Seguidores

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Consea apoia posição do INCA sobre os agrotóxicos



O Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão do Ministério da Saúde, divulgou documento nesta quarta-feira (08/03) no qual adota um posicionamento sobre o uso de agrotóxicos no país e seus efeitos sobre a saúde e a segurança alimentar e nutricional dos brasileiros.

O INCA posiciona-se “contra as atuais práticas de uso de agrotóxicos no Brasil e ressalta seus riscos à saúde, em especial nas causas do câncer”. Também defende “iniciativas de regulação e controle destas substâncias, além de incentivos a alternativas agroecológicas”.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Uso de agrotóxicos no Brasil mais que dobra entre 2000 e 2012


O uso de agrotóxicos pelo agronegócio brasileiro mais do que dobrou entre 2000 e 2012. Na média do país, foram comercializados 6,9 quilos por hectare (kg/ha) plantado em 2012, alta de 11% ante o ano anterior, segundo a 6ª edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) 2015, divulgada nesta sexta-feira (19), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O tema foi alvo de recente polêmica. Em abril, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou documento no qual afirma que o Brasil se tornou o maior consumidor mundial de agrotóxicos, com consumo médio mensal de 5,2 quilos de veneno agrícola por habitante - uma medição diferente da apresentada pelo IBGE, a partir de dados do Ibama, que avalia o uso por hectare.

O Inca recomendou a "redução progressiva e sustentada" do emprego de agrotóxicos nas plantações, diante de evidências de que a exposição de pesticidas está ligada a casos de câncer.

domingo, 14 de junho de 2015

Mitos midiáticos colocam em risco a saúde do brasileiro


Por Carolina Chagas*

O momento atual pede alerta e urgência. Cada brasileiro, em 2014, consumiu 7,3 litros de agrotóxicos, presentes em dois terços dos alimentos consumidos rotineiramente nas nossas mesas, como: abobrinha, pimentão, maçã, cenoura, arroz e outros alimentos.

Esses dados foram anunciados pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, em seu quarto ano de existência, contando com o apoio de 117 entidades em defesa da causa. Não é para menos que o nosso país se configura mundialmente como recordista no consumo desses venenos.

Nosso mercado interno, tal como aponta o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), não apresenta restrições quanto ao uso de produtos banidos ou com produção suspensa em países mais ricos, devido aos agravos à saúde e ao meio ambiente.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Milho Transgênico Bt não cumpre seu papel



Tecnologia, conforme os produtores de MT, demandou até cinco aplicações de inseticidas e custo elevou


Via: AGROLINK

MARIANNA PERES

Apesar de o clima bom ter feito toda a diferença sobre o desenvolvimento do milho safrinha, em Mato Grosso, elevando as perspectivas de produtividade e de produção, o ciclo vai deixando um peso a mais no orçamento do produtor. 

Quase 70% deles estão realizando elevado número de aplicações de inseticida no milho semeado com a tecnologia Bt, variedade que já embute um valor agregado maior à semente e que, em princípio, deveria dispensar esse tipo de tratamento químico, ainda mais de maneira intensiva.

A constatação feita no Circuito Tecnológico – Etapa Milho, evento organizado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) – evidencia, conforme a entidade, que a tecnologia está perdendo sua eficiência e, por isso, demandando maior uso de defensivos para o combate às pragas. O milho é a principal cultura de segunda safra utilizada no Estado.

O resultado foi obtido com a aplicação de questionários quantitativos, além da coleta de amostras de talhões de milho em todo o Estado no mês de abril.

“Esse é um dado que nos serve de alerta. Estão aplicando altas doses de inseticida em um milho que não precisaria disso, e se isso ocorre, é porque a tecnologia de combate já não está mais tão eficiente”, ressaltou Cid Sanches, gerente de planejamento da Aprosoja.