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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Agrotóxicos impactam o sangue e afetam doadores, diz dissertação defendida na USP.

Estudo na Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto diz que glifosato pode promover alterações hepáticas e levar a danos ao fígado e anemia



Os agrotóxicos afetam também o sangue. Dos doadores aos receptores de transfusões. É o que diz uma dissertação de mestrado defendida este ano na Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, e publicada nesta quinta-feira (10/08).

Os dados obtidos pela pesquisadora Fortuyée Rosa Meyohas Neves indicam menor sobrevida de plaquetas e hemácias do sangue nas populações expostas a agrotóxicos. “E que há metabólitos de agrotóxicos no plasma de indivíduos, potenciais doadores de sangue, expostos aos agrotóxicos”, escreve ela já na introdução.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Estudo revela que agricultores familiares não têm condições de cumprir normas de uso seguro dos agrotóxicos




Texto: MANUEL ALVES FILHO Fotos: Antoninho Perri Edição de Imagens: Diana Melo

No Brasil, o conceito de uso seguro relacionado aos agrotóxicos é uma falácia.

A constatação, em tom de alerta, é da dissertação de mestrado do farmacêutico Pedro Henrique Barbosa de Abreu, defendida recentemente na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, sob a orientação do professor Herling Alonzo.

De acordo com o pesquisador, as normas contidas na denominada Lei dos Agrotóxicos, sancionada em 1989, bem como as diversas e complexas medidas técnicas descritas nos manuais de segurança, elaborados pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef, que representa as indústrias químicas) e por instituições públicas de saúde, meio ambiente e agricultura, não podem ser cumpridas, principalmente por parte dos agricultores familiares, que não dispõem de informações e nem de recursos para tal.

 “Ou seja, quando o assunto é agrotóxico, não se pode falar em uso seguro no país”, sustenta o autor do trabalho.

sábado, 26 de outubro de 2013

O uso abusivo de agrotóxicos frente ao direito do consumidor

 
Aluer Baptista Freire Júnior, Jarbas de Sá Viana Filho (*)
Resumo: O presente trabalho tem por objetivo analisar o controle da aplicação indiscriminada de agrotóxicos nos produtos agrícolas em face ao direito do consumidor. A falta de interesse, motivada por questões econômicas e políticas, está nos levando a um quadro extremamente preocupante, quanto à qualidade de produtos consumidos e a saúde dos consumidores, produtores e trabalhadores rurais e a conservação do Meio Ambiente. Dessa forma se faz necessário observar as normas consumeristas para que o destinatário final do produto tenha consciência daquilo que esta adquirindo e o possível risco a saúde que poderá ocorrer em virtude da ingestão de produtos em que foram utilizados agrotóxicos durante todo procedimento de cultivo.

Palavras Chaves: Agrotóxico – Consumidor – Qualidade – Trabalhador rural – Meio ambiente

Abstract: This study aims to analyze the control of the indiscriminate application of pesticides in agricultural products in the face of consumer law. The lack of interest, motivated by economic and political issues, is leading us to an extremely worrying about the quality of products consumed and the health of consumers, farmers and rural workers and preserving the environment. Thus it is necessary to observe the rules consumeristas to the final recipient of the product to be aware of what this acquiring and possible health risks that may occur due to the ingestion of pesticides that were used throughout the procedure of cultivation.

Keywords: pesticides–consumer – quality– ruralworker– environment

1.O USO DE AGROTÓXICOS NO BRASIL
O tema é extremamente preocupante e polêmico, pois não só envolve o risco a saúde de consumidores, produtores e trabalhadores rurais, como também questões de interesse econômico nacional e global. O mercado de defensivos agrícolas de grandes multinacionais, entre elas “Bayer, Basf, Syngenta e Monsanto” e outras questões não menos importantes como as de natureza do consumo e da conservação ambiental.

Antes de iniciarmos o debate, conceituaremos agrotóxicos. Sob o foco da Lei Federal de nº 7.802/89, é possível conceituá-los como sendo:


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Pesquisa da Faculdade de Medicina traz avanços na prevenção do câncer de medula



Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará desenvolveram um método inédito de identificação de alterações genéticas que, se não diagnosticadas precocemente, podem levar ao câncer de medula óssea e a outras neoplasias. O trabalho foi feito com 50 agricultores do município de Limoeiro do Norte, a 167 km de Fortaleza, expostos a grandes volumes de agrotóxicos devido ao cultivo da banana, um dos principais produtos agrícolas da região. Ao investigarem a estrutura de cromossomos coletados diretamente na medula dos trabalhadores, os pesquisadores da UFC verificaram a existência de mutações genéticas graves em 25% dos casos, percentual considerado "alarmante". Nesses agricultores, foram identificadas alterações nos cromossomos 5, 4, 7 e 11 – quadro semelhante ao de pacientes com leucemia. Dos 50 agricultores, sete também apresentaram mutação no gene TP53, indicativa do mais alterado dos diversos tipos de câncer.


