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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Ex-pesquisador da CTNBio critica forma de aprovação de transgênicos

Após trabalhar quatro anos na Comissão Técnica Nacional de Biotessegurança (CTNBio), o professor Paulo Kegeyama, ex- diretor de biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, afirma que a aprovação dos transgênicos no órgão é totalmente viciada em benefício das grandes empresas. Segundo ele, o sistema de maioria simples para votação dos projetos faz a biotecnologia prevalecer quase automaticamente nas avaliações.

rsz kegeyama

Como é o procedimento interno da CTNBio em relação às aprovações dos transgênicos?

O grande problema é que há um domínio na CTNBio pelas empresas. A maioria das pessoas lá é sabidamente pró biotecnologia, os transgênicos. Eles acham que o que é feito pela biotecnologia é uma tecnologia boa, então esse é o princípio. Não se preocupam muito com o conteúdo, então os processos não respeitam o mínimo do critério de rigor científico, estatísticas, das coisas formais de pesquisa. Quem vê os processos não acredita que seja para aprovar uma coisa tão importante como um transgênico. A gente via todos os erros estatísticos, processos, tudo sem nenhum rigor. Fazíamos todo um trabalho, gastava um tempo enorme, e como éramos minoria eles esperavam a gente ler o parecer e ao término já queriam votar porque sabem que têm maioria no voto. Na verdade, eles não dão importância nenhuma ao conteúdo e consideram já de antemão que sendo uma construção biotecnológica é boa por princípio. Então nunca desaprovamos nenhum processo, mesmo apontando todos os erros. Tem um monte de processos lá que eu denunciei esses erros, que seriam suficientes para não aprovar o processo. No entanto, todos foram aprovados. Se algum dia alguém resolver de fato reavaliá-los cuidadosamente e ver todas as argumentações e refutações, certamente vai ser um grande rebu. Infelizmente a maioria é pró tecnologia, não temos condições de criticar, tornando o processo totalmente falso. Sem nenhum rigor científico.

De que forma se deu essa questão da maioria, e qual o papel da CTNBio?

É porque o Ministério da Ciência e Tecnologia tem o domínio de indicar a maioria, e ele é pró biotecnologia. Infelizmente com a decisão do Congresso de passar para maioria simples, ao invés de maioria de 2/3, fez com que não houvesse nenhuma possibilidade de haver equilíbrio na discussão. Aliás, não há discussão. Então é um processo viciado de fato, de antemão sabe-se que vai ser aprovado e a empresa nem se preocupa.

A atribuição da CTNBio é aprovar os processos dos transgênicos, ela é suprema nesse tema. Como eles têm maioria, se prevalecem disso e não discutem. As empresas dominam.

Qual é o cenário na academia? Porque esses técnicos que estão na CTNBio se formaram em algum lugar... Como é essa questão da pesquisa científica?

A pesquisa também é premiada. Já que a hegemonia é pró transgênico, então todas as agências financiadoras têm a hegemonia. É uma minoria que estuda, por exemplo, fluxo gênico, contaminação e transgênico, como eu. Aqueles que são pró biotecnologia são escolhidos a dedo na academia, ao invés da biossegurança. A escolha já é dirigida, é igual ao Congresso Nacional: se tem minoria está acabado, então os ruralistas dominam.

E a informação que vai para sociedade em relação a esse contexto?

Infelizmente a mídia mais imparcial e neutra é uma minoria, pois os grandes jornais e a televisão são pró hegemonia. Nunca vão colocar essa questão em debate, é uma mídia favorável à biotecnologia. A não ser que mude esse cenário com a população querendo alimento saudável, aí é a educação da sociedade. A população tem que saber o que está sendo examinado para exigir alimento saudável, assim talvez as coisas mudem. É super importante que a sociedade se interesse e se empodere dessa informação, porque tendo informação certamente eles vão exigir alimento saudável.

Plantas Doentes Pelo Uso de Agrotóxicos







Chaboussou (1980) em sua obra – plantas doentes pelo uso de agrotóxicos mostra inúmeros trabalhos realizados por ele e outros pesquisadores onde comprova o aparecimento de muitas doenças e pragas associado ao uso de determinados agrotóxicos.

Nessa obra o pesquisador procura demonstrar que o aparecimento de muitas pragas e doenças não pode ser explicado apenas pela destruição de seus inimigos naturais como normalmente é colocado; e por analogia da mesma forma que determinadas afecções no ser humano pode ser desencadeado pelo uso determinados medicamentos em patologia vegetal o mesmo pode ocorrer em relação ao uso de agrotóxicos que podem ter uma incidência positiva no desenvolvimento de várias doenças fúngicas, viróticas e bacteriana e na multiplicação de pulgões, ácaros, lepidópteros e outros.

Tudo se passa como se, por sua ação nefasta sobre o metabolismo da planta, os agrotóxicos rompessem a sua resistência natural.
O agrotóxico – mesmo não provocando queimaduras ou fenômenos de fito toxicidade aparentes – pode mostrar-se tóxico para a planta, com todas as conseqüências que isto pode causar sobre a resistência a seus agressores, sejam eles fungos, bactérias, insetos ou mesmo vírus. (CHABOUSSOU, 1980, p.34 e 35).

terça-feira, 25 de junho de 2013

Avaliação Toxicológica e o Estabelecimento de Limites Máximos de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos

SIMP�SIO BRASILEIRO SOBRE RES�DUOS DE AGROT�XICOS EM

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Cartilha da Compostagem Doméstica de Lixo



Há dez anos atrás, o último senso do IBGE realizado em 1989 mostrou que cerca de 50% do lixo coletado das casas é matéria orgânica facilmente putrecível e que poderia ser reutilizada. Como medida para reduzir a quantidade de lixo nos aterros sanitários e ajudar os cidadãos a realizarem sua própria compostagem, o Ministério do Trabalho e Desemprego desenvolveu um guia de compostagem doméstica disponível para download.


A publicação traz algumas informações imprescindíveis para realizar uma compostagem, como os materiais que podem ser utilizados:

restos de legumes, verduras, frutas e alimentos, filtros e borra de café, cascas de ovos e saquinhos de chá;
galhos de poda, palha, flores de galho e cascas de árvores (material de estrutura);
papel de cozinha, caixas para ovos e jornal; penas e cabelos; palhas secas e grama (somente em pequenas quantidades).

E o que não podem:

carne, peixe, gordura e queijo (podem atrair roedores); plantas doentes e ervas daninhas (microrganismos doentes e ervas daninhas podem se multiplicar); vidro, metais e plásticos; couro, borracha e tecidos;
verniz, restos de tinta, óleos, todo tipo de produtos químicos e restos de produtos de limpeza; cinzas de cigarro, de madeira e de carvão, inclusive de churrasco, saco e conteúdo de aspirador de pó (valores elevados de metais e poluentes orgânicos); fezes de animais domésticos, papel higiênico e fraldas (por razões de higiene).

A cartilha também explica quais os processos de compostagem, mostra o passo-a-passo de como montar uma composteira, orienta quanto a quantidade de composto a ser utilizado e de que forma ele deve ser aplicado nos jardins e hortas.

Depois de todas essas informações que tal começar com a compostagem hoje? Leia o material e se organize! Além de contribuir com a preservação do meio ambiente é uma ótima ideia para cuidar da saúde mental e física.

domingo, 23 de junho de 2013

Copa das Confederações e a Política Nacional de Resíduos Sólidos :: Revista Reciclar Já!

Copa das Confederações e a Política Nacional de Resíduos Sólidos :: Revista Reciclar Já!: "Dia 15 de junho, teve início a Copa das Confederações a exatamente 365 dias do inicio da Copa do Mundo, período em que vamos ver todo país correr para finalizar as obras de seus estádios, de infraestrutura, dentre outras.  Alguns já estão finalizados com alto padrão, possibilitando ao publico assistir as partidas com todo o conforto. Mas o que assusta é que em agosto de 2014, quase no final da Copa do Mundo passa a valer a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a lei 12.305/2010, prevista para entrar em vigor após quatro anos de sua publicação. Esse prazo foi estabelecido visando a necessidade de ajustes mais complexos dos setores privado e público, para que esses possam adequar-se"

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Mel contaminado por pólen transgênico não poderá ser livremente comercializado na Europa



O Tribunal de Justiça Europeu (ECJ, na sigla em inglês) determinou esta semana que mel contendo traços de produtos geneticamente modificados deve ser considerado “alimento produzido a partir de transgênicos”, mesmo que a contaminação tenha sido acidental. A decisão abre caminho para que apicultores cujos produtos tenham sido contaminados possam pedir indenização pelos danos sofridos.

Este caso teve início quando um apicultor amador da Baviera, na Alemanha, descobriu que suas colmeias, mel e derivados haviam sido contaminados pelo pólen de lavouras experimentais de milho transgênico conduzidas pelo governo do estado na região. O caso foi levado para o tribunal estadual. Este não conseguiu chegar a um veredicto e encaminhou o processo ao Tribunal de Justiça Europeu.

De acordo com a decisão do mais alto tribunal da União Europeia, tanto o mel como alimentos que contenham mel que apresente traços de contaminação por pólen de milho transgênico não poderiam ser vendidos no bloco de 27 países sem autorização prévia.

Frédéric Vincent, porta-voz da União Europeia para defesa do consumidor, declarou que a decisão afetará as importações de mel de países como a Argentina, onde as lavouras transgênicas são amplamente disseminadas. “A Comissão evidentemente acatará a decisão do ECJ, mas teremos que analisar as 50 páginas do veredicto para assegurar seu cumprimento”, acrescentou.

José Bové, do Partido Verde e membro do Parlamento Europeu, comentou a decisão: “Este caso prova que a coexistência é uma falácia e que os cultivos transgênicos não permitem a escolha por produtos livres de transgênicos. Permitir o cultivo de lavouras geneticamente modificadas claramente leva à contaminação das lavouras não transgênicas e de outros produtos alimentares como o mel. Os apicultores não são capazes de se prevenir contra a contaminação do mel por pólen transgênico, assim como agricultores não podem se prevenir contra a contaminação de suas lavouras, e portanto são impotentes para evitar da integridade dos alimentos que produzem. A única maneira segura de prevenir isto é impedir o cultivo de transgênicos”.

Bart Staes, outro parlamentar verde da UE, declarou: “O lobby da biotecnologia sempre fala de liberdade de escolha; a questão é: liberdade para quem? (...) A Comissão Europeia deveria revisar sua legislação sobre transgênicos para levar em conta os interesses dos consumidores e produtores de alimentos, e não a indústria da biotecnologia”.

Para Mute Schimpf, da ONG Friens of the Earth Europa, a nova decisão “reescreve o livro de regras e fornece subsídios legais para a criação de medidas mais rigorosas para prevenir a contaminação” por lavouras transgênicas.

De fato, este é mais um exemplo, que vem somar-se a tantos outros, comprovando que a coexistência entre cultivos transgênicos, convencionais e orgânicos é impossível na prática. Os primeiros só podem existir em detrimento dos outros. E prevalecendo os transgênicos, perdem os agricultores, que ficam reféns da tecnologia das multinacionais, e os consumidores, que perdem o acesso a alimentos livres de contaminação.

Com informações de:

- New Scientist - Reino Unido: Honey verdict gums up GM rules, 07/09/2011.

Fonte: Alimento Puro

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Novo estudo associa alimentos transgénicos à leucemia



Um estudo inovador publicado no Journal of Hematology & Thromboembolic Diseases revela potenciais propriedades "leucemogénicas" dos biopesticidas modificados usados na grande maioria das culturas de alimentos transgénicos, avança o PIPOP - Portal de Informação Português de Oncologia Pediátrica, citando o Greenmedinfo.

Uma nova pesquisa de cientistas do Departamento de Genética e Morfologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília, no Brasil, indica que os biopesticidas transgénicos conhecidos como Bacillus Thuringensis (Bt) podem contribuir para mutações no sangue, provocando alguns tipos de cancro no sangue, como a leucemia.

O estudo revelou que diferentes combinações binárias e de doses de toxinas Bt podem atingir células de mamíferos, em particular os glóbulos vermelhos, provocando alterações nestas células vermelhas do sangue. Além disso, as toxinas Bt suprimem a proliferação da medula óssea, criando padrões anormais de linfócitos compatíveis com os identificados em certos tipos de leucemia.

A pesquisa conclui que uma dose muito reduzida desta toxina foi capaz de induzir anemia hipocrómica em cobaias de laboratório, tendo ainda sido detectada no sangue de mulheres que não estavam grávidas, mulheres grávidas e nos seus fetos, no Canadá, cuja exposição terá sido feita através da dieta.

Os investigadores indicam que os cristais de esporos da toxina Bt geneticamente modificada para expressar individualmente os elementos Cry1Aa, Cry1Ab, Cry1Ac ou Cry2A pode causar alguns riscos hematológicos para os vertebrados, aumentando os seus efeitos tóxicos, com a exposição a longo prazo.

Perante estes resultados, a equipa de cientistas lembra que, tendo em conta o aumento do risco de exposição humana e animal a níveis significativos destas toxinas, especialmente através da dieta, a pesquisa sugere que mais estudos são necessários, a fim de esclarecer o mecanismo envolvido na hematotoxicidade encontrada em ratos, para estabelecer os riscos toxicológicos para organismos não-alvo, como os mamíferos, antes de concluir que estes agentes de controlo microbiológico são seguros para animais e humanos.

Fonte:

http://www.pop.eu.com/news/9037/26/Novo-estudo-associa-alimentos-transgenicos-a-leucemia.html

Mais sobre o tema:
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/search/label/Transg%C3%AAnicos

Estudo em MT acha agrotóxicos em leite materno

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Mais informações acesse:

Contaminação de leite materno por agrotóxicos no Mato Grosso