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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Fórum de Combate aos Agrotóxicos, coordenado pelo MP, repudia CTNBio

Publicado: 08 Abril 2015


Diante das seguidas atitudes da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, a CTNBio, em descumprimento aos princípios constitucionais da precaução e da prevenção, o Fórum Nacional de Combate aos Impactos do Agrotóxicos, coordenado pelo Ministério Público, lançou hoje uma nota de repúdio ao órgão. Assinada pelo coordenador fórum, procurador-chefe substituto do MPT-PE, Pedro Luiz Gonçalves da Silva Serafim, a nota lamenta o processo de biossegurança no país, e conclui que houve retrocessos na Política Nacional de Biossegurança. Veja a íntegra da nota:

NOTA DE REPÚDIO

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Pesticidas podem contribuir para surgimento da endometriose, sugere estudo



As razões pelas quais algumas mulheres têm endometriose e outras não são desconhecidas. 

Entretanto, pesquisadores propõem que um possível fator contribuidor seja a intoxicação por pesticidas.

Os cientistas estudaram 248 mulheres com endometriose confirmada por cirurgia e 538 participantes saudáveis de controle.

Eles avaliaram os níveis sanguíneos de dois pesticidas, o mirex e o beta-hexaclorociclohexano, que permanecem em alguns peixes e laticínios, embora seu uso tenha sido proibido nos Estados Unidos há várias décadas.

O estudo foi publicado online no periódico Environmental Health Perspectives.

Os pesquisadores descobriram que o risco de ter endometriose aumentava 50% nas mulheres com níveis mais altos de exposição ao mirex e de 30 a 70% para as que tinham sido expostas a níveis altos de beta-hexaclorociclohexano.

A associação continuou mesmo após serem levados em conta fatores como idade, lipídios séricos, nível de escolaridade, raça, etnia, tabagismo e consumo de álcool, entre outros.

Kristen Upson, principal autora do estudo e que estava em fase de pré-doutorado no Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson quando o estudo foi realizado, afirmou que as razões para a associação não estão claras.

No entanto, essas substâncias químicas demonstraram interferir na ação natural do estrogênio em estudos realizados em animais e tecidos, afirmou a autora, o que talvez explique o aparecimento da doença em humanos.

"As substâncias químicas que permanecem no ambiente", afirmou, "mesmo as substâncias que foram utilizadas no passado podem ter efeitos na saúde da geração atual de mulheres em idade reprodutiva".

Fonte:UOL Saúde

terça-feira, 31 de março de 2015

Comer alimentos com agrotóxico diminui quantidade de esperma, diz estudo

Do UOL, em São Paulo



Um estudo da Universidade Harvard, publicado nesta terça-feira (31) no periódico "Human Reproduction", apontou que os homens que comeram mais frutas e legumes com altas taxas de agrotóxicos produziam menos espermatozoides.

Veja: Confira o índice de agrotóxico encontrado em alguns alimentos


No grupo dos que ingeriam mais pesticidas, a contagem de esperma foi de em média 86 milhões de espermatozoides por ejaculação ante a média de 171 milhões entre os homens que comiam porções menores de agrotóxicos, uma diferença de 49%.

Já a porcentagem de espermatozoides 'bem formados' foi de 7,5% entre os homens que comiam melhor, contra 5,1% entre os que comiam alimentos mais contaminados – uma variação de 32%.

sábado, 28 de março de 2015

GLIFOSATO é classificado como provavelmente cancerígeno para humanos pela Organização Mundial da Saúde.

Herbicida mais vendido no Brasil e no mundo é classificado como provavelmente cancerígeno para humanos pela Organização Mundial da Saúde.

 O tema é destaque da coluna de Jean Remy Guimarães, que critica a falta de divulgação da notícia na imprensa nacional.


O glifosato, presente em cerca de 750 herbicidas, foi classificado como provavelmente cancerígeno, com base em estudos que mostram aumento da taxa de câncer entre agricultores e jardineiros expostos. (foto: Austin Valley/ Flickr – CC BY 2.0)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece recomendações e sugere normas para a exposição a milhares de substâncias diferentes.

 Esse é um processo contínuo, uma vez que novos compostos continuam chegando ao mercado, assim como são publicados novos dados ecotoxicológicos sobre compostos já em uso.

 O processo é longo, caro e complexo e, entre outros resultados, fornece classificações de risco.

Conforme a quantidade e contundência das evidências científicas, temperadas pela ‘insistência técnica’ de eventuais lobbies corporativos interessados em influir no resultado, um composto ou produto pode ser classificado como cancerígeno para humanos ou provavelmente cancerígeno para humanos. Há também a categoria ‘possivelmente’, e a ‘não sei’. É comum que um composto passe da segunda (provável) para a primeira categoria, mas não se tem conhecimento de exemplo na direção contrária.

O tempo entre o surgimento das evidências de um risco e a emissão de uma norma para domá-lo costuma ser dolorosamente longo, especialmente para os que têm o privilégio duvidoso de terem sido suas primeiras vítimas documentadas.

O tempo entre o surgimento das evidências de um risco e a emissão de uma norma para domá-lo costuma ser dolorosamente longo.

As sugestões da OMS têm autoridade moral, mas não legal, e podem ser adotadas pelos seus países-membros, ou não.

ROUNDUP - O PERIGO MASCARADO DE SANTO


Estudo feito da Universidade de Caen (França) publicado na revista Environmental Health Perspectives (do National Institute of Environmental Health Sciences), aponta os riscos, entre eles de aborto espontâneo, dos herbicidas mais usados nas lavouras transgênicas, informa o agrônomo Gabriel Fernandes, da campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos.

Um amplo espectro de herbicidas à base de glifosato, comumente vendidos na forma comercial Roundup (nome do produto usado nas sementes Roundup Ready, da empresa Monsanto), tem sido empregado desde os anos 1970.
 Roundup é uma combinação do glifosato com outros químicos, inclusive um surfactante (“espalhante” que aumenta a adesão do produto às folhas da planta). 

O uso do Roundup expandiu-se nos países que cultivam plantas geneticamente modificadas.

O estudo mostrou que o glifosato é tóxico para as células da placenta humana, destruindo grande porção delas após 18 horas de exposição em concentrações inferiores às utilizadas na agricultura. 

E o Roundup é no mínimo duas vezes mais tóxico do que o glifosato, seu ingrediente ativo: os outros componentes da fórmula aumentam o acúmulo de glifosato nas células. 

O efeito se intensificou com o tempo — e foi obtido com concentrações do Roundup 10 vezes menores do que as usadas na agricultura.


O Roundup, o câncer e o crime do “colarinho verde”

sexta-feira, 20 de março de 2015

VIROU LEI! ORGÂNICOS SÃO OBRIGATÓRIOS NA MERENDA

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Débora Spitzcovsky

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, sancionou a Lei Municipal 16.140, que torna obrigatória a inclusão de alimentos orgânicos na merenda de todas as escolas públicas da capital paulista.

A medida, que foi debatida por dois anos na Câmara Municipal de São Paulo, antes de ser aprovada, pretende introduzir hábitos alimentares mais saudáveis na vida dos estudantes e, assim, influenciar diretamente em sua saúde.

“Produtos orgânicos são livres de agrotóxicos, em regra prejudiciais à saúde dos consumidores, especialmente em idade escolar, e podem trazer sequelas irreversíveis, se consumidos habitualmente, como é o caso da merenda escolar”, diz o texto do PL 451/2013, que culminou na criação da nova Lei.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Esgoto doméstico rural se transforma em adubo orgânico

Foto Pedro Hernandes -

No meio rural é comum um buraco simples cavado ao lado da casa servir de depósito para o esgoto doméstico, a chamada fossa negra. Com o tempo, os dejetos desaparecem e os usuários interpretam que o sistema é limpo e seguro. Longe disso, o material não desaparece, ele penetra em regiões mais profundas contaminando solo e lençóis freáticos. Ao usar água de poços próximos, a família começa a ficar doente.

A história acima é contada pelo pesquisador Wilson Tadeu Lopes da Silva, da Embrapa Instrumentação (SP), e ilustra uma lamentável realidade de grande parte das famílias que vivem no campo. "O esgoto doméstico jogado em fossas negras ou em córregos é um problema sério que afeta diretamente a qualidade da água", aponta Silva.

sexta-feira, 13 de março de 2015

NÚMERO DE PRODUTORES ORGÂNICOS CRESCE 51,7% EM UM ANO






Cresceu a adesão dos produtores brasileiros ao mercado de orgânico, que, além de alimentos mais saudáveis, promove a conservação e a recomposição dos ecossistemas. Entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015, a quantidade de agricultores que optaram pela produção orgânica passou de 6.719 para 10.194, um aumento de cerca de 51,7%. As regiões onde há mais produtores orgânicos são o Nordeste, com pouco mais de 4 mil, seguido do Sul (2.865) e Sudeste (2.333).

As Unidades de Produção também tiveram um aumento significativo. Passaram de 10.064 em janeiro de 2014 para 13.323 em janeiro deste ano, ou seja, um acréscimo de 32%. É importante ressaltar que cada produtor orgânico pode ter mais de uma unidade de produção. Por região, o Nordeste é o que mais possui unidades de produção, com 5.228, seguido do Sul (3.378) e do Sudeste (2.228). No Norte, foram contabilizadas 1.337 unidades de produção e no Centro-Oeste, 592.

A área total de produção orgânica no Brasil já chega a quase 750 mil hectares, sendo o Sudeste a região com maior área produtiva, chegando a 333 mil hectares. Em seguida, estão as regiões Norte (158 mil hectares), Nordeste (118,4 mil hectares), Centro-Oeste (101,8 mil hectares) e Sul, com 37,6 mil hectares.