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sábado, 18 de março de 2017

Pesticidas matam 200 mil pessoas por intoxicação aguda todo ano, alertam especialistas

Cerca de 90% das mortes ocorreram em países em desenvolvimento, onde as regulamentações de saúde, de segurança e de proteção ao meio ambiente são frágeis. Dois especialistas em direitos humanos da ONU pediram novo tratado global para regulamentar e eliminar gradualmente o uso de pesticidas perigosos na agricultura e avançar em práticas agrícolas sustentáveis.

Foto: Akarsh Simha/Flickr/CC


Dois especialistas em direitos humanos da ONU pediram nessa semana (7) um novo tratado global para regulamentar e eliminar gradualmente o uso de pesticidas perigosos na agricultura e avançar em práticas agrícolas sustentáveis.

De acordo com a relatora especial da ONU sobre o direito à alimentação, Hilal Elver, e o especialista das Nações Unidas para os direitos humanos e substâncias e resíduos perigosos, Baskut Tuncak, os pesticidas são responsáveis por 200 mil mortes por intoxicação aguda a cada ano.

Eles apontaram que cerca de 90% das mortes ocorreram em países em desenvolvimento – onde as regulamentações de saúde, de segurança e de proteção ao meio ambiente são frágeis.

terça-feira, 7 de março de 2017

Caixas de pizza podem baratear reflorestamento

Foto: Felipe Ferreira
Fonte e imagens :Embrapa Agrobiologia

Técnica simples e barata pode auxiliar na reabilitação de áreas degradadas com um custo até 50% menor em comparação aos métodos tradicionais. Trata-se do uso de papelão para controle do capim no coroamento (capina ao redor) de mudas em ações de reflorestamento. O produtor pode utilizar até mesmo caixas usadas de pizza. Desenvolvida por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, a técnica pode viabilizar financeiramente a adoção da recuperação de pastagens para pequenos produtores. O Brasil tem hoje cerca de 21 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal que precisam ser restauradas, a maioria sob uso de pastagem.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

'Bomba-relógio' de suicídios: Como uma mescla de agrotóxicos, depressão e dívidas abala grupo de agricultores gaúchos

Paula Sperb BBC BRASIL

Simone Rovadoski ficou um ano sem plantar depois da morte do marido


A família de agricultores acordou cedo e tomou chimarrão naquela manhã quente de 21 de dezembro de 2013. A mãe fez bolinhos para o lanche e iniciou o preparo da lentilha para o almoço.

Mas, quando Simone Rovadoski, 39 anos, saiu da casa para ajudar o marido José Dell Osbel, 44, no cultivo dos 48 mil pés de tabaco da família, encontrou-o morto.

"Não pude evitar que as crianças vissem. Foi um horror", relembra Simone sobre o suicídio do marido, em Gramado Xavier, a 156 km de Porto Alegre. "Ajuda a salvar meu pai, ajuda!", pedia o filho do casal, na época com 13 anos, para curiosos que se aproximavam.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Efeitos crônicos dos venenos em lavouras não são considerados


Um estudo da Anvisa sobre a presença de agrotóxicos foi severamente questionado por pesquisadores. A principal crítica é que o órgão relativizou as preocupações sobre contaminação. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que houve um aumento desproporcional na comercialização do produto entre 2007 e 2013.



domingo, 5 de fevereiro de 2017

Uso excessivo de agrotóxicos aumenta resistência de pragas

Dos US$ 54,6 bilhões vendidos em agrotóxicos no mundo, em 2015, o Brasil consumiu sozinho US$ 9,6 bilhões.


Uma ala inteira de um hospital isolada por causa de uma superbactéria. Uma área inteira de lavoura em vazio sanitário até o próximo plantio. O que existe em comum entre estas duas situações, é a dificuldade de combater organismos cada vez mais resistentes aos remédios, ou aos venenos disponíveis no mercado.

A resistência acontece da seguinte maneira: vamos supor que em uma lavoura de soja, exista uma infestação de percevejos. Mas existem entre eles, alguns que são diferentes. Eles têm, lá no seu DNA, o gene da resistência. Esses, vão sobreviver. Depois de várias e várias pulverizações e com a reprodução desses insetos, aqueles percevejos que eram diferentes, passam a ser maioria e aí o produto não vai mais funcionar.


Veja o vídeo com a reportagem no link abaixo:

Uso excessivo de agrotóxicos aumenta resistência de pragas

domingo, 29 de janeiro de 2017

'O uso seguro de agrotóxicos é um mito'




Raquel Rigotto, professora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), participou como palestrante do Seminário Nacional Contra o Uso de Agrotóxicos, realizado de 14 a 16 de setembro na Escola Nacional Florestan Fernandes – Guararema, São Paulo. Coordenadora do Núcleo Tramas – Trabalho, Meio Ambiente e Saúde, pesquisa a relação entre agrotóxicos, ambiente e saúde no contexto da modernização agrícola no estado do Ceará. Nesta entrevista, ela defende o debate sobre uso de agrotóxicos como um tema estratégico e critica a ideia de que é possível utilizá-los de forma segura.

Qual a importância da discussão sobre agrotóxicos na atual conjuntura?

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Glifosato não é água

Por: Sonia Corina Hess e Rubens Onofre Nodari

Estudos revelam que os herbicidas à base de glifosato, o agrotóxico mais comercializado no Brasil e no mundo, têm efeitos adversos para a saúde humana e dos animais e para os ecossistemas. Na base desse problema, está a falta de rigidez na regulamentação de seu uso: leia o artigo da CH 332.
Fonte da Imagem

Em 1969, a empresa Monsanto obteve a patente do composto químico glifosato para uso como herbicida. O glifosato é o princípio ativo do produto comercial Roundup, que mata qualquer tipo de planta, exceto os vegetais transgênicos denominados RR (Roundup Ready), que foram desenvolvidos para serem resistentes ao referido produto.

Ao investigar a composição química de grãos de soja produzidos em Iowa, nos Estados Unidos, pesquisadores relataram, em trabalho publicado em 2014, que os grãos da soja geneticamente modificada Roundup Ready acumulavam glifosato, o que não foi observado em grãos de variedades não transgênicas. Além disso, foram encontradas diferenças substanciais na composição química dos grãos investigados, como os teores de proteínas, minerais e açúcares, evidenciando que a soja transgênica não tem o mesmo perfil químico e nutricional que a soja não transgênica produzida em sistema orgânico ou convencional. Não são, portanto, alimentos equivalentes.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Plantas podem ver, ouvir, cheirar e até reagir?

Josh Gabbatiss BBC Earth

Na visão de Jack Schultz, plantas são "como animais muito lentos": conseguem ver, ouvir, cheirar e até têm comportamentos.

Professor da Divisão de Ciências Vegetais da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, ele passou quatro décadas investigando as relações entre vegetais e insetos. Segundo o cientista, as plantas lutam por território, procuram alimentos, evitam predadores e fazem armadilhas para suas presas. Logo, estão vivas no mesmo sentido que os animais - assim como eles, exibem condutas.

"Para ver isso, basta você fazer um filme rápido de uma planta em crescimento - ela vai se comportar como um animal", acrescenta Olivier Hamant, um cientista especializado em vegetais da Universidade de Lion, na França.

Qualquer pessoa que tenha visto documentários sobre a natureza, ao estilo deLife, de David Attenborough, pode verificar que vídeos em time-lapse demonstram claramente o comportamento das plantas.

As plantas registradas nessas imagens em alta velocidade estão se movendo com um objetivo, o que significa que elas devem ter alguma consciência do que está acontecendo em volta.

"Para responder corretamente, as plantas também precisam de dispositivos de detecção sintonizados às condições que variam", explicou Schultz.

Foto aérea registra um sorriso feito de plantas de arroz na província de Zhejiang, na China


Como humanos

Mas o que uma planta sente?

Se você acreditar no que afirma Daniel Chamovitz, da Universidade de Tel Aviv, em Israel, os sentimentos delas não são tão diferentes dos nossos.

Quando decidiu escrever What a Plant Knows ("O que uma Planta Sabe", em tradução livre), livro lançado em 2012 no qual explora a vida delas com base em pesquisas científicas rigorosas e avançadas, o cientista ficou apreensivo.

"Eu estava extremamente preocupado com a reação que (o livro) iria causar", disse.

Tanta cautela tinha motivos. As descrições em seu livro de plantas vendo, cheirando, sentindo e até sabendo o que se passava à sua volta lembra A Vida Secreta das Plantas (de Peter Tompkins e Christopher Bird), um livro publicado em 1973 que fez muito sucesso naquela época, mas tinha pouca coisa em termos de fatos.


domingo, 15 de janeiro de 2017

Brasil tem 5 mil vezes mais glifosato na água do que países europeus

Pesquisadora da USP desenvolve mapa da contaminação por agrotóxicos no Brasil, país já considerado o maior consumidor do mundo



O Brasil Rural desta sexta-feira (9) conversou com a pesquisadora e professora de Geografia Agrária da USP, Larissa Bombardi, sobre o alto índice de agrotóxicos que consumimos no Brasil e os reflexos para a saúde. Os mapas produzidos por Larissa são chocantes. Mortes por intoxicação e suicídio são alguns dos casos citados pela professora em seu trabalho mais recente, que resultará no livro Geografia sobre o uso de agrotóxicos no Brasil.

A pesquisa, que está em fase de finalização, reúne os dados sobre os venenos agrícolas em uma sequência cartográfica que dá dimensão complexa a um problema pouco debatido no país. São mais de 60 mapas entre os anos de 2007 a 2014. O Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos, posto, até a década passada, ocupado pelos EUA.

"O glifosato, herbicida mais vendido no Brasil, e causador de câncer é 5 mil vezes maior na água potável por aqui do que na União Européia. Inclusive em algumas praças e parques públicos, ele é utilizado para capinar. Há muitas prefeituras utilizando também à beira da estrada. Por que é seguro aqui e não é lá fora? 30% dos agrotóxicos que são usados no Brasil são proibidos na União Européia", alerta ela sobre a permissividade brasileira em relação a outros países.

Clique, no player link abaixo, para ouvir a entrevista na íntegra.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo

Análise da Anvisa mostrou que a laranja é o alimento campeão em concentração de agrotóxicos. Além dela, muitas frutas, legumes e verduras têm índices acima do permitido.





09/01/2017 10h41 Atualizado 09/01/2017 13h55

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e pela primeira vez, uma análise da Anvisa mostrou que consumir laranjas pode causar contaminação aguda.

E não é só a laranja, não. Muitas frutas, verduras e legumes têm concentração de produtos químicos acima do permitido, mas será que tirar a casca resolve? E lavar? O Bem Estar de segunda-feira (09) fala sobre o assunto e as nutricionistas Vanderli Marchiori e Mariana Garcia explicam o que o consumidor pode fazer.

E você sabe a diferença entre agroecológicos, orgânicos e hidropônicos?

Pensando na saúde, será que vale a pena pagar mais caro?



Veja a reportagem completa no link abaixo:

domingo, 8 de janeiro de 2017

Milhões de abelhas morrem no interior de SP; agrotóxico pode ser causa




Pelo menos dez milhões de abelhas morreram nesta semana na região de Porto Ferreira (a 230 km de São Paulo). A estimativa de produtores de mel é que ao menos 200 colmeias de nove apiários tenham sido atingidas. A principal suspeita é de que agrotóxicos aplicados por uma usina em um canavial da região tenham causado as mortes.

O Ministério Público foi acionado e irá analisar se irá entrar com uma ação civil pública para apurar as responsabilidades.


Veja também :




sábado, 31 de dezembro de 2016

O que o ano novo irá nos trazer?

Que possamos compreender cada vez mais, que ser cocriador de nossa experiência humana, é um direito nosso, e tudo que acontece fora de nós, é um reflexo daquilo que vibra dentro, mudando dentro, mudamos fora.
Que 2017 seja um ano repleto de muita transformação, prosperidade e cocriação consciente!

Que possamos ser as mudanças que queremos ver no mundo!

Grandioso 2017 a todos!


sábado, 24 de dezembro de 2016

Feliz Natal e um próspero Ano Novo!

A todos que acompanham esse blogue, um feliz natal e próspero ano novo e que possamos em 2017 continuarmos juntos, na divulgação e na busca de uma agricultura mais limpa e responsável, com respeito ao ser humano e ao meio ambiente.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

'Epidemia de câncer'? Alto índice de agricultores gaúchos doentes põe agrotóxicos em xeque

       Paula Sperb Da BBC, em Porto Alegre (*)
O agricultor Atílio Marques da Rosa, de 76 anos, andava de moto quando sentiu uma forte tontura e caiu na frente de casa em Braga, uma cidadezinha de menos de 4 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul.

"A tontura reapareceu depois, e os exames mostraram o câncer", conta o filho Osmar Marques da Rosa, de 55 anos, que também é agricultor.

Seu Atílio foi diagnosticado há um ano com um tumor na cabeça, localizado entre o cérebro e os olhos. Por causa da doença, já não trabalha em sua pequena propriedade, na qual produzia milho e mandioca.

Para ele, o câncer tem origem: o contato com agrotóxicos, produtos químicos usados para matar insetos ou plantas dos quais o Brasil é líder mundial em consumo desde 2009.

"Meu pai acusa muito esse negócio de veneno. Ele nunca usou, mas as fazendas vizinhas sempre pulverizavam a soja com avião e tudo", diz Osmar.

domingo, 11 de dezembro de 2016

AM consome 50% mais agrotóxicos que média nacional, aponta pesquisa

Dados foram obtidos pelo Programa de Avaliação de Resíduos Agrotóxicos.
Fórum instalado pelo MP vai cobrar fiscalização e mais informação.

Segundo pesquisa, pimentão apresenta maior índice de agrotóxico (Foto: Reprodução / TV TEM)

Os produtos consumidos no Brasil apresentam grandes índices de agrotóxicos, inclusive alguns já proibidos em países como China e Estados Unidos, conforme dados da Agência Nacional da Saúde (Anvisa). No Amazonas, os dados são mais alarmantes. Uma pesquisa feita pelo Programa de Avaliação de Resíduos Agrotóxicos (Para) mostrou que o estado consome 50℅ mais agrotóxicos que a média nacional. O dado foi apresentado na instalação do Fórum de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, na sexta-feira (19).

O engenheiro agrônomo e coordenador da Rede Maniva de Agroecologia no Amazonas, Márcio Menezes, destacou a falta do incentivo à produção agrícola estadual e baixo consumo de hortifrutigranjeiros produzidos no estado como um dos fatores para o alto índice.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Análise aponta mais agrotóxicos que o permitido em produtos da Ceasa

Da RBS TV (*)



Local recebe frutas, verduras e legumes de praticamente metade do RS. Nove dos 20 alimentos estavam contaminados com 10 substâncias.

Análises feitas em cinco produtos vendidos na Central de Abastecimento do Rio Grande do Sul, a Ceasa, com sede em Porto Alegre, apontaram a existência de agrotóxicos em níveis maiores que os permitidos. Algumas das substâncias encontradas sequer têm o uso permitido no Brasil.

O presidente da Ceasa, Ernesto da Cruz Teixeira, diz que os trâmites legais são cumpridos, e que se alguma irregularidade é identificada, os produtores têm de passar por cursos e podem ser até suspensos.

As frutas, verduras e legumes vendidos na Ceasa vêm de praticamente metade do Rio Grande do Sul. Esses alimentos chegam à mesa de cerca de 5 milhões de pessoas.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Estudo: 27% dos alimentos têm resíduos de defensivos agrícolas acima do permitido

FONTE: GAZETA DO POVO

Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), realizado entre 2013 e 2015, apontou para 105 amostras insatisfatórias em um universo de 389 analisadas

O levantamento reúne dados de 389 amostras coletadas entre os anos de 2013 a 2015

Um estudo nacional realizado pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), coordenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), constatou que 27% das frutas e vegetais comercializados possuem resíduos de defensivos agrícolas acima do previsto em lei. O levantamento reúne dados de 389 amostras coletadas entre os anos de 2013 a 2015, das quais 105 tiveram resultados insatisfatórios. Os números não têm base de comparação de anos anteriores. As informações foram divulgadas pela Secretaria da Saúde do Paraná, na última semana.

Veja também :
É seguro, ingerir diariamente resíduos de agrotóxicos?


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Morte de insetos põe agricultura em risco e pode custar bilhões ao Brasil

GABRIEL ALVES (*)

A população de abelhas e outros insetos polinizadores está diminuindo em todo o mundo, o que faz cientistas correrem para calcular o impacto na agricultura e de propor possíveis soluções.

Segundo as contas feitas por pesquisadores de Minas Gerais e do México, o Brasil poderá perder de 16,5 a 51 milhões de toneladas de produtos agrícolas se a situação continuar piorando. Isso equivale a um prejuízo de US$ 4,9 bilhões (R$ 16,6 bi) a US$ 14,6 bilhões (R$ 49 bi).

O motivo disso é que as culturas que são polinizadas têm alto valor de mercado, representando 68% do total da agricultura brasileira. Segundo os cientistas, muito do impacto econômico causado pela falta de insetos o seria sofrido pela agricultura familiar, responsável por 74,4% do setor.

Para chegar aos números, os pesquisadores desenharam dois cenários –um pessimista e um otimista– e estimaram qual seria o prejuízo para cada um dos 53 principais cultivos no país, de acordo com a dependência da polinização para a produtividade de cada plantação.

Por exemplo, o café,o melão e a maçã são culturas que têm de moderada a alta dependência de polinizadores. Em última análise, a produção de sementes (como a soja) e de frutos (como a goiaba) depende desse serviço ecológico, que consiste no transporte das células reprodutivas masculinas, levando-as até as células femininas.

Em algumas culturas, como na de maracujá, há apenas uma espécie que faz bem o trabalho (a abelha conhecida como mamangava). Sem ela –por causa de defensivos agrícolas ou baixa tolerância às mudanças climáticas, por exemplo–, a produtividade despenca.

Em alguns casos, o vento, a água e até a autopolinização podem dar conta do recado. É o caso de três das principais culturas do país: cana-de-açúcar, milho e arroz.


Mas isso não quer dizer que essas plantações estejam livres de "culpa" pelo que está acontecendo, segundo os autores do estudo, publicado na revista "Plos One". O principal fator para o declínio é a mudança de uso da terra, ou seja, a transformação de extensas áreas de floresta ou mata nativa em monocultura.


Veja a reportagem completa no link abaixo: