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sexta-feira, 27 de julho de 2018

Tem bisfenol A no cupom do mercado? Qual o perigo da substância à saúde?

iStock



Após pagar por suas compras, você recebe das mãos da funcionária o cupom fiscal --impresso em papel térmico.
O que você pode não saber é que ele tem bisfenol A (BPA), uma substância química que provoca um desequilíbrio no corpo humano, podendo induzir ou inibir a produção de hormônios no organismo, sendo relacionado --por conta disso -- a problemas como obesidade, diabetes e infertilidade.... 



Veja o artigo completo em : https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/07/27/sabe-o-recibo-que-voce-pega-no-comercio-pode-ser-perigoso-para-a-saude.htm


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Microplásticos contaminam água da torneira mundo afora

Fibras de plástico invisíveis estão presentes não apenas nos oceanos, mas também na água potável usada por milhões de pessoas, aponta estudo. De onde vêm essas partículas e como podem afetar a saúde humana?

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Em novo julgamento, STF muda lei federal, e amianto é proibido no país..



Ao analisar leis estaduais que proíbem a produção de amianto, o STF (Supremo Tribunal Federal) declarou inconstitucional o artigo da lei federal que permite o uso do mineral no país.

A produção e o uso do amianto, produto cancerígeno, ficam proibidos no país.... 

sábado, 6 de maio de 2017

Antibióticos com fim nutricional: produção controversa


Folha Londrina/Rural (*)

Usado para aumentar a eficiência alimentar na produção de carnes, o medicamento fomenta o debate da classe científica de que poderia ocasionar o surgimento de superbactérias


Antibióticos fazem parte da vida da população no combate a doenças, que vez ou outra, atrapalham nossa saúde e são receitados via indicação médica. Mas quando se trata da produção de carne – principalmente aves e suínos e, em segundo plano, bovinos em confinamento – essa classe de medicamentos está além dos fins terapêuticos: são utilizados para aumentar a eficiência alimentar, ou seja, ganho de peso dos animais por meio dos antibióticos promotores de crescimento (APC).

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Um gole de surpresa! Estireno presente em copos de isopor pode causar câncer, diz pesquisa

De acordo com cientistas, o estireno, produto químico usado em copos de isopor e outros recipientes descartáveis para alimentos, pode causar câncer.


A conclusão de 10 especialistas em toxicologia, química e medicina do Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA, foi que o estireno pode ser um carcinógeno humano de médio potencial.

Jane Henney, que presidiu o comitê do conselho, declarou em entrevista a Newsday, que essa é uma avaliação de riscos e outros fatores podem estar envolvidos. “Há evidências científicas que dizem que o estireno causa câncer, mas podem haver explicações alternativas, como o acaso, a predisposição ou fatores ainda confusos", explicou.

domingo, 29 de novembro de 2015

Reino Unido alerta sobre risco para a saúde associado a alimentos torrados

Do G1, em São Paulo (*)

Relatório científico divulgado por agência do Reino Unido alerta para os riscos do consumo excessivo de acrilamida, presente em torradas, batatas assadas e outros alimentos ricos em amido submetidos a altas temperaturas


Acrilamida se forma em certos alimentos em preparo em altas temperaturas.
Batata assada e pão torrado são alguns dos que contêm substância.

O consumo excessivo de alimentos ricos em amido preparados em altas temperaturas, como torrada ou batata assada, pode trazer riscos para a saúde. Isso porque, durante seu preparo, uma reação química leva à formação da substância acrilamida, que já foi associada ao aumento de risco de câncer e danos ao sistema nervoso e reprodutivo.

domingo, 15 de novembro de 2015

Plástico biodegradável criado pela Embrapa se decompõe em 30 dias

Wagner Carvalho



Sabe aquela história de que o plástico leva no mínimo 100 anos para se decompor na natureza? Com um material produzido à base de açúcares e desenvolvido pela Embrapa Instrumentação localizada em São Carlos, a 238 km de São Paulo, esse tempo cai para no máximo 30 dias.

Sem utilizar aditivos químicos, o tempo para a produção desse novo material também foi reduzido. Antes era necessário ao menos 24 horas para a produção do tradicional material sintético, mas com a nova técnica isso acontece em um processo de apenas 6 minutos. São películas finas, resistentes e biodegradáveis feitas à base de substâncias naturais provenientes da agricultura e da agroindústria brasileira.


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

OMS coloca bacon, linguiça e salsicha na lista de alimentos cancerígenos

Do G1, em São Paulo

Bacon é um dos produtos que entrou na lista de alimentos cancerígenos (Foto: Marcos Pinto / Divulgação CdBRJ)


Há 'evidência suficiente' de ligação desses alimentos com câncer, diz relatório.
Texto alerta para risco de alto consumo de carne processada.


O consumo de produtos como salsicha, linguiça bacon e presunto, aumenta o risco de câncer do intestino em humanos, afirma um novo relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) publicado nesta segunda-feira (26). De acordo com o documento, a carne processada é um fator de risco certo para a doença, e carnes vermelhas de um modo geral são um fator de risco "provável".

As carnes processadas foram colocadas na lista do grupo 1 de carcinogênicos – que já inclui tabaco, amianto e fumaça de diesel – para os quais já há “evidência suficiente” de ligação com o câncer. O relatório foi feito pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa do Câncer), órgão ligado à OMS.

Risco de câncer

sábado, 18 de abril de 2015

O perigo de esquentar comida em recipientes plásticos, no forno de micro-ondas, é real

Circulam periodicamente pela internet, em e-mails, uma advertência segundo a qual o aquecimento de comida no forno de micro-ondas, feito em recipientes de plástico, libera uma substância que pode causar câncer, a dioxina.


Diferentemente do que ocorre muitas vezes nesse tipo de mensagem, nesse caso, o risco é real e concreto.

 O Instituto Nacional do Câncer, através de sua Coordenação de Prevenção e Vigilância do Câncer, emitiu em março passado uma nota técnica sobre a dioxina, em que confirma não só a toxicidade da substância, mas também admite seu potencial carcinogênico.

Explica a nota que “a dioxina é um composto orgânico incolor e inodoro. É um subproduto espontâneo resultante de fenômenos e desastres naturais como a atividade vulcânica e os incêndios florestais, assim como da atividade do homem (indústria de plásticos, incineração, branqueador de papel e escapamento de gases de automóvel).

 A dioxina se encontra em todas as áreas onde haja atividade industrial, tanto no solo, na água e no ar, como nos alimentos – até mesmo no leite materno. Em geral, o risco de contato por inalação e contato epidérmico é baixo”.

Veja também :


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Tatuagens constituem risco de saúde incalculável



Entre química e impurezas, desenhos corporais injetam no organismo um sem número de substâncias tóxicas, muitas vezes nem testadas. Especialistas presumem que sejam cancerígenas, mas não há estudos nem leis suficientes.

Quem gostaria de injetar alguns gramas de verniz de carro sob a pele? Ou um pouco de fuligem resultante da combustão de petróleo ou alcatrão?

Provavelmente ninguém. Mas isso é o que recebem todos os que se deixam tatuar. "Os pigmentos para tatuagens contrastantes e de longa duração foram desenvolvidas para cartuchos de impressora e tintas de automóveis", revela Wolfgang Bäumler, professor do Departamento de Dermatologia da Universidade de Regensburg, em entrevista à DW.

Acima de tudo, as tintas de tatuagem não foram desenvolvidas para estar sob a pele. Grandes empresas químicas fabricam toneladas de pigmentos coloridos, principalmente para fins industriais; empresas pequenas os compram e transformam em produtos para tatuagem.

"As substâncias nunca foram testadas para aplicação subcutânea", diz à DW Peter Laux, do Instituto Federal Alemão de Avaliação de Riscos (BfR) em Berlim. 

"A própria grande indústria diz que, na verdade, os pigmentos não são feitos para isso."

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Impacto de remédios na natureza faz peixes machos ficarem femininos

Características femininas em peixes machos foram notadas pela primeira vez nos anos 90
Características femininas em peixes machos foram notadas pela primeira vez nos anos 90



Nós, seres humanos, tomamos paracetamol para dor de cabeça, contraceptivos para evitar a gravidez e Prozac para a depressão.


Mas para onde vão os resíduos destas substâncias uma vez cumprida a sua função?


O corpo humano elimina muitos dos medicamentos que ingerimos através da urina. A urina vai para os esgotos e, depois de atravessar um sistema imperfeito de purificação, os resíduos desembocam nos rios que alimentam o planeta.


Embora as concentrações de drogas na água sejam baixas, as consequências destas para os ecossistemas não deixam de ser preocupantes: desde peixes machos que adquirem características femininas até aves selvagens que perdem a vontade de comer, além de populações inteiras de peixes e outros organismos aquáticos dizimadas.

Diversos estudos sobre o impacto da poluição farmacêutica sobre a vida selvagem apontam que o uso crescente de drogas projetadas para serem biologicamente ativas em baixas doses pode estar causando uma crise global da vida selvagem.

"As populações de muitas espécies que vivem em paisagens alteradas pelo homem estão encolhendo por razões que não podemos explicar completamente", disse a pesquisadora Kathryn Arnold, da Universidade de York, na Inglaterra.

"Acreditamos que é hora de explorar novas áreas, como a poluição farmacêutica."

Machos femininos

Para os seres humanos, no entanto, a presença de drogas em baixa concentração na água não é um problema: seria necessário tomar entre 10 milhões e 20 milhões de litros de água da torneira para ingerir medicação suficiente para, digamos, aliviar uma dor de cabeça.

No caso dos peixes, a história é outra.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Panelas antiaderentes podem causar esterilidade nas mulheres

Veja também: As vantagens e desvantagens de cada tipo de panelas


Um estudo na revista Human Reproduction, descobriu uma ligação direta entre os produtos químicos perflourinated (PFCs) e infertilidade.

Quais são os PFCs?

Os PFCs são usados ??na fabricação de revestimento antiaderente de panelas de teflon e roupas revestido. Eles também são usados ?? para fazer:

Pesticidas e inseticidas, incluindo produtos de cuidado do gramado

Produtos de higiene pessoal

Tapetes

Cortinas

Revestimentos para sofás

Embalagens de alimentos

Produtos de limpeza e produtos de limpeza industrial.

Os fabricantes desses produtos têm sempre insistido que são substâncias inativos, que não podem prejudicar, mas há uma crescente evidência científica para mostrar que este não é o caso.

Sangue pesquisadores testaram 1240 mulheres dinamarquesas para os níveis de perfluorooctane e perfluorooctaneoate, dois PFC comuns.

domingo, 27 de outubro de 2013

Rússia impõe restrição temporária à importação de carne do Brasil


origem da imagem: http://ferramula3.blogspot.com.br/2013/10/russia-cancela-importacao-de-carne.html


Tássia Kastner e Suzana Inhestao, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - O Ministério da Agricultura confirmou nesta quarta-feira, 25, que o Serviço Federal de Fiscalização Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) está impondo restrição temporária à importação de carnes suína e bovina do Brasil. São dez frigoríficos com restrições, nove de carne bovina (seis da JBS, dois da Minerva e um da Marfrig) e um de carne suína, o Pamplona (Riosulense), em Santa Catarina.

Por meio de nota, o ministério afirma que a autoridade russa enviou um relatório preliminar da missão de inspeção que esteve no País entre 30 de junho e 14 de julho de 2013. "Esse documento será analisado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que fará seus comentários antes da publicação da versão final que será feita pelas autoridades russas", disse o ministério.

Segundo o ministério, o documento russo precisa ser traduzido antes de ser analisado pelos técnicos da pasta. Só depois será possível "avaliar os problemas identificados pelos russos e tomar as medidas necessárias o quanto antes".

Nesta quinta, o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne Bovina (Abiec), Fernando Sampaio, informou que nove unidades frigoríficas de produção da proteína foram impedidas de vender à Rússia a partir de 2 de outubro. "De tempos em tempos, as autoridades sanitárias russas decidem colocar restrições temporárias ou maiores controles às unidades brasileiras", disse Sampaio em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Segundo ele, as autoridades russas dizem que há "inconformidade com as normas sanitárias do país". "Eles descrevem o que ocorre com cada unidade. O que deu para perceber, num aspecto geral, é que eles citam bastante a questão do uso da ractopamina, mas há outras ‘inconformidades’." Hoje, há 56 unidades habilitadas para vender à Rússia, mas somente 14 - com o embargo atual - estão totalmente liberadas.

A ractopamina é uma substância é adicionada à ração que aumenta a massa muscular e faz com que os animais cresçam com menos gordura. Alguns médicos acreditam que a substância possa provocar doenças e por isso o aditivo está proibido em 80 países.

Impacto. Sampaio disse que ainda não é possível calcular o impacto nas vendas do setor. Um dos motivos é que as empresas são bem diversificadas geograficamente e podem atender ao mercado russo por outras unidades. A segunda é que, ao mesmo tempo em que há uma quantidade expressiva de restrições às unidades, a Rússia aumentou a cota às exportações brasileiras de carne bovina.

De acordo com Sampaio, a Abiec está pedindo ao Ministério da Agricultura que reitere as garantias sanitárias dadas aos russos na época das visitas das autoridades do país e brigue por uma reversão da decisão o mais breve possível.

"A Rússia já avisou que independentemente de estar na Organização Mundial de Comércio (OMC) vai continuar usando as suas regras de comércio. O Brasil é quem tem de mostrar a equivalência nesse assunto", enfatizou.





Para aprofundar:






sábado, 10 de agosto de 2013

Uso de drogas contra déficit de atenção explode e ameaça a saúde de milhões de crianças




Estão prestes a estourar no Brasil as sequelas de um surto mundial silencioso que, aqui, tem tido como principais alvos crianças e adolescentes de classe média. Adultos também integram o grupo. Apontadas por muitos como o veneno da atualidade, mas aceitas por outros como solução mais acertada para o tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), as ‘drogas da obediência’ – assim conhecidos os medicamentos que têm como princípio ativo o cloridrato de metilfenidato – têm sido consumidas em larga escala no país e também em Belo Horizonte. Em 2006, a capital mineira registrava consumo quatro vezes maior que a média do Brasil, nação que tem o título de segundo maior consumidor mundial do psicotrópico e onde, só em 2009, cerca de 2 milhões de caixas das pílulas foram vendidos. A projeção feita por especialistas é de que, em 2012, esses números sejam muito mais altos.


Nota do Blog:

O que é bastante preocupante é essa medicina baseada apenas em medicamentos, sem buscar, as causas que leva ao problema.

Naturalmente que as causas podem ser múltiplas, o que leva a uma necessidade maior de investigação.

Segue abaixo um  vídeo de uma reportagem sobre um das possíveis causas do déficit de atenção:



De acordo com o instituto, em 2000 foram vendidas 71 mil caixas dos psicotrópicos no Brasil, passando para a marca de quase 2 milhões de caixas em 2009. Em São Paulo, onde as drogas são distribuídas via Sistema Único de Saúde (SUS), uma pesquisa de 2011 do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, composto por cerca de 40 entidades, mostrou que 154 municípios paulistanos compraram em 2005 cerca de 55 mil comprimidos da ‘droga da obediência’. Cinco anos depois, o consumo saltou para 946 mil, 17,2 vezes maior. A projeção para 2011 era de que a compra chegasse a 1.493.024 de doses.

Em Minas Gerais, contrariando a vontade de muitos psiquiatras, a medicação ainda não chegou ao SUS, o que configura, para muitos especialistas, a droga da vez da classe média, já que uma caixa, de acordo com a dosagem e variação no número de pílulas, custa entre R$ 20 e R$ 220. Um levantamento do Centro de Estudos de Medicamentos da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) feito com crianças diagnosticadas com TDAH em BH tem números considerados perigosos. “O estudo, ainda em andamento, teve início em 2006 e naquele ano constatamos que a média de consumo da Ritalina em Belo Horizonte era quatro vezes maior que a média nacional e três vezes maior que a projeção calculada para o estado. É preocupante”, alerta o coordenador do centro, Edson Perini.

O especialista diz que o consumo está concentrado nas regiões Centro-Sul e Leste da cidade. “Percebemos o predomínio do uso pelo sexo masculino. Em geral, as prescrições estão dentro dos padrões de dosagem, mas encontramos algumas superdosagens, que não deveriam existir”, alerta.


Pode ser o caso do pequeno M.A.G, de 9 anos. Aos 7, ao sofrer bullying na escola, desenvolveu um quadro de depressão e síndrome do pânico. Os médicos aconselharam os pais a dar Concerta ao garoto, que durante três meses sob o efeito da droga não dormia, ficou ansioso e perdeu o apetite. Aí receitaram, além da “droga da obediência”, antidepressivo e um remédio para abrir o apetite. Os pais recusaram. “O que estão fazendo com as nossas crianças? Como estão sendo diagnosticados esses pacientes? E os remédios, como estão sendo prescritos? É algo que está sendo dado para a ansiedade dos pais, dos educadores e dos psiquiatras para responder às inquietações dos meninos. Alguém está preocupado com isso?”, questiona Perini.

CORRENTE CONTRA
Causa insônia, cefaleia, alucinações, psicose e até casos de suicídio. Faz com que a criança fique quimicamente contida em si mesma, todos considerados sinais de toxicidade, indicando a retirada da droga. No sistema cardiovascular o remédio causa arritmia, taquicardia, hipertensão e parada cardíaca. O risco de morte súbita inexplicada em adolescentes é maior entre aqueles que tomam o remédio. Além disso, interfere no sistema endócrino, na secreção dos hormônios de crescimento e dos sexuais. É uma substância com o mesmo mecanismo de ação e as mesmas reações adversas da cocaína e das anfetaminas, segundo médicos que não adotam o medicamento.

CORRENTE A FAVOR
A maioria dos pacientes tolera bem a medicação, que altera o organismo para que o cérebro funcione melhor. É como um par de óculos: corrige a maneira como a criança enxerga o mundo. Pacientes agitados, impulsivos, com dificuldades de aprendizagem, ao usarem o remédio, conseguem prestar mais atenção nas suas tarefas e aprendem com mais facilidade. O remédio é seguro e apresenta até 80% de eficácia. Mas deve ser sempre usado com acompanhamento médico e adequadamente prescrito, segundo seus adeptos.


CONCENTRAÇÃO POTENTE
A Ritalina e o Concerta (nomes comerciais dos remédios produzidos pela Janssen Cilag e Novartis, respectivamente) têm como princípio ativo o cloridrato de metilfenidato e são indicados para tratar o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Ambos, prescritos para crianças acima de 6 anos, estimulam o sistema nervoso, deixando os pacientes mais concentrados para a aprendizagem, e facilitam a circulação da dopamina, neurotransmissor responsável por excitar o sistema nervoso central. A Ritalina surgiu em meados dos anos 1950 e está disponível em duas formas: a Ritalina de longa duração, que age no cérebro por oito horas; e a que age por quatro horas. O Concerta está no Brasil desde 2004 e tem atuação de 12 horas.


Ponto crítico

Esses medicamentos são tão vilões quanto parecem?

Maria Aparecida Affonso Moysés doutora em medicina, professora titular de pediatria da Unicamp e membro fundadora do fórum de medicalização

SIM

O consumo exacerbado das “drogas da obediência” é o genocídio do futuro. Vivemos, sim, uma epidemia. A Ritalina e o Concerta são drogas derivadas da anfetamina e da cocaína. A medicação age aumentando a concentração de dopamina (neurotransmissor associado ao prazer). Como o remédio age por algumas horas, quando o efeito passa, tudo que o usuário quer é ter aquele prazer de volta. Quem usa esse estimulante fica com a atenção focada. A criança só consegue fazer uma coisa de cada vez, por isso, fica quimicamente contida, não questiona nem desobedece. Cada vez mais os pais estão sendo desapropriados pelos profissionais da saúde e da educação de ver seus filhos e de ouvir o que eles querem dizer. Então, se ele está agitado, desatento, impulsivo, vamos dar um remédio para que fique calado e dopado? É mais fácil lidar com um problema ‘médico’ a mudar o método de educação da criança. O TDAH pode ser o grito de socorro de uma criança que está vivendo um conflito em ambientes em torno dela. A pessoa que faz uso desse tipo de remédio tem de sete a 10 vezes mais chances de ter uma morte súbita inexplicada.

Arthur Kummer doutor em neurociência e professor de psiquiatria infantil da Universidade Federal de Minas Gerais

NÃO

Os medicamentos não são tão feios quanto dizem. São medicações com maior índice de eficácia na medicina. Quem sofre do transtorno e faz uso deles tem de 70% a 80% de melhora no aprendizado. Nenhum outro medicamento traz essa porcentagem como resultado. Para as crianças em idade escolar, que sofrem do distúrbio, o tratamento medicamentoso é de segunda linha: a primeira seria a terapia comportamental, que conta com a participação dos pais. Mas o grande problema é que há poucos profissionais dessa área, assim, o remédio passa a ser a primeira opção. Os efeitos colaterais são bem tolerados pela maioria dos pacientes. Nunca houve uma morte em virtude das doses. É tão seguro que a Academia Americana de Pediatria dispensa o pedido de eletrocