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sábado, 7 de março de 2015

Rios Voadores

 
 
As correntes de ar que carregam umidade da Amazônia são responsáveis por boa parte das chuvas no sul do país.

Para ter uma ideia do que isso representa, a quantidade de vapor d’água transportada nas nuvens é equivalente à vazão do Rio Amazonas, que é de 200.000 m3/s*

Se a floresta diminuir, sua transpiração pode ser menor e alterar a intensidade dos ventos, causando seca no país.

Fonte:Geodinâmica

segunda-feira, 2 de março de 2015

Preste a ser aprovado, eucalipto transgênico trará mais danos ambientais

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Segundo Paulo Kageyama, integrante da CTNBio, medida é apressada e visa apenas interesses empresariais. 

Por Maura Silva

O Brasil é um dos maiores produtores de celulose do mundo: estima-se que mais de 5 milhões de hectares sejam destinados à plantação de florestas de eucaliptos, que em 2014 fez com que seus produtores lucrassem 600 dólares por tonelada, atividade das mais rentáveis do setor.

Diversos especialistas chamam a atenção para os danos ambientais que o plantio dessa commoditie causa. A começar pela destruição de toda uma biodiversidade e a substituição por uma única espécie.

Assine a petição pública:

PROIBIÇÃO DE PLANTIO DE EUCALIPTOS TRANSGÊNICOS EM SOLO BRASILEIRO


Veja também :
Mel brasileiro sob ameaça de contaminação transgênica

Outro ponto são as enormes quantidades de agrotóxicos utilizados no plantio, responsáveis pela extinção de insetos e animais benéficos como borboletas, besouros, joaninhas, abelhas, anfíbios, tatus, etc. Um destes agrotóxicos mais utilizados nas plantações de eucaliptos é o sulfluramida, fortemente cancerígenos e proibido pela Convenção de Estocolmo, subscrita pelo Brasil e por mais de 152 países.

Mesmo assim, no próximo dia 5 de março, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) colocará em pauta a votação que libera o cultivo de eucalipto transgênicos no Brasil.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A Fragilidade da Anvisa e o uso Indiscriminado de Agrotóxicos no Brasil

As agências reguladoras estão em fase de desmanche. Isso faz com que o modelo de regulação e controle seja inviabilizado”, destaca o pesquisador.

Imagine um órgão que tem responsabilidade de fiscalizar o uso de agrotóxicos. Esse mesmo departamento sofre com a falta de corpo técnico qualificado e infraestrutura. É gerado pouco conhecimento cientifico – e há pouco material – que garanta análises de qualidade que poderiam banir substâncias que causem danos ao ser humano e ao meio ambiente. Do outro lado do balcão, multinacionais produtoras de agrotóxicos que lutam com alta tecnologia e grande corpo técnico qualificado contra esse frágil órgão.

Essa é a realidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, o professor da Universidade Federal do Paraná, Victor Manoel Pelaez Alvarez, revela esse cenário. Embora comemore a evolução de um processo que baniu Forato e Parationa Metílica do país, reconhece que a regulação do uso de agrotóxicos precisa melhorar muito.


O Brasil é o segundo maior mercado consumidor de agrotóxico do mundo, é o maior importador de agrotóxicos no mundo e com a maior taxa de crescimento das importações. Veja que o Brasil tem em torno de 45 técnicos que fazem avaliação. Nos Estados Unidos, são 850 pessoas para fazer a mesma coisa”, complementa.

Para Alvarez, mais importante do que repensar a legislação brasileira sobre o uso de agrotóxicos é de fato colocar em prática o que já existe. “Outro problema é que, quando a Anvisa tenta ter critérios mais rigorosos no processo de análise, começa a congestionar em função do grande número de análises que precisa ser feito. Para se ter ideia: há uma fila de 1500 produtos para avaliação, até junho de 2013. É uma fila que cresce com muita rapidez e não há capacidade de avaliação para atender a essa demanda”, destaca. O cenário ainda piora porque, além de deixar a Anvisa de braços amarrados em decorrência do pouco investimento, a Agência é negociada na lógica da lotação de cargos políticos. “O atual governo passou a capturar as próprias agências reguladoras. Isso na medida em que são cargos colocados à disposição de partidos políticos para a barganha política que a gente conhece”.

Como mudar esse cenário e efetivamente reduzir o consumo de agrotóxicos? Além de dar o devido valor à Anvisa, o pesquisador acredita que o debate também passe por novos modelo de produção. No entanto, adverte: “você não consegue introduzir novos modelos agrícolas, novas tecnologias no curto prazo. É logico que se diz que agricultura orgânica não é viável. Não é viável no curto prazo, como não era viável o modelo atual no curto prazo. São escolhas, trajetórias tecnológicas cujo resultado vai se dar no médio e longo prazo”.

Victor Manoel Pelaez Alvarez é graduado em Engenharia de Alimentos, mestre em Política Científica e Tecnológica pela Universidade Estadual de Campinas e doutor em Ciências Econômicas pela Université de Montpellier I. Além de professor da Universidade Federal do Paraná, é membro do Conselho Editorial do International Journal of Biotechnology e da Revista Brasileira de Inovação.

Confira a entrevista:

Cientista adverte: “em 2025, uma em cada duas crianças estarão autistas.”


 Dr. Seneff

  Ton Müller


Dr. Seneff observou a onipresença do uso do glifosato. Porque ele é usado em milho e soja, todos os refrigerantes e doces adoçados com xarope de milho e todos os chips e os cereais que contêm cargas de soja têm pequenas quantidades de glifosato neles, assim como a nossa carne bovina e de aves desde o gado e frango são alimentados com milho transgênico ou de soja.

Veja também : SÉRIE DE ARTIGOS SOBRE OS EFEITOS ADVERSOS DO GLIFOSATO

Por mais de três décadas, Stephanie Seneff, PhD, tem pesquisado biologia e tecnologia, ao longo dos anos que publicam mais de 170 artigos revisados ​​por pares acadêmicos.

Nos últimos anos ela tem se concentrado sobre a relação entre nutrição e saúde, abordando temas como o mal de Alzheimer, autismo e doenças cardiovasculares, bem como o impacto das deficiências nutricionais e toxinas ambientais na saúde humana.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

GLIFOSATO: O HERBICIDA MAIS VENDIDO NO MUNDO



No final de 2013 a revista científica Interdisciplinary Toxicology (do Instituto de Farmacologia Experimental da Academia Eslovaca de Ciências) publicou um artigo que coloca em questão a verdadeira origem da chamada doença celíaca – uma doença autoimune, cujos efeitos são precipitados pelo consumo de alimentos contendo glúten. O glúten é uma proteína encontrada em cereais como trigo, cevada, centeio e aveia, e os portadores da doença celíaca devem suprimir da dieta todos os alimentos contendo, sobretudo, trigo e seus derivados (por exemplo, massas em geral).

Segundo os autores do artigo, intitulado “Glifosato, caminhos para doenças modernas II: doença celíaca e intolerância ao glúten” (traduzido do inglês), a intolerância ao glúten tem crescido de forma epidêmica nos EUA e, a cada vez mais, também no mundo. Estima-se que atualmente cerca de 5% da população dos EUA e da Europa sofram desse mal.

Os sintomas da doença incluem náusea, diarreia, erupções cutâneas, anemia macrocítica e depressão. Trata-se de uma doença multifatorial associada a diversas deficiências nutricionais. Está também relacionada a problemas reprodutivos e ao aumento do risco de desenvolvimento de doenças da tireoide, insuficiência renal e câncer.

Os pesquisadores sugerem que o glifosato, o ingrediente ativo do herbicida Roundup, pode ser o principal fator causador dessa epidemia.

Moradores de favela mantém horta comunitária em antigo depósito de lixo


ECO D
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Hoje, conforme a iniciativa dos moradores da Vila Nova Esperança ganha visibilidade, nascem contribuições e parcerias
Foto: Câmara SP
Vila Nova Esperança. O nome da comunidade situada em São Paulo não poderia ser mais sugestivo. Na favela que existe desde 1960 e que conta com cerca de 600 famílias, a solução encontrada para diminuir o acúmulo do lixo e evitar um possível despejo foi a criação, no ano de 2002, de uma horta comunitária.

A precariedade em serviços básicos como luz elétrica, asfalto, água encanada, coleta de resíduos e esgoto não impediu que os moradores da Nova Esperança se organizassem para a criação da horta. Logo, as pessoas pararam de jogar lixo no espaço e a ameaça de desapropriação foi afastada.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Monsanto: 25 doenças que podem ser causadas pelo agrotóxico glifosato

 Alexis Baden-Mayer - Sin Permiso
Cientistas descobriram que pessoas doentes tinham maiores níveis de glifosato em seu corpo do que as pessoas sadias. Conheça os resultados destas pesquisas
reprodução

A Monsanto investiu no herbicida glifosato e o levou ao mercado com o nome comercial de Roundup em 1974, após a proibição do DDT. Mas foi no final dos anos 1990 que o uso do Roundup se massificou graças a uma engenhosa estratégia de marketing da Monsanto. A estratégia? Sementes geneticamente modificadas para cultivos alimentares que podiam tolerar altas doses de Roundup. Com a introdução dessas sementes geneticamente modificadas, os agricultores podiam controlar facilmente as pragas em suas culturas de milho, soja, algodão, colza, beterraba açucareira, alfafa; cultivos que se desenvolviam bem enquanto as pragas em seu redor eram erradicadas pelo Roundup.


Ansiosa por vender seu emblemático herbicida, a Monsanto também incentivou os agricultores a usar o Roundup como agente dessecante, para secar seus cultivos e assim fazer a colheita mais rapidamente. De modo que o Roundup é usado rotineira e diretamente em grande quantidade de cultivos de organismos não modificados geneticamente, incluindo trigo, cevada, aveia, colza, linho, ervilha, lentilha, soja, feijão e beterraba açucareira.


Entre 1996 e 2011, o tão difundido uso de cultivos de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) Roundup aumentou o uso de herbicidas nos Estados Unidos em 243 milhões de kg – ainda que a Monsanto tenha assegurado que os cultivos de OGM reduziriam o uso de pesticidas e herbicidas.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Agricultura orgânica rende mais de R$ 13 milhões no litoral do PI

 

A agricultura orgânica rendeu R$ 13 milhões nos Tabuleiros Litorâneos do Piauí em 2014. A produção gerou ainda 2,7 mil postos de trabalho fixos e temporários, influenciando mais de 20 setores da cadeia produtiva. 

Dos 2,5 mil hectares, 800 estão em plena produção e 80% do plantio é destinado ao cultivo de orgânicos. 

A acerola é o carro-chefe dos tabuleiros - mais de 6,5 mil toneladas da fruta foram cultivadas no ano passado. 

 Há também plantações de caju, coco, goiaba, mamão, manga e melancia. O escoamento da produção está em plena expansão. 

Grandes empresas do ramo comercializam as frutas piauienses nas centrais de abastecimento das capitais e nos supermercados do Nordeste, Sul e Sudeste.

 A acerola orgânica já até ultrapassou as barreiras brasileiras e é exportada indiretamente por uma multinacional, por meio das cooperativas Biofruta e Orgânicos e da empresa Acepar.