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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Alto índice de agricultores gaúchos com câncer põe agrotóxicos em xeque

BBC Brasil
Falta da proteção necessária é um dos principais problemas
Falta da proteção necessária é um dos principais problemas

PAULA SPERB, na FSP
BBC BRASIL
O agricultor Atílio Marques da Rosa, 76, andava de moto quando sentiu uma forte tontura e caiu na frente de casa em Braga, uma cidadezinha de menos de 4.000 habitantes no interior do Rio Grande do Sul. "A tontura reapareceu depois, e os exames mostraram o câncer", conta o filho Osmar Marques da Rosa, 55, que também é agricultor.
Seu Atílio foi diagnosticado há um ano com um tumor na cabeça, localizado entre o cérebro e os olhos. Por causa da doença, já não trabalha em sua pequena propriedade, na qual produzia milho e mandioca. Para ele, o câncer tem origem: o contato com agrotóxicos, produtos químicos usados para matar insetos ou plantas dos quais o Brasil é líder mundial em consumo desde 2009.
"Meu pai acusa muito esse negócio de veneno. Ele nunca usou, mas as fazendas vizinhas sempre pulverizavam a soja com avião e tudo", diz Osmar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Pulverização de inseticidas em áreas urbanas: uma demanda do mercado, não da Saúde

Pesquisador da Fiocruz alerta: Pulverizar cidades com agrotóxicos é demanda da indústria, apoiada pela bancada ruralista

Pulverização de inseticidas em áreas urbanas: uma demanda do mercado, não da Saúde

A Lei nº 13.301/2016 aprovada pelo presidente interino Michel Temer nesta terça-feira, 28/6/2016, que dispõe sobre medidas de controle do mosquito Aedes aegypti, autorizando a pulverização aérea de inseticidas em áreas urbanas, consiste em um equívoco e um enorme perigo.

De acordo com o texto, fica permitida a “incorporação de mecanismos de controle vetorial por meio de dispersão por aeronaves mediante aprovação das autoridades sanitárias e da comprovação científica da eficácia da medida”.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

“Milhares estão com câncer na região por causa dos agrotóxicos”, afirma promotor



Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil, esse crescimento foi de 190%, de acordo com dados divulgados pela Anvisa. Segundo o Dossiê Abrasco – um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Agricultura orgânica vai ajudar o Brasil a alcançar desenvolvimento sustentável exigido pela ONU

A agricultura orgânica no Brasil tem um grande caminho a percorrer: menos de 1% da área agricultável do país é utilizado para o plantio agroecológico (Foto: USDA/CCommons)

A agricultura orgânica terá papel fundamental para o Brasil alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). A opinião é da ambientalista e urbanista Nina Orlow, que falou sobre o tema durante coletiva de imprensa na Bio Brazil Fair 2016, que acontece em São Paulo (SP).

Alimentos orgânicos auxiliam desempenho de atleta olímpico

Henrique Avancini, representante do Brasil nas competições de mountain bike das Olimpíadas, afirma que a alimentação orgânica melhorou sua performance.



Os atletas olímpicos e de alto nível de competitividade, que adotam dietas nutricionais controladas, também se favorecem da produção de alimentos sustentáveis, fruto do trabalho diário de inúmeros produtores rurais. A alimentação equilibrada e saudável, segundo médicos, nutricionistas e preparadores físicos, vem ajudando esportistas das mais variadas modalidades em seus treinos e competições, com resultados muito positivos.

domingo, 31 de julho de 2016

Brasileiros colocam a mão na terra e produzem alimentos que consomem

Hortas se multiplicam no meio do concreto. Volta às raízes tem ligação muito forte com uma maior preocupação com a alimentação.



Fonte: Globo Repórter

No século passado, São Paulo ganhou fama como a cidade mais urbanizada do Brasil. Um gigantesco emaranhado de prédios e avenidas. Mas neste século o cinza do concreto passou a ser salpicado de pontos verdes. No centro nervoso da cidade, na avenida mais famosa de São Paulo, tem uma horta comunitária. Em plena Avenida Paulista, é uma semente germinando ideias, cultivando a resistência. É um chamado de volta para algo que fomos esquecendo.


“A minha família veio do interior. Os meus pais trabalharam em fazenda, trabalharam na terra. Depois o tempo passa, você vem morar em apartamento e acaba abandonando isso. Então isso é como retomar uma história da vida onde você tem essa relação com a terra”, conta o advogado Luciano Santos.

Veja o vídeo completo com a reportagem : AQUI




Essa volta não é só do Luciano. É de milhões de pessoas no Brasil e no mundo. E tem uma ligação muito forte com uma maior preocupação com o que comemos. Em São Paulo, essa revolução brota no concreto mesmo. Em postes, calçadas, vitrines de lojas, praças.

No horizonte de prédios, a varanda da arquiteta Luciana Cury virou um micro-oásis orgânico por causa de uma rúcula.

“Comprei sementes de rúcula porque senti um cheiro estranho nas rúculas de supermercado, isso era no comecinho dos anos 2000, final da década de 90. Falei, nossa é estranho porque eu sinto um cheiro que parece um veneno”, lembra.

E por causa de uma rúcula, um vasinho de plantas na varanda, um monte de sentimentos, de lembranças invadiram a vida da Luciana.

“Eu lembro da minha avó plantando, pegando hortelã fresca para pôr na comida. Eles eram libaneses, então tem toda uma tradição de tempero em família libanesa”, conta.

E quando a Luciana abriu os olhos, não tinha mais varanda.

“Eu me lembro que eu plantei salsa, e a salsa bombou. Eu falei: ‘uau, que delicia, eu vou comer salsa fresca e tal’. E aí a partir da salsa eu comecei a experimentar um monte de outras coisas”, diz.

domingo, 24 de julho de 2016

Resíduos de herbicidas na água diminui imunidade de peixes

Publicada em: O Nacional
Cuidado com a contaminação da água por defensivos agrícolas é de extrema importância para evitar redução da produtividade
Crédito: Divulgação

Pesquisa realizada na UPF mostrou que o herbicida atrazina prejudica a saúde dos peixes, deixando-os menos resistentes a infecções.

O jundiá é um peixe nativo da América do Sul com presença significativa na alimentação da população. No sul do Brasil, as áreas vizinhas à piscicultura são frequentemente agrícolas, onde ocorre o uso de defensivos, como herbicidas, que contaminam as águas. 

Os efeitos de um desses produtos na saúde dos peixes foi analisado pela mestranda Karina Kirsten, do Programa de Pós-Graduação em Bioexperimentação da Universidade de Passo Fundo (PPGBioexp/UPF). O trabalho, intitulado “Atrazina reduz a expressão de genes imunológicos em peixes”, mostrou que o herbicida atrazina prejudica a saúde dos peixes, deixando-os menos resistentes a infecções.

sábado, 16 de julho de 2016

ANVISA divulga lista dos alimentos com maior nível de contaminação


do Site Saúde Popular

Se você acha que frutas e legumes eram saudáveis, é melhor rever seus conceitos. Ao invés de nutrientes, você pode estar ingerindo produtos tóxicos que fazem muito mal para sua saúde

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou uma lista com alimentos considerados saudáveis por todos, mas que em testes exibiram alto nível de contaminação por agrotóxicos.

Para fazer o levantamento, a Anvisa levou em consideração dois pontos fundamentais: