Seja Bem Vindo!!!
O objetivo desse blog é compartilhar informações, videos, reflexões que auxiliem as pessoas a compreender melhor a importância de se relacionar bem com a natureza.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta quarta-feira (7) detalhes de uma lista com os alimentos mais contaminados pelo uso de agrotóxicos no país em 2010.
Segundo o levantamento, um grupo de compostos químicos conhecido como "organofosforados" está presente em mais da metade das amostras irregulares detectadas.
Essas substâncias podem destruir células musculares e comprometer o sistema nervoso, provocando problemas cardiorrespiratórios.
O levantamento foi feito pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para). Ao todo, foram estudados 18 vegetais e frutas em circulação pelo país. Nos 26 estados e no Distrito Federal, foram colhidas 2.488 amostras. Dessas, 28% (694) foram consideradas insatisfatórias para consumo.
O cultivo do pimentão é o caso mais preocupante, com quase 92% das amostras com níveis de agrotóxicos acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O carbendazim, outra substância usada no combate a pragas, foi detectada de forma irregular em 176 amostras, 90 delas de pimentão.
A contaminação do alimento pode ocorrer tanto pela existência de agrotóxicos não autorizados para uso naquela cultura como pelo excesso das substâncias permitidas. No estudo, 47 amostras (1,9%) apresentaram ambos os problemas - inclusas 10 amostras de morango e 10 de pimentão.
O melhor desempenho foi o da batata, que apresentou bons resultados em todas as amostras coletadas. Em 2002, cerca de 22% das amostras do vegetal estavam irregulares.
Orientação agrícola
Mais da metade dos estabelecimentos que utilizaram agrotóxicos no Brasil não receberam orientação sobre os perigos do excesso de agrotóxicos. Apenas 172 mil propriedades foram instruídas sobre o tema, o que não impediu que 76,7% utilizaram agrotóxicos.
A educação pode ser uma barreira à instrução sobre o perigo já que mais de 80% dos proprietários rurais no país são analfabetos ou sabem apenas ler e escrever - frequentaram a escola, no máximo, até o ensino fundamental.
O Jornal Nacional inicia, nesta
terça-feira (6), uma série especial de reportagens sobre os perigos do uso
descontrolado de agrotóxicos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária acaba
de produzir uma lista dos alimentos com maior nível de contaminação. É um
documento inédito, que você vai conhecer agora, com os repórteres Mônica
Teixeira e Luiz Cláudio Azevedo.
O que vem do
campo pode não ter apenas nutrientes, mas também resíduos dos produtos usados
para proteger as plantações. Agrotóxico em excesso ninguém quer.
“Como é que a
gente vai saber se foi fabricado com agrotóxico se não tem nada aqui
indicando?”, questiona uma consumidora.
Uma refeição
colorida, com folhas, legumes e frutas, para qualquer pessoa, um prato assim é
a tradução de alimentação saudável. Mas quando a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária analisou o pimentão, morango, pepino, alface e cenoura, descobriu que
em pelo menos metade das amostras desses alimentos houve uso indevido de
agrotóxicos.
A Agência
Nacional de Vigilância Sanitária levou para o laboratório amostras de 18 tipos
de alimentos.
Em 28% delas, havia excesso de
agrotóxicos ou agrotóxicos não autorizados para aquela cultura, o que pode
representar um risco maior à saúde.
O caso mais
grave é o pimentão. “Desse tamanho aqui? Além de enxerto, tem muito
agrotóxico”, afirma uma consumidora.
Em 92% das
amostras, foram encontradas irregularidades.
O morango teve 63% de amostras
irregulares; o pepino, 57%; a alface, 54%; e quase 50% das amostras de cenoura
tinham agrotóxicos acima do permitido ou não autorizados. O tomate, que já
esteve no topo do ranking, hoje tem menos contaminação, 16,%.
E uma boa notícia: na batata, nenhum problema
foi encontrado entre as amostras examinadas.
“O agrotóxico
no alimento, ao ser ingerido pela população, tem um efeito cumulativo, vai se
acumulando no organismo. Pode levar a algum tipo de doença crônica não transmissível”,
alerta José Agenor Álvares da Silva, diretor da Anvisa.
“Principalmente
neurológicas, endócrinas, imunológicas e hoje a questão do aparelho reprodutor,
como infertilidade, diminuição do número de espermatozoides e a questão do
câncer”, explica Heloísa Pacheco, coordenadora do ambulatório de Toxicologia da
UFRJ.
A médica
Silvia Brandalise, pesquisadora da Unicamp, estuda as causas de câncer,
principalmente entre crianças. Segundo ela, pesquisas já comprovaram que a
exposição aos venenos usados nas plantações está relacionada à leucemia e aos
tumores no cérebro. A comida com excesso de agrotóxicos e produtos químicos
também faz parte dos fatores de risco.
“Se aquele produto lesa uma célula da
formiga, uma célula de um mosquito e leva à morte esse mosquito, de maneira
mais aguda. O homem não é diferente. Só que no homem é mais crônico, é de longa
duração”, destaca.
E se o contato
com o veneno for direto, pior. Osvaldo nunca usou proteção. “O veneno abalou os
nervos, então não posso fazer força nenhuma”, conta.
Ainda criança,
Márcia acompanhava o pai na aplicação do veneno. “Ele ia botando na frente e a
gente ia amarrando o tomate atrás, a gente tomava aquele banho de veneno”,
lembra.
A terra hoje
está abandonada. O casal, sem condições de trabalhar. O agrotóxico levou mais
do que o sustento dessa família.
“Nunca tive
alegria para viver. Sempre doente, sempre com problema de saúde”, diz Márcia.
Quase um terço dos vegetais mais consumidos pelos brasileiros apresentam resíduos de agrotóxicos em níveis inaceitáveis, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Das amostras de alimentos analisadas pela agência, referentes ao ano de 2010, 28% apresentaram ou limites acima do recomendável ou substâncias não aprovadas para o produto --um agrotóxico recomendado para o cultivo de eucalipto usado numa lavoura de tomate, por exemplo.
O campeão de irregularidades é o pimentão --92% das amostras analisadas foram consideradas insatisfatórias no relatório do Para (Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, da Anvisa). Há dois anos, esse índice era de 65%.
Os outros dois alimentos mais problemáticos são o morango e o pepino, com 63% e 57% de amostras com mais agrotóxicos do que o permitido, respectivamente.
Foram analisadas 2488 amostras em todos os Estados e no Distrito Federal, exceto São Paulo, que não quis participar da avaliação.
Segundo José Agenor Álvares da Silva, diretor da Anvisa, o problema de resíduos químicos em alimentos pode estar relacionado ao custo dos agrotóxicos. Os pequenos produtores, diz ele, acabam comprando produtos baratos, mas inadequados para um determinado cultivo.
Silva cita ainda a falta de orientação de agrônomos sobre os produtos --agrotóxicos são usados para aumentar a a produção dos agricultores.
PRODUTOS BANIDOS
Dos cinquenta princípios ativos mais usados em agrotóxicos no Brasil, 20 já foram banidos na União Europeia, segundo o diretor da Anvisa.
O endossulfan, achado no pimentão, já não é usado nos EUA e China, por exemplo. Ele foi reavaliado pela Anvisa em 2010 e terá que ser banido do país até 2013.
A presença de química não permitida ocorre em 85% das amostras de pimentão.
Para Luiz Carlos Ribeiro, gerente da Andef (associação das empresas que fabricam agrotóxicos), isso se deve ao fato de os produtores de tomate, que normalmente também cultivam o pimentão, usarem o mesmo agrotóxico para as duas culturas.
Para ele, o problema poderia ser amenizado se a Anvisa aprovasse mais rapidamente os novos agrotóxicos lançados no mercado. Hoje, diz Ribeiro, esse processo leva cerca de três anos.
CÂNCER
A ingestão de comida com excesso de agrotóxicos de forma prolongada pode causar câncer, problemas neurológicos e malformação fetal.
Pesquisas recentes mostram a relação da exposição a essas substâncias com doenças do sistema nervoso.
Em 2010, a Academia Americana de Pediatria fez uma pesquisa com 1.100 crianças e constatou que as 119 que apresentaram transtorno de déficit de atenção tinham resíduo de organofosforado (molécula usada em agrotóxicos) na urina acima da média de outras crianças.
Em 2010, foi usado 1 milhão de toneladas de agrotóxicos em lavouras do país. Ou seja, 5 kg por brasileiro.
Neste programa Roda Viva, o programa entrevistaJeffrey Smith; um dos maiores críticos
da produção de alimentos geneticamente modificados. Fundador da IRT – Institute
for Responsible Tecnology, o pesquisador levanta questões sobre a produção de
transgênicos, rebate os argumentos da indústria e apresenta as falhas
existentes na regulamentação de produtos que utilizam transgênicos.
Líder de uma campanha para uma alimentação mais
saudável nos Estados Unidos,Jeffrey
Smithluta há anos em prol da
remoção de todos os organismos geneticamente modificados da indústria de
alimentos naturais.
Ele fala sobre vários assuntos e responde perguntas
de jornalistas e pesquisadores.
Ele fala ainda sobre os perigos para o meio-ambiente causados pelos transgênicos,
além de analisar como a diminuição de variedades de sementes, um dos objetivos
das corporações de bio-tecnologia.
Ele comenta também sobre os efeitos negativos dos transgênicos
na saúde, na falta de financiamento e pesquisas sobre estes efeitos.
Jeffrey
estava também anunciando seu livro Roleta Genética. Em Roleta Genética,
seu segundo livro sobre os riscos dos transgênicos,Jeffrey M. Smithrevela
documentos com informações, pouco ou não divulgadas, sobre testes de segurança
de transgênicos, que revelam como as mais poderosas companhias de agro
biotecnologia do mundo blefam e enganam os críticos, o Congresso e oFDA,
sobre a pesquisa de segurança de alimentos dos produtos que os consumidores
compram diariamente.
Participam como convidados
entrevistadores: Washington Novaes, jornalista e supervisor do
quadro Biodiversidade do programa Repórter ECO, da TV Cultura e articulista do
jornal O Estado de S. Paulo; Fernando Lopes, editor de Agronegócios do jornal
Valor Econômico; Alexandre Mansur, editor de ciência e tecnologia da revista
Época e Flavio FInardi Filho, professor associado da Faculdade de Ciências
Farmacêuticas da USP.
O Jornalista Washington de Novaes um dos participantes da entrevista fez algumas revelações:
O próprio Ministério da Agricultura que cabe fiscalizar o cumprimento da exigência da rotulagem dos produtos transgênicos disse que é muito difícil fiscalizar porque é um campo muito grande – Programa Roda Viva – parte 04/09.
Sobre a liberação dos transgênicos no Brasil o jornalista Washington de Novaes colocou que o Ministério do Meio Ambiente chegou a anunciar que iria votar pela exigência do estudo de impacto ambiental antes do plantio da soja transgênica.
Mas quando foi a votação na comissão o Ministério do Meio Ambiente foi a favor da liberação da soja transgênica e ao ir atrás da informação foi informado que a decisão veio da Presidência da República da época - que pediu ao Ministério que não fizesse essa exigência.
O cientista representante do Ministério do Meio Ambiente se recusou a votar a favor e foi substituídoe o jornalista foi conversar com o suplente que diz que havia recebido a determinação de votar a favor mas que não queria discutir questões políticas.
Segundo a informação no Ministério do Meio Ambiente foi que a Presidência da República tomou esta decisão porque a empresa que produz o glifosato no Brasil ameaçava a cancelar investimento de 600 milhões de dólares se não fosse autorizado o plantio – programa roda viva parte 08/09.
Assista a entrevista na íntegra e tire suas conclusões:
A documentarista francesa Marie-Monique Robin, autora do O Mundo Segundo a Monsanto, dedicou-se três anos de sua vida para desvendar como uma indústria de químicos virou a maior companhia mundial de sementes geneticamente modificadas (transgênicas) e uma das empresas mais influentes do planeta, segundo a revista Business Week.
Marie trabalha há 25 anos com matérias investigativas e recebeu prêmios como o Albert Londres, em 1995, concedido a um documentário sobre o tráfico internacional de órgãos.
Em 2004, ela foi aclamada na Europa ao produzir o também premiado Esquadrões da Morte: a escola francesa, sobre a relação do governo francês com ditaduras da América latina, nos anos 70.
Para escrever a história da Monsato, Marie analisou 500 mil páginas de documentos e viajou à Grã-Bretanha, Estados Unidos, Índia, México, Vietnã e Noruega.
Segue abaixo um resumo do documentário e em seguida o filme completo.
Muitos estudos científicos provaram que o roundup é altamente tóxico, por exemplo, ele provoca disfunções na divisão celular como mostra o estudo do professor Robert Bellé , PhD The French National Center for Scientific Reserarch (CNRS).
Segundo o professor – esta foi a primeira disfunção que observamos no roundup e por isso acreditamos que ele provoca os primeiros estágios que levam ao câncer.
O professor recebeu a ordem para ficar calado pois o resultados do estudo poderia provocar ainda mais polêmica sobre os alimentos trangênicos.
A toxicidade do roundup foi ocultada para não prejudicar o desenvolvimento dos transgênicos.
A pergunta que a documentarista fez e foi em busca de resposta foi:
“Estes grãos de soja, “fabricados para resistir a um herbicida poderoso vão acabar em nossos pratos devem ter sido rigorosamente testados antes de seu lançamento no mercado”
A documentarista foi atrás do ministro da agricultura da época no governo Bill Clinton, de 1995 a 2000 – Dan Glick e uma pequena parte que ela obteve dele segue abaixo:
“ Percebi nos primeiros anos que estive envolvido com a regulamentação da bioctenologia é que houve um sentimento geral no nosso governo e no setor de agronegócios que se você não atendesse efetivamente a favor da aprovação rápida de produtos bioctenológicos de cultivos transgênicos então você seria de certa forma antiprogresso e anticiência.
(...) uma porção de gente no setor de agronegócios a quem não interessava as análises e testes que provavelmente deveríamos ter efetuado porque tinha muito dinheiro investido nos produtos.
Isto mostra que nos EUA o ministro da agricultura não tem a menor chance contra as multinacionais.
E no Brasil?
Mas como foi a regulamentação dos transgênicos nos EUA?
A documentarista foi conversar com James Maryanski que chefiava o departamento de bioctenologia da FDA naquela época – 1985-2006.
James Maryanski admitiu que a regulamentação dos transgênicos foi uma decisão política e não científica.
Jeremy Rifkin – President of the Foundation for Economic Trends coloca que “equivalências substancial”foi uma estratagema para atender às necessidades daquelas empresas, principalmente a Monsanto.
O documentários também abordou a aprovação do hormônio de crescimento bovino que aumenta em 20% a produção de leite.
A Monsanto começou a vender para os produtores de leite em 1994 sob o nome comercial Posilac.
Em 1984 a Monsato solicitou ao FDA a autorização para o lançamento do Posilac.
Os Peritos do Centro de Medicina Veterinária da FDA revisaram os textes que a empresa havia realizados com seus rebanhos experimentais.
O veterinário responsável pela revisão desses testes era Richards Burroughs e ele afirmou que funcionários da agência regulatória omitiram e suprimiram dados.
Segundo o Veterinário os dados que Monsanto apresentou não estavam completos e faltavam várias informações importantes e ao solicitar as informações ele foi afastado do projeto - “ Quando você esta no caminho deles , eles simplesmente te afastam. Jogaram-me para escanteio e depois me demitiram”
Apard Pusztai cientista reconhecido mundialmente perdeu seu emprego quando alertou sobre os alimentos transgênicos.
Em seus testes com ratos alimentados com batata transgênica na Escócia - as batatas transgênicas foram reconhecidas como um organismo estranho havendo um aumento no estimulo reprodutivo e uma aceleração do sistema imunológico dado que contradizia até então tudo que a FDA vinha dizendo em relação a tecnologia.
Um dia após a publicação de uma entrevista e divulgação dos dados o Dr. Apard Pusztai foi demitido e a equipe de pesquisa desfeita.
O documentário também coloca as pressões e impactos que tem ocorridos com os produtores em diferentes países:
O Centro para Segurança Alimentar em Washington DC publicou um estudo sobre produtores processados pela Monsanto por não respeitarem a patente das sementes e descobriu pelo menos 100 processos e muitas falências.
A contaminação mesmo não intencional de uma lavoura de soja por soja transgênica tem sido motivo de ação da Monsanto contra os produtores para receber os royalties.
A semente convencionais registradas são compradas e plantadas como convencionais, mas já vem contaminadas. O produtor prejudicado é alvo de processo que coloca em risco sua propriedade porque a empresa cobra o royalty.
Quem vende a semente não sofre penalização por vender sementes contaminadas, o agricultor sim e o documentário mostra um caso deste.
A Índia o terceiro produtor mundial de algodão foi introduzido o algodão BT.
Em 2006 a safra foi destruída por uma doença que atinge o algodão transgênico e que a propaganda da Monsanto que há uma redução em 78% aplicação de herbicida e produz melhores safras não é verdadeira.
Mesmo que os produtores queiram comprar sementes convencionais eles não as encontram para comprar.
Atualmente na Índia a Monsanto controla praticamente todo o mercado de sementes de algodão e força os agricultores a comprar as sementes a preços 4 vezes superiores das sementes convencionais e os produtores são obrigados a recorrer a agiotas e quando a safra é ruim vão a falência.
Kishor Tiwari mostra o mapa do algodão cultivado na Índia. No primeiro ano tiveram 600 suicídios e no segundo ano que ainda não havia terminado já tiveram 680 suicídios.
Eles colocam que todas estas biotecnologias estão deixando os produtores na total dependência o mercado porque você tem pagar muito mais pelas sementes e também tem que comprar o herbicida.
Ignácio Chapela, PhD University of Califórnia , Berkeley trabalhou durante 15 anos com comunidades indígenas em Oaxaca, México.
O México por ser o centro de origem do milho tem uma enorme biodiversidade e para preservá-la proibiu o plantio do milho transgênico, mas devido ao um acordo assinado não pode proibir a importação do milho americano;
Segundo estudo realizado pelo professor Dr. Ignácio Chapela os transgênicos já contaminaram o milho mexicano.
Espécies locais mantidas e cuidadas pelas populações indígenas há milhares de anos já tinha sido atingidas por contaminação transgênicas principalmente dos EUA.
O trabalho de Ignácio Chapela provocou uma reação violenta no México.
Aldo Gonzáles President of na organization for the indigenous population - diz: nós andamos perguntando se esta contaminação não seria intencional se o centro de origem do milho for contaminado , o resto do mundo virá atrás . A contaminação beneficia apenas as multinacionais como a Monsanto
E qual foi a reação da Monsanto?
A Monsato consegui a demissão do professor Dr. Ignácio Chapela.
Jonathan Matthews President of GM Watcn coloca: “trata-se de uma organização que esta determinada a forçar a entrada de seus produtos, no mundo inteiro e determinada a acabar com a reputação de quem quer que se coloque em seu caminho.
O documentário também coloca que a partir da Argentina a semente transgênica se espalha misteriosamente para os países vizinhos como o Brasil e o Paraguai.
Em 2005 o Paraguai legalizou os plantios contrabandeados.
Roberto Franco Secretário da Agricultura do Paraguai coloca: vimo-nos forçado a autorizar as sementes transgênicas porque elas já haviam entrado no pais de uma forma não ortodoxa.
Parece que vimos este mesmo filme se repetir no Brasil?
O documentário trás o impacto sócio-ambiental que a soja transgênica trouxe para os agricultores do Paraguai.
O Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimeno (MAPA) produziu m 2009 uma cartilha para informar o consumidor
sobre os benefícios da produção de alimentos sem agrotóxicos.
O livreto Produtos Orgânicos – O Olho
do Consumidor, Ilustrado pelo cartunista Ziraldo.
Em 03
de dezembro se comemora oDia Internacional do Não Uso de Agrotóxicos,
com o objetivo de fazer um chamado à reflexão e tomada de consciência por parte
dos governantes sobre o grave problema social e ambiental gerado pela
fabricação, uso e disposição final dos agrotóxicos.
O dia foi escolhido para
lembrar oDesastre de Bhopal, ocorrido em 03
de dezembro de 1984, na região de Bhopal, Índia, quando uma fábrica da empresaUnion
Carbidedeixou
vazar 27 toneladas do gás mortal isocianato de metila.
Nenhum dos seis sistemas de
segurança projetados para conter um possível vazamento estava em funcionamento,
o que permitiu que o gás se dissipasse por toda a cidade. Meio milhão de
pessoas foram expostas, das quais até o momento 25 mil já morreram.
A data foi estabelecida
pelas 400 organizações de 60 países que compõem a Rede de Ação contra
Pesticidas (PAN International –Pesticides Action Network).
Atualmente, em Bhopal, 100
mil pessoas são doentes crônicas pelos efeitos desse desastre. Essas doenças
incluem cegueira, transtornos respiratórios e ginecológicos. O lugar nunca foi
devidamente descontaminado e segue envenenando os moradores de Bhopal. Outras
30 mil pessoas estão doentes pela contaminação de seus poços e encanamentos com
produtos químicos que escapam das instalações abandonadas, cheias de venenos. A
Union Carbide e sua proprietária, aDow Chemical, continuam negando a
responsabilidade pela intoxicação e se negam a limpar a fábrica.
Os riscos da fabricação e
uso destas substâncias seguem vigentes e continuarão existindo sempre, enquanto
elas existirem.