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segunda-feira, 28 de junho de 2021

Agrotóxicos em Produtos Ultraprocessados - Revela Pesquisa Inédita

 


No Idec, discutimos há anos os malefícios trazidos pelo consumo de produtos ultraprocessados, os problemas da contaminação de alimentos com agrotóxicos e a ausência de medidas eficazes para a proteção da saúde dos consumidores. Agora, em uma pesquisa inédita no país, descobrimos que diversos ultraprocessados consumidos pelos brasileiros também contêm agrotóxicos.

Veja a matéria e tenha acesso a cartilha no link abaixo:

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Novo bioinseticida usa duas cepas de bactéria para controlar lagartas

O inseticida microbiológico deve ser pulverizado sobre as folhas, e, ao comê-las, as lagartas são afetadas pela ação das proteínas


Um pesticida composto por uma mistura inédita de dois isolados da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt) é o mais novo bioproduto indicado para controlar a lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda, e a falsa-medideira, Chrysodeixis includens. O Acera - nome comercial - foi desenvolvido com tecnologia Embrapa e concebido em parceria com a Ballagro Agro Tecnologia, empresa que o comercializará.


A Bacillus thuringiensis (Bt) é uma bactéria que produz proteínas com propriedades tóxicas específicas para insetos e que são inofensivas para humanos e outros vertebrados. Diferentemente de pesticidas químicos, é inócuo para o meio ambiente. O produto deve ser pulverizado sobre as folhas, e, ao comê-las, as lagartas são afetadas pela ação dessas proteínas. 

 “A grande vantagem desse produto biológico à base de Bt é que ele não afeta o meio ambiente, não intoxica aplicadores, não mata os inimigos naturais das pragas e não polui rios e nascentes, contribuindo para a sustentabilidade”, destaca o pesquisador da Embrapa Fernando Hercos Valicente, desenvolvedor e responsável pela tecnologia na Empresa. 

“O Acera foi registrado para o controle dessas duas espécies de lagarta e poderá ser usado em culturas como soja, milho, algodão e diversas outras”, complementa o pesquisador, ao revelar que os dois isolados de Bt usados como matéria-prima do bioproduto vieram da coleção da Embrapa Milho e Sorgo (MG). 

Veja a reportagem completa no endereço abaixo:

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Gente do campo: o agricultor que consegue produzir soja orgânica em grandes quantidades

 

Rogério Vian mostrou que, com pesquisa e tempo, dá para obter o principal item de exportação do Brasil em escala comercial, sem uso produtos químicos.








Um produtor rural tem conseguido colher grandes quantidades de soja em Goiás apenas com técnicas da agricultura orgânica e sem uso de produtos químicos.
 Em um primeiro momento, é difícil imaginar que a soja, principal item de exportação do Brasil, produzida quase que em escala industrial, possa ser mais sustentável. Rogério Vian viu que é possível, mas não é fácil. 

 Ele levou pelo menos 12 anos para conseguir transformar a lavoura convencional em uma livre de produtos químicos. 

Agora, os resultados agronômicos e financeiros passaram a compensar, diz o produtor de 44 anos. 


 “Os primeiros anos de orgânico foram horríveis. 
No primeiro ano, colhemos 28 sacas por hectare enquanto os outros colhiam mais de 60. Este ano eu já consegui área com 60 sacas por hectare. O orgânico é um nicho e eu estou pronto para ele”, diz.



terça-feira, 15 de setembro de 2020

Anvisa mantém proibição de agrotóxico associado à doença de Parkinson, que deve sair do mercado na próxima semana

 Republicado do G1

Herbicida paraquate não poderá ser utilizado a partir de 22 de setembro. 





Produtores pediam prorrogação do prazo até julho de 2021. Apesar do banimento, diretor da agência sinaliza para apresentar solução 'meio-termo' na próxima semana. 

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta terça-feira (15) manter a proibição de um agrotóxico associado pela própria entidade à doença de Parkinson. 

O herbicida paraquate deverá sair do mercado e deixar de ser usado a partir de 22 de setembro, conforme definiu a Anvisa em 2017. 

 A agência avaliou nesta terça um pedido feito por Ministério da Agricultura, produtores rurais e indústrias para que a proibição ocorresse em 31 de julho de 2021.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Cientistas acham pela primeira vez plástico em órgãos humanos...

Republicado Deutsche Welle

 

Usados em recipientes para comidas e bebidas, plásticos comprovadamente entram no trato intestinal
Usados em recipientes para comidas e bebidas, plásticos comprovadamente entram no trato intestinal

Em descoberta inédita, pesquisadores americanos detectaram micropartículas plásticas em todas as 47 amostras de tecidos examinadas, de pulmão, fígado, baço e rins. 

 Efeitos na saúde das pessoas ainda são pouco conhecidos. 

 Cientistas americanos detectaram pela primeira vez microplásticos e nanoplásticos em órgãos e tecidos humanos, de acordo com um estudo a se apresentado nesta segunda-feira (17/08) no congresso virtual de outono da Sociedade Americana de Química (ACS, na sigla em inglês). 


 Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos EUA, encontraram o material em todas as 47 amostras de pulmões, fígado, fígado, baço e rins que examinaram. 

Eles consideram a descoberta preocupante, ainda que falte informação sobre os efeitos dessas partículas para a saúde humana.

domingo, 26 de abril de 2020

Tecnologia desenvolvida pela EMBRAPA, promete agilizar e baratear a análise do solo


Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com o setor privado promete agilizar e baratear a análise do solo, uma das etapas mais importantes no início de uma safra.

Veja a reportagem ...

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Agrotóxicos podem ser a causa de casos de câncer e malformação?

Repórter Brasil
Por Luana Rocha - Repórter Brasil / Agência Pública | 02/05/19

Essa é a pergunta estudada por pesquisadores do Brasil e do mundo. Casos envolvendo crianças no Mato Grosso, maior consumidor de agrotóxicos do país, chamam a atenção pela alta incidência de doenças nas regiões de maior produção agrícola.

O menino Kalebi Luenzo tinha pouco mais de dois anos quando, de repente, começou a andar com dificuldade. Preocupada, Elisângela, sua mãe, levou a criança ao médico: ele tinha leucemia. Kalebi cresceu próximo a uma plantação de algodão, em Lucas do Rio Verde, conhecida no Mato Grosso como capital da agroindústria.

O mecânico de tratores Antonio Correa mudou-se para Tangará da Serra em busca de oportunidade de emprego no crescente setor agropecuário mato-grossense. Depois de dois anos trabalhando em fazendas de soja, teve sua primeira filha, Emanuelly, que nasceu com espinha bífida – tipo de malformação congênita que provoca problemas motores e compromete o funcionamento da bexiga e do intestino.

Giovana Carvalho trabalhava como coordenadora do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador de Sinop, também no Mato Grosso, quando começou a sentir dores na região da lombar e nas costas. Cerca de um mês depois, descobriu um tipo raro de câncer no pulmão: que acomete mulheres não fumantes entre 30 e 39 anos.

Brinquedos na associação onde crianças com espinha bífida recebem tratamento em Cuiabá. Segundo o pai de Emanuelly, os médicos da filha falam sobre a ligação entre a malformação e os agrotóxicos (Foto: Lunaé Parracho).


Os três casos têm muito em comum. Primeiro, ocorreram na zona rural de alguns dos mais ricos municípios do estado que é líder na produção de grãos do Brasil, assim como no consumo de agrotóxicos. Outro ponto que as histórias têm em comum é que essas famílias estiveram expostas a diferentes pesticidas, incluindo o glifosato e a atrazina. Embora estejam entre os mais consumidos no país, essas substâncias estão associadas ao desenvolvimento de câncer e à malformação fetal por pesquisas no Brasil e no mundo.