Os resultados foram obtidos durante a pesquisa de mestrado do aluno Luiz Ivando Pires, sob a orientação do Prof. Ronald Pinheiro, do Laboratório de Citogenômica do Câncer, da UFC. Segundo Pinheiro, alguns cientistas já vinham tentando investigar a relação entre o uso de agrotóxicos e as mutações genéticas capazes de provocar o câncer. Entretanto, como as avaliações eram feitas com base em cromossomos retirados do sangue periférico (de outras partes do corpo), os resultados não eram satisfatórios.

O Prof. Ronald explica que as alterações cromossômicas não significam, necessariamente, a presença do câncer no indivíduo, mas acendem o sinal de alerta para os cuidados com a prevenção. Daí a importância da pesquisa. "Essas alterações aparecem antes de o câncer se manifestar. Se a gente retira as pessoas dessa exposição ao agrotóxico, pode evitar que ela desenvolva a doença. Se ela continuar, ficar doente é questão de tempo", explicou. De acordo com o pesquisador, o uso de materiais de proteção, como luvas e máscaras, podem amenizar os efeitos da exposição de agrotóxicos.

A expectativa é que o Governo Federal utilize esses dados para pensar formas de reduzir os riscos dos trabalhadores em cenário semelhante. A pesquisa é patrocinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

OUTROS DETALHES – Os resultados do estudo serão detalhados na próxima segunda-feira (8), durante a defesa da dissertação do mestrando Luiz Ivando, intitulada "Estudo das alterações citogenômicas da medula óssea de trabalhadores rurais expostos a agrotóxicos". Será às 14h, no Auditório Paulo Marcelo (Campus do Porangabuçu). A apresentação é aberta ao público.

Fonte: Prof. Ronald Pinheiro, do Departamento de Medicina Clínica da UFC – fone: 85 3366 8052


PARA APROFUNDAR clique nos textos abaixo:



O biomonitoramento genético de populações expostas a potenciais cancerígenos é um sistema de alerta precoce para doenças genéticas ou canceres. Ele também permite a identificação de fatores de riscos em um momento quando as medidas de controle ainda podem ser implementadas. Segundo ainda o mesmo autor : " Nos anos recentes, o teste cometa, também conhecido como eleletroforese em gel de agarose, tem sido um importante marcador para avaliar danos em populações expostas ambientalmente ou ocupacionalmente a poluentes do ar, metais pesados, pesticidas, radiações e outros xenobióticos. O trabalho completo - Avaliação das alterações hematológicas, bioquímicas e genotóxicas nos trabalhadores expostos a agrotóxicos em municípios do estado do Piauí, poderá ser consultado clicando neste texto.






sábado, 6 de julho de 2013

Novo biossensor atrai atenção de empresas e pesquisadores



Já existem empresas e pesquisadores brasileiros interessados em produzir o biossensor inteligente de baixo custo capaz de detectar a presença de pesticida na água, no solo e em alimentos contaminados, desenvolvido pelos pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em parceria com o Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP). 

Essa informação foi repassada pelo professor pesquisador do Instituto de Física da UFMT, Romildo Jerônimo Ramos, orientador da dissertação do mestrado em Física, na área de caracterização de materiais, da pós-graduanda do IFSC, Izabela Gutierrez de Arruda, que resultou no novo biossensor.

Izabela Gutierrez graduou-se em Matemática e o pesquisador recorda que decidiu direcionar a dissertação de mestrado dela para a Física Aplicada. Esse projeto foi concebido em maio de 2011. Eles utilizaram os laboratórios do Instituto de Física e do Departamento de Química, que foi cedido pelo professor Ailton Terezo. “Ficamos o mês de julho inteiro, de 2011, trancados no laboratório para construir o sensor”, diz. Ele ainda observa que a defesa de dissertação, em dezembro de 2011, foi fechada, pois havia o pedido de patente que envolve um processo demorado. Segundo ele, o pedido de registro de patente, o primeiro da UFMT em 40 anos, demorou nove meses.

Todo o trabalho foi desenvolvido nos laboratórios da UFMT com a parceira dos professores pesquisadores do Instituto de Física da USP São Carlos, Nirton Cristi Silva Vieira (co-orientador do mestrado) e Francisco Eduardo Gontijo Guimarães, que decidiram apoiar o projeto e disponibilizaram o laboratório de pesquisa do IFSC. O trabalho conjunto IFSC-USP e UFMT resultou na construção e pedido de patenteamento de um biossensor capaz de, em minutos, detectar a existência do pesticida metamidofós nos lençóis freáticos e nas grandes lavouras.

Os professores Romildo Ramos e Francisco Guimarães integram a rede do Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica (INEO/Finep), composto por 42 pesquisadores doutores distribuídos em 9 Estados cobrindo as regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste do país. O INEO está concentrado em pesquisas envolvendo diferentes classes de materiais orgânicos, foto- e/ou eletroativos, nas áreas de síntese orgânica, estudo de propriedades estruturais, ópticas e elétricas, teoria de transporte em dispositivos e em estrutura eletrônica em nível molecular, processamento e possíveis aplicações dos dispositivos.
Impacto ecológico

Este biossensor foi construído exclusivamente para detectar o pesticida metamidofós, mas ele está também preparado para ser adaptado para a detecção de outros pesticidas que pertençam às classes dos organofosforados ou carbamatos, o que aumenta a sua utilidade e importância.

Esse pesticida metamidofós não esta mais sendo comercializado, desde 2012, porém seus efeitos demoram por aproximadamente 10 anos. O pesticida metamidofós não só era largamente utilizado nos trabalhos agrícolas do Estado de Mato Grosso, como também em todo o país e, por ser extraordinariamente forte, penetra facilmente no solo e, consequentemente, nos lençóis freáticos. Devido à sua composição química, este pesticida interage livremente no sistema nervoso central do ser humano, atacando-o rapidamente, causando danos irreversíveis no cérebro, podendo levar à morte.

O biossensor é de fácil construção, sendo constituído por uma película muito fina – nanométrica, onde é imobilizada a enzima acetilcolinesterase (exatamente igual à que existe no cérebro humano). Quando a enzima entra em contato com as moléculas do pesticida, sua ação é inibida, produzindo menos prótons quando comparado com a enzima sem a presença do pesticida: essa diferença de prótons é lida e mostrada num pequeno aparelho onde é introduzida essa película, acusando, assim, os índices de contaminação.
Para os pesquisadores da UFMT e do IFSC/USP, este é um daqueles trabalhos que visam diretamente o bem-estar social e de impacto ecológico. Atualmente, todas as análises referentes à contaminação por pesticidas em Mato Grosso são enviadas para São Paulo ou Rio de Janeiro.

Fonte da notícia:

domingo, 24 de março de 2013

A atuação do enfermeiro na prevenção dos efeitos nocivos causados pelo uso indiscriminado do inseticida malation - Monografias.com

A atuação do enfermeiro na prevenção dos efeitos nocivos causados pelo uso indiscriminado do inseticida malation - Monografias.com: "A atuação do enfermeiro na prevenção dos efeitos nocivos causados pelo uso indiscriminado do inseticida malation"


Resumo

O malation é um inseticida organofosforado amplamente utilizado no Brasil e é responsável por inúmeros casos de intoxicações por agrotóxicos no país. A partir daí, torna-se importante o estudo de suas características, mecanismo farmacológico e toxicológico, manifestações clínicas por exposição, os tipos de diagnósticos e tratamentos disponíveis. Dentro desse contexto, este trabalho trata-se de uma revisão bibliográfica que tem como objetivo verificar não somente os possíveis danos à saúde humana causado pelo uso indiscriminado do inseticida malation como também, reunir informações sobre agrotóxicos, identificar locais e grupos expostos a estes agentes tóxicos, analisar a epidemiologia de intoxicação por agrotóxico no Brasil, expor os tipos de intoxicação, verificar as medidas preventivas e de pronto-socorro de intoxicação descrevendo as ações do enfermeiro na prevenção, promoção e vigilância das intoxicações por malation.
Palavras-chave: Malation. Organofosforado. Inseticida. Intoxicação. Saúde Ocupacional. Saúde pública. Prevenção.

sábado, 2 de março de 2013

EFEITO DE SOLUÇÕES DE ENXÁGUE NA REMOÇÃO DE RESÍDUOS DE MANCOZEB EM TOMATES DE MESA


Interação de resíduos de agrotóxicos em banana, maçã e tomate é prejudicial à saúde




Uma pesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP analisou a interação de resíduos de agrotóxicos permitidos pela legislação, em banana, na maçã e no tomate. Os resultados apontaram riscos de efeitos tóxicos à saúde humana.

A engenheira agrônoma Rita de Cássia Lourenço escolheu esses três alimentos por serem relevantes na dieta do brasileiro. Em geral, são consumidos in natura, ou seja, não sofrem nenhum tipo de processamento - como o cozimento, que pode degradar os resíduos.

Em sua dissertação de mestrado apresentada à FSP, Rita utilizou dados do consumo levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) em nove regiões metropolitanas: São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Belém, Fortaleza e Recife. Em seguida, verificou os agrotóxicos autorizados para cada cultura, a quantidade aceitável para os resíduos e para a ingestão diária. O estudo também utilizou dados da Organização Mundial de Saúde e não foram realizados testes em laboratório.

Grupos de agrotóxicos

Os agrotóxicos foram divididos em dois grupos, segundo os efeitos que têm na saúde: o de organoclorados e piretróides, e o de organofosforados e carbamatos. Os primeiros afetam o equilíbrio da bomba Sódio/Potássio, podendo causar danos no sistema nervoso, por exemplo. Já os organofosforados e os carbamatos inibem a ação da enzima acetilcolinesterase, com prejuízo para a transmissão dos impulsos nervosos.

O estudo tem como diferencial o agrupamento das substâncias segundo os efeitos tóxicos. "As análises, geralmente, são feitas com moléculas isoladas. A idéia é chamar a atenção para as interações entre agrotóxicos e para os efeitos que elas podem ter", explica a pesquisadora.

Rita teve que lidar com uma variedade de moléculas nos dois grupos de defensivos. Para a análise ela selecionou as de maior toxicidade e de menor toxicidade.

"Os tomates têm maior risco de interações do que o aceitável, tanto para as moléculas mais tóxicas, do grupo organofosforados e carbamatos, quanto para as menos tóxicas, do grupo organoclorados e piretróides", descreve Rita. "A banana-prata apresentou risco para todas as moléculas dos dois grupos. E a maçã mostrou risco não tolerável para as moléculas menos tóxicas do grupo organoclorados e piretróides. Na banana-d?água e na banana-prata o risco foi aceitável."

Segundo a pesquisadora, os efeitos da interação entre agrotóxicos ainda são pouco mencionados. "Há a necessidade de novos estudos com equipes multidisciplinares envolvendo toxicologistas, nutricionistas, processadores de dados, para que as pessoas tenham o direito de saber o que vão consumir", recomenda. "Os dados gerados devem nortear as decisões das autoridades competentes."

Problemas da legislação

Rita de Cássia verificou ainda que a legislação não considera as diferenças de consumo entre regiões e não prevê variações da quantidade de resíduos permitida para as variedades de alimentos, ou seja, a existência de diferentes tipos de bananas (banana-prata, banana-maçã, banana-d?água), por exemplo, é descartada. Já para o cálculo da ingestão diária aceitável, o problema é que ele é feito com base em um adulto que pese 70kg, não havendo adaptação para crianças, idosos ou convalescentes.


Trabalhos relacionados:

‘Coquetel’ de agrotóxicos ingerido no consumo de frutas e verduras pode causar Alzheimer e Parkinson


Um estudo realizado na Universidade de Aston – Inglaterra , procurou estudar o efeito isolado e o efeito combinado, sobre células de nosso sistema nervoso central, de três fungicidas encontrados com frequência nas prateleiras de hortifrúti: o pirimetanil, o ciprodinil e o fludioxonil.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

A atuação do enfermeiro na prevenção dos efeitos nocivos causados pelo uso indiscriminado do inseticida malation por Ana Cláudia de Sena Firmino

Resumo
O malation é um inseticida organofosforado amplamente utilizado no Brasil e é responsável por inúmeros casos de intoxicações por agrotóxicos no país. A partir daí, torna-se importante o estudo de suas características, mecanismo farmacológico e toxicológico, manifestações clínicas por exposição, os tipos de diagnósticos e tratamentos disponíveis. Dentro desse contexto, este trabalho trata-se de uma revisão bibliográfica que tem como objetivo verificar não somente os possíveis danos à saúde humana causado pelo uso indiscriminado do inseticida malation como também, reunir informações sobre agrotóxicos, identificar locais e grupos expostos a estes agentes tóxicos, analisar a epidemiologia de intoxicação por agrotóxico no Brasil, expor os tipos de intoxicação, verificar as medidas preventivas e de pronto-socorro de intoxicação descrevendo as ações do enfermeiro na prevenção, promoção e vigilância das intoxicações por malation.

Palavras-chave: Malation. Organofosforado. Inseticida. Intoxicação. Saúde Ocupacional. Saúde pública. Prevenção.


EXPOSIÇÃO A AGROTÓXICOS NA ATIVIDADE AGRÍCOLA: UM ESTUDO DE PERCEPÇÃO DE RISCOS Á SAÚDE DOS TRABALHADORES RURAIS NO DISTRITO DE PAU FERRO – SALGUEIRO-PE RECIFE


Este é um  trabalho que vale a pena estudar para termos uma percepção mais real do que acontece no dia a dia com os trabalhadores rurais no Brasil, como um todo,  principalmente os da agricultura familiar.


Na verdade os governos ao estimular, apoiar e inclusive - praticamente obrigar os agricultores a comprar e usar esse produtos, através das politicas agrícolas,  são os primeiros responsáveis pelos danos que essas substâncias trazem ao trabalhador rural, meio ambiente e consumidor.

Isso fica bastante explicito em parte do texto que diz "seguro agrícola também obrigava a compra de agrotóxicos. No caso de perca da safra por pragas, o seguro não seria pago nos casos em que o agricultor não comprovasse a compra de agrotóxicos".

Segue abaixo um pequeno texto tirado da dissertação - Exposição a agrotóxicos na atividade agrícola: um estudo da percepção de riscos á saúde dos trabalhadores rurais no distrito de Pau Ferro - Salgueiro - PE


A maioria dos trabalhadores rurais desconhece os riscos que os agrotóxicos podem
ocasionar na saúde humana; misturam mais de um produto, utilizando as próprias mãos, sem
proteção para manipular os produtos; adquirem os produtos sem orientações técnica
qualificada e em locais não autorizados para comercializar; guarda incorretamente os
produtos, normalmente em sua residência, junto com objetos pessoais e com acesso facilitado
ou expostos nas propriedades, nas áreas de aplicação; não utilizam equipamentos de proteção
individual durante a aplicação dos agrotóxicos e na presença de pessoas próximas. É possível
verificar a participação de toda a família no trabalho rural, incluindo marido, esposa e filhos

Procurando analisar a percepção dos trabalhadores rurais acerca dos riscos e danos à
saúde decorrentes da exposição a agrotóxicos, esse estudo será conduzido procurando
responder as seguintes questões: Qual a percepção dos trabalhadores rurais sobre os riscos à
saúde decorrentes da exposição a agrotóxicos? Como os riscos decorrentes da exposição a
agrotóxicos, no processo de trabalho agrícola, comprometem a saúde dos trabalhadores?
Para isso traz como hipótese:
a) O processo de produção, as práticas e atitudes dos trabalhadores
rurais durante a utilização dos agrotóxicos se caracterizam por apresentar
riscos potencias a saúde da população. Esses riscos e danos à saúde
decorrentes da exposição a agrotóxicos não são percebidos pelos
trabalhadores rurais que manipulam os produtos
b) Os principais problemas de saúde que acometem a população
local e são percebidos pelos trabalhadores rurais guardam relação com a
utilização de agrotóxicos. ( M. A. S. Magalhães, 2010. pag 20 e 21)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

DOSSIÊ DA ABRASCO PARTE 1, 2 e 3 - AGROTÓXICOS e SEUS IMPACTOS

Este dossiê é um alerta da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrascp) à sociedade
e ao Estado brasileiro. Registra e difunde a preocupação de pesquisadores, professores e
profissionais com a escalada ascendente de uso de agrotóxicos no país e a contaminação do
ambiente e das pessoas dela resultante, com severos impactos sobre a saúde pública e a segurança
alimentar e nutricional da população.

Expressa, assim, o compromisso da Abrasco com a saúde da população e o enfrentamento
da insegurança alimentar e nutricional, no contexto de reprimarização da economia, da expansão
das fronteiras agrícolas para a exportação de commodities, da afirmação do modelo
da modernização agrícola conservadora e da monocultura químico-dependente. Soja, canade-
açúcar, algodão, tabaco e eucalipto são exemplos de cultivos que vêm ocupando cada vez
mais terras agricultáveis, com o objetivo de alimentar o ciclo dos agrocombustíveis, da celulose
ou do ferro-aço, e não as pessoas. Esses cultivos avançam sobre biomas como o cerrado
e Amazônia, impondo limites ao modo de vida e à produção camponesa de alimentos. Eles
consumem cerca de metade dos mais de um bilhão de litros de agrotóxicos anualmente despejados
em nossa Terra.

A identificação de numerosos estudos que comprovam os graves e diversificados danos à
saúde provocados por estes biocidas impulsiona o lançamento deste dossiê. A amplitude da
população à qual o risco é imposto, dado já muito evidenciado em dados oficiais, reforça a relevância
deste documento: são trabalhadores das fábricas de agrotóxicos, da agricultura, da saúde
pública e outros setores; população do entorno das fábricas e das áreas agrícolas; além dos
consumidores de alimentos contaminados – o que representa praticamente toda a sociedade,
que tem seu direito humano à alimentação saudável e adequada violado.

A iniciativa do dossiê nasce dos diálogos da Abrasco com os desafios contemporâneos,
amadurecido em pesquisas, Congressos, Seminários e nos Grupos de Trabalho, especialmente
de Saúde e Ambiente, Nutrição, Saúde do Trabalhador e Promoção da Saúde. Alimenta-se no
intuito de contribuir para o efetivo exercício do direito à saúde e para a consolidação de políticas
públicas responsáveis por esta garantia.

Ao mesmo tempo em que nos instigou a um inovador trabalho interdisciplinar em busca
de compreender as diversas e complexas facetas da questão dos agrotóxicos, a elaboração do
dossiê nos colocou diante da enormidade do problema e da tarefa de abordá-lo adequadamente.
Reconhecendo nossos limites, assumimos abrir mão de preparar um documento exaustivo e
completo, para não postergar a urgente tarefa de trazer a público o problema.

A expectativa é mobilizar positivamente os diferentes atores sociais para a questão, prosseguindo
na tarefa de descrevê-la de forma cada vez mais completa, caracterizar sua determinação
estrutural, identificar as lacunas de conhecimento e, muito especialmente, as lacunas de
ação voltada para a promoção e a proteção da saúde da população e do planeta.











Veja Também:


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Se não é seguro para Respirar ... seria seguro para COMER?




Um estudo realizado na Universidade de Aston – Inglaterra , procurou estudar o efeito isolado e o efeito combinado, sobre células de nosso sistema nervoso central, de três fungicidas encontrados com frequência nas prateleiras de hortifrúti: o pirimetanil, o ciprodinil e o fludioxonil.

Resultado: os danos infligidos às células são até vinte ou trinta vezes mais graves quando os pesticidas são associados. “Substâncias que são conhecidas por não afetarem a reprodução humana e o sistema nervoso e não serem cancerígenas, combinadas possuem efeitos inesperados”, resume um dos autores do estudo, o biólogo molecular Claude Reiss, ex-diretor de pesquisa do CNRS e presidente da associação Antidote Europe.

“Observamos o agravamento de três tipos de impactos”, detalha o pesquisador francês: “A viabilidade das células é degradada; as mitocôndrias, que são as ‘baterias’ das células, não conseguem mais alimentá-las com energia, o que desencadeia a apoptose, ou seja, a autodestruição das células; por fim, as células são submetidas a um stress oxidante muito poderoso, possivelmente cancerígeno e que pode levar a efeitos em cascata”.

Entre as possíveis consequências de tais agressões sobre as células, os pesquisadores citam o risco de uma vulnerabilidade crescente a doenças neurodegenerativas como o Mal de Alzheimer, de Parkinson ou a esclerose múltipla. “Nosso estudo aborda um pequeno número de substâncias, trazendo mais perguntas do que respostas, mas esses efeitos foram evidenciados em doses muito pequenas, concentrações próximas às encontradas em nossos alimentos”, observa o professor Coleman (EcoDebate 2012).

Mais informações:

sábado, 15 de setembro de 2012

Estudo do potencial carcinogênico dos agrotóxicos empregados na fruticultura e sua implicação para a vigilância da saúde.


Estudo realizado - CHEILA NATALY GALINDO BEDOR, 2008 - Tese apresentada ao Curso de Doutorado em Saúde Pública do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, Fundação Oswaldo Cruz para obtenção do grau de Doutor em Ciências - que objetivou estudar o potencial carcinogênico dos agrotóxicos utilizados na fruticultura do Vale do São Francisco revelou que para os agrotóxicos mais utilizados, 87% possuem potencia carcinógenos e 7% são potencialmente pré – carcinógenos, indicando uma evidente situação de vulnerabilidade para o câncer.



Cancer e agrot fruticultura from siqueiradamata

Para aprofundar:


Exposição a agrotóxicos pode causar alterações no DNA, mostra pesquisa

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Exposição a agrotóxicos pode causar alterações no DNA, mostra pesquisa

Os resultados de uma pesquisa apresentada na Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves (RS), pela bióloga geneticista Juliana da Silva, professora da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) reforçam um aviso sempre necessário: os agricultores devem utilizar equipamentos de proteção (EPIs) para lidar com os agrotóxicos.

A pesquisa, realizada pela Ulbra, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade de Caxias do Sul (UCS), analisou, de 2001 a 2003, as células de 108 viticultores da cidade de Caxias do Sul (RS), todos homens, expostos a agrotóxicos há cerca de 30 anos. Foram detectadas lesões no DNA de todos os produtores, sendo que eles apresentaram aproximadamente seis vezes mais lesões no DNA do que um grupo de pessoas não expostas aos agrotóxicos. A geneticista explica para os leigos:

– Alteração no DNA significa que a célula avaliada possui quebras. Muitas vezes as células não conseguem consertar essas quebras e acabam morrendo. Se ela morrer, o organismo tem que produzir mais células, e, nesse sistema de morre e produz, a célula pode ter algum problema e começar a se dividir sem parar. É aí que pode surgir um tumor.

Os danos das células, segundo Juliana, podem se acumular no sistema de uma pessoa, causando, no caso dos expostos aos pesticidas, não somente câncer, mas outras doenças, como Alzheimer.

– Alegaram ter incidência de câncer na família 40% dos entrevistados. Ainda foram observados problemas reprodutivos em aproximadamente 18% deles – afirma Juliana.
Quanto ao uso de equipamentos de proteção, a maioria dos entrevistados da pesquisa disse utilizar. Mas, segundo ela, quando a equipe visitava as propriedades não via isso na prática.

– Mas comprovamos que quem não usava máscara tinha dano maior do que os que usavam tudo, menos a máscara – diz ela, reforçando a importância do uso das proteções.

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caxias do Sul diz incentivar o uso dos equipamentos, em prol da saúde de seus associados, segundo o vice-presidente da entidade, Rudimar José Menegotto.

– Há dez, 15 anos, esses EPIs não eram nem vendidos. Hoje existe a orientação e os produtos podem ser adquiridos a um custo razoável. A gente incentiva, mas não podemos obrigar. Cada um faz o que quer – ressalta Menegotto.

Para aplicar agrotóxicos é necessário utilizar: calça de tecido hidrorrepelente, viseira para proteção facial, jaleco de manga comprida, boné tipo touca árabe, avental de bagum e luva de nitrila. Um kit com todas essas peças custa cerca de R$ 55. Botas plásticas podem ser compradas a cerca de R$ 28 e a máscara de dois filtros para eliminar o cheiro dos produtos, por R$ 120. Os EPIs são vendidos em lojas agrícolas.

Um dos participantes da pesquisa foi um agricultor caxiense, hoje com 52 anos (ele preferiu não se identificar). Era ainda criança quando teve uma intoxicação por agrotóxico que o fez vomitar espuma por 25 horas. Aos 16 anos de idade, o jovem produtor aprendeu que o cuidado com o trato dos pesticidas deveria ser levado a sério durante toda sua vida, se não quisesse colocá-la em risco.

O agricultor lembra de ter aplicado o veneno na plantação de repolho em uma manhã de sol, na propriedade da família. O agrotóxico era tão forte que, segundo ele, seu cheiro era sentido a um quilômetro de distância. Ele não usou nenhum equipamento de proteção, afinal, tratava-se de uma época em que se manuseava os pesticidas despreocupadamente, usando bermuda e chinelo de dedo. Horas mais tarde, ele começou a ter ânsia de vômito. Foi levado ao hospital, onde permaneceu oito dias, com uma intoxicação diagnosticada.

– Até hoje eu trabalho com isso e uso tudo o que precisa. Hoje a gente se cuida – diz.

O agricultor afirma que hoje está bem de saúde, sem resquício algum do veneno. Seu pai, entretanto, que passou a vida toda lidando com pesticidas – grande parte dela sem proteção adequada – faleceu de tumor na próstata anos atrás.

A necessidade de aplicação dos agrotóxicos está muito relacionada ao clima, segundo o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Samar Velho da Silveira. As doenças das plantas se desenvolvem em ambientes de elevada umidade. O que um projeto da Embrapa defende é que se a chuva dá uma trégua durante uma semana, por exemplo, nesse período o produtor não precisa aplicar o agrotóxico.

– Há uma repetição excessiva no uso de agrotóxico. Às vezes, para garantir a produção, se aplica mais do que o necessário. Há possibilidade de reduzir, desde que se faça monitoramento das pragas que atacam o vinhedo – salienta Silveira.

Fonte: http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2011/09/exposicao-a-agrotoxicos-pode-causar-alteracoes-no-dna-mostra-pesquisa-3501392.html

Veja Também:


Uso de agrotóxicos oferece riscos à saúde e ao meio-ambiente, alerta pesquisa

http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/09/uso-de-agrotoxicos-oferece-riscos-saude.html


Pesquisa aponta aumento de danos no DNA de viticultores




segunda-feira, 13 de agosto de 2012

‘Coquetel’ de agrotóxicos ingerido no consumo de frutas e verduras pode causar Alzheimer e Parkinson





Comer cinco frutas e legumes por dia é bom para a saúde. Não tão bom é o “coquetel” de pesticidas ingerido no processo: a mistura dessas substâncias químicas pode multiplicar seus efeitos tóxicos em proporções tão surpreendentes quanto preocupantes, segundo os resultados de um estudo preliminar [A Preliminary Investigation into the Impact of a Pesticide Combination on Human Neuronal and Glial Cell Lines In Vitro] publicado na revista científica “PloS One”. Matéria [L'inquiétant effet cocktail des pesticides sur nos cellules] de Grégoire Allix, Le Monde, no UOL Notícias.

Os testes toxicológicos sistemáticos conduzidos dentro do regulamento europeu Reach visam às substâncias uma por uma. “Sabe-se muito pouco sobre seus efeitos combinados, sendo que somos literalmente cercados por combinações de venenos”, explica o principal autor do estudo, o toxicólogo Michael Coleman, da Universidade de Aston, na Inglaterra.

Sua equipe comparou o efeito isolado e o efeito combinado, sobre células de nosso sistema nervoso central, de três fungicidas encontrados com frequência nas prateleiras de hortifrúti: o pirimetanil, o ciprodinil e o fludioxonil.

Resultado: os danos infligidos às células são até vinte ou trinta vezes mais graves quando os pesticidas são associados. “Substâncias que são conhecidas por não afetarem a reprodução humana e o sistema nervoso e não serem cancerígenas, combinadas possuem efeitos inesperados”, resume um dos autores do estudo, o biólogo molecular Claude Reiss, ex-diretor de pesquisa do CNRS e presidente da associação Antidote Europe.

“Observamos o agravamento de três tipos de impactos”, detalha o pesquisador francês: “A viabilidade das células é degradada; as mitocôndrias, que são as ‘baterias’ das células, não conseguem mais alimentá-las com energia, o que desencadeia a apoptose, ou seja, a autodestruição das células; por fim, as células são submetidas a um stress oxidante muito poderoso, possivelmente cancerígeno e que pode levar a efeitos em cascata”.

Entre as possíveis consequências de tais agressões sobre as células, os pesquisadores citam o risco de uma vulnerabilidade crescente a doenças neurodegenerativas como o Mal de Alzheimer, de Parkinson ou a esclerose múltipla. “Nosso estudo aborda um pequeno número de substâncias, trazendo mais perguntas do que respostas, mas esses efeitos foram evidenciados em doses muito pequenas, concentrações próximas às encontradas em nossos alimentos”, observa o professor Coleman.

O cientista considera urgente popularizar esse tipo de teste, apesar das milhares de combinações possíveis: “Isso permitiria determinar se as misturas são nocivas, para ajudar os agricultores a escolher os produtos que eles utilizam”. O fato de conduzir esses estudos em células humanas e não em ratos, como acontece no procedimento Reach, permitiria diminuir os prazos e os custos, ao mesmo tempo em que fornecem resultados mais confiáveis. “A maior parte das substâncias químicas não são testadas corretamente: não somos ratos de 70 quilos!”, reclama Claude Reiss.

Para o Movimento pelo Direito e pelo Respeito das Gerações Futuras (MDRGF), que cofinanciou o estudo, esses testes são ainda mais necessários pelo fato de que um terço das frutas e legumes fiscalizados pela Direção Geral da Concorrência, do Consumo e da Repressão de Fraudes contém resíduos de vários pesticidas.

“Em 2008, detectamos em um mesmo cacho de uvas os três produtos testados pelo professor Coleman”, lembra François Veillerette, porta-voz do MDRGF. Na época, análises encomendadas pela associação haviam revelado que quase todas as uvas vendidas no grande varejo continham múltiplos pesticidas, totalizando oito substâncias diferentes por cacho, em média.

A associação pede para que a Comissão Europeia “lance sem demora uma estratégia de avaliação global das misturas de produtos químicos” e que “abaixe significativamente os limites máximos de resíduos tolerados nos alimentos, em um cuidado elementar de precaução”.

Tradutor: Lana Lim

A Preliminary Investigation into the Impact of a Pesticide Combination on Human Neuronal and Glial Cell Lines In Vitro
PLoS ONE: Research Article, published 03 Aug 2012 10.1371/journal.pone.0042768

EcoDebate, 10/08/2012


E a realidade brasileira?




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Ligação entre o Mal de Parkinson e pesticidas é oficialmente reconhecida na França

domingo, 18 de dezembro de 2011

A pesquisadora que descobriu veneno no leite materno




A repórter Manuela Azenha esteve em Cuiabá, Mato Grosso, onde assistiu à defesa de tese da pesquisadora Danielly Palma. A ela coube pesquisar o impacto dos agrotóxicos em mães que estavam amamentando na cidade de Lucas do Rio Verde. A seguir, o relato:
Lucas do Rio Verde é um dos maiores produtores de grãos do Mato Grosso, estado vitrine do agronegócio no Brasil. Apesar de apresentar alto IDH (índice de desenvolvimento humano), a exposição de um morador a agrotóxicos no município durante um ano é de aproximadamente 136 litros por habitante, quase 45 vezes maior que a média nacional — de 3,66 litros.
Desde 2006, ano em que ocorreu um acidente por pulverização aérea que contaminou toda a cidade, Lucas do Rio Verde passou a fazer parte de um projeto de pesquisa coordenado pelo médico e doutor em toxicologia, Wanderlei Pignatti, em parceria com a Fiocruz. A pesquisa avaliou os resíduos de agrotóxicos em amostras de água de chuva, de poços artesianos, de sangue e urina humanos, de anfíbios, e do leite materno de 62 mães. A pesquisa referente às mães coube à mestranda da Universidade Federal do Mato Grosso, Danielly Palma.
A pesquisa revelou que 100% das amostras indicam a contaminação do leite por pelo menos um agrotóxico. Em todas as mães foram encontrados resíduos de DDE, um metabólico do DDT, agrotóxico proibido no Brasil há mais de dez anos. Dos resíduos encontrados, a maioria são organoclorados, substâncias de alta toxicidade, capacidade de dispersão e resistência tanto no ambiente quanto no corpo humano.

Clique no link abaixo e leia a reportagem e  ouça uma entrevista completa com a pesquisadora:

http://www.viomundo.com.br/denuncias/exclusivo-a-pesquisadora-que-descobriu-veneno-no-leite-materno.html


Para saber mais: 


Contaminação de leite materno por agrotóxicos no Mato Grosso


http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com/2011/12/contaminacao-de-leite-materno-por.html

sábado, 3 de dezembro de 2011

Contaminação de leite materno por agrotóxicos no Mato Grosso


Lucas do Rio Verde, que tem 45 mil habitantes, está entre os dez maiores produtores de grãos, do estado. Só em 2009, último levantamento feito, os produtores do município usaram cinco milhões de litros de defensivos agrícolas.


Além de encontrar agrotóxico no leite de todas as mães que participaram do estudo, os pesquisadores descobriram que em alguns casos havia seis tipos de agrotóxicos, inclusive produtos de uso proibido há mais de uma década, como é o caso do DDE.




VEJA UMA  REPORTAGEM MAIS COMPLETA:








PARA SABER MAIS:

A pesquisadora que descobriu veneno no leite materno

http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com/2011/12/pesquisadora-que-descobriu-veneno-no.html