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segunda-feira, 28 de maio de 2012

'Diário Oficial' publica justificativas de Dilma aos vetos do Código Florestal

Vale este - Código Florestal - versão 5 (Foto:  )
A presidente Dilma Rousseff justificou no "Diário Oficial da União" desta segunda-feira (28) os vetos parciais e modificações feitas no Código Florestal alegando “contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade” no projeto aprovado na Câmara.

Com o texto da lei ambiental, foi publicada ainda a Medida Provisória (MP) que torna mais rígidas as regras do novo Código Florestal. A medida visa suprir os vácuos deixados com os 12 vetos da presidente ao novo código.
Além dos vetos, o governo fez 32 modificações ao texto. Dilma vetou os artigos 1º, 43º, 61º, 76º e 77º e realizou vetos parciais em parágrafos e incisos dos artigos 3º, 4º, 5º e 26º.
Os vetos terão de passar pela análise dos parlamentares, em sessão conjunta da Câmara e do Senado e só podem ser colocados em pauta pelo presidente do Congresso, atualmente José Sarney. Não há prazo para serem votados. Para derrubá-los, é necessário o apoio de dois terços dos parlamentares. Desde a redemocratização, somente três vetos presidenciais foram rejeitados pelo Parlamento.
Já a MP tem até quatro meses para ser votada, sem perder a validade. Se aprovada na Câmara, vai ao Senado e, caso alterada, volta para a análise dos deputados.
Definição do Código Florestal
No artigo 1º, que define o objetivo do Código Florestal, a presidente alegou veto ao texto devido à ausência de precisão "em parâmetros que norteiam a interpretação e a aplicação da lei".
O texto da Câmara havia cortado itens apresentados no projeto do Senado que reconheciam as florestas e demais vegetações nativas como bens de interesse comum, com a reafirmação do compromisso de protegê-las, além de reconhecer a importância de conciliar o uso produtivo da terra com a proteção das florestas.

Descanso dos solos
Dilma vetou o inciso XI do artigo 3º, que trata sobre o pousio, prática de interrupção temporária de atividades agropecuárias para recuperar a capacidade de uso dos solos. Segundo a justificativa da Presidência, o inciso não estabelece um período de descanso da terra. Essa ausência, segundo o texto do "Diário Oficial", impede fiscalização efetiva sobre a prática de descanso do solo.

Apicuns, salgados e zonas úmidas
O parágrafo 3º do artigo 4º também foi vetado, segundo o "Diário Oficial". A regra não considerava apicuns e salgados (planícies salinas encontradas no litoral que são continuidade dos mangues) como Áreas de Preservação Permanente (APPs), e excluía ainda as zonas úmidas.

O texto da Câmara passava a considerar margem natural de rios a partir da borda da calha do leito regular (fio de água) e não mais o nível mais alto dos cursos d’água (zonas consideradas úmidas, mas que ficam inundadas nos períodos de cheia).

Segundo Dilma isso afetaria os serviços ecossistêmicos de proteção a criadouros de peixes marinhos ou estuarinos, bem como crustáceos e outras espécies.
Margens de rios em zonas urbanas
O despacho trouxe ainda o veto aos parágrafos 7º e 8º do artigo 4, que se referem à delimitação das áreas de inundação em rios localizados em regiões urbanizadas (cidades). De acordo com o projeto da Câmara, a delimitação seria determinada pelos Planos Diretores e Leis de Uso do Solo dos municípios.

De acordo com a justificativa de veto da Presidência, a falta de observação de critérios mínimos de proteção ambiental nessas áreas marginais (que evitariam construções de imóveis próximos a margens de cursos d’água, por exemplo) poderia afetar a prevenção de desastres naturais e proteção de infraestrutura.

Uso de reservatórios artificiais
Sobre a criação de parques aquícolas (criação de espécies aquáticas, como peixes, crustáceos e outros organismos) e polos turísticos em regiões próximas a reservatórios artificiais (barragens), o veto se refere ao possível “engessamento” do Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial”. Entretanto, deixa em aberto a discussão sobre como melhor adequar essas atividades.

Desmate autorizado em florestas da União e dos municípios


Segundo justificativa da presidente Dilma para vetar os parágrafos 1º e 2º do artigo 26, que tratam da definição de quais áreas de preservação podem ser desmatadas de forma legal para uso alternativo do solo (como atividades agropecuárias), o projeto da Câmara aborda de forma “parcial e incompleta” essas normas.
De acordo com o "Diário Oficial", já existem regras disciplinadas sobre o assunto na Lei Complementar 140, de 8 dezembro de 2011.

A norma citada prevê cooperação entre os poderes municipal, estadual e federal na proteção de paisagens naturais, combate à poluição em qualquer de suas formas e à preservação das florestas, da fauna e flora, dando mais autonomia, por exemplo, aos governos estaduais e/ou municipais em ações que fiscalizam atividades ilegais de desmate ou caça.

Recomposição de bacias hidrográficas
No artigo 43, sobre a recuperação de Áreas de Preservação Permanente para empresas concessionárias de serviço de abastecimento de água e de geração de energia hidrelétrica, o veto se deu pois “o dispositivo impõe o dever de recuperar APPs em toda bacia hidrográfica em que se localiza o empreendimento e não apenas na área no qual este está instalado”. De acordo com o veto, “trata-se de obrigação desproporcional".

Recuperação das margens de rios


No artigo 61, que trata das regras de recomposição da vegetação nas beiras de rio, e que levantou polêmica no Congresso devido à possibilidade de anistia a quem desmatou antes de 22 de julho de 2008, o veto foi feito “devido à redação imprecisa e vaga, contrariando o interesse público e causando grande insegurança jurídica quanto à sua aplicação”.

De acordo com a publicação no Diário Oficial, o dispositivo “parece conceder uma ampla anistia” a quem desmatou de forma ilegal até 22 de julho de 2008. A justificativa da presidente Dilma afirma ainda que tal fato “elimina a possibilidade de recomposição de uma porção relevante da vegetação do país”.
Sobre a recomposição das margens de rios, a justificativa da presidente informa que ao incluir regras apenas para rios com até dez metros de largura, “silenciando sobre os rios de outras dimensões e outras APPs”, o texto do projeto da Câmara deixaria uma “grande incerteza” aos produtores brasileiros.
O despacho informa ainda que o texto da Câmara não levou em conta a desigualdade fundiária do país para estabelecer o tamanho das áreas para reflorestamento e informa dado do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), apontando que 90% dos estabelecimentos rurais possuem até quatro módulos fiscais e ocupam apenas 24% da área rural do país.

Conservação dos biomas brasileiros

No artigo 76, sobre a criação de projeto de conservação e regeneração dos biomas brasileiros, como a Amazônia e o Cerrado, Dilma vetou alegando que o dispositivo fere o princípio da separação dos Poderes ao firmar prazo para que o Chefe do Executivo encaminhe ao Congresso Nacional proposição legislativa. No projeto da Câmara, previa-se que o governo teria prazo de três anos, a partir da publicação da lei, para elaborar proposta.

Impacto de empreendimentos no meio ambiente


Sobre a criação de um instrumento de apreciação do poder público para medir possíveis impactos ambientais na instalação de obras, denominado “Diretrizes de Ocupação do Imóvel”, apresentado no artigo 77 do projeto da Câmara, Dilma vetou alegando que o dispositivo foi aprovado sem que houvesse definição sobre seu conteúdo o que poderia causar "insegurança jurídica para os empreendedores públicos e privados”.

Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/05/confira-justificativas-de-dilma-aos-vetos-do-codigo-florestal.html

Para saber mais:

MP que torna mais rígidas regras do Código Florestal é publicada
Medida visa suprir vácuos deixados por vetos ao Código Florestal.
http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/05/mp-que-torna-mais-rigidas-regras-do-codigo-florestal-e-publicada.html

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dilma faz 12 vetos e 32 modificações ao novo Código Florestal

Info Código Florestal versão 3 - VALE ESTE (Foto: arte/G1)



A presidente Dilma Rousseff fez 12 vetos e 32 modificações ao novo Código Florestal, informaram nesta sexta-feira (25) os ministros da Advocacia Geral da União (AGU), do Meio Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. Para compensar os cortes e adequar o texto aos propósitos do Planalto, será editada uma medida provisória com ajustes e acréscimos.
O objetivo dos cortes e mudanças no texto aprovado no Congresso, de acordo com o governo, é inviabilizar anistia a desmatadores, beneficiar o pequeno produtor e favorecer a preservação ambiental. Os vetos ainda serão analisados pelo Congresso, que tem a prerrogativa de derrubá-los. O artigos vetados serão detalhados junto com o envio da MP na segunda-feira (28).

São 12 vetos, são 32 modificações, das quais 14 recuperam o texto do Senado Federal, cinco respondem a dispositivos novos incluídos e 13 são adequações ao conteúdo do projeto de lei", explicou Adams. O prazo para sanção do texto, que trata sobre a preservação ambiental em propriedades rurais, vencia nesta sexta.

Para ver a notícia completa acesse o link abaixo:
http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/05/presidente-dilma-vetou-12-artigos-do-novo-codigo-florestal.html

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Código Florestal exige decisão que poderá definir o governo de Dilma Rousseff

Dilma Rousseff está enfrentando um dos momentos definidores de sua presidência, à medida que cresce a pressão para que ela vete um projeto de lei que abriria vastas áreas protegidas de florestas para agricultura e pecuária, potencialmente revertendo os grandes ganhos conseguidos pelo Brasil na contenção do desmatamento da Amazônia.

A reportagem é de Simon Romero, publicada pelo The New York Times e reproduzida pelo Portal Uol, 17-05-2012.

O Código Florestal, que o Congresso aprovou em abril a pedido dos poderosos grupos agrícolas, é um esforço para revisar a legislação de 47 anos que fornece proteção às florestas. O projeto de lei despontou como um assunto altamente sensível para Dilma antes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será realizada aqui no mês que vem.

O projeto de lei daria anistia aos proprietários de terras que desmataram áreas ilegalmente antes de 2008, provocando a ira dos ambientalistas. Se a legislação entrar em vigor, ela permitirá aos proprietários de terras na Amazônia reduzir a cobertura obrigatória de floresta de 80% para 50%, o que poderia levar a uma perda de aproximadamente 77 milhões de hectares de floresta, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada do governo.

O ingresso do Código Florestal na agenda da presidente ocorre em um momento delicado para o governo brasileiro, o forçando a examinar suas alianças com os partidos que apoiaram o projeto de lei. O Brasil já enfrenta escrutínio devido aos seus planos para imensos projetos de energia na Amazônia, que foram defendidos por Dilma. Recentemente ocorreram distúrbios de operários em alguns dos canteiros de obras de hidrelétricas, enquanto greves atrasaram as obras do maior projeto hidrelétrico do Brasil, a usina de Belo Monte.

“O Brasil não pode dar esse passo para trás”, disse Marina Silva, a ex-ministra do Meio Ambiente e candidata presidencial, em uma entrevista. “Obviamente, dar anistia para aqueles que destruíram florestas aumenta o risco de novo desmatamento.”

Igualmente veementes em seu apoio ao código estão os “ruralistas” do Brasil, legisladores que representam os interesses agrícolas. Eles argumentam que o novo Código Florestal é necessário para apoiar a economia do Brasil, que extrai sua força da exportação de produtos agrícolas como carne bovina, soja, açúcar e carne de frango.



Katia Abreu, uma senadora que representa o Estado do Tocantins e é presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, atacou os grupos ambientais internacionais que têm pedido que Dilma vete o projeto de lei. “Há ONGs por aí que estão comprometidas com seus países de origem, particularmente da Europa”, disse Katia Abreu, se referindo às organizações não governamentais e descrevendo as ações delas como uma “tentativa de paralisar o crescimento do agronegócio brasileiro”.

Mas outras vozes proeminentes no Brasil, que possui cerca de 40% das florestas tropicais do mundo, se manifestaram contra o novo Código Florestal, incluindo a Academia Brasileira de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, duas das principais entidades científicas do país. A revolta contra o código se espalhou para a cultura popular. Exemplificando o sentimento na indústria do entretenimento, a atriz Camila Pitanga quebrou o protocolo em um evento neste mês, pedindo para Dilma, que estava presente, que vetasse o código. O vídeo da declaração de Camila Pitanga se espalhou rapidamente pelas redes sociais por todo o Brasil. (http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/05/camila-pitanga-pede-veta-dilma-em.html)

Surpreendendo parte dos ruralistas, o apoio ao veto também surgiu entre alguns líderes empresariais de São Paulo, a capital dos negócios do Brasil. O “Valor Econômico”, o principal jornal financeiro do país, comparou o momento à batalha em torno da reforma da saúde do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chamando a escolha de Dilma de “uma daquelas decisões que definem um governo”.

“Este projeto de lei deixa o Brasil na Idade Média”, disse Paulo Nigro, presidente da Tetra Pak Brasil, uma empresa de embalagens cartonadas, que foi um dos vários líderes empresariais proeminentes de São Paulo citados pelo “Valor” como expressando sua oposição ao Código Florestal.

Ainda assim, a consternação em alguns setores com a aprovação do código, semanas antes de milhares de ambientalistas virem para a conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, chamada Rio+20, aponta para uma mudança importante na política brasileira, ilustrada pela ascensão do poder dos ruralistas.

Esse bloco de votação de mais de cem legisladores se irritou com a afirmação de Dilma, durante sua campanha para a presidência em 2010, de que ela não apoiaria legislação que concedesse anistia ao desmatamento ilegal. Os ruralistas também atraíram legisladores do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), um pilar da coalizão de Dilma, para apoio ao Código Florestal.

“É embaraçoso para o país sede da Rio+20 enfrentar esse tipo de situação”, disse David Fleischer, professor emérito de ciência política da Universidade de Brasília. “Mas Dilma também subestimou os ruralistas, que estão mostrando sua força”, disse Fleischer.



A bancada de legisladores adiou outra votação no Congresso neste mês, de um projeto de lei que busca eliminar a exploração contemporânea de quem trabalha em condições quase de escravos no Brasil. Os ruralistas são contrários à expropriação das terras onde essas condições forem encontradas.

Em relação ao Código Florestal, os legisladores que o apoiam também alegam que o código é necessário para impedir que os preços dos alimentos subam no Brasil. Mas agrônomos e economistas responderam que a agricultura pode expandir facilmente ao incorporar terras atualmente utilizadas como pasto em vez de desmatar novas áreas.

Os temores de um retrocesso na proteção das florestas surgem após a repressão ao desmatamento ilegal e a maior fiscalização das leis ambientais terem reduzido o ritmo do desmatamento na Amazônia brasileira ao nível mais baixo desde que o governo começou a monitorá-lo, em 1988.

Dilma, que tem até o dia 25 para tomar uma decisão, não comentou publicamente se vetará o código. Mas importantes autoridades, incluindo Mendes Ribeiro Filho, o ministro da Agricultura, sinalizaram que partes do código são inaceitáveis, sugerindo que uma opção seria o veto a parte do código.

Mas cientistas e juristas dizem que um veto parcial deixaria partes da lei inaplicáveis, o que também criaria brechas potenciais para que áreas próximas de rios sejam destruídas. “O projeto de lei inteiro tem que ser vetado”, disse Marina Silva, a ex-ministra do Meio Ambiente.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/509606-codigo-florestal-exige-decisao-que-podera-definir-o-governo-de-dilma-rousseff

sábado, 5 de maio de 2012

90% das propriedades rurais deixarão de ter reserva legal


No novo código para as pequenas propriedades não tem mais reserva legal  e isto na prática significa que em 90% das propriedades rurais deixarão de ter reserva legal - você já imaginou o impacto disso ao meio ambiente?


Assista o vídeo abaixo e veja as contradições do novo código:






PARA SABER MAIS:

Camila Pitanga pede "Veta, Dilma!" em cerimônia oficial

Camila Pitanga pede "Veta, Dilma!" em cerimônia oficial


PARABÉNS A ATRIZ CAMILA PITANGA PELA OUSADIA.


Camila Pitanga pede "Veta, Dilma!" em cerimônia oficial e outros vídeos - UOL Notícias


PARA SABER MAIS:

VETA TUDO VOVÓ DILMA!


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Relator do Código Florestal recebeu R$ 990 mil de produtores rurais


Apesar de ser passado a notícia abaixo, dá para compreender como as coisas funcionam no Brasil.





Com base no Código de Ética da Câmara, o líder do PSOL na Câmara deputado, Chico Alencar (RJ), pediu formalmente ao presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), a destituição do relator do projeto do Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG). Depois de pesquisa feita na lista de doadores de campanha de Piau, o líder afirmou que o relator recebeu R$ 990 mil, quase a metade do total, de grandes produtores rurais. Para Alencar, Piau deveria se declarar impedido de relatar o projeto.

"A cabeça do relator está pensando de acordo com o lugar onde os pés pisam", disse Alencar. "Quase metade, ou seja, 41,7% dos R$ 2.380.528,47 que o deputado declarou ter recebido em sua última campanha vieram de setores vinculados aos grandes produtores rurais", continuou o líder.

Alencar citou o artigo do Código de Ética da Câmara, que afirma ser contra o decoro parlamentar "relatar matéria de interesse específico de pessoa física ou jurídica que tenha contribuído para o financiamento de sua campanha eleitoral". Segundo Alencar, esse artigo se aplica ao relator Paulo Piau.

"É de fundamental importância que o deputado relator aja com imparcialidade, primando por princípios que norteiam a atuação dos agentes públicos, previsto inclusive na Constituição Federal", completou Alencar.

Fonte:

http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=1247778&tit=Relator-do-Codigo-Florestal-recebeu-R-990-mil-de-produtores-rurais

sábado, 28 de abril de 2012

O que a presidente Dilma Rousseff deve fazer com o Código Florestal?






O que a presidente Dilma Rousseff deve fazer com o Código Florestal?


Dê a sua opinião! Acesse o link abaixo:

http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EQ15824-18075,00-O+QUE+A+PRESIDENTE+DILMA+ROUSSEFF+DEVE+FAZER+COM+O+CODIGO+FLORESTAL+NA+SUA+.html



Para saber mais:

Dilma diz que não decepcionará seus eleitores quanto ao Código Florestal

Dilma diz que não decepcionará seus eleitores quanto ao Código Florestal



O secretário do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, conversou rapidamente, nesta quinta-feira (26), com a presidenta Dilma Rousseff, em um evento no Rio de Janeiro. Segundo relatou, a presidenta sinalizou a intenção de vetar trechos do Código Florestal, aprovado na última quarta-feira (25) pela Câmara dos Deputados. A proposta foi aprovada por 274 votos, contra 184 e duas abstenções.

De acordo com Minc, Dilma disse que "não decepcionaria [o eleitor dela] e manteria todos os compromissos” assumidos em campanha. A expectativa do secretário é que a presidenta vete parcialmente o texto aprovado. “Quando sugeri uma medida provisória que recompusesse de outra forma aqueles dispositivos que viessem a ser vetados, ela deu um riso bem significativo e disse: 'vocês podem contar, não vamos romper nossos compromissos e não vamos desguarnecer o meio ambiente'.

Entendi que ela vai realmente vetar alguns dispositivos”, declarou o secretário.

Na avaliação de Minc, se a presidenta não tomar alguma medida em relação ao texto aprovado com apoio da bancada ruralista, seria como aceitar “a derrota no Congresso”.

Ex-ministro do Meio Ambiente, Minc preparou um estudo sobre 30 artigos do texto-base do Código Florestal aprovado ontem “que podem ser melhorados por medida provisória”. Ele ofereceu o estudo à presidenta, como subsídio ao debate.

Um dos principais pontos que precisam de revisão no documento, segundo o secretário, é a liberação dos produtores de reflorestar margens dos rios cujo desmatamento já esteja consolidado. “Isso sinaliza uma desobrigação total do desmatador de recompor área desmatadas, dando ideia de que o crime compensa. Aquele que fez tudo direito fica com cara de que, no final das contas, não valia à pena cumprir a lei”.
Dilma analisará com “serenidade” possibilidade de veto

Também nesta quinta-feira (25), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, ressaltou que o texto do Código Florestal não foi o esperado pelo governo e lembrou que a presidenta tem direito ao veto e irá analisar a possibilidade com “serenidade”.

“É público e notório que nós esperávamos um resultado que desse sequência àquilo que foi acordado no Senado”, disse. “Como nos é dado também pela Constituição o direito ao veto, a presidenta vai analisar com muita serenidade, sem animosidade, sem adiantar nenhuma solução. Vamos analisar com calma”, completou após participar da abertura do debate Diálogos Sociais: Rumo à Rio+20.

Ao ser perguntado se a aprovação do texto representou uma vitória da bancada ruralista, Gilberto Carvalho respondeu que se trata de uma “correlação de forças” no Congresso. “Agora nós vamos, com sangue-frio e tranquilidade, analisar”, destacou.

O ministro disse ainda que a decisão da presidenta Dilma levará em conta aspectos além da repercussão que o Código Florestal possa ter na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). “Muito mais importante que a Rio+20 é o nosso cuidado com a preservação e com o modelo de desenvolvimento sustentável que pregamos.”

Yara Aquino e Isabela Vieira, da Agência Brasil
Fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/4780/dilma_diz_que_nao_decepcionara_seus_eleitores_quanto_ao_codigo_florestal/

O que a presidente Dilma Rousseff deve fazer com o Código Florestal?
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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Relatório do Código Florestal exclui regras para recompor beiras de rio.



O relator do projeto de reforma do Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), apresentou nesta quinta-feira (19) seu parecer sobre o projeto, com votação marcada para a próxima terça (24) no plenário da Câmara.

Ele retirou do texto aprovado no Senado percentuais mínimos de recuperação das áreas de preservação permanente (APPs) desmatadas nas margens de rios localizados dentro de propriedades rurais.

A recomposição, segundo esta última versão da proposta, dependeria de novo projeto de lei ou medida provisória, e incluiria a participação dos estados. A definição seria feita em até dois anos, dentro do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

As regras gerais deste programa seriam estabelecidas pelo governo federal em até 180 dias após a aprovação da lei, mas as condições específicas ficariam a cargo dos estados.

"Caberá ao Poder Executivo, na definição dos critérios e parâmetros que nortearão o Programa de Regularização Ambiental, a fixação dessas faixas de proteção considerando as particularidades ambientais, sociais e econômicas de cada região", diz o relatório.

A mudança feita no relatório se aplica apenas às regras para quem precisar reflorestar as áreas de beira de rio, e que tenham sido desmatadas até julho de 2008. A recomposição é uma possibilidade de anistiar as multas aplicadas aos produtores que desmataram as APPs.

Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff suspendeu as multas por mais dois meses.

O projeto do novo Código Florestal estabelece que, após a sanção e posterior definição das regras para as APPs, os produtores assinem termo para a recomposição. Caso não reponham a vegetação num determinado prazo, deverão pagar multa. As multas ficam suspensas a partir do momento da sanção.

Já para as propriedades que não tenham que realizar a recomposição, por manterem a mata nativa, por exemplo, ficaram mantidos o mínimo de 30 metros e o máximo de 500 metros como tamanhos para as faixas de preservação, variando de acordo com a largura do rio.

Para ler a notícia completa acesse o link abaixo:

G1 - Relatório do Código Florestal exclui regras para recompor beiras de rio - notícias em Política:

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sábado, 14 de abril de 2012

"O governo é pré-histórico na questão ambiental"



Há alguns dias, importantes organizações da área ambiental divulgaram um documento com severas críticas ao primeiro ano do governo Dilma Rousseff no setor. Instituto Socioambiental, Fundação SOS Mata Atlântica e WWF, entre outras, classificam o atual período como o de “maior retrocesso da agenda socioambiental desde o fim da ditadura”. A acusação é endossada pelo biólogo e consultor João Paulo Capobianco, um dos mais respeitados ambientalistas do país. No governo Lula, Capobianco ocupou o segundo cargo mais importante do Ministério do Meio Ambiente, o de secretário-executivo. Saiu junto com a ministra Marina Silva e depois participou de sua campanha pela Presidência. Nesta entrevista, ele explica porque avalia tão mal os primeiros atos de Dilma no setor.


ÉPOCA – As organizações que militam na área de meio ambiente classificaram o primeiro ano do governo Dilma como “o maior retrocesso da agenda socioambiental desde o fim da ditadura”. O senhor concorda com isso?

João Paulo Capobianco – Concordo completamente. A agenda que envolve meio ambiente e a questão social do ponto de vista dos direitos de minorias, como índios e quilombolas, tem evoluído desde o fim da ditadura militar. É uma evolução permanente. Claro que as coisas nem sempre andaram como gostaríamos. A Lei da Mata Atlântica demorou 14 anos para ser aprovada. A Lei de Crimes Ambientais demorou 12 anos. Foi um conjunto de avanços sempre muito morosos. Mas foi uma agenda crescente. Nós não tivemos nesse período nenhum retrocesso na legislação. Tivemos demoras, dificuldades de implementação, mas inversão nós nunca tivemos. Estamos tendo agora. São modificações na legislação por iniciativa ou omissão do Executivo. Um exemplo é esse novo Código Florestal.


Veja a  entrevista na íntegra:



João Paulo Capobianco: "O governo é pré-histórico na questão ambiental" (íntegra) - ÉPOCA | Tempo:

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quinta-feira, 29 de março de 2012

Rio+20: Brasil retrocedeu 20 anos com Dilma, diz Marina Silva


Segundo Marina, que disputou as eleições presidenciais em 2010, em apenas um ano de gestão da petista o Brasil amargou importantes retrocessos na política ambiental. "Estamos vivendo hoje, em um ano do governo Dilma, uma situação de claro retrocesso em relação a tudo que foi feito ao longo dos últimos 20 anos", afirmou. Ela citou como exemplos a votação do Código Florestal, que "diminui a proteção integral, amplia o desmatamento sobre áreas preservadas e beneficia o desmatador" e as restrições à atuação do Ibama. Marina ainda lamentou a "fraca" atuação do Ministério do Meio Ambiente que, segundo ela, "trabalha para fortalecer a agenda dos que lhe são contrários". Confira.

Rio+20: Brasil retrocedeu 20 anos com Dilma, diz Marina Silva: "
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terça-feira, 6 de março de 2012

MP/SP alerta para perdas ambientais com aprovação do novo Código Florestal

Cristina Godoy - MP/SP alerta para perdas ambientais com aprovação do novo Código Florestal


Veja no vídeo abaixo um breve resumo das principais consequências do novo código florestal que esta em discussão e em vias de ser aprovado.



PARA SABER MAIS:

Cientistas voltam a alertar sobre consequências do novo Código Florestal
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com/2012/03/cientistas-voltam-alertar-sobre.html

sexta-feira, 2 de março de 2012

Cientistas voltam a alertar sobre consequências do novo Código Florestal


CARTA ABERTA DA SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA  CIÊNCIA (SBPC) E DA ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS (ABC)



A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências  (ABC) vêm alertar para  algumas das consequências que poderão resultar do projeto  de lei que altera  o Código Florestal (CF), na versão que será proximamente votada na Câmara dos Deputados.

A SBPC e a ABC reconhecem os avanços contidos no  texto do CF na versão apresentada pelo Senado Federal, em particular o estabelecimento  do Cadastro  Ambiental  Rural (CAR)  e dos  mecanismos de  apoio e incentivo à conservação e recuperação do meio ambiente, o condicionamento do crédito agrícola à regularização ambiental, o aumento da proteção ambiental em área urbana, a inclusão dos mangues entre as áreas de preservação permanente, a obrigação de projetos de lei específicos para cada bioma em um prazo de  três anos, as novas especificações e instrumentos legais que regulam o uso de fogo e o controle de incêndios e a distinção entre disposições permanentes e transitórias no CF.

Permanecem, no entanto, graves problemas.  Para que não se alegue o aval da ciência ao texto ora em fase final de deliberação no legislativo, as associações mais representativas da comunidade científica – a SBPC e a ABC - vêm novamente se manifestar e reiterar suas posições, cujas justificativas científicas já foram apresentadas ao longo de 2011, em  um livro e dois documentos, acessíveis no site da SBPC (www.codigoflorestal.sbpcnet.org.br).

Todas as áreas de preservação permanente (APP) nas margens de cursos d’água e nascentes devem ser preservadas e, quando degradadas, devem ter sua vegetação integralmente restaurada. A área das APPs, que deve ser obrigatoriamente recuperada,  foi reduzida em 50% no texto atual.

As APPs de margens de cursos d’água devem continuar a ser demarcadas, como foram até hoje, a partir do nível mais alto da cheia do rio. A substituição do leito maior do rio pelo leito regular para a definição das APPs torna vulneráveis amplas áreas úmidas em todo o país, particularmente, na Amazônia e no Pantanal.

Essas áreas são importantes  provedoras de serviços ecossistêmicos,  principalmente, a proteção de nossos  recursos hídricos e por isso, objeto de tratados internacionais de que o Brasil é signatário, como a Convenção de Ramsar (Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional).

Reafirmamos que os usos  agrícolas praticados pelas comunidades tradicionais e  por ribeirinhos devem ter tratamento diferenciado. Em particular, as áreas de pousio devem continuar , sendo reconhecidas apenas à pequena propriedade ou posse rural familiar ou de população tradicional, como foram até o presente.

As  comunidades biológicas, as estruturas e as  funções ecossistêmicas das APPs e das reservas legais são distintas. Não faz sentido incluir APPs no cômputo das Reservas Legais (RLs) como proposto no artigo 16 do Projeto de Lei .A SBPC e a ABC sempre defenderam que a eventual compensação de déficit de RL fosse feita nas áreas mais próximas possíveis da propriedade, dentro do mesmo ecossistema, de  preferência na mesma microbacia ou bacia  hidrográfica. No entanto o projeto em  tramitação torna mais ampla a possibilidade de compensação de RL no âmbito do mesmo bioma, o  que não assegura  a equivalência ecológica de composição,  de  estrutura e  de função. Mantido esse dispositivo, sua regulamentação deveria exigir tal equivalência e estipular uma distância máxima da área a ser compensada, para que se mantenham os serviços ecossistêmicos regionais.

A principal motivação que justifica a RL  é o uso sustentável dos recursos naturais nas áreas de menor aptidão agrícola, o que possibilita conservação da biodiversidade nativa com aproveitamento econômico, além da diversificação da produção. Por isso,  na recuperação das RLs  degradadas, o  possível  uso temporário inicial de espécies exóticas não pode se transformar em uso definitivo, como fica assegurado pelo texto atual.          

A figura de áreas rurais consolidadas em APPs até a data de 22 de Julho de 2008, e a possibilidade dada no projeto  de serem mantidas e regularizadas não se justificam.

Desde pelo menos 2001, o desmate dessas áreas para uso alternativo do solo já estava explicitamente proibido. Essas áreas devem ser integralmente restauradas com vegetação nativa para que possam fornecer seus serviços ambientais.

Um dos pré-requisitos para o sucesso da restauração da mata ciliar é o isolamento do fator de degradação. Desse modo,  recuperar  a faixa marginal concomitantemente  com a utilização do espaço pelo gado, como fica permitido pelo artigo 62, parágrafo  4º, 5º, 7º e 8º impede os processos de recrutamento de mudas e regeneração da vegetação.


Finalmente, como em várias outras leis, as múltiplas exceções podem desvirtuar a regra.

Alguns exemplos são particularmente notáveis.  Embora os mangues estejam protegidos no texto do Senado, a permissão de exploração de 35% dos mangues fora da Amazônia (além dos que já estariam em áreas ditas “consolidadas”) e 10% na Amazônia  são preocupantes pois os mangues, entre outros serviços importantíssimos, são essenciais na reprodução de várias espécies de peixes de uso comercial.

Outra exceção à proteção dos mangues se refere  aqueles  cuja função ecológica  estiver comprometida. Nesse caso (art.8º, parágrafo 2º), autorizam-se obras habitacionais e de urbanização, inseridas em projetos de regularização fundiária de interesse social, em áreas urbanas consolidadas ocupadas por população de baixa renda.  Se a função ecológica do manguezal estiver comprometida, ela deve ser recuperada, uma vez que grande parte dos manguezais contaminados tem elevados índices de metais pesados e petróleo.

Manter populações de baixa renda nesses locais seria imoral.

Outras exceções dizem respeito à obrigação de restaurar. O tratamento diferenciado de poder restaurar extensão menor de APPs deveria ser restrito à agricultura familiar.

Fonte:http://www.sbpcnet.org.br/site/arquivos/carta_aberta.pdf
Site:http://www.sbpcnet.org.br/site/codigoflorestal/

Para saber mais:

Embrapa e SBPC criticam viés ideológico no Código Florestal


Nota da SBPC: Para que o novo Código Florestal não resulte em desastre


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Presidente acena com vetos ao Código Florestal

Ao aproximar-se de movimentos sociais durante o Fórum Social Mundial Temático, que terminou ontem (29), a presidente Dilma Rousseff garantiu que o novo Código Florestal, em tramitação na Câmara, "não será o texto dos sonhos dos ruralistas".
Em reunião com 80 entidades da sociedade civil, na semana passada, a presidente sinalizou que vai barrar propostas que aumentem o desmatamento, caso sejam aprovadas pelo Congresso.


O aceno de Dilma foi bem recebido por ativistas. "Dilma disse claramente que o texto não será o código [florestal] dos sonhos dos ruralistas. Ela assumiu esse compromisso", comentou Mauri Cruz, um dos organizadores do fórum social. "Isso não significa que o código vai ser perfeito, mas sinaliza que ela não vai sancionar do jeito que está", disse Cruz. A promessa foi feita em reunião que contou com a presença do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro (PMDB). "Esse compromisso é muito importante para nós. [O ex-presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva] tinha um vínculo natural com os movimentos sociais, mas ainda não tínhamos a mesma liberdade com a presidente. Dilma se aproximou. Temíamos que não acontecesse."

Para representantes dos movimentos sociais, no entanto, o gesto da presidente não foi só uma forma de aproximação, mas também de pedir apoio à Rio +20 que, a exemplo do Fórum Social Mundial Temático, deve ser esvaziada. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, nome oficial da Rio +20, vai acontecer em junho no Rio de Janeiro.

Na reunião com Dilma, ativistas disseram que o Brasil não pode sediar a Rio +20 com uma legislação ambiental "retrógrada". "O Brasil tem o dever de se apresentar bem e levar uma proposta concreta", disse Oded Grajew, um dos idealizadores do Fórum Social Mundial.

O clima de pessimismo sobre o futuro da Rio +20 e de possível fracasso da conferência dominou o fórum social, que foi um encontro preparatório dos movimentos sociais para o evento da ONU no Rio de Janeiro. Como o fórum social foi esvaziado, ativistas temem que o mesmo aconteça tanto na Rio +20 quanto na Cúpula dos Povos, evento que a sociedade civil organiza para acontecer durante a conferência das Nações Unidas.

Chamada de temática, esta edição do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, reuniu cerca de 30 mil pessoas, segundo Mauri Cruz, um dos organizadores do evento. Em outras edições, o fórum teve mais de 150 mil participantes. As atividades foram pulverizadas na capital e em cidades da região metropolitana, dificultando o deslocamento e a participação nos eventos. Problemas na organização e na divulgação dos debates também fizeram com que muitos eventos fossem esvaziados.

Para Maria Cecília Wey, secretária geral da WWF, o formato do fórum social "não tem favorecido" que os debates se transformem em idéias concretas. "Está tudo muito disperso", comentou. Do debate que a representante da WWF participou com Marina Silva, João Pedro Stédile, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), e integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), SOS Mata Atlântica e Greenpeace, nenhuma proposta foi registrada para ser levada à Rio +20, por exemplo. "Não sei como vão transformar essas ideias em ação. Acaba sendo mais uma troca de informações do que outra coisa", comentou.

Maria Cecília demonstrou receio em relação à Cúpula dos Povos, evento que será organizado pela sociedade civil durante a Rio +20. "Serão pelo menos três espaços diferentes para os movimentos sociais se reunirem. Com essa dispersão, não sei como vamos conseguir influenciar a conferência", analisou.

Um dos idealizadores do Fórum Social Mundial, Chico Whitaker, defendeu uma "mudança de estratégia" para as próximas edições do encontro de movimentos sociais. "Corremos o risco de a esquerda falar só para si mesma. O fórum precisa ir para a sociedade. Precisamos parar de falar para nós mesmos", afirmou.

A expectativa de que a Rio +20 seja um fiasco ganhou mais força durante os debates sobre a crise do capitalismo. Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese e responsável por organizar propostas do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para a Rio +20, analisou que a crise econômica enfrentada por países desenvolvidos impedirá o debate ambiental. "O problema imediato é a crise econômica e não a ambiental", disse Clemente. "O enfrentamento da crise exige a retomada da atividade econômica, cuja referência é produzir do jeito que fizemos até hoje. A crise exige uma solução que agrava o problema ambiental", afirmou.

Clemente lembrou que até mesmo o Brasil, que sediará a Rio +20, incentivou a produção e venda de automóveis no enfrentamento da crise econômica de 2008. "Saímos bem economicamente, o que não significa que ambientalmente tivemos sucesso. Agravamos a emissão de gases de efeito estufa com a venda de automóveis", comentou. "A Rio +20 pode fracassar do ponto de vista político, com a ausência de um compromisso político vigoroso em relação a uma agenda de mudança no padrão de produção."

Fonte: Jornal da Ciência

domingo, 4 de dezembro de 2011

Código Florestal - Entenda o que está em jogo com a reforma da nossa legislação ambiental







Entenda os principais pontos da proposta de reforma do Código Florestal defendida pela bancada e lideranças ruralistas  e aprovada na Comissão Especial do Congresso. Ambientalistas, acadêmicos e especialistas apontam as consequências para a sociedade.

Acesse o link abaixo:


http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/camaras_setoriais/Hortalicas/26RO/cartilhaCF.pdf
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nota da SBPC: Para que o novo Código Florestal não resulte em desastre


A presidente da SBPC, Helena Nader, encaminhou carta aos senadores para tentar impedir que a proposta do novo Código Florestal (PLC 30/2011) entre em votação sem que tenham sido incorporadas as recomendações da comunidade científica. O projeto de lei está previsto para ser votado hoje pela casa.
As recomendações da comunidade científica, que podem ainda ser incluídas como emendas, são fruto de um grupo de trabalho instituído pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Academia Brasileira de Ciências (ABC) com o objetivo de elaborar um parecer técnico-científico sobre o assunto, livre de interesses econômicos ou de tendências ideológicas.
No texto, a SBPC lembra aos senadores que uma lei sem base científica resultará em retrocesso ambiental, inviabilizando, inclusive, o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. “Vossa Excelência tem o poder de evitar que a votação do novo Código Florestal entre para a história do Brasil como um dos maiores equívocos já cometidos por nossos parlamentares, propondo emendas que aperfeiçoem o texto do PLC 30/2011 e lutando para que sejam aprovadas no Plenário do Senado, antes de voltar para a Câmara dos Deputados”, diz o texto.
Veja abaixo os pontos que a SBPC pede que sejam revistos e reconsiderados:
1. As Áreas de Preservação Permanente (APPs) de cursos d’água devem ser consideradas desde o seu nível mais alto em faixa marginal. A situação existente entre o menor e o maior leito sazonal (as várzeas, os campos úmidos, as florestas paludícolas e outras) deve receber na lei, o mesmo status de proteção das APPs, pois sua conservação garante a manutenção dos serviços ambientais (Art. 4º ).
2. O Código Florestal não deve admitir práticas da aqüicultura em APPs nos imóveis rurais com até 15 (quinze) módulos fiscais (Art.4º §6º ). Isto permitirá atividades de carcinicultura em áreas de mangue e qualquer outro tipo de aqüicultura, inclusive com espécies exóticas em qualquer tipo de APP.
3. A definição dos limites de área e período máximo para pousio deve considerar as peculiaridades de cada bioma (Art. 3º, inciso XI). Em APPs, o pousio deve ser aplicado apenas para a regulamentação das práticas agrícolas de comunidades tradicionais, respeitando as suas peculiaridades
4. O novo Código não deve admitir o cômputo das Áreas de Preservação Permanente no cálculo do percentual da Reserva Legal do imóvel (Art.15). Não se justifica cientificamente tal inclusão, pois as APPs e RLs apresentam estruturas e funções distintas e comunidades biológicas complementares;
5. O Artigo 67 §3º que trata da recomposição da Reserva Legal deve explicitar que o uso de espécies exóticas somente será permitido de forma temporária, nas fases iniciais da restauração e combinado com o uso de espécies nativas regionais. A permissão do uso de espécies exóticas em até 50% da RL é extremamente prejudicial para as principais funções da RL: conservação da biodiversidade nativa e uso sustentável de recursos naturais, que são as motivações originais para a instituição da RL, abrindo a possibilidade de um diferencial a favor da agricultura brasileira, como agricultura com sustentabilidade ambiental. O uso de espécies exóticas na RL vai anular esse diferencial.
Fonte: SBPC


Informações são do site:

Nota da SBPC: Para que o novo Código Florestal não resulte em desastre | Portal EcoDebate: "

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