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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Pesticida que mata abelhas também faz mal aos humanos, alerta agência europeia




Um dos pesticidas mais utilizados na agricultura e suspeito de estar a matar abelhas pode afectar também o sistema nervoso humano e deve ser alvo de controlo e limites mais rígidos. 

O alerta é da Agência Europeia de Segurança Alimentar (AESA), num parecer divulgado esta terça-feira.

Os pesticidas em causa são da família dos neonicotinóides - insecticidas que têm sido acusados de estarem a dizimar populações de abelhas. Alguns estão sob uma proibição temporária na União Europeia, imposta por Bruxelas desde o princípio deste mês.

O parecer da AESA resulta de um pedido da Comissão Europeia, feito em Novembro de 2012, depois de um novo estudo ter sugerido riscos daqueles pesticidas para o ser humano. Realizado por investigadores do Instituto de Ciências Médicas de Tóquio e publicado na revista científica PLOS One, o estudo avaliou o efeito dos insecticidas acetamiprida e imidaclopride em células nervosas de ratos.

 A conclusão foi a de que ambos podem afectar o desenvolvimento do cérebro, tal como a nicotina.

À luz dos novos dados, a AESA reavaliou toda a produção científica existente e, embora haja muitas incertezas, chegou à mesma conclusão. “Ambos os compostos podem afectar o desenvolvimento e a funcionalidade dos neurónios”, sustenta a agência, no seu parecer, referindo-se às células que são a base do sistema nervoso.

A AESA chama a atenção para uma série de limitações metodológicas dos estudos existentes, dizendo que ainda é necessário mais investigação com animais. Mas ainda assim a agência recomenda uma redução, nalguns casos substancial, das doses aceitáveis de exposição aos pesticidas.

Veja também:



sexta-feira, 18 de abril de 2014

Anvisa recebe dossê sobre impactos do 2,4-D e das plantas transgênicas associadas



O GEA Grupo de Estudos em Agrobiodiversidade protocolou na Anvisa um dossiê sobre impactos à saúde causados pelos agrotóxicos à base de 2,4-D e pelas plantas tolerantes a esses herbicidas. O 2,4-Diclorofenoxiacético (2,4-D) está sendo reavaliado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que tem até junho para apresentar suas conclusões sobre manter, restringir ou retirar o produto do mercado.

O prazo foi recomendado pelo Ministério Público Federal, que em dezembro passado realizou audiência pública para avaliar os riscos de uma eventual liberação comercial de sementes transgênicas de soja e milho resistentes ao produto. Essas variedades foram desenvolvidas pela empresa Dow Agrosciences e estão sob análise da Comissão Técnica Nacional de Biosseguranaça – CTNBio, órgão que até hoje não rejeitou um único pedido de liberação comercial de organismo geneticamente modificado.

Além de ter sido ingrediente do Agente Laranja usado na Guerra do Vietnã, os herbicidas à base de 2,4-D são neurotóxicos e afetam o sistema reprodutivo. São ainda apontados como potenciais carcinogênicos e desreguladores endócrinos. Mais grave ainda é a probabilidade – relativamente alta em determinados contextos – de o produto estar contaminado com dioxinas, moléculas altamente cancerígenas.

 O veneno foi proibido em 1997 na Dinamarca, Suécia e Noruega e mais recentemente em algumas províncias da África do Sul, bem como em municípios catarinenses e do Rio Grande do Sul. Seu uso em ambientes públicos está proibido nos estados canadenses de Quebec, Newfoundland, Labrador e Nova Scotia.

Um estudo citado no dossiê estima que uma eventual liberação de sementes transgênicas tolerantes ao 2,4-D pode aumentar em até 30 vezes o uso do 2,4-D nos EUA, apenas no caso do milho. Além do aumento das quantidades usadas – e consequentemente da contaminação ambiental e da intoxicação da população em geral – a liberação comercial dessas sementes iria gerar riscos sérios e ainda poucos entendidos para a saúde do consumidor. De fato, o produto não é metabolizado da mesma maneira nas plantas transgênicas e nas convencionais, e os novos metabólitos podem sofrer transformações químicas durante a digestão, gerando dioxinas e furanos tóxicos no organismo humano.

Ao todo são 49 instituições que endossam o documento, entre elas o Instituto Nacional do Câncer, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, o Centro Brasileiro de Estudos sobre a Saúde e o Conselho Federal de Nutricionistas. O documento também recebeu apoio da plenária do Encontro Nacional 4ª Conferência + 2 de Segurança Alimentar e Nutricional, realizado na semana passada pelo CONSEA.

