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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Brasil entre os seis países que mais usam agrotóxicos no mundo

Anualmente são usados no mundo aproximadamente 2,5 milhões de toneladas de agrotóxicos. O consumo anual de agrotóxicos no Brasil tem sido superior a 300 mil toneladas de produtos comerciais. Expresso em quantidade de ingrediente-ativo (i.a.), são consumidas anualmente cerca de 130 mil toneladas no país; representando um aumento no consumo de agrotóxicos de 700% nos últimos quarenta anos, enquanto a área agrícola aumentou 78% nesse período.

O consumo desses produtos difere nas várias regiões do país, nas quais se misturam atividades agrícolas intensivas e tradicionais, e nestas últimas não incorporaram o uso intensivo de produtos químicos. Os agrotóxicos têm sido mais usados nas regiões Sudeste (cerca de 38%), Sul (31%) e Centro-Oeste (23%). Na região Norte o consumo de agrotóxicos é, comparativamente, muito pequeno (pouco mais de 1%), enquanto na região Nordeste (aproximadamente 6%) uma grande quantidade concentra-se, principalmente, nas áreas de agricultura irrigada. 

O consumo de agrotóxicos na região Centro-Oeste aumentou nas décadas de 70 e 80 devido à ocupação dos Cerrados e continua crescendo pelo aumento da área plantada de soja e algodão naquela região.

Os estados que mais se destacam quanto à utilização de agrotóxicos são São Paulo (25%), Paraná (16%), Minas Gerais (12%), Rio Grande do Sul (12%), Mato Grosso (9%), Goiás (8%) e Mato Grosso do Sul (5%). Quanto ao consumo de agrotóxicos, por unidade de área cultivada, a média geral no Brasil passou  de  0,8 kg i.a. ha-1, em 1970, para 7,0 kg i.a. ha-1, em 1998. Com relação à quantidade total de ingredientes ativos, as culturas agrícolas brasileiras nas quais mais se aplicam agrotóxicos são: soja, milho, citros, cana-de-açúcar, conforme pode ser observado na Tabela 1. 

Com o atual crescimento das áreas com cultura de cana-de-açúcar, o consumo de agrotóxicos no Brasil vem se modificando rapidamente.
Pulverização de agrotóxicos
Pulverização de agrotóxicos
Foto: Eliana de Souza Lima 

Tabela 1. Consumo de agrotóxicos em algumas culturas agrícolas no Brasil, em quantidade de ingredientes ativos, 1998.

Cultura agrícola

Quantidade (ton)

Participação (%)

Soja

42.015

32,6
Milho
15.253
11,8
Citros
12.672
9,8
Cana-de-Açúcar
9.817
7,6
Café
8.780
6,8
Batata
5.122
4,0
Algodão
4.851
3,8
Arroz Irrigado
4.241
3,3
Feijão
4.199
3,3
Tomate
3.359
2,6

Total

128.712

Fonte: SINDAG (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola).

Pela quantidade total elevada de agrotóxicos usados, algumas culturas agrícolas merecem atenção, não por esses produtos serem aplicados intensivamente por unidade de área cultivada, e sim por essas culturas ocuparem extensas áreas no Brasil, como é o caso da soja, do milho e da cana-de-açúcar. Essas culturasapresentam-se como fontes potenciais de contaminação pelo uso de agrotóxicos em grandes áreas. Outras culturas agrícolas, apesar de ocuparem áreas pouco extensas, destacam-se pelo uso intensivo de agrotóxicos por unidade de área cultivada, como as culturas de tomate e batata – Tabela 2.

Tabela 2. Consumo de agrotóxicos por unidade de área em algumas culturas agrícolas no Brasil, em quantidade de ingredientes ativos, 1998.

Cultura

Quantidade (kg ha-1)

Tomate

52,5
Batata
28,8
Citros
12,4
Algodão
5,9
Café
4,2
Cana-de-Açúcar
2,0
Soja
3,2

Geral

2,9

Fontes dos dados básicos para os cálculos: SINDAG e IBGE.
Pulverização em cafezal
Pulverização em cafezal
Foto: Eliana de Souza Lima 

domingo, 26 de maio de 2013

Mapa autoriza pulverização aérea para safra 2012/2013 e anuncia reavaliação - Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região



Mapa autoriza pulverização aérea para safra 2012/2013 e anuncia reavaliação - Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região: "O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou o uso de pulverização aérea de defensivos nas culturas de soja e algodão na safra 2012/13. A decisão foi anunciada por representantes do Mapa durante audiência pública realizada na tarde de terça-feira (11), na Comissão de Agricultura da Câmara em reunião proposta pelo deputado Homero Pereira (PSD-MT)."

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"GUERRA QUÍMICA" ??? A história do envenenamento de crianças pelo agrotóxico da Syngenta em Goiás



O mono-motor sobrevoou, às 9h20, do dia 03 de maio de 2013, a escola pública “São José do Pontal”, localizada no Projeto de Assentamento “Pontal dos Buritis”, que abriga 150 famílias, às margens da Rodovia GO-174, no município de Rio Verde (GO), situada a 130 km da área urbana.

PARA ENTENDER O CASO VEJA:



No dia 17, foi descoberto que sete casos necessitariam de acompanhamento médico especializado, por terem sido diagnosticados problemas nos rins e fígados das crianças (Foto: Reprodução)

Num período de 20 minutos, o piloto sobrevoou por cinco vezes a escola, em especial a quadra de concreto, molhando com o pesticida “Engeo Pleno”, da empresa Syngenta, 60 crianças que ali se encontravam.

Os alunos, com idade entre 4 a 16 anos, que naquele momento lanchavam a céu aberto, engoliram o composto denominado piretroide (classe toxicidade 3 e 4), sem conhecimento perigo no primeiro instante.

Em seguida, todos já afetados pelo veneno sentiram, no primeiro momento, coceira na pele, falta de ar, tonturas e problemas na visão. Logo após, várias crianças desmaiaram, enquanto outras tentaram se livrar do pesticida, se lavando com água e sabão. Os professores pediram ajuda por telefone.

A maioria das vitimas foi levada para a cidade mais próxima, Montevidio, localizada a 30 km. Dessas, 28 ficaram internadas no hospital municipal, vomitando, com a boca seca e sentindo tonturas permanentes.

Alguns alunos foram socorridos pelos próprios pais, que os transferiram para a Unidade do Pronto Atendimento – UPA, na cidade de Rio Verde, tendo recebido alta no dia 5 de maio de 2013.

( Veja no final dessa matéria um vídeo com o impressionante depoimento do diretor da escola)

No dia 17 deste mês, as crianças retornaram ao UPA Rio Verde e, no dia seguinte, foi descoberto que sete casos necessitariam de acompanhamento médico especializado, por terem sido diagnosticados problemas nos rins e nos fígados.

As denúncias foram registradas junto a Agência Goiana de Defesa Agropecuária – AGRODEFESA, no IBAMA e na Policia Civil, cujas instituições estão investigando o caso, que não se trata de fato isolado, conforme informa o Delegado Danilo Carvalho, responsável pelo 8º Distrito Policial, e considera o acidente como crime federal. O piloto e a empresa responsável pela aeronave (Aviação Agrícola Agrotex LTDA) foram multados.

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O engenheiro agrônomo da Cooperativa Comigo, responsável pelo receituário, não se manifestou sobre o fato.

Uma equipe multidisciplinar, formada por toxicólogos, médicos, sanitarista, psicólogos, biólogos, dentre outros, irá acompanhar as vítimas e suas eventuais sequelas.

Os agrotóxicos

O Engeo Pleno é um inseticida da Syngenta e é constituído por uma mistura de lambda cialortrina e tiametoxan. O último é um neonicotinóide que está sendo proibido na Europa devido à associação com o colapso das colmeias.
O tiametoxam está na lista de agrotóxicos (junto com imidacloprido,Clotianidina e Fipronil) em reavaliação ambiental pelo IBAMA, para fins de revisão do registro, como publicado num comunicado no DOU de 19 de julho de 2012, por serem altamente tóxicos para abelhas. No mesmo comunicado que indicou a reavaliação, havia a indicação de suspensão imediata de pulverização aérea.
No entanto, posteriormente foi publicado no DOU de 03 de outubro de 20,13 o cancelamento da suspensão da pulverização aérea anunciada em julho. No DOU de 04 de janeito deste ano o MAPA publica Instrução Normativa onde permite, até o fim da reavaliação ambiental desses quatro venenos, a pulverização desses agrotóxicos para as culturas de algodão, soja, cana-de-açúcar, arroz e trigo, proibindo-a somente no período de floração.
Pelo que tudo indica, o tiametoxam, do ponto de vista ambiental, já poderia ter sido proibido e, pelo menos pelo principio da precaução, não deveria mais ser utilizado por pulverização aérea, podendo até ter evitado o acidente relatado. Além do que sua pulverização aérea não ser permitida para lavouras de milho, muito menos é recomendada para “controle de pulgão”.

Do ponto de vista da saúde a lambda-cialotrina está associada a distúrbios neuromotores, como mostrado em estudo com ratos (Dossie Abrasco parte 1). Já o tiametoxam pode causar ansiedade e alterar os níveis da acetilcolinesterase (Behavioral and biochemical effects of neonicotinoid thiamethoxam on the cholinergic system in rats. Rodrigues et al, 2010). O tiametoxam também mostrou efeitos hepatotóxicos e tumores de fígado em camundongos, mas não em ratos. Segundo os autores do estudo o modo de ação não é relevante para seres humanos (Case Study: Weight of Evidence Evaluation of the Human Health Relevance of Thiamethoxam-Related Mouse Liver Tumors. Pastoor et al, 2005).


PUBLICADO ORIGINALMENTE EM:

Veta também:

Diretor de escola envenenada: "Naquele momento eu pensei que poderia morrer"

Assista ao depoimento do diretor da Escola Municipal Rural São José do Pontal, em Rio Verde, Goiás. "As crianças ainda estão com medo de voltar para a escola. Foi um transtorno muito grande na vida delas." E revela preocupação com os efeito que os agrotóxicos podem trazer no futuro: "Como vai ser a vida dessas crianças daqui pra frente?"

O mono-motor sobrevoou, às 09hs20, do dia 03/05/2013, à escola pública localizada no Projeto de Assentamento “Pontal dos Buritis”, que abriga 150 famílias, às margens da Rodovia GO-174, no município de Rio Verde/GO. Num período de 20min, o piloto sobrevoou por 5 vezes por cima a escola, em especial a quadra de concreto, molhando no total de 60 crianças, que ali se encontravam, com o pesticida “Engeo Pleno”, da empresa Syngenta. Os alunos, com idade entre 4 a 16 anos, que naquele momento lanchavam a céu aberto, engoliram o composto denominado piretroide (classe toxicidade 3 e 4), sem conhecimento perigo no primeiro instante.



Fonte: http://www.contraosagrotoxicos.org/

quarta-feira, 22 de maio de 2013

“A comunidade está adoecendo em virtude da pulverização aérea de agrotóxicos”, avaliou Mauro Rubem


Deputado estadual Mauro Rubem (PT-GO) apresentou, na última terça-feira (14), em sessão plenária, Projeto de Lei (PL) que pretende proibir a prática de pulverização aérea de agrotóxicos no Estado de Goiás. Para o parlamentar, essa proibição é necessária e urgente, tendo em vista os drásticos danos à saúde humana e animal que a aplicação aérea que o agrotóxico tem causado.

De acordo com o deputado, a pulverização aérea é uma conduta tomada pelos grandes produtores agrícolas, fazendo uso de produtos químicos altamente intoxicantes à saúde. “A vida humana não pode ser vítima da indiferença do Poder Executivo que, em nome da Guerra Fiscal e do aumento da arrecadação, opta pela degradação ambiental. Os homens, mulheres e crianças de comunidades localizadas próximas às áreas de produção rural estão adoecendo em virtude de intoxicação ocasionada pela pulverização aérea de agrotóxicos”, assegurou.

Nessa perspectiva, o petista afirmou que nos últimos três anos o Brasil vem ocupando o lugar de maior consumidor de agrotóxicos no mundo. Os impactos à saúde pública são amplos, porque atingem vários territórios e envolvem diferentes grupos populacionais, como trabalhadores rurais, moradores do entorno das fazendas, além de todos que consomem os alimentos contaminados. Desde 2008, o Brasil assumiu o posto de maior mercado de agrotóxico no mundo. E em 2009, 1 milhão de toneladas de veneno foram jogados nos campos brasileiros, o que representa cerca de 5,2 quilos de agrotóxico por pessoa no país.

Na ocasião, Mauro Rubem esclareceu que, caso o projeto seja aprovado, o produtor que desobedecer a Lei ficará impedido de receber quaisquer benefícios fiscais concedidos pelo Governo do Estado de Goiás e também de exercer a função de produtor dentro do agronegócio. “É inadmissível permitir que o produtor que, além de não promover o progresso social, submeter os moradores da região ao agrotóxico e a degradação do meio ambiente, se beneficie de incentivos fiscais propostos pelo Governo Estadual”, pontuou.

Fonte: Deputado Mauro Rubem

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Nota de Repúdio à Pulverização Aérea

“A pulverização aérea é o método de aplicação mais perverso que existe”. Entrevista com padre João

Pulverização aérea será probida no Paraná

domingo, 19 de maio de 2013

Produtores de bicho-da-seda do PR perdem a maior parte das lagartas contaminadas por pulverização aérea



Do G1 PR, com informações da RPC TV Cascavel e RPC TV

Criadores de bicho-da-seda, de Mandaguaçu, no norte do Paraná, estão preocupados com a morte prematura das lagartas. Segundo eles, o problema começou há cerca de duas semanas, quando os vizinhos, produtores de milho, passaram a pulverizar agrotóxicos nas lavouras. A cidade é uma das maiores produtoras das lagartas no Brasil.
O veneno é aplicado com a ajuda de aviões. De acordo com os criadores, parte do agrotóxico acaba atingindo as plantações de amoras, que são usadas para alimentar os bichos-da-seda. O agricultor Antônio Marcos Miranda conta que perdeu toda a produção. Ao todo, são 200 mil lagartas mortas. “Vai ficar de esterco, agora. E a gente fica sem ganhar”, diz.
Conforme a Associação dos Produtores de Bicho-da-Seda de Mandaguaçu, dos 43 produtores da cidade, 26 já registraram o mesmo problema. A associação registrou queixa na polícia e pretende buscar na Justiça o ressarcimento pelos prejuízos causados. O presidente da entidade, Nilson Magalhães acredita que os produtores tenham perdido mais de R$ 70 mil com o problema.


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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Agrotóxicos e saúde: questões urgentes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem apresentado documentos, notas técnicas e diversos projetos com o intuito de tornar transparentes as avaliações toxicológicas, entre outras iniciativas que esclareçam à população os danos causados pelos agrotóxicos.Para discutir o tema, as Divisões Técnicas de Meio Ambiente (DEA), Recursos Naturais Renováveis (DRNR), Engenharia Química (DETEQ) e de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS), realizaram um evento na última terça-feira (6/11). Com o título "Impacto dos agrotóxicos: alternativas e posicionamento dos engenheiros agrônomos e florestais", as DTEs do Clube de Engenharia promoveram um amplo debate sobre os malefícios dos chamados erradamente "defensivos agrícolas". A lei 7809/89 define os produtos químicos e agentes de processos físicos e biológicos com o termo agrotóxicos.
Mais informações: Clube da Engenharia




















Alguns produtos de limpeza podem fazer mal à saúde; conheça alternativas


Morar numa casa limpa não só é saudável, mas extremamente prazeroso. No entanto, o uso indiscriminado de alguns produtos químicos de limpeza pode afetar a saúde dos moradores. "Os produtos mais perigosos são os que matam fungos e bactérias. Para serem eficientes, eles contêm substâncias químicas que, se não forem manipuladas da forma correta, podem representar riscos para quem os utiliza", alerta o médico Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Detergentes para máquina de lavar louça e amaciantes de roupa são alguns dos itens que inspiram cuidados. "Eles contêm amoníaco, substância que libera o gás de amônia quando aquecida. O amaciante pode até causar irritações nos olhos e na pele e desencadear problemas no sistema respiratório", explica Rodrigo Cella, químico e professor da FEI.

A água sanitária, que contém hipoclorito de sódio, é outra vilã. Mesmo em baixa concentração, ela libera o gás cloro, capaz de provocar irritação das vias aéreas, lacrimejamento e dores de cabeça, e de piorar um quadro asmático já existente. "Em locais fechados e com pouca ventilação, a inalação deste produto pode provocar intoxicação. Durante o uso, é fundamental ter ar circulando, mesmo que ele venha de um ventilador", recomenda o médico Marcelo Vinicius Pereira Veloso, do Serviço de Toxicologia de Minas Gerais.

Por conterem uma mistura altamente corrosiva de soda cáustica e nitrato de potássio, os desentupidores de ralo também entram na lista dos produtos perigosos, assim como solventes como o querosene. "Além de serem inflamáveis, eles também podem causar irritações na pele e nos olhos", aponta Wong. Até com os desodorizantes de ambiente é preciso cuidado. Grande parte deles apresenta em sua composição paradiclorobenzeno que, além de irritar pele e mucosas, pode provocar alergias respiratórias e também está associado a danos no fígado e no sistema nervoso.

Misturas perigosas

Outro grande risco na limpeza doméstica é misturar produtos diversos. Por não conhecer os ingredientes de cada um, corre-se o risco de criar compostos extremamente nocivos.


Um exemplo claro é a mistura de água sanitária com amaciante, bastante comum na lavagem das roupas. "Juntos, os componentes destes dois produtos liberam cloroaminas, gases facilmente aspirados e absorvidos pelo corpo", destaca Cella. As consequências vão desde irritação na pele e nos olhos até sangramentos e danos severos no fígado e nos rins.

Combinações literalmente explosivas também podem surgir a partir do uso de vários produtos juntos. É o caso do nitrato de potássio, presente em desentupidores de pia, com o amoníaco, componente dos detergentes.


Produtos de manutenção

Nas reformas, o cuidado deve ser redobrado com tintas e vernizes. "Estes itens são compostos de hidrocarboneto, um derivado de petróleo que, quando inalado, agride as vias aéreas, prejudicando a respiração, e pode resultar em dores de cabeças fortes", descreve Veloso.

Para evitar estes problemas, é preciso ter ar circulando pelo cômodo durante a aplicação e isolar a área por pelo menos 24 horas depois disso.

Basta saber usar

Para passar longe das complicações, a regra é uma só: ler os rótulos dos produtos e obedecê-los. Seguindo à risca as instruções do fabricante nos beneficiamos da eficiência dos produtos mais modernos, sem correr risco de danos à saúde ou ter de excluí-los da despensa.

A ressalva fica para os produtos feitos de maneira caseira e vendidos sem rótulo. "A economia, neste caso, não compensa. A maioria dos compostos utilizados nessas fórmulas é de péssima qualidade e eles acabam não promovendo uma limpeza adequada. Sem contar o risco que se corre por não saber o que há naquela mistura e o danos que pode causar à saúde", afirma Wong.


Alternativas naturais

Também é possível contar com elementos-curinga, ingredientes fáceis de se ter em casa, para substituir com eficiência os produtos químicos. O vinagre de vinho branco, por exemplo, é pra lá de versátil: desinfeta, desengordura, combate odores fortes e também amacia roupas. A personal organizer Ingrid Lisboa ensina a desinfetar vasos sanitários sem água sanitária. "Basta aplicar o vinagre por todo o vaso, já limpo com água e sabão, e deixar agir por dez minutos", recomenda.

Uma mistura de água e vinagre em proporções iguais borrifada sobre estofados, carpetes ou pisos previamente limpos retira o cheiro de urina e fezes deixado por bichos de estimação. Essa mesma proporção pode até substituir amaciantes de roupas, quando colocada no respectivo compartimento da máquina de lavar. "Em geral, cem mililitros são suficientes para uma máquina com capacidade de seis quilos", sugere Ingrid.


Por suas propriedades abrasivas, o bicarbonato de sódio é indicado para tirar manchas de pias, banheiras e vasos sanitários; basta aplicá-lo numa esponja com um pouco de água e esfregar. Quando misturado com vinagre de vinho branco em proporções iguais também funciona como desentupidor de pia. Para isso, jogue a mistura no ralo e enxague com um litro de água fervente depois de 20 minutos.
Por fim, para manter os cômodos da casa sempre perfumados, coloque gotas de óleos essenciais puros em difusores elétricos ou réchauds a vela. Diferentes fragrâncias são vendidas em pequenos frascos e podem ser encontradas em casas de produtos naturais e de aromaterapia.

Fonte: UOL

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Produto Orgânico - O Olho do Consumidor, Ilustrado pelo cartunista Ziraldo.


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimeno (MAPA) produziu m 2009 uma cartilha para informar o consumidor sobre os benefícios da produção de alimentos sem agrotóxicos.

O livreto Produtos Orgânicos – O Olho do Consumidor, Ilustrado pelo cartunista Ziraldo.