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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Agricultura orgânica rende mais de R$ 13 milhões no litoral do PI

 

A agricultura orgânica rendeu R$ 13 milhões nos Tabuleiros Litorâneos do Piauí em 2014. A produção gerou ainda 2,7 mil postos de trabalho fixos e temporários, influenciando mais de 20 setores da cadeia produtiva. 

Dos 2,5 mil hectares, 800 estão em plena produção e 80% do plantio é destinado ao cultivo de orgânicos. 

A acerola é o carro-chefe dos tabuleiros - mais de 6,5 mil toneladas da fruta foram cultivadas no ano passado. 

 Há também plantações de caju, coco, goiaba, mamão, manga e melancia. O escoamento da produção está em plena expansão. 

Grandes empresas do ramo comercializam as frutas piauienses nas centrais de abastecimento das capitais e nos supermercados do Nordeste, Sul e Sudeste.

 A acerola orgânica já até ultrapassou as barreiras brasileiras e é exportada indiretamente por uma multinacional, por meio das cooperativas Biofruta e Orgânicos e da empresa Acepar.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Uso de inseticida pode ter matado 240 no AC; 15 estão na 'fila da morte'

Arlete, que era costureira, está há 28 anos  cuidando do marido Sebastião que não fala e não anda  (Foto: Tácita Muniz/G1)
Arlete abandonou o ofício de costureira e cuida, há 28 anos, do marido Sebastião que não fala e não anda (Foto: Tácita Muniz/G1)
  Tácita Muniz Do G1 AC

Noticia retirada do site : G1 ACRE

"Tenho certeza que não escapo dessa, já preparei os meus filhos". A frase sai arrastada, entre os dentes de Raimundo Gomes da Silva, que aos 82 anos integra a chamada 'lista da morte', formada por ex-servidores da extinta Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam), que tiveram contato direto com o pesticida Diclorodifeniltricloroetano (DDT), usado para conter o mosquito da malária na região amazônica nas décadas de 70 a 90, no Acre. (Veja galeria de fotos)

O aposentado desenvolveu problemas no coração, rins e tumores. No Acre, o extinto órgão do governo federal possuía cerca de 540 funcionários, dos quais 240 morreram. Até este mês, 15 estão na lista da morte somente em Rio Branco. Sem ter a intoxicação reconhecida pelo poder público, o levantamento é feito pela Associação DDT e Luta Pela Vida, que estima que o número de ex-agentes 'condenados à morte' deve ser ainda maior.

Veja também:

"Comecei a contabilizar as mortes em 2000, quando começamos a perceber que homens que trabalhavam com a gente desenvolviam doenças crônicas. Mas, são 22 municípios no Acre, com certeza o número de ex-servidores que estão em casa só esperando a morte chegar deve ser maior do que 15, pois esse número que temos, da espera, é referente só a Rio Branco", explica o presidente da associação, Aldo Moura, de 63 anos.

sábado, 31 de janeiro de 2015

O lado escuro da comida

 

A indústria da comida nunca produziu tanta tranqueira. Seu prato polui mais que o seu carro. E estamos sendo envenenados por pesticidas. Ou não? 

Descubra o que é verdade e o que é mentira nas intrigas que rondam os alimentos.

por Claudia Carmello, Barbara Axt, Eduardo Sklarz e Alexandre Versignassi 



Frango. Água. Maisena modificada. Soda para cozimento. Sal. Glicose. Ácido cítrico. Caldo de galinha. Fosfato de sódio. Antiespumante dimetilpolissiloxano. Óleo hidrogenado de soja com antioxidante TBHQ. Isso agregado a mais 26 ingredientes é o que conhecemos pelo nome de nugget. A receita é produto de um sistema que faz de lasanha congelada a tomates mais ou menos do mesmo jeito que se fabricam canetas, ventiladores ou motos. É a agropecuária industrial. Ela começa nos combustíveis fósseis. Petróleo carvão ou, mais comum hoje, gás natural são a matéria-prima dos fertilizantes. E os fertilizantes são a matéria-prima de tudo o que você come hoje, seja alface, seja dois hambúrgueres, alface, queijo e molho especial - no pão com gergelim.

Verdade - Fertilizante mata
Mata peixes, não pes-soas. Mas mata. Resíduos de fertilizante vão parar em rios, e daí para o mar. Lá eles fertilizam algas e elas crescem. Mas isso não é bom: quando elas morrem, sua decomposição rouba oxigênio da água. E os peixes sufocam. São as chamadas zonas mortas. Existem quase 400 delas nos mares.

