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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Agrotóxico usado na cana mata dois milhões de abelhas, dizem apicultores

Produtores de mel contabilizam prejuízos por venenos em Gavião Peixoto.
Ano passado morreram mais de um milhão de insetos pelo mesmo motivo.


Enquanto isso, segue no congresso, projeto que facilita registro de novos agrotóxicos do senador Ruben Figueiró (PSDB-Mato Grosso do Sul). O projeto de Lei PLS 209/13 fixa em 180 dias o prazo máximo para a liberação de novos defensivos agrícolas no mercado, projeto esse, que é para atender uma das principais queixas das empresas de agrotóxicos.

Nos países desenvolvidos, esse prazo chega, a 4 anos.

Recentemente também foi veiculada a seguinte notícia:

A Comissão de Agricultura aprovou proposta que libera a pulverização aérea de quatro substâncias proibidas pelo Ibama por suspeita de afastar abelhas. O relator do projeto diz que não há provas.

Os autores do projeto, Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) e Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), consideram,no entanto, que não há estudos no Brasil que comprovem o risco iminente à flora, à fauna ou a seres humanos com o uso desses agrotóxicos

Então como é que fica a notícia abaixo? E essa DAQUI?

PARA QUEM OS POLÍTICOS ESTÃO LEGISLANDO?



Do G1 São Carlos e Araraquara
Produtores de mel culpam venenos por prejuízos em Gavião Peixoto,SP (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)
Produtores de mel culpam venenos por prejuízos em Gavião Peixoto,SP (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)
Os produtores de mel de Gavião Peixoto (SP) contabilizam os prejuízos depois que mais de dois milhões de abelhas morreram nas últimas semanas. Os apicultores acreditam que a mortandade tenha sido causada pela aplicação indiscriminada de agrotóxicos por parte dos produtores de cana-de-açúcar e de laranja. Segundo o Ibama, a pulverização aérea com algumas substâncias é proibida.

Mesmo assim, o problema não pôde ser evitado. Para o apicultor José Luiz Santos, o prejuízo estimado é de R$ 15 mil. “Eu tinha 30 colmeias. A expectativa era produzir mais uma tonelada de mel por ano, mas perdi tudo”, lamentou.

O caso foi denunciado para o Ministério da Agricultura e Meio Ambiente de Gavião Peixoto, que já coletou amostras para análise. Os apicultores suspeitam que as abelhas morreram por causa do uso de veneno na região. Principalmente quando é aplicado por aeronaves.

Todos os produtores rurais registraram boletim de ocorrência. “Estou aguardando o resultado da análise para ver se comprova se é o mesmo tipo de veneno. Tem que resolver, se não, não tem como trabalhar mais”, ressaltou o apicultor Valentim Donizete.


Recorrente

Toda a estrutura será jogada fora por causa de agrotóxico (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)
Toda a estrutura será jogada fora por causa de
agrotóxico (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)
Além do prejuízo gerado este ano, os produtores também acumulam o prejuízo do ano passado, quando perderam dezenas de colmeias e mais de um milhão de abelhas morreram. Na época, um laudo constatou a presença de um inseticida usado para combater cupins em canaviais.

Este ano sobraram apenas algumas abelhas. Mas, toda a estrutura será jogada fora. “É preciso se desfazer, porque se colocar outro enxame no mesmo lugar, as abelhas vão morrer, pois o agrotóxico continua reagindo durante cinco anos”, justificou Donizete.

Sem controle

Segundo o pesquisador do instituto de biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, Osmar Malaspina, o uso de agrotóxicos aplicados sem controle mata as colmeias. “Os agricultores têm aumentado as aplicações, como por exemplo, nos pomares de laranja, para controlar as pragas. No caso da cana-de-açúcar o aumento ocorre também porque as pragas não podem ser mais combatidas com a queima”, explicou.

A pulverização aérea também é um problema. “Conseguimos mostrar que a grande mortandade de abelhas estava relacionada à aplicação de agrotóxicos. Esse tipo de pulverização aérea foi suspensa por um tempo, mas este ano está sendo rediscutida se vai ser mantida ou se o Ibama vai liberar essa aplicação aérea”, disse Malaspina
.
Fiscalização


O Ibama informou que proibiu a pulverização aérea com algumas substâncias. Já o escritório de Defesa Agropecuária afirmou que faz fiscalizações e que ainda não foi informado oficialmente sobre a mortandade das abelhas.

A federação que representa os agricultores não respondeu sobre o uso indevido de agrotóxicos. O laudo sobre a causa da morte deve sair na semana que vem.

Publicado Originalmente: G1 São Carlos e Araraquara

Veja também:

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Por que salvar as abelhas

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Saneamento Básico Rural - 3 parte prática

A Embrapa Instrumentação  promoveu, pela primeira vez para o público externo, um Curso de Saneamento Básico Rural, com destaque para a divulgação de fundamentos da Fossa Séptica Biodigestora, do Clorador Embrapa e do Jardim Filtrante.

Tive a oportunidade de participar do curso, e segue abaixo, alguns registros que fiz - que sintetiza a parte prática do curso.

Para quem quer aprofundar, abaixo dos vídeos, deixe dois links, que dão acesso a fundamentação teórica do curso.













Veja também:

Saneamento Básico Rural - parte 2

Saneamento Básico Rural - parte 1

Mais informações: EMBRAPA

Saneamento Básico Rural - 2














Veja também:

Saneamento Básico Rural - parte 1

Saneamento Básico Rural - parte 3

Saneamento Básico Rural - Fundamentação teórica 1






















segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Por que salvar as abelhas


Recentemente, esse blog, reproduziu a notícia abaixo:

A Comissão de Agricultura aprovou proposta que libera a pulverização aérea de quatro substâncias proibidas pelo Ibama por suspeita de afastar abelhas. O relator do projeto diz que não há provas.

Os autores do projeto, Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) e Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), consideram,no entanto, que não há estudos
no Brasil que comprovem o risco iminente à flora, à fauna ou a seres humanos com o uso desses agrotóxicos.
Essa notícia pode ser verificada AQUI

Quem paga a conta?

Por que salvar as abelhas ?

Elas são responsáveis por um terço de tudo o que comemos, mas estão sendo dizimadas em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, abatidas por nuvens de agrotóxicos


Sergio Trevisan, apicultor da região de Araraquara, no interior de São Paulo, testemunhou a morte de todas as abelhas de suas 500 colmeias. Com elas, produzia 15 toneladas ao ano de mel e própolis. No apiário da família de Rodrigo Parisi, em Brotas (SP), foram 300 colmeias extintas praticamente de uma vez só. Essas duas histórias aparecem diluídas nos levantamentos de um grupo de estudos da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Eles apontam que cerca de 10 a 20 mil colmeias sumiram no Estado de São Paulo entre 2008 e 2010. No restante do Brasil, acredita-se que as perdas de colmeias sejam em torno de 20% ao ano.
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OPERÁRIA
O trabalho de polinização das abelhas rende anualmente uma
quantidade de alimentos avaliada em 153 milhões de euros

O problema não é apenas brasileiro. Depois de assistir ao sumiço de 31% de suas abelhas no último inverno, os Estados Unidos até batizaram o fenômeno: distúrbio do colapso das colônias. Tudo indica que a mortandade dessas abelhas esteja relacionada ao uso de pesticidas da categoria dos neonicotinoides, utilizados na agricultura. Em grandes áreas, a aplicação é realizada por aviões. A substância chega até as abelhas de duas formas: diretamente pelo ar, o que as mata instantaneamente, ou pela contaminação das flores, o que atinge o sistema nervoso delas e as desorienta, a ponto de morrerem sem encontrar o caminho de volta à colmeia.
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Para pôr um fim à matança, países da União Europeia determinaram a suspensão do uso desses pesticidas por dois anos, começando em julho próximo. No Brasil, o Ibama suspendeu, em meados de 2012, a pulverização aérea desses pesticidas enquanto um estudo sobre a relação entre morte das abelhas e neonicotinoides não fosse finalizado, o que deve ocorrer até o fim deste ano. “Até o momento, há indícios fortes do fenômeno. Já levantamos mais de 100 casos, do Piauí ao Rio Grande do Sul”, conta o coordenador geral de Avaliação de Uso de Substâncias Químicas do Ibama, Márcio Freitas. A pressão dos agricultores foi grande e o instituto recuou, restringindo o uso dos pesticidas apenas em épocas de floradas.
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Não é apenas a saúde financeira dos apicultores que sofre com a morte das abelhas. A ausência delas afeta todos os seres que se alimentam de vegetais. Esses insetos são os mais eficientes polinizadores da natureza. Com seu trabalho, respondem por um terço de tudo o que comemos. Para explicitar o tamanho do problema, um supermercado americano removeu de suas prateleiras todos os produtos que dependem da polinização das abelhas para serem cultivados. A imagem deixa claro que, ao salvarmos as abelhas, estamos trabalhando na preservação da nossa própria espécie.

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Fotos: Nathan Griffith/Corbis; Prnewsfoto/WholeFoods Market

Retirado da página :  ISTOÉ Independente



Para aprofundar sobre o tema acesse:






domingo, 1 de dezembro de 2013

Proibidos, falsificados e perigosos


Enquanto isso, segue no congresso, projeto que  facilita registro de novos agrotóxicos  do senador Ruben Figueiró (PSDB-Mato Grosso do Sul). O projeto de Lei PLS 209/13 fixa em 180 dias o prazo máximo para a liberação de novos defensivos agrícolas no mercado, projeto esse, que é para atender uma das principais queixas das empresas de agrotóxicos. Nos países desenvolvidos, esse prazo chega, a 4 anos.

Abaixo, temos Reportagem especial de Zero Hora apresenta os números dos agrotóxicos no Rio Grande do Sul e os riscos que eles podem trazer à saúde dos consumidores gaúchos.

Como podemos ver, o mercado de agrotóxicos, segue totalmente descontrolados ,onde a todo momento a lei é driblada e a falta de regulamentação, facilita o comércio irregular, e milhares de intoxicações são registradas anualmente e resíduos, cada vez mais presentes nos alimentos, e no meio ambiente como todo, e além do mais, esse descontrole, faz surgir mais pragas, que por sua vez, exigirá mais agrotóxicos.

Esse blog, também reproduziu, a série Série Viúvas do Veneno 1 - Silêncio e dor se multiplicam nos campos brasileiros, publicado pelo Diário do Nordeste, que mostra que em outras regiões do Brasil, a realidade não é diferente e pode ser até pior.


O  Governo Brasileiro, ao invés de dar uma resposta a sociedade,  em relação ao uso abusivo de agrotóxicos,  como podemos observar esta fazendo o contrário, esta sensível ao reclame das empresas de agrotóxicos.



 
Segundo maior consumidor de agrotóxicos do mundo, o Brasil elevou em 650% suas taxas de importação dos produtos químicos nos últimos dez anos.


Caio Cigana


(Reprodução/reprodução)

Em alta

Crescimento desproporcional

Em cinco anos, venda de defensivos aumentou três vezes mais que área plantada no país, segundo IBGE

A venda descontrolada de agrotóxicos ganhou na internet um novo canal para driblar a lei, dificultando a fiscalização e ampliando o risco à saúde de consumidores e agricultores. A novidade agrava um cenário em que uso exagerado dos químicos na lavoura - o consumo cresceu muito acima da área plantada -, contaminação da água e dificuldade de identificar eventuais excessos de veneno nos alimentos que chegam à mesa se combinam para elevar o perigo escondido nos alimentos.

Zero Hora flagrou a venda ilegal de agrotóxicos pela internet. A reportagem negociou a compra e a entrega de três produtos com comercialização e uso proibidos no Estado, apresentando-se como agricultor ou dono de agropecuária em e-mails e ligações telefônicas gravadas. Questionado sobre o risco de a carga de ser apreendida, o vendedor, que se identifica como Mauricio, não mostra receio com a venda ilegal:

Veja Também:
(Ricardo Duarte/Agencia RBS)


(Reprodução/Zero Hora)

Vilões da mesa

Os três alimentos com a maior incidência de resíduos de agrotóxicos


- Se eles (a fiscalização) travar (sic), o pessoal dá um jeito de recolher a mercadoria, mas se passar entrega tranquilo - garante.

Sem regras, a negociação online de defensivos aumenta a brecha para irregularidades que vão de crimes ambientais a infrações mais graves, como derrame de produtos falsificados, contrabandeados e roubados. No Estado, a venda pela internet permite que agricultores e donos de lojas negociem herbicidas e inseticidas proibidos por terem sido banidos em seus países de origem devido ao alto teor tóxico e ao perigo à saúde e ao ambiente. Gramoxone 200 e Gramocil são feitos à base de paraquat, princípio ativo que, apenas entre 2005 e 2011, causou 165 envenenamentos e 35 mortes conforme registros do Centro de Informações Toxicológicas (CIT) do Estado.

Outro produto proibido é o Mertin 400. Mesmo alertados de que o produto era proibido no Rio Grande do Sul, vendedores confirmam a entrega no Estado. A multinacional Syngenta, fabricante dos três produtos, tenta liberar esses agrotóxicos na Justiça gaúcha.

Flagrante detecta produtos ilegais e sem origem

No dia 14 de novembro, a partir das investigações de ZH, fiscais da Secretaria da Agricultura deram uma batida em uma agropecuária de Venâncio Aires citada por um dos vendedores como cliente antigo. Além de o estabelecimento sequer ter licença para vender agrotóxicos, foram encontrados produtos proibidos, sem registro no Ministério da Agricultura (Mapa) e sem origem comprovada.


(Ronaldo Bernardi/Agencia RBS)
Operação de Secretaria da Agricultura encontrou agrotóxicos proibidos, sem registro no Ministério da Agricultura

chefe da divisão de fiscalização de agrotóxicos do Mapa, Álvaro Ávila, ressalva que a comercialização de defensivos pela internet, apesar de não ter regulamentação, não é proibida - desde que obedeça a lei. O problema é que, mesmo quando fungicidas, herbicidas e inseticidas são legais, em regra as vendas são feitas por empresas sem licença para comercializar venenos agrícolas.

sábado, 30 de novembro de 2013

Proibidos, falsificados e perigosos


Fonte: Zero Hora
Caio Cigana

caio.cigana@zerohora.com.br 

Reportagem  ganhadora do prêmio  Embratel/Claro 2014 



venda descontrolada de agrotóxicos ganhou na internet um novo canal para driblar a lei, dificultando a fiscalização e ampliando o risco à saúde de consumidores e agricultores. A novidade agrava um cenário em que uso exagerado dos químicos na lavoura - o consumo cresceu muito acima da área plantada -, contaminação da água e dificuldade de identificar eventuais excessos de veneno nos alimentos que chegam à mesa se combinam para elevar o perigo escondido nos alimentos.


Uso de agrotóxicos no Rio Grande do Sul chega a quase o dobro da média nacional

Desde 2008, o Brasil é o pais que mais usa agrotóxico no planeta, chegando em 2009, a marca de mais um bilhão de litros de agrotóxicos aplicados, dando o equivalente a uma consumo médio de 5,2 Kg de agrotóxico por habitantes (LONDRES, 2011), mas se olharmos mais especificamente para o Mato Grosso, o estado consome 150 milhões de litros de agrotóxicos por ano, dando o equivalente a 50 litros por habitante (Osava, 2011) e se aproximarmos ainda mais os dados, a cidade de Lucas de Rio Verde – MT, a exposição média anual de agrotóxicos por morador, chega a 136 litros por habitante - conforme notícia veiculado no portal VIOMUNDO (Azenha 2001).


A notícia abaixo faz parte de um especial sobre o tema, publicado com o título - Proibidos, falsificados e perigosos, pelo Jornal Zero Hora.


Aplicação na lavoura equivale a 8,3 litros de veneno por ano para cada gaúcho

O excesso e o descontrole no uso de agrotóxicos geram consequências que ultrapassam os limites do campo e ameaçam a qualidade da água, inclusive a distribuída à população urbana. Com um estudo que mapeou o uso de defensivos por bacia hidrográfica do Rio Grande do Sul, o Estado terá a partir do próximo ano uma portaria própria que ampliará a lista de princípios ativos de defensivos analisados pelas companhias de abastecimento.
Uso de agrotóxicos no Rio Grande do Sul chega a quase o dobro da média nacional Ricardo Duarte/Agencia RBS
Na safra 2009/2010 foram usados 85 milhões de litros de agrotóxicos no EstadoFoto: Ricardo Duarte / Agencia RBS
Coordenado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde, o trabalho fez projeções com base em informações coletadas sobre a safra 2009/2010 e indicou o uso de 85 milhões de litros de agrotóxicos no Estado, o equivalente a 34 piscinas olímpicas cheias de veneno agrícola. É como se cada gaúcho, à época, utilizasse 8,3 litros de veneno a cada ano, no período analisado. O volume per capito gaúcho é bem superior ao nacional. Um estudo da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) mostra que, em 2011, a média do país foi de 4,5 litros por habitante.

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Premiado na Mostra Nacional de Experiências Bem Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoapi), organizada pelo Ministério da Saúde, o estudo identificou as regiões que mais aplicam defensivos. Sem surpresa, o mapa aponta o noroeste do Estado, principal região produtora de grãos, com os maiores volumes por quilômetro quadrado. O quadro mais grave ocorre na Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí, com relação entre volume e área de 919 litros por quilômetro quadrado e consumo equivalente a 33,2 litros por habitante na safra 2009/2010.

Até 33,2 litros por habitante

Como o trabalho, também será montado um ranking dos agrotóxicos considerados mais críticos para cada região, e haverá a possibilidade de complementar a lista de produtos analisados pelas companhias de abastecimento no momento de avaliar a água tratada distribuída à população em cada uma das bacias do Estado. Dos 10 agrotóxicos considerados mais críticos para o Rio Grande do Sul, por exemplo, apenas três fazem parte da relação de produtos verificados hoje pelas empresas, conforme a Portaria 2.914/11, do Ministério da Saúde. A norma ministerial, hoje, relaciona apenas 27 químicos aplicados na agricultura.

– Em março do próximo ano, teremos uma portaria estadual que vai incluir os parâmetros (princípios ativos) mais críticos para cada uma das bacias hidrográficas do Estado e que passarão a também serem analisados pelas companhias de água – explica o chefe da Divisão de Vigilância Ambiental em Saúde do Estado, Salzano Barreto.

Publicado em 2011 com informações coletadas no ano anterior, o Atlas do Saneamento do IBGE também dá pistas quanto à contaminação pela aplicação desenfreada de veneno agrícola, poluindo mananciais utilizados para captar água destinada à população. No Rio Grande do Sul, 37 municípios relataram a presença de agrotóxicos nos pontos de captação – mesmo que depois, tratado, o líquido ganhasse potabilidade.