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quarta-feira, 6 de maio de 2015

O “alarmante” uso de agrotóxicos no Brasil atinge 70% dos alimentos

Mais da metade das substâncias usadas aqui é proibida em países da UE e nos EUA



Imagine tomar um galão de cinco litros de veneno a cada ano(*) . É o que os brasileiros consomem de agrotóxico anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). "Os dados sobre o consumo dessas substâncias no Brasil são alarmantes", disse Karen Friedrich, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).


Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil, esse crescimento foi de 190%, de acordo com dados divulgados pela Anvisa.

Segundo o Dossiê Abrasco - um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde, publicado nesta terça-feira no Rio de Janeiro, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos. Desses, segundo a Anvisa, 28% contêm substâncias não autorizadas. "Isso sem contar os alimentos processados, que são feitos a partir de grãos geneticamente modificados e cheios dessas substâncias químicas", diz Friederich.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Inca recomenda redução do uso de agrotóxicos para prevenir câncer


Cancão da Morte

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou nesta quarta-feira, 08, documento em que se posiciona contra "as práticas de uso de agrotóxicos no Brasil" e ressalta os riscos à saúde do uso desses produtos químicos.

A intenção é fortalecer a regulação e controle dessas substâncias e incentivar a agricultura orgânica.

O documento chama a atenção para o fato de o Brasil ser, desde 2009, o maior consumidor mundial de agrotóxicos, com consumo médio mensal de 5,2 quilos de veneno agrícola por habitante.

Veja:  NOVA ESTIMATIVA, APONTA QUE O CONSUMO PODE TER CHEGADO EM 2014, A 7,3 LITROS DE AGROTÓXICOS.

 A venda de agrotóxicos no País passou de US$ 2 bilhões para US$ 8,5 bilhões entre 2001 e 2011.

"É importante destacar que a liberação do uso de sementes transgênicas no Brasil foi uma das responsáveis por colocar o País no primeiro lugar do ranking de consumo de agrotóxicos, uma vez que o cultivo dessas sementes modificadas exigem o uso de grandes quantidades desses produtos", diz o texto.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Em 2014, cada brasileiro consumiu 7,3 litros de agrotóxicos

Reprodução

Em artigo, coordenador da Campanha contra os Agrotóxicos aponta que, de 2007 até hoje, mais de 34 mil casos de intoxicação por agrotóxico foram notificados no SUS.

28/04/2015

NOVA ESTIMATIVA, APONTA QUE O CONSUMO PODE TER CHEGADO EM 2014, A 7,3 LITROS DE AGROTÓXICOS.


No início de 2011, a Campanha Contra os Agrotóxicos causou estardalhaço ao afirmar que cada brasileiro consumia 5,2 litros de agrotóxicos por ano. À época, o cálculo foi simples: a indústria dos venenos, orgulhosa do sucesso de seu mortífero negócio, alardeou aos quatro ventos que havia vendido 1 bilhão de litros de agrotóxicos. 

Divididos pelos então 192 milhões de habitantes, nos davam os 5,2 litros por pessoa. Ainda que este volume todo não chegue diretamente à nossa mesa, vai nos encontrar algum dia pela terra, pela água ou pelo ar. O veneno não desaparece, como querem fazer crer aqueles que enriquecem com ele.


Pois bem, depois do baque, as associações patronais agrotóxicas deixaram de divulgar a quantidade de litros vendidos por ano. E, dada a escassez de dados oficiais sobre a venda destes produtos no Brasil, ficamos quase sem alternativas para medir o nível geral de intoxicação no país.

Quase. Talvez para atrair mais “acionistas-vampiros”, a indústria continuou divulgando sua receita anual, que, em 2014, representou US$ 12,2 bilhões. Multiplicado por 3, chegamos aos exorbitantes R$ 36,6 bilhões.

sábado, 25 de abril de 2015

Pesticidas podem alterar qualidade do esperma, diz estudo

Homens que comem mais vegetais com pesticida têm esperma pior.

Homem descarrega vegetais em mercado central de Los Angeles: pesquisa concluiu que homens que consomem mais vegetais com pesticidas têm pior qualidade do esperma (Foto: Reuters/Lucy Nicholson)
Da France Presse

Quem trabalha com pesticidas também sofre dos mesmos efeitos.


O estudo, conduzido em 155 homens com idades entre 18-55 anos, pacientes de um centro de tratamento para infertilidade, será publicado nesta terça-feira na revista especializada "Human Reproduction". Foram analisadas 338 amostras de sêmen destes homens entre 2007 e 2012.

Veja também:

Comer alimentos com agrotóxico diminui quantidade de esperma, diz estudo


O estudo descobriu que os homens que consomem mais frutas e vegetais carregadas de pesticidas têm uma contagem de esperma 49% mais baixa (86 milhões por ejaculação contra 171 milhões) em comparação aos homens que consumem menores quantidades, assim como uma porcentagem de formas normais de espermatozoides 32% menor.
Resíduos de pesticidas

domingo, 19 de abril de 2015

Estudo diz que contaminação da água por inseticidas é subestimada

Da France Presse


Trabalhador aplica inseticida em pequena plantação de Limoeiro do Norte, no Ceará, em janeiro deste ano. Uso excessivo de substâncias químicas contamina rios e reservatórios (Foto: Davi Pinheiro/Reuters)
A poluição dos cursos de água, rios e estuários do mundo por inseticidas agrícolas é subestimada e tem um impacto devastador sobre os ecossistemas aquáticos - revelou uma pesquisa alemã publicada nos Estados Unidos.

Os autores analisaram 838 estudos publicados entre 1962 e 2012, analisando aquáticos 2.500 locais em 73 países para determinar se as concentrações dos 28 pesticidas mais utilizados excedeu os limites autorizados.

sábado, 18 de abril de 2015

O perigo de esquentar comida em recipientes plásticos, no forno de micro-ondas, é real

Circulam periodicamente pela internet, em e-mails, uma advertência segundo a qual o aquecimento de comida no forno de micro-ondas, feito em recipientes de plástico, libera uma substância que pode causar câncer, a dioxina.


Diferentemente do que ocorre muitas vezes nesse tipo de mensagem, nesse caso, o risco é real e concreto.

 O Instituto Nacional do Câncer, através de sua Coordenação de Prevenção e Vigilância do Câncer, emitiu em março passado uma nota técnica sobre a dioxina, em que confirma não só a toxicidade da substância, mas também admite seu potencial carcinogênico.

Explica a nota que “a dioxina é um composto orgânico incolor e inodoro. É um subproduto espontâneo resultante de fenômenos e desastres naturais como a atividade vulcânica e os incêndios florestais, assim como da atividade do homem (indústria de plásticos, incineração, branqueador de papel e escapamento de gases de automóvel).

 A dioxina se encontra em todas as áreas onde haja atividade industrial, tanto no solo, na água e no ar, como nos alimentos – até mesmo no leite materno. Em geral, o risco de contato por inalação e contato epidérmico é baixo”.

Veja também :


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Resíduos de agrotóxicos estão presentes até no leite materno – artigo de Claudia Colucci

Para fortalecer o movimento de ação contra os agrotóxicos, no próximo dia 28 de abril a Abrasco vai lançar o livro “Dossiê Abrasco: Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde”

Em Lucas do Rio Verde, vitrine do agronegócio no Mato Grosso, até o leite materno está contaminado por agrotóxicos - Foto divulgação internet

Leite materno contaminado por agrotóxico: este foi o tema que a articulista Claudia Colucci abordou na sua coluna semana no jornal Folha de São Paulo, publicada nesta terça-feira 14 de abril. 

O assunto vem sendo divulgado pela Abrasco desde 2011, quando a pesquisadora Danielly Palma apresentou uma tese onde avalia o impacto dos agrotóxicos em mães que estavam amamentando na cidade de Lucas do Rio Verde, Mato Grosso.

 O projeto de pesquisa foi coordenado pelo Professor na Universidade Federal do Mato Grosso - que há anos estuda os impactos do agronegócio na saúde coletiva, Wanderlei Pignati.

VEJA  TAMBÉM:

A pesquisadora que descobriu veneno no leite maternoContaminação de leite materno por agrotóxicos no Mato Grosso



Confira o artigo de Claudia Colucci na íntegra:

Anvisa vai reavaliar uso do glifosato no Brasil

Origem da imagem: Ministério Público quer Proibir uso do Glifosato no Brasil


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou oficialmente que reavaliará a liberação do uso do glifosato no Brasil. A postura foi motivada por artigo publicado na Revista “The Lancet” em março deste ano pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS), classificando a carcinogenicidade de cinco agrotóxicos: tetraclorvinfós, parationa, malationa, diazinona e o glifosato.


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