Sem eles para anabolizar as plantações, não haveria comida para todo mundo. O problema é que, com eles, podemos ficar sem mundo. "Na porteira da fazenda, ainda antes do uso, um saco de 100 quilos de fertilizante químico já emitiu 4 vezes esse peso em CO2 para ser fabricado. Depois que aplicam no solo, pelo menos 1 quilo daquele nitrogênio (elemento principal do fertilizante) é liberado para o ar em forma de óxido nitroso, um gás quase 300 vezes pior para o aquecimento global do que o CO2", diz o agrônomo Segundo Urquiaga, da Embrapa. Nessa toada, a agropecuária consegue emitir sozinha 33% dos gases-estufa do mundo, mais do que todos os carros, trens, navios e aviões juntos, que somam 14%.

Além disso, os fertilizantes deixam resíduos debaixo da terra que chegam aos lençóis freáticos e acabam no mar. Mas isso é pouco comparado ao que a comida moderna pode fazer ao seu corpo. Voltemos ao nugget.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Tatuagens constituem risco de saúde incalculável



Entre química e impurezas, desenhos corporais injetam no organismo um sem número de substâncias tóxicas, muitas vezes nem testadas. Especialistas presumem que sejam cancerígenas, mas não há estudos nem leis suficientes.

Quem gostaria de injetar alguns gramas de verniz de carro sob a pele? Ou um pouco de fuligem resultante da combustão de petróleo ou alcatrão?

Provavelmente ninguém. Mas isso é o que recebem todos os que se deixam tatuar. "Os pigmentos para tatuagens contrastantes e de longa duração foram desenvolvidas para cartuchos de impressora e tintas de automóveis", revela Wolfgang Bäumler, professor do Departamento de Dermatologia da Universidade de Regensburg, em entrevista à DW.

Acima de tudo, as tintas de tatuagem não foram desenvolvidas para estar sob a pele. Grandes empresas químicas fabricam toneladas de pigmentos coloridos, principalmente para fins industriais; empresas pequenas os compram e transformam em produtos para tatuagem.

"As substâncias nunca foram testadas para aplicação subcutânea", diz à DW Peter Laux, do Instituto Federal Alemão de Avaliação de Riscos (BfR) em Berlim. 

"A própria grande indústria diz que, na verdade, os pigmentos não são feitos para isso."

sábado, 27 de dezembro de 2014

Agricultura urbana ganha importância na alimentação mundial



Plantações ganham espaço dentro das cidades. Total de áreas cultivadas, no mundo, equivale a mais da metade do tamanho do território brasileiro.



Uma pesquisa internacional mostrou que as plantações estão ganhando espaço dentro das cidades. E aqui no Brasil não é difícil encontrar exemplos disso.

Dois mil pés de uva, 40 de abacaxi e 90 de laranja. Não estamos no campo. A plantação do agricultor Sebastião Padovani fica em um bairro de Jundiaí, no interior de São Paulo. Aos 83 anos, ele faz questão de cuidar de tudo. “Antigamente, a cidade era a 7 quilômetros de distância. Hoje, a gente já está enxergando a cidade aqui. Nós estamos envolvidos com a cidade, no meio”, diz.

Um estudo feito por pesquisadores britânicos mostrou que essa agricultura urbana ganha cada vez mais importância na alimentação mundial. O total de áreas cultivadas hoje, no mundo, equivale a mais da metade do tamanho do território brasileiro.

De acordo com o Conselho Nacional de Segurança Alimentar, o perfil do agricultor urbano no Brasil é muito diversificado. Pode ser uma dona de casa que cultiva um pomar no quintal ou ainda agricultores que plantam legumes e verduras em terrenos. São plantios pequenos, mas que servem para alimentar muita gente. Tudo que é plantado em uma dessas hortas, por exemplo, vai para a merenda de mais de 200 escolas da cidade.

Uma outra horta já foi bem maior, mas ainda resiste no meio da cidade. Em um pedacinho do campo, tem verduras de todo o tipo, tudo cultivado sem agrotóxicos. “Para eles é muito mais perto. E o preço é o mesmo”, afirma o agricultor João Garcia Marin

Para os clientes que moram nos prédios em volta é só descer e comprar. “Frutas fresquinhas, verduras fresquinhas é muito bom. Para mim, meus filhos e para toda a minha família”, conta dona de casa Gisele Pereira.

(*) Edição do dia 26/11/2014 Acesse e veja o vídeo com a reportagem

sábado, 20 de dezembro de 2014

Periquitos mortos no AM ingeriram agrotóxico, aponta laudo do Ipaam

Caso ocorreu na manhã desta quinta-feira (27) (Foto: Patrick Mota/Amazonas FM)
Periquitos foram encontrados mortos em avenida de Manaus (Foto: Patrick Mota/Amazonas FM)


Notícia publicado originalmente em G1 Amazonas


O laudo que apurou a morte de 200 periquitos em Manaus apontou que não houve uso de veneno de ratos ou chumbinhos para matar os animais. A informação foi divulgada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) na manhã deste sábado (20). De acordo com o órgão, a análise não é conclusiva e deve ser realizado um estudo mais profundo para averiguar o caso. O laudo, realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), indica que foram encontrados agrotóxicos nos corpos dos animais. Os órgãos ambientais querem saber agora a quantidade necessária destes agrotóxicos para matar os animais, para concluir se a contaminação foi acidental.


Em novembro, cerca de 200 pássaros da espécie brotogeres versicolurus, mortos na Avenida Efigênio Sales, situada na Zona Centro-Sul da capital. Corpos de 40 aves foram recolhidos, e a principal suspeita era de envenenamento.

De acordo com o instituto, 20 espécimes recolhidos no local foram analisados. O estudo procurou mais de 150 agrotóxicos, e foram identificados "níveis residuais" de ciromazina, um agrotóxico comumente utilizado para matar moscas em frutas. O Ipaam informou que a doutora Marilia Martins Melo, responsável pela análise na UFMG, destacou que a presença deste agrotóxico pode significar contaminação por alimento como fruta, grão ou outro produto agrícola onde possam ter sido utilizados tais produtos.

Ainda segundo o Ipaam, o laudo deu negativo pra uso de veneno de ratos e chumbinhos. A UFMG se dispôs a prosseguir pesquisando outras amostras para avaliar diferentes doenças e também a presença de metais pesados, como mercúrio, chumbo e arsênio.

"O laudo diz que as aves não tinham resquício de veneno de rato. De agrotóxicos são resíduos, então são níveis que podem ser resultantes da alimentação das aves. Precisa ser investigado se seriam capazes de matar os animais. Eles são livres, então podem se alimentar em outros locais também, como fazendas, que teriam esse agrotóxico", afirmou o presidente do Ipaam, Antonio Ademir Stroski.

Como ainda não foi identificada a quantia da substância necessária para matar os animais, a hipótese de envenenamento proposital ainda não foi descartada. A Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) deve continuar as investigações do caso. "É necessário prosseguir nas investigações. O Ipaam tem três linhas de condução: envenenamento, doença de ordem microbiológica e o atropelamento. Ainda não dá pra estabelecemos causas, apenas descartamos esses tipos de veneno", explicou.

"A partir de janeiro essas linhas vão ser mais investigadas. Existe um estudo na Universidade de Campina Grande que pode nos dar uma ideia do que causou essa morte desses animais. O laudo não é conclusivo. A gente precisa saber com especialistas se esses níveis de agrotóxico seriam capazes de influenciar a morte desses animais, que são pequenos e de peso leve", destacou a gerente de fauna do Ipaam, Sônia Canto.

O titular do Ipaam afirmou ainda que a UFMG se comprometeu a fazer investigações mais profundas. O órgão deve agora iniciar ações para diminuir as mortes por atropelamento de pássaros na Avenida Efigênio Sales. "Temos o dever de dar uma resposta e dizer o que de fato aconteceu. Temos que atribuir responsabilidade a quem couber. Estamos adotando um manejo pra aquela área. Temos que realizar medidas de proteção", ressaltou o presidente.

Texto completo: G1 AM

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Os 7 alimentos que contêm as maiores quantidades de pesticidas


maça-toxica 



Há uma boa razão para as pessoas que estão preocupadas com a sua saúde a longo prazo e que estão cada vez mais comprando produtos orgânicos.

A maioria das frutas e legumes, que são vendidos em supermercados hoje têm sido convencionalmente cultivadas e são aquelas mais expostas a aplicações pesadas de pesticidas e herbicidas cujos resíduos podem entrar na cadeia alimentar de quem os consome e causar problemas para as pessoas quando essas frutas e vegetais são digeridos.

Tradução, edição e imagens: Thoth3126@gmail.com

Os 7 alimentos que contêm as maiores quantidades de pesticidas

Por Rosalina, Postado 4 de dezembro, 2014 às 11:44 am EST-EUA


Esses problemas de saúde incluem doenças com a fertilidade, defeitos congênitos, ADHD (Attention Deficit Hyperactivity Disorder – Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) em crianças que são expostas a esses produtos químicos e até mesmo algumas formas de câncer.

Abaixo estão relatados sete dos alimentos vegetais que geralmente contêm as maiores quantidades de pesticidas e venenos usados na agricultura convencional e de larga escala de produção e que você definitivamente deveria procurar compra-los cultivados como alimentos orgânicos e produzidos por pequenos agricultores.1995 --- Snake and Forbidden Fruit --- Image by © Don Mason/CORBIS

MAÇÃS (parece que sempre teremos problemas com esta fruta, desde o Éden…)

Convencionalmente as maçãs são produzidas com altos índices de contaminação, contendo os resíduos de até 42 pesticidas, em média.

Dos produtos químicos em questão, 7 são conhecidos como agentes cancerígenos suspeitos, outros 10 são neurotoxinas, 19 são disruptores endócrinos e 6 podem afetar de algum modo a reprodução e desenvolvimento. Além disso, 17 foram demonstrados ser tóxicos também para as abelhas.

CEREJAS

As cerejas são cultivadas com forte aplicação de pesticidas e também como as maçãs têm cerca de 42 resíduos de pesticidas. Os números aqui não são melhores do que eram com as maçãs, com a cereja contendo em torno de 7 agentes cancerígenos conhecidos ou suspeitos, 22 disruptores hormonais, 7 neurotoxinas e 8 toxinas que afetam a desenvolvimento e a reprodução humana. Neste caso, 18 das toxinas são conhecidos para afetarem também as abelhas.
cereja

VAGENS

Os Feijões verdes,ou as vagens, também são cultivados de forma convencional (não orgânico) e podem ter cerca de resíduos de 44 pesticidas diferentes no momento em que ele é posto cozido sobre a mesa do jantar. Destes, oito agentes cancerígenos são conhecidos, 22 disruptores endócrinos, 11 são neurotoxinas, 8 elementos que afetam a reprodução e desenvolvimento humano e 18 são conhecidos por também serem tóxicos para as abelhas.

COUVE

Estas folhas verdes podem ser muito saudáveis, mas couve convencionalmente cultivada pode ter sido afetada com até 46 resíduos de pesticidas 9 sendo cancerígenos, 25 são desreguladores endócrinos, 10 neurotoxinas, 8 componentes que afetam a reprodução e desenvolvimento do ser humano e 25 produtos químicos que podem eliminar as abelhas.

ESPINAFRE

O espinafre é definitivamente um superalimento, se cultivado sem venenos e pesticidas, devido a todos os seus nutrientes que esse alimento oferece, mas se esse vegetal não for cultivado organicamente, ele pode conter até 48 resíduos de pesticidas, incluindo 8 agentes cancerígenos conhecidos, 25 produtos químicos que perturbam o sistema endócrino, 8 neurotoxinas, 6 toxinas que afetam o desenvolvimento e o sistema reprodutivo e 23 produtos químicos que são tóxicos para as abelhas.

vagens

PIMENTÃO DOCE

Não há nada de doce sobre os cerca de 49 resíduos de pesticidas que estas pimentas podem trazer para a sua mesa, se cultivados de forma convencional, incluindo 11 agentes cancerígenos, 26 conhecidos ou suspeitos, desreguladores endócrinos, 13 neurotoxinas, 10 toxinas que afetam o desenvolvimento e sistema reprodutivos e 19 toxinas tóxicas para as abelhas.

ALFACE

Este componente aparentemente inocente da salada pode conter uma colossal quantidade de até 51 resíduos de pesticidas, dos quais 12 são agentes cancerígenos conhecidos ou suspeitos, 29 são disruptores endócrinos, 9 são neurotoxinas, 10 afetam a reprodução ou o desenvolvimento humano e 21 são tóxicos para as abelhas.
abelhas-x-veneno
Parece que o sistema também esta firmemente comprometido em ACABAR com as abelhas e desta forma afetar severamente a produção de alimentos, nesse caso, convencionais e orgânicos


Mesmo que você não possa se dar ao luxo de comprar tudo que consome de vegetais como produto orgânico, você deve tentar, se possível, pelo menos, comprar os sete produtos apontados cultivados de forma orgânica, se você verdadeiramente quiser limitar sua exposição a alimentos muito tóxicos que afetam em muitos aspectos da saúde humana e que também podem acabar com as abelhas.

Saiba mais sobre SAÚDE em:


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