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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Defensivos Agrícolas: vendas batem novo recorde em 2012 e segue em ritmo forte em 2013

Em 2012, as quantidades totais vendidas de defensivos agrícolas no Brasil cresceram quando comparadas com aquelas contabilizadas no ano anterior. Observou-se que, em termos de produto comercial, foram transacionadas 823.226 t (acréscimo de 12,7% em relação a 2011), correspondendo a 346.583 t de princípio ativo (incremento de 0,5%), de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (SINDAG) (Figura 1).



Comparativamente com o ano anterior, o incremento na comercialização em 2012 resultou de melhores vendas, em quantidade de produto comercial, para importantes culturas como: soja (20,8%), cana-de-açúcar (15,4%), milho safrinha (24,0%) e milho safra (14,7%), que exibiam nesse ano relação de troca favorável para os agricultores. Outros produtos que também tiveram crescimento da demanda de defensivos agrícolas foram: café (43,9%), feijão (38,5%), arroz irrigado (29,0%), amendoim (27,2%), pastagem (24,0%), reflorestamento (9,2%), fumo (8,2%) e culturas de inverno (3,1%). Em contrapartida, outras importantes culturas registraram retração, por exemplos: citros (32,8%), uva (23,4%), maçã (20,2%), algodão (20,0%) e batata inglesa (5,5%).


Multinacionais do veneno fazem oligopólio bilionário no Brasil

Nove fabricantes multinacionais faturam US$ 8,9 bilhões em vendas no País e não concorrem entre si



Fortaleza. Foi mais de 1 milhão de toneladas de agrotóxicos nas lavouras agrícolas do Brasil na safra 2011/2012, uma boa parte com uso proibido nos Estados Unidos e nos países da União Europeia. Outra parte proibida aqui mesmo, dependendo da cultura em que seja aplicado. Para os fabricantes desses produtos químicos, isso representou um faturamento de US$ 8,9 bilhões somente no Brasil em 2011- em 2000 foi de US$ 2,5 bilhões, tornando o mercado da produção/comércio de veneno um dos mais rentáveis do Brasil. A falta de informação e fiscalização faz com que, em muitos campos agrícolas, o próprio comerciante indique e receite qual veneno o agricultor deve usar. A venda compete diretamente com os riscos.
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio (5,73% em 2011) e da participação deste no PIB nacional comprovam a importância do setor que, para produzir, precisa dos agrotóxicos. O setor da agricultura teve alta de 5,57%, conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP).

O que espanta muitos especialistas é a intensidade no uso dos produtos químicos. Em 2002, o Brasil consumiu 599,5 milhões de litros de agrotóxicos. Em 2011, a quantidade foi de 852,8 milhões de litros. Na média nacional, aumentou de 10,5 l para 12 l por hectare. E não só a quantidade, mas a toxicidade também tem aumentado.


domingo, 1 de setembro de 2013

Lobby por agrotóxico na Anvisa é um inferno, diz ex-gerente


Editora Globo


Luiz Cláudio Meirelles, ex-gerente de toxicologia da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi exonerado do cargo em novembro de 2012 quando denunciou um esquema de corrupção para aprovar 7 princípios ativos de agrotóxicos mais rapidamente. Nesta entrevista, ele relata como era a abordagem para que se apressasse as aprovações e diz que vê sua saída como algo já desejado há muito tempo pela bancada ruralista do congresso.

GALILEU: Quanto tempo você ficou na Anvisa?

Treze anos e meio. Peguei lá em fevereiro de   1999 e sai de lá em novembro de 2012.

Como as coisas funcionavam lá?

A Anvisa estava para ser criada em 1999 e eu fui convidado pra organizar a gerência de toxicologia [que cuida da avaliação de agrotóxicos] ,ela não existia ainda. O nosso olhar sobre essa questão era uma avaliação preventiva. Você vê os problemas relacionados àquela substância antes de ela ir pro mercado, e evitar que exista algum risco ou algum dano saúde da população, e também pensa em questões de controle. Por exemplo, monitorar os resíduos de agrotóxicos em alimentos, melhores informações sobre os agravos provocados por esses produtos, melhoria da notificação de intoxicações, rever substancias autorizadas no passado que já estavam no mercado quando a gente chegou.

Você organizou esse setor lá.

Sim. E o objetivo era uma ação dinâmica. Quando você fala de substância química, elas estão sendo estudadas permanentemente. E às vezes uma coisa que era considerada segura no passado, dependendo dos estudos que apareçam, pode não ser mais considerada segura e você ter que mudar a decisão. Por exemplo, o DDT. Quando foram lançados ali pela década de 1970 eram a maravilha do mundo. E depois eles passam a ser hoje, combatidos no mundo inteiro. Descobrimos que causam câncer, se acumulam no tecido adiposo, que contaminam o lençol freático. Por isso temos nessa área constantemente de rever nossas decisões. Mesmo porque quem avalia as substancias são as empresas, né, elas são donas das moléculas, elas que apresentam estudos, e nesse início da entrada de molécula em qualquer país, os pesquisadores independentes não tem acesso àquela substancia pra desenvolver estudo. Então o trabalho da gente tinha esse escopo de prevenção com base em dados.

Essa prevenção é bem feita hoje?

A gente sabe que no Brasil a produção de dados em relação a essas contaminações da população ainda é extremamente precária. Pouco se investiga, poucos são os programas de monitoramento que temos operando, como o PARA [Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos]. Existe monitoramento de água potável, mas a gente não encontra os dados. Devia existir pra todo tipo de alimento. Processado, de origem agropecuária, água de ambiente, agua potável, pra que pesquisadores e gestores pudessem tomar sua decisão. Muitas vezes você se depara com uma substância química nova e o estudo não te dá clareza sobre produção de câncer ou alteração de embrião. Enquanto o órgão avaliador e de proteção sanitária você deve impedir a exposição até que isso se esclareça, mas essa é uma questão muito polêmica no país.Tem essa questão do poder de fogo que as empresas do agronegócio têm. Aos olhos deles, a precaução é tida como algo xiita, ideólogo, radical.


Húmus líquido

O húmus líquido é também uma excelente opção para adubação de plantas em vasos.

A busca por insumos eficientes para uma agricultura de base ecológica também é um propósito da Embrapa Clima Temperado,


Esse tipo de adubo é uma opção para o cultivo de hortaliças, sendo obtido pela simples dissolução de húmus sólido de minhocas em água. Sua produção é fácil, tem baixo custo e requer pouco tempo do produtor para seu preparo. Em geral, são usados entre 10kg e 20kg de húmus sólido em 100L de água. O sistema de produção usual é o manual, mas também pode ser feito com auxílio de aeradores. Nessa forma de produção o húmus líquido fica pronto em 24 horas, enquanto na forma manual são necessários no máximo três dias, com pelo menos uma agitaçao por dia, para que a maior parte dos nutrientes e microorganismos do húmus seja transferida à água.