura de exposição”, afirma Denise Resende, Gerente-Geral de Alimentos da Anvisa.

Por outro lado, o informe técnico apontou que a ureia, em doses razoáveis, causa pouca ou nenhuma toxicidade para seres humanos. “A ureia não é considerada uma substância de preocupação para a saúde humana, mas é usada para mascarar a quantidade de proteína no leite”, explica Denise.


PARA ENTENDER O CASO VEJA:

Leite adulterado

Segundo o Ministério da Agricultura, as indústrias produtoras do leite UHT adulterado foram submetidas ao Regime Especial de Fiscalização e estão impedidas de comercializar os produtos. A proibição é valida até que um plano de medidas corretivas seja aprovado e que três amostras consecutivas apresentem resultados laboratoriais dentro dos padrões.
Além disso, o Ministério realizou o recall de todos os lotes de leite que apresentaram problemas, não restando produtos adulterados no comércio.

Os lotes retirados do mercado foram divulgados em nota técnica pelo Ministério da Agricultura e estão listados abaixo.

EMPRESA 
GOIASMINAS – PASSO FUNDO/RS – SIF 1369
 PRODUTO
Leite UHT integral Marca Italac
Lote: L 05 KM3
Leite UHT semidesnatado
Marca Italac
Lote: L 12 KM1
Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 13 KM3
Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 18 KM3
Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 22 KM4
Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 23 KM1

EMPRESA 
BOM GOSTO – TAPEJARA/RS – SIF 4182

 PRODUTO
Leite UHT integral
Marca Líder
Lote: TAP 1 MB

EMPRESA 
VONPAR – VIAMÃO/RS – SIF 1792

PRODUTO
Leite UHT integral
Marca Mumu
Lote: 3 ARC


Competências

De acordo com a Lei 1.283/50, o Ministério da Agricultura é o órgão responsável pela fiscalização da fabricação de produtos de origem animal, incluindo o leite. Compete aos órgãos de vigilância sanitária a fiscalização desses produtos no mercado varejista. Como o leite adulterado já foi retirado do comércio, no momento, não serão adotadas ações sanitárias complementares.

De qualquer forma, a Anvisa recomenda aos consumidores que caso disponham desses lotes em suas residências, que os mesmos não sejam consumidos, por haver risco à saúde.

Confira aqui a íntegra do informe técnico sobre o caso.

Fonte: ANVISA

terça-feira, 7 de maio de 2013

Nota de Repúdio à Pulverização Aérea



Desde abril de 2011, as mais de 60 organizações que compõem a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida reivindicam como uma de suas principais bandeiras o banimento da pulverização aérea de agrotóxicos no Brasil. Infelizmente, o trágico episódio ocorrido no último dia 3 em Rio Verde (GO), quando um avião pulverizou uma escola e intoxicou dezenas de crianças e funcionários, não foi um fato isolado e não pode ser chamado de acidente.



A situação é tão grave que o agrotóxico que foi usado na pulverização é exatamente um dos que o IBAMA havia proibido a aplicação em pulverização aérea devido à morte de abelhas e depois voltou atrás, sucumbindo ao lobby das empresas.

O Engeo Pleno (nome do agrotóxico aplicado) é um inseticida da Syngenta (empresa que comercializa o agrotóxico) e é constituído por uma mistura de lambda cialortrina e tiametoxan.

O último é um neonicotinóide que está sendo proibido na Europa devido à associação com o colapso das colmeias.

Veja: Europa vai proibir três pesticidas considerados mortais para abelhas

De norte a sul do país, cada vez mais comunidades vivem cercadas pelo agronegócio e sofrem diariamente com banhos de agrotóxicos nos períodos de pulverização.



Recentemente,alguns outros casos ganharam destaque. Um deles foi em Lucas do Rio Verde (MT), quando um avião pulverizou a cidade, e pesquisas feitas logo em seguida demonstraram contaminação da água da chuva, dos rios, e até do leite materno. Em 26 de dezembro de 2012, indígenas Xavante denunciaram despejo de agrotóxico próximo a Terra Indígena (TI) Marãwaitsédé. Um avião teria pulverizado uma área próxima a aldeia durante 20 minutos, e índios relataram ter sentido fortes dores de cabeça e febre alta após a ação. Estes e outros casos estão fartamente documentados nas 3 edições do dossiê "Um alerta sobre os Efeitos dos Agrotóxicos na Saúde" produzido pela ABRASCO e a Campanha Permanente Contra Agrotóxicos e pela Vida

Veja também :



1. A luta pela proibição da pulverização aérea já obteve algumas vitórias no país. No municípios capixabas de Nova Venécia e Vila Valério, movimentos sociais conseguiram barrar a aplicação aérea de venenos. Em Limoeiro do Norte (CE), a proibição foi conquistada, mas durou pouco tempo. Zé Maria do Tomé, principal liderança dos agricultores, foi assassinado em 21 de abril de 2010, e antes de sua missa de sétimo dia a proibição da pulverização aérea já havia sido revogada.

A utilização de agrotóxicos representa por si só um grave problema para a saúde dos brasileiros e para o meio-ambiente. A aplicação de venenos através de aviões é ainda mais perversa, pois segundo dados do relatório produzido pela subcomissão especial que tratou do tema na câmara federal, 70% do agrotóxico aplicado por avião não atinge o alvo. A chamada "deriva" contamina o solo, os rios, as plantações que não utilizariam agrotóxicos (agroecológicas) e, como vimos agora, populações inteiras. Dados do Censo Agropecuário de 2006, do IBGE, mostram que apenas 0,73% das propriedades rurais que usam agrotóxicos o fazem através de aeronaves, mas dados do setor indicam que 30% do uso de agrotóxicos no país se dá por meio da aplicação aérea.

Além disso, a aplicação de agrotóxicos representa apenas uma pequena parte dos serviços realizados pelo setor de aeronaves agrícolas. Por meio delas são realizados também plantio e combate a incêndios, de modo que a proibição da aplicação aérea de agrotóxicos não inviabilizaria a existência e continuidade do setor de aeronaves agrícolas no país. É claro e notório que mesmo sendo a pulverização aérea a única forma de aplicação de agrotóxicos regulamentada, ela apresenta graves riscos a saúde e ao meio ambiente.

Diante disso, as organizações que apoiam a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos vêm por meio desta nota exigir:

Rigorosa apuração do caso ocorrido em Rio Verde e punição dos responsáveis;

Uma audiência pública sobre pulverização aérea com os Ministérios da Saúde, Meio Ambiente e Agricultura;


Rápida tramitação do Projeto de Lei que propõe o fim da pulverização aérea no Brasil.

Certos da compreensão da gravidade que este problema apresenta para a saúde da população brasileira, subscrevemos.


Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Secretaria: (61) 3301-4211

contraosagrotoxicos@gmail.com

Cleber Folgado: (61) 8145-7085

Marciano Toledo: (61) 9681-6747

Movimentos Sociais e Redes

Via Campesina, MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens, MPA - Movimento dos

Pequenos Agricultores, MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, MMC -

Movimento das Mulheres Camponesas, MPP - Movimento dos Pescadores e Pescadoras

Artesanais, CIMI - Conselho Indigenista Missionário, PJR - Pastoral da Juventude Rural, CPT -

Comissão Pastoral da Terra, RADV - Rede de Alerta Contra o Deserto Verde, RECID - Rede de

Educação Cidadã, ANA - Articulação Nacional de Agroecologia, PJMP - Pastoral da Juventude do

Meio Popular, FBSSAN - Fórum Brasileiro de Segurança e Soberania Alimentar, Rede de

Educadores do Vale do São Francisco, FBES - Fórum Brasileiro de Economia Solidária, Consulta

Popular, Levante Popular da Juventude

Universidades e Instituições de Pesquisa Nacional

ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva, FIOCRUZ - Fundação Osvaldo Cruz,

INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva


Regional

UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, UNIVASF - Universidade Federal do

Vale do São Francisco, Núcleo Tramas – UFC (CE), Soltec/UFRJ - Núcleo de Solidariedade Técnica

(RJ), UFFS - Universidade Federal da Fronteira Sul, EBDA - Empresa Baiana de Desenvolvimento

Agrário (BA), Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Estadual de Goiás (UEG) –

Unidade de Goiás e Núcleo de Agroecologia e Educação do Campo, Departamento de Saúde

Coletiva e Núcleo de Estudos de Saúde Pública da UnB

Movimento Sindical e Entidades de Classe


Nacional

CONTAG, CUT, CREA, SENGE, SEPE, SINTAGRO, SINTRAF, SINPAF, Conselho Federal de

Nutricionistas (CFN)


Regional

Federação dos Trabalhadores Químicos da CUT no Estado de São Paulo (FETQUIM-CUT),

Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais - FETAMG (MG),

Sindicato dos Comerciantes de Petrolina (PE), STR de Petrolina (PE), Associação dos

Engenheiros Agrônomos da Bahia - AEABA (BA), Sindicatos dos Engenheiros - Senge (RJ),

Sindicato dos Petroleiros - SindiPetro (RJ)

Entidades, ONGs, Assessorias, Associações


Nacional

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - IDEC, Federação de Órgãos para

Assistência Social e Educacional - FASE, Agricultura Familiar e Agroecologia - AS-PTA, Fundação

Rosa Luxemburgo, Associação Brasileira de Agroecologia - ABA


Regional

Políticas Alternativas para o Cone Sul - PACS (RJ), Visão Mundial, Associação Advogados

de Trabalhadores Rurais - AATR (BA), Centro de Estudos e Ação Social - CEAS (BA), Serviço de

Assessoria a Organizações Populares Rurais - SASOP (BA), Centro de Estudos e Pesquisas para

o Desenvolvimento do Extremo Sul - CEPEDES (BA), Associação das Rendeiras de José e Maria,

Grupo de Agroecologia de Umbuzeiro – GAU,Terra de Direitos, GIAS – MT, Instituto Kairós, Rede

Social de Justiça e Direitos Humanos, FORMAD, Radio AgênciaNP, Semeadores Urbanos, CAA -

Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas, Rede Ecológica (RJ)

Movimento Estudantil


Nacional

FEAB, ABEEF, ENEN, ENEBIO, DENEM,

Regional

DA de Agronomia da UNEB, DA de Agronomia da UNIVASF, GEAARA, DCE-UNIVASF, DPQ?

(RJ)

Legislativo

Mandato do Deputado Estadual Simão Pedro (SP), Mandato do Deputado Federal Padre

Sem terra denunciam 'chuva tóxica' lançada por aviões de fazendeiros no Pará


Agricultores de acampamentos localizados no sudeste do Pará estão denunciando fazendeiros da região por supostamente lançarem agrotóxicos de aviões sobre plantações e moradias em áreas de acampamentos.
UOL teve acesso a um dossiê elaborado pela CPT (Comissão Pastoral da Terra) com várias denúncias de violência no campo. documento foi entregue no último dia dois a autoridades paraenses e instituições de direitos humanos de todo o mundo, durante audiência pública em Marabá (a 685 km de Belém).
O documento cita que cinco acampamentos que teriam sofrido com a "chuva tóxica". "O Grupo Santa Bárbara, do banqueiro Daniel Dantas, tem se utilizado de outra prática criminosa contra famílias sem terra que ocupam suas propriedades: o uso de veneno. Nos últimos meses, três acampamentos de sem terra que estão localizados em fazendas do grupo (Fazenda Cedro - município de Marabá, Fazenda Castanhais - Piçarra e Fazenda Itacaiúnas - Marabá), aviões do grupo despejaram veneno sobre as roças dos agricultores e sobre as moradias", registra o documento.
Em resposta ao UOL, a Agro Santa Bárbara negou o uso das práticas de que é acusada."A Agro Santa Bárbara é uma empresa legalista, focada na produção de alimentos, uso das mais modernas tecnologias, emprego digno e geração de renda no Sudeste do Pará. Essa é nossa razão de ser e de estar na região: trabalhamos para melhorar a vida das pessoas", diz o texto.
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Florestas cobrem um terço do planeta; desmatamento caiu 20% na última década31 fotos

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Maior extensão de floresta tropical da Terra, a Amazônia é rica em biodiversidade e um dos maiores depósitos de carbono do planeta. Sua exploração deve inspirar cuidados constantes, pois ela tem papel no equilíbrio do meio ambiente Leia mais lubasi/Wikimedia Commons

Mais casos

Ainda segundo o dossiê, a "prática criminosa" também seria utilizada por outros fazendeiros em "áreas de assentamento que fazem divisas com as fazendas." "Duas ocorrências já foram registradas em relação a duas fazendas localizadas no município de Eldorado dos Carajás e uma no município de Floresta do Araguaia."
A denúncia de "chuva tóxica" também é feita pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). "Ele jogam propositalmente e matam as plantas. Já temos várias denúncias formalizadas quanto a isso. Temos cinco acampamentos com relatos de casos nas últimas semanas", informou o dirigente Tito Moura.
Ele jogam propositalmente e matam as plantas. Já temos várias denúncias formalizadas
"Nos últimos anos, temos percebido pessoas doentes que achamos ser por conta de agrotóxicos.  É preciso uma análise do solo e da água. Há casos de crianças e idosos adoentados por isso", afirmou Mercedez Queiroz, da coordenação nacional do MST.
UOL também conversou com agricultores que relatam problemas com os agrotóxicos usados pelos fazendeiros da região. Segundo o representante do acampamento Alcides Jurandir, Francisco Santos, plantações foram atingidas.
"Eles jogaram veneno e atingiram a plantação. Há dois anos haviam feito isso, e crianças do nosso acampamento tiveram problemas de saúde, de pele. Nossa plantação foi perdida, porque a qualidade de venda caiu totalmente", afirmou, citando que ainda espera para ver os resultados da nova "chuva tóxica."
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Sem-terra realizam manifestações pelo país49 fotos

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16.abr.2012 - O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ocupou na manhã desta segunda-feira (16) o prédio do Ministério de Desenvolvimento Agrário em Brasília. Segundo o movimento, o ato é parte da programação do "Abril Vermelho", como o MST chama a onda de protestos e invasões que faz anualmente para lembrar o massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 17 de abril de 1996 Leia mais Marcello Casal/Agência Brasil

Guerra química

A situação dos acampados paraenses é vista com preocupação pela RLA (Fundação Right Livelihood Award) - instituição que luta pelos direitos humanos pelo mundo e promove o Prêmio Nobel Alternativo. A entidade quer que o poder público verifique a situação sanitária dos agricultores.
"É uma guerra química. Eles jogam esses venenos, e os acampados respiram. Como essas pessoas estão distantes, não se conhecem as doenças delas. É preciso uma investigação epidemiológica a fim de saber os riscos e a contaminação a que vivem sujeitas", afirmou o biólogo argentino Raúl Montenegro, da RLA.
É uma guerra química. Eles jogam esses venenos, e os acampados respiram
Outras instituições também demostraram preocupação com o caso, "Nunca tinha ouvido falar nada como isso, mas ouvimos esses relatos com preocupação. Precisa ser investigado", disse Átila Roque, diretor da Anistia Internacional no Brasil.
O delegado de Conflitos Agrários confirmou ao UOL que denúncias já foram feitas à delegacia, recentemente, e foram repassadas ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), que deveria confirmar ou não a procedência para provável investigação criminal.

Flagrante necessário

A superintendência do Ibama em Marabá, porém, informou que não há denúncias sendo investigadas neste momento. "Para que o Ibama responsabilize quem lançou o agrotóxico de forma inadequada é necessário que os agentes obtenham o flagrante da infração ambiental", informou o instituto, em nota enviada à reportagem.
"A lei exige também que seja feito um laudo de constatação de poluição antes da autuação ambiental. A multa para estes casos vai de R$ 5.000 a R$ 50 milhões." O órgão alertou que a pulverização é regida por leis específicas.
"Uma propriedade rural que possui a Licença Ambiental Rural (LAR) poderá usar defensivos agrícolas em suas lavouras autorizadas. As regras de uso são definidas pelo Ministério da Agricultura", informa o órgão.
"O Ibama atuará, no entanto, se este uso provocar poluição, dano à saúde humana, dano ao meio ambiente, se o produto utilizado for uma substância proibida ou tornar uma área rural imprópria para a ocupação humana", diz o Ibama.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Avião agrícola sobrevoa escola e intoxica dezenas de crianças, em GO


Fonte G1 Goiás
Elisângela Nascimento e Adriano Zago

Dezenas de alunos e alguns professores ficaram intoxicados após um avião agrícola sobrevoar uma escola pública localizada no Assentamento Pontal dos Buritis, às margens da GO-174, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, na manhã desta sexta-feira (3). A aeronove estava realizando o trabalho de combate às pragas em uma lavoura utilizando um inseticida chamado engeo pleno, segundo informações do Corpo de Bombeiros. No momento do sobrevoo, 122 crianças estudavam nas salas de aula, informou o coronel do Corpo de Bombeiros de Rio Verde, Cléber Cândido.

De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), até o final desta manhã, 42 crianças tinham sido encaminhadas para o Hospital Municipal de Montividiu intoxicadas. Destas, 28 continuavam internadas no início desta tarde, em estado regular. Segundo o Samu, diversos alunos estavam vomitando e sentido tonturas e fortes dores de cabeça, que segundo o órgão, é comum em casos de intoxicação.
O Samu informou ainda que as outras crianças e os professores intoxicados foram atendidos no local e, logo em seguida, liberados. Alguns foram socorridos pelos próprios pais e moradores da região.
O coronel Cléber Cândido explicou que autoridades de saúde de cidades de Paraúna, Rio Verde e Montividiu se organizaram para reforçar o atendimento às crianças, mas apenas Montividiu recebeu os alunos intoxicados até o momento.
A produção da TV Anhanguera tentou entrar em contato com os proprietários da fazenda onde a pulverização estava sendo feita, em Paraúna, mas eles não atenderam às ligações.

Fiscais da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) estão na escola investigando o caso.

Veja o Vídeo com a reportagem

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