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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Milho resistente a herbicida causa problema em lavouras de soja de MT


Do Globo Rural



Milho nasce de grãos que caíram no solo durante a colheita da safrinha.

Alto custo para destruir plantas invasoras prejudica agricultores.

Os produtores de soja de Mato Grosso estão enfrentando um sério problema: pés de milho estão crescendo no meio das lavouras. O controle fica mais difícil pelo fato de as plantas serem transgênicas.
No meio da lavoura de soja, um pé de milho. Aliás, um apenas não, tem milho para perder a conta e preocupar muitos agricultores de Mato Grosso.

"Virou uma dor de cabeça isso. A gente está convivendo com essas aplicações de herbicidas para matar milho no meio da soja”, diz o produtor Jader de Bortoli.

O milho que brota nas áreas de soja nasce dos grãos que caem no solo durante a colheita da safrinha. Hoje, muitos agricultores usam uma variedade transgênica conhecida como “RR”, que significa roundup read. Esse é o nome de um herbicida usado para limpar a lavoura de ervas invasoras e que tem como princípio ativo o glifosato.

O milho RR é resistente a este produto, ou seja, quando o agricultor aplica o glifosato nas lavouras de soja, que agora crescem no campo, o milho invasor não morre. O resultado é uma infestação de milho e um alto custo para destruí-lo.

O agricultor Jader de Bortoli está sentindo no bolso o problema. "Tinha programado duas aplicações, mas tive que fazer a terceira. Faltou ainda produto, tive que comprar mais. Não esperava que ia sair tanto milho assim, não", lamenta.

O problema não acontece apenas nas áreas que estavam semeadas com milho RR durante a safrinha. Em uma área que estava ocupada com o milho convencional antes de receber as sementes de soja, em alguns pontos da lavoura, a impressão que se tem é de que se está em um milharal.

O agrônomo e consultor técnico Cláudio Gonçalves explica que o milho tem alta capacidade de cruzamento e que plantas transgênicas devem ter se cruzado com as convencionais, gerando plantas resistentes ao glifosato e provocando a infestação nas lavouras.

Além da despesa extra para fazer o controle, o milho compete com a soja por nutrientes do solo, água e luz e, por isso, pode prejudicar a produtividade da lavoura.

Fonte: G1 Agronegócios

Nuvens de Veneno




O filme “Nuvens de Veneno”, do cineasta e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Beto Novaes, reafirma Mato Grosso como campeão nacional em uso de venenos agrícolas, principalmente no plantio de grãos.


Em 25 minutos, o documentário mostra os riscos da cultura do agrotóxico para quem pulveriza as lavouras e para quem come os alimentos.

O filme foi lançado em Cuiabá, em um evento na Escola de Saúde Pública, que abordou a saúde do trabalhador da cidade e do campo em Mato Grosso.

Trata-se do I º Seminário de Educação Permanente para a Vigilância em Saúde do Trabalhador: Desafios e Perspectivas E XIV Seminário de Segurança e Saúde do Trabalhador do Estado de Mato Grosso – V Encontro dos Técnicos em Segurança do Trabalho. De 21 a 23 de agosto.

É um evento governamental, mas articula também sindicatos patronais e de trabalhadores, para buscarem saídas possíveis, contra o adoecimento daqueles que atuam não só em lavouras, mas em outras atividades comerciais típicas da zona rural, como madeireiras, e em empregos urbanos, como frigoríficos.

A pulverização de venenos é tão perniciosa que afeta até leite materno e a água que bebemos, conforme vem falando insistentemente o professor Wanderlei Pignati, da Saúde Coletiva da UFMT. Veja essa entrevista com ele.

Os focos principais desse encontro foram os braçais do agronegócio e das grandes obras da Copa.

“Esse trabalhador adoentado cai na rede pública de saúde. Se a gente consegue evitar que ele adoeça, isso também desafoga o SUS”, explica a pedagoga e mestranda em vigilância e saúde do trabalhador, Carmen Machado, da organização do seminário.

Esteve presente no evento o pesquisador Carlos Gomez Mimayo, referência nacional e internacional em saúde do trabalhador.

Fonte: http://centroburnier.com.br/wordpress/?p=6713

domingo, 15 de dezembro de 2013

Controle biológico vence lagarta que ataca soja na região de Londrina

O controle biológico da plantação de soja, na região de Londrina, está vencendo um dos maiores riscos para a safra 2013/14: a lagarta Helicoverpa armigera, que já fez parte dos Estados da Bahia e do Mato Grosso do Sul decretarem emergência fitossanitária. O programa Plante seu Futuro, lançado recentemente pela Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) visando a utilização de boas práticas no campo, está conseguindo controlar o aparecimento da lagarta na região de Londrina sem a utilização de agrotóxicos. Uma ação da Emater realizada ontem, em uma propriedade de referência na Bratislava, em Cambé, mostrou que é possível evitar que a praga se alastre pelo Paraná de uma forma simples e econômica.

Telma Elorza/JL / Propriedades são monitoradas pelo menos uma vez por semana

Segundo o agrônomo Alcides Bodnar, da Emater, cinco propriedades de agricultores familiares são monitoradas pelo menos uma vez por semana. Nessas áreas, os técnicos verificam a incidência de pragas e doenças, nível de danos, percentagem de desfolha e – em conjunto com o produtor – decidem se há necessidade de aplicação de agrotóxicos. “Na safra passada, fizemos a soltura das vespinhas [Tricograma pretiossum] que parasita os ovos de mariposas das lagartas que atacam a soja e não foi preciso nenhuma aplicação de agrotóxico nessa área”, aponta.

Segundo Bodnar, a Helicoverpa foi encontrada nesta safra, nas plantações implantadas a partir do dia 10 de outubro, com dez dias de germinação. “Porém, estavam em baixa população e optamos por não fazer aplicação de defensivo. Para nossa surpresa, 20 dias depois não foram mais encontradas. Segundo a Embrapa, a maioria dos exemplares que foi encaminhada para a análise estava parasitada”, conta. Ele lembra que o Paraná tem muitos inimigos naturais da lagarta e, portanto, o produtor precisa ter cuidado com as aplicações. “O agrotóxico mata a lagarta, mas também mata seus inimigos naturais, o que pode prejudicar mais para frente”, alerta. O monitoramento e o controle biológico são suficientes para evitar as pragas. “Nessa área de Cambé, por exemplo, a média é de seis aplicações de agrotóxicos por safra, o que traz custos e poluição.”

O produtor Roberto Schulz, 56 anos, proprietário de uma área de 17 hectares na Bratislava, vem seguindo as orientações dos técnicos da Emater à risca. Na safra passada, ele não fez nenhuma aplicação para lagarta e apenas uma para percevejo. “Antes, eu colhia uma média de 120-135 sacas por alqueire. Na safra passada, foram 186 por alqueire, com áreas que alcançaram 219 sacas”, conta. A média da região é de 135 sacas por alqueire.

Já o produtor Pedro Tofalini, 69 anos, vai fazer o controle biológico com a vespinha pela primeira vez. “No ano passado, apliquei agrotóxico. Mas é caro e ruim. O custo chega a um saco de soja por alqueire e o retorno não é bom.”

Lagarta ataca em vários Estados

Segundo a assessoria de imprensa da Embrapa Soja, a ocorrência de lagartas do gênero Helicoverpa armigera no Brasil foi observada a partir da safra 2012/13 em níveis populacionais nunca antes registrados, causando prejuízos econômicos principalmente nas culturas de algodão, soja e milho. Na safra 2013/14, já há relatos em vários estados brasileiros, inclusive no Paraná, onde a lagarta foi identificada nas principais regiões produtoras de soja, mas sempre com infestações em baixos níveis populacionais.

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, um estudo da Embrapa para acompanhamento da evolução da Helicoverpa armigera no campo mostra que inimigos naturais estão agindo no controle da nova praga. O monitoramento e o controle biológico estão sendo indicados.


 Mais informações:



podem ser obtidas no site www.cnpso.embrapa.br/helicoverpa/.

Fonte: Jornal de Londrina

Para evitar o sumiço das abelhas

Considerados indicadores de qualidade ambiental, insetos polinizadores sofrem ameaças diversas, de agrotóxicos ao desmatamento



Roberto Custódio/ Jornal de Londrina / Professor Oilton Macieira, da UEL: algumas espécies de abelha já desapareceram
Professor Oilton Macieira, da UEL: algumas espécies de abelha já desapareceram
Embora a maioria das pessoas as vejam simplesmente como fabricantes de mel, as abelhas são, provavelmente, o inseto mais importante para a vida na Terra. Segundo estudos da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), são elas as responsáveis pela polinização de, pelo menos, 70% das culturas, o que corresponde a 90% da oferta global de alimentos. Exatamente por isso, o desaparecimento repentino e ainda não explicado de abelhas no mundo durante os últimos anos tem preocupado especialistas. Enquanto na Europa o Greenpeace lançou uma campanha com o objetivo de protegê-las, no Brasil o assunto vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Apicultores (CBA), que pede a criação de leis que satisfaçam acordos internacionais de proteção aos polinizadores.

O presidente da CBA e da câmara setorial do mel em Brasília, José Cunha, recorda que o assunto foi debatido na Câmara Federal, no início de julho, por instituições, fabricantes, apicultores e pesquisadores. “Cada um defendeu seus interesses. Nosso objetivo é dar suporte para a comissão votar leis que satisfaçam acordos que o Brasil tem perante aFAO.” Cunha explica que o Brasil é um dos países que mais recebeu recursos para um projeto de polinizadores da FAO – segundo ele, são sete projetos em curso, um em cada bioma nacional. Ainda assim, o país está atrasado em questões como uso de agrotóxicos, substâncias que, comprovadamente, causam desorientação nas abelhas. “Elas saem para coletar néctar e não voltam.”

Inseticidas


Em abril, a União Europeia anunciou que três inseticidas mortais para as abelhas serão proibidos nos países membros durante dois anos, a partir deste mês. No Brasil, embora admita efeitos de agrotóxicos sobre as abelhas, o Ibama recuou. “Se lá não pode, por que vender no Brasil e na África? A alternativa que encontraram lá queremos para nós também”, ressalta Cunha. Segundo ele, o desaparecimento de abelhas, que atingiu os Estados Unidos, em 2006, está às portas do Brasil.

As áreas mais ameaçadas são as de monocultura de cana-de-açúcar, com aplicação aérea de agrotóxicos, as de citricultura e as do cerrado, onde as semeadeiras de ar comprimido deixam partículas suspensas no ar. “Esses agrotóxicos são sistêmicos. A planta se desenvolve e o produto tóxico vai para seiva, pólen, néctar, ficando no solo por até cinco anos. Mesmo na rotação de culturas continua presente, atingindo o lençol freático. Os polinizadores estão pagando um preço muito alto, é um passivo ambiental ainda incalculável.”

Projeto quer introduzir espécies nativas em produção de frutas


Além do prejuízo causado pelo desmatamento para avanço das áreas agrícolas, as abelhas indígenas sem ferrão – espécies nativas do Brasil – sofrem com a invasão das abelhas africanizadas e europeias, mais interessantes comercialmente por produzirem maior quantidade de mel. “As espécies africanas e europeias foram introduzidas no país na década de 1950 e se tornaram um fator de risco para as nativas porque são invasoras que tomam o nicho ecológico. Temos algumas espécies desaparecidas, mas não dá para falar em extinção ainda”, explica o professor de fisiologia e entomologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Oilton Macieira.

De acordo com o professor, as abelhas indígenas são importantes porque fazem o trabalho de polinização das plantas, oferecendo um risco muito menor ao ser humano. “No Japão, por exemplo, estufas gigantes, do tamanho de campos de futebol, são utilizadas para polinização com essas abelhas. A agricultura orgânica no Brasil está começando a ver as coisas dessa forma também, usando caixas de abelha em estufas onde não houve uso de agrotóxicos,” diz Macieira.

O número de espécies de abelhas indígenas no Paraná não é conhecido, mas estudos localizados encontraram 14 delas em Têlemaco Borba, nos Campos Gerais, e 16 em uma reserva ecológica no Norte do estado. Para preservá-las, Macieira e outros professores da UEL estão desenvolvendo um projeto para incentivar a introdução dessas espécies em propriedades que trabalham com apicultura.

Atualmente, o projeto está na fase de duplicação de ninhos. Posteriormente, produtores de frutas serão procurados pela equipe. “Estamos tentando conscientizar os produtores a terem caixas de abelha”, explica o professor.


Brasil exporta 25 mil toneladas de mel por ano


Atualmente, o Brasil conta com 350 mil apicultores. Se forem contados os grupos familiares envolvidos com insumos para a produção anual de 50 mil toneladas de mel, a CBA calcula que esse número suba para um milhão de pessoas. Décimo primeiro no ranking mundial em produtividade de mel, o Brasil é o 5º maior exportador, com 25 mil toneladas ao ano. “Temos potencial para melhorar esse ranking, esperamos que isso ocorra”, afirma José Cunha.

Dados numéricos sobre a diminuição no número de abelhas no mundo são difíceis de ser encontrados. Um levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), de 2007, reprodu­­zido em relatório da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) aponta que, enquanto a produção de mel no mundo subiu de 1.377 mil toneladas em 2004 para 1.384 em 2005, a produção caiu no Brasil no mesmo período, indo de 32 mil toneladas para 25 mil toneladas. Da acordo com a Seab, de 2000 para 2005 a produção mundial de mel cresceu 10,81%, porém alguns países, como Argentina, Estados Unidos, México e Canadá, experimentaram retração de produção.

Distúrbio

Desaparecimento de colônias preocupou Santa Catarina

No Brasil, o distúrbio do colapso das colônias – nome dado ao desaparecimento em massa de abelhas iniciado nos EUA, em 2006 – preocupou apicultores e fruticultores de Santa Catarina entre os anos de 2010 e 2011. Na ocasião, estima-se que, das 100 mil colmeias usadas para a polinização dos pomares, pelo menos 40% foram perdidas. O dado é alarmante, levando-se em consideração que 90% da produção de maçã no estado depende diretamente das abelhas, que transportam o pólen para promover a fecundação.

“Em 2011, a situação chegou ao limite, faltando abelha para levar para dentro dos pomares. Fora isso, a diminuição delas no ambiente natural prejudicou o serviço de polinização gratuito na natureza, levando à redução significativa de espécies vegetais em longo prazo. Menosprezamos o serviço ecológico que as abelhas nos prestam”, defende Afonso Inácio Orth, professor do departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Segundo Orth, as causas da diminuição de abelhas em Santa Catarina ainda não foram totalmente explicadas, mas existem suspeitas de problemas patológicos, ou seja, da presença de ácaros ou protozoários. O comportamento climático, acrescenta o professor, também tem relação com a vida das abelhas. “No ano passado, quase não houve perda. Tivemos um inverno relativamente seco, praticamente não choveu, talvez isso facilitou. Como o problema diminuiu, não temos um levantamento extensivo deste ano, não estamos mais acompanhando tão diretamente.”

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Estudo aponta descontrole com inseticidas

" A notícia abaixo, é um dos reflexos, do desmonte da assistência técnica oficial, e o grande déficit de extensionista, fazendo com que muitas vezes, o agricultor fique apenas nas mão de vendedores, que não tem interesse em técnicas como manejo integrado de pragas e doenças - que levam a a redução de agrotóxicos, e o resultado é já conhecemos; o Brasil se tornou o número 1, no uso de agrotóxicos, com todas suas consequências para o consumidor, agricultor e meio ambiente e ao invés dos políticos e governos, estar preocupados com isso, estão preocupados em mudar as regras, e facilitar ainda mais o registros de novos agrotóxicos e retirar a Anvisa, a responsabilidade pelas avaliações de defensivos."

Por Mauro Zafalon


Parte dos produtores está deixando para trás as boas práticas de combate ao percevejo, um inseto que ataca as vagens da soja.

Referência mundial na década de 1980 por boas práticas no combate ao percevejo e redução no número de aplicações de inseticidas, o país volta a elevar o número de pulverizações.

Nos anos 1980, o produtor se destacou ao utilizar o chamado "Manejo Integrado de Pragas", quando reduziu as aplicações de inseticidas de cinco para duas vezes. Agora, as aplicações chegam a até sete por safra.

Os dados fazem parte de estudo feito pela Embrapa Soja em áreas de produtores da cooperativa Coamo. O estudo, feito em lavouras de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, mostra um descontrole nas aplicações de inseticidas no campo.

O resultado traz preocupações tanto econômicas como ambientais. A empresa constatou que os produtores que ainda se utilizam de boas práticas para o controle das pragas necessitam de apenas duas aplicações por safra.

O estudo constatou ainda que é comum a aplicação preventiva de inseticida. "Essas aplicações não resultam em benefícios para a produtividade ou qualidade dos grãos, além de não reduzir a intensidade do ataque da praga na fase crítica da soja", diz Samuel Roggia, pesquisador da Embrapa e um dos responsáveis pela pesquisa.

Daniel Ricardo Sosa-Gomez, da Embrapa Soja, diz que a aplicação de inseticidas antes do período crítico do ataque dos percevejos elimina os inimigos naturais da praga, favorece o desenvolvimento de insetos resistentes, além de elevar custos.

Esse manejo inadequado por parte do produtor no combate às pragas permite, ainda, o aparecimento de outras espécies que antes eram consideradas secundárias, como lagartas e ácaros.

Roggia diz que a pesquisa apontou que o monitoramento das lavouras dever ser o subsídio básico para o controle da praga. "Há a necessidade do uso de amostragens para o momento correto das aplicações", diz ele.

Para a pesquisadora Clara Beatriz Hoffmann Campo, da Embrapa Soja, apesar desse certo descontrole no combate à praga, há informações disponíveis para o produtor reverter esse quadro.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Agrotóxico usado na cana mata dois milhões de abelhas, dizem apicultores

Produtores de mel contabilizam prejuízos por venenos em Gavião Peixoto.
Ano passado morreram mais de um milhão de insetos pelo mesmo motivo.


Enquanto isso, segue no congresso, projeto que facilita registro de novos agrotóxicos do senador Ruben Figueiró (PSDB-Mato Grosso do Sul). O projeto de Lei PLS 209/13 fixa em 180 dias o prazo máximo para a liberação de novos defensivos agrícolas no mercado, projeto esse, que é para atender uma das principais queixas das empresas de agrotóxicos.

Nos países desenvolvidos, esse prazo chega, a 4 anos.

Recentemente também foi veiculada a seguinte notícia:

A Comissão de Agricultura aprovou proposta que libera a pulverização aérea de quatro substâncias proibidas pelo Ibama por suspeita de afastar abelhas. O relator do projeto diz que não há provas.

Os autores do projeto, Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) e Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), consideram,no entanto, que não há estudos no Brasil que comprovem o risco iminente à flora, à fauna ou a seres humanos com o uso desses agrotóxicos

Então como é que fica a notícia abaixo? E essa DAQUI?

PARA QUEM OS POLÍTICOS ESTÃO LEGISLANDO?



Do G1 São Carlos e Araraquara
Produtores de mel culpam venenos por prejuízos em Gavião Peixoto,SP (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)
Produtores de mel culpam venenos por prejuízos em Gavião Peixoto,SP (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)
Os produtores de mel de Gavião Peixoto (SP) contabilizam os prejuízos depois que mais de dois milhões de abelhas morreram nas últimas semanas. Os apicultores acreditam que a mortandade tenha sido causada pela aplicação indiscriminada de agrotóxicos por parte dos produtores de cana-de-açúcar e de laranja. Segundo o Ibama, a pulverização aérea com algumas substâncias é proibida.

Mesmo assim, o problema não pôde ser evitado. Para o apicultor José Luiz Santos, o prejuízo estimado é de R$ 15 mil. “Eu tinha 30 colmeias. A expectativa era produzir mais uma tonelada de mel por ano, mas perdi tudo”, lamentou.

O caso foi denunciado para o Ministério da Agricultura e Meio Ambiente de Gavião Peixoto, que já coletou amostras para análise. Os apicultores suspeitam que as abelhas morreram por causa do uso de veneno na região. Principalmente quando é aplicado por aeronaves.

Todos os produtores rurais registraram boletim de ocorrência. “Estou aguardando o resultado da análise para ver se comprova se é o mesmo tipo de veneno. Tem que resolver, se não, não tem como trabalhar mais”, ressaltou o apicultor Valentim Donizete.


Recorrente

Toda a estrutura será jogada fora por causa de agrotóxico (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)
Toda a estrutura será jogada fora por causa de
agrotóxico (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)
Além do prejuízo gerado este ano, os produtores também acumulam o prejuízo do ano passado, quando perderam dezenas de colmeias e mais de um milhão de abelhas morreram. Na época, um laudo constatou a presença de um inseticida usado para combater cupins em canaviais.

Este ano sobraram apenas algumas abelhas. Mas, toda a estrutura será jogada fora. “É preciso se desfazer, porque se colocar outro enxame no mesmo lugar, as abelhas vão morrer, pois o agrotóxico continua reagindo durante cinco anos”, justificou Donizete.

Sem controle

Segundo o pesquisador do instituto de biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, Osmar Malaspina, o uso de agrotóxicos aplicados sem controle mata as colmeias. “Os agricultores têm aumentado as aplicações, como por exemplo, nos pomares de laranja, para controlar as pragas. No caso da cana-de-açúcar o aumento ocorre também porque as pragas não podem ser mais combatidas com a queima”, explicou.

A pulverização aérea também é um problema. “Conseguimos mostrar que a grande mortandade de abelhas estava relacionada à aplicação de agrotóxicos. Esse tipo de pulverização aérea foi suspensa por um tempo, mas este ano está sendo rediscutida se vai ser mantida ou se o Ibama vai liberar essa aplicação aérea”, disse Malaspina
.
Fiscalização


O Ibama informou que proibiu a pulverização aérea com algumas substâncias. Já o escritório de Defesa Agropecuária afirmou que faz fiscalizações e que ainda não foi informado oficialmente sobre a mortandade das abelhas.

A federação que representa os agricultores não respondeu sobre o uso indevido de agrotóxicos. O laudo sobre a causa da morte deve sair na semana que vem.

Publicado Originalmente: G1 São Carlos e Araraquara

Veja também:

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Por que salvar as abelhas

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Saneamento Básico Rural - 3 parte prática

A Embrapa Instrumentação  promoveu, pela primeira vez para o público externo, um Curso de Saneamento Básico Rural, com destaque para a divulgação de fundamentos da Fossa Séptica Biodigestora, do Clorador Embrapa e do Jardim Filtrante.

Tive a oportunidade de participar do curso, e segue abaixo, alguns registros que fiz - que sintetiza a parte prática do curso.

Para quem quer aprofundar, abaixo dos vídeos, deixe dois links, que dão acesso a fundamentação teórica do curso.













Veja também:

Saneamento Básico Rural - parte 2

Saneamento Básico Rural - parte 1

Mais informações: EMBRAPA