Para o biólogo Gilles Ferment, autor do estudo e pesquisador do GEA/Nead, “os quase 100 estudos que reunimos para apresentar à Anvisa nos permitem concluir que a liberação desse pacote semente-agrotóxico poderá trazer danos graves e persistentes no tempo para os trabalhadores rurais, os consumidores e o meio ambiente em geral”.

Fonte: AS-PTA

O documento pode ser baixado no link abaixo:


Atrás de uma árvore ...

sábado, 12 de abril de 2014

HORTA EM PEQUENOS ESPAÇOS


PLANETA TERRA - TODAS AS ESPÉCIES ESTÃO LIGADAS.





quarta-feira, 9 de abril de 2014

Pedido para reavaliar herbicida a base de glifosato está parado há 6 anos

Pedido é da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Herbicida é o mais vendido no mundo e no Brasil, mas estudos apontam riscos à saúde.

Há seis anos, o glifosato, um dos agrotóxicos mais usados no mundo e mais vendido no Brasil, integra uma lista de produtos que precisam passar por uma reavaliação toxicológica. O pedido é da própria Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária: para o órgão, uma nova análise é necessária porque há indícios de que o herbicida é potencialmente nocivo à saúde e ao meio ambiente.
Em 2008, a agência reguladora reconheceu que o produto vendido no país desde o final década de 1970 precisaria passar por novos testes que garantissem a segurança do produto. Caso contrário, sua venda poderia ser proibida ou restringida no Brasil. Entretanto, o processo de reavaliação ainda não foi concluído.

A Anvisa afirma que está cumprindo a legislação que permite uma" visão ampla dos três setores envolvidos (agricultura, saúde e meio ambiente) e dá direito de ampla defesa aos interessados, além de permitir que a comunidade científica faça parte da discussão de forma ativa", diz Jeane de Almeida Fonseca, da gerência de Análise Toxicológica da instituição.

Veja também:

[ESTUDO Glifosato] Pesticida Para Transgênicos Causa Câncer de Mama em Níveis Inferiores aos Permitidos no Brasil

O processo de reavaliação envolve não somente a Anvisa, responsável pelos aspectos relacionados à saúde, mas também o Ministério da Agricultura e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Um dos principais problemas enfrentados para a reavaliação do herbicida são as ações judiciais, movidas pelas fabricantes do produto e associações para tentar barrar o processo. A Monsanto detém metade do mercado mundial de glifosato, principal ingrediente ativo do herbicida Roundup. Seu uso foi liberado pela primeira vez em 1974 na Malásia e no Reino Unido. Em 1978, o produto passou a ser vendido no Brasil e, em 1984, passou a ser fabricado no país. Outras empresas como a Syngenta, BASF, Bayer e Dow também possuem produtos a base de glifosato.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Dez nascentes mortas e 29 agonizando


Victor Augusto

Estudo feito por pesquisadores da Unesp de Rio Preto revela uma situação caótica das nascentes da região de Rio Preto. Em 10 anos, a degradação do meio ambiente e a falta de políticas públicas para a preservação desses locais fizeram desaparecer 10 riachos existentes nos três principais rios do entorno: Grande, Turvo e São José dos Dourados. Não só. Outras 34 nascentes estão com nível de água igual ou inferior a 50% do que foi coletado em 2003, ano em que a pesquisa foi iniciada pelo programa de pós-graduação em Biologia Animal da Unesp em Rio Preto - 29 delas estão agonizando, Apenas três nascentes revisitadas se mantiveram sem alterações importantes no volume de água e outras sete apresentaram melhora, ou seja, estavam com mais água do que há 10 anos.

“O que encontramos é bastante alarmante. Mostra que as políticas públicas não estão dando resultado e que a degradação desses ambientes está muito acelerada. Em 10 anos perdemos pelo menos 10 nascentes, outras 29 estão agonizando. Para que elas voltem a ser como antes demora pelo menos mais 30 anos, caso inicie-se a recuperação da área hoje”, afirma a doutoranda do Programa de Pós Graduação em Biologia Animal da Unesp, Jaquelini de Oliveira Zeni.

O volume de água encontrado em nas 54 nascentes revisitadas caiu 73,72% no período, de 1.180 litros por metro amostrado para 310 litros. “Para conseguir fazer as análises novamente nesses locais, precisamos mudar a metodologia da pesquisa. Antes nós pegávamos amostras em 75 metros de extensão nas nascentes. Mas no ano passado tivemos que adaptar. Em alguns locais não tínhamos mais essa extensão, coletávamos com o que estava disponível”, explica a professora Lilian Casatti, orientadora do programa de pós-graduação.

Gado e cana

A criação de gado e de cana-de-açúcar nas áreas, que deveriam ser de preservação permanente (APP), próximas aos rios e nascentes, é a principal causa do desaparecimento desses cursos d'água. “Infelizmente muitos produtores rurais não pensam no meio ambiente e só querem saber de ampliar a margem de lucro. Por um pedaço a mais de terra eles acabam destruindo um recurso muito importante para a vida e até para as culturas produtivas”, afirma Jaquelini.

terça-feira, 25 de março de 2014

Projeto pretende acelerar a liberação de defensivos agrícolas


defensivos agricolas 01 11 2013
O projeto que projeto que pretende acelerar a liberação de defensivos agrícolas já está na Casa Civil. A sugestão do setor produtivo é criar uma comissão interdisciplinar para avaliar os pedidos.

A demora nos registros tem causado prejuízos ao agronegócio brasileiro. Só a Helicoverpa armigera, tem provocado perdas bilionárias nas lavouras, devido à falta de produtos para combater a praga.

O texto define que as avaliações de produtos novos e genéricos sejam discutidas em reuniões abertas ao público. A comissão seria formada por um colegiado de especialistas nas áreas de saúde, meio ambiente e agricultura, além de representantes do Ministério da Agricultura, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Atualmente, os três órgãos analisam separadamente cada pedido e são responsáveis pela liberação dos registros de agroquímicos no Brasil.

Veja também: Agrotóxicos: Fiocruz publica carta alertando para os perigos de mudanças na lei

- Na análise de forma interdisciplinar tem como fazer todas as críticas aos diversos impactos que esse produto pode gerar. Hoje cerca de seis anos para um produto genérico e até sete para uma nova molécula. A pretensão é reduzir para seis meses o tempo para os genéricos, e entre um ano e meio ou dois anos, para as novas moléculas - diz o assessor jurídico, Reginaldo Minaré.

- Acaba que os produtores são levados a ilegalidade a usar outros produtos de outras espécies, já que não tem para o seu próprio produto registro de agroquímicos - diz a senadora Kátia Abreu.

A bancada ruralista no Congresso Nacional apóia a proposta e faz críticas ao atual processo.

- Nós precisamos ter agilidade nessas questões, o país está muito atrasado nessa questão. Portanto, vejo com bons olhos essa proposta. Na forma que está concentrado, hoje, na mão da ANVISA, Ministério do Meio Ambiente e MAPA, acaba não havendo sintonia e não são aprovadas as novas moléculas. O maior prejudicado é o produtor rural - salienta o deputado federal, Moreira Mendes.

A ANVISA discorda e afirma que o prazo de liberação é o mesmo do que o de países da Europa e Estados Unidos. A agência admite que o sistema em execução esta sobrecarregado, mas garante que não há necessidade de transferir o trabalho para uma nova comissão.

- Hoje quem tem competência definida por lei para avaliar os aspectos de saúde são os órgãos de saúde. E, para avaliar as questões ambientais, o IBAMA. Não sei se uma comissão faria melhor. Temos uma demanda muito grande de registros no Brasil, essa demanda esta aquém da nossa capacidade. Não resta a menor dúvida - diz a gerente geral de toxologia da ANVISA, Ana Maria Vekic.

Em nota, a Frente Parlamentar ambientalista afirmou que também é contra a criação da Comissão e alega que a liberação deste tipo de produto requer uma analise técnica cautelosa. Para o Ministério da Agricultura, o processo de regularização de registros precisa ser reformulado. A pasta tem discutido novas ações no comitê técnico de assessoramento de defensivos agrícolas.

- Estamos trabalhando nisso, vamos trabalhar numa proposta com muita clareza e transparência. Deverá ser a prioridade para a agricultura nacional que e deve ser atendida pelo Mapa, IBAMA e ANVISA - destaca o coordenador geral de defensivos agrícolas e afins do MAPA.

O setor produtivo acredita que a comissão vai definir critérios científicos e agilizar a aprovação de produtos. Porém, defende que o projeto seja tratado como prioridade pelo governo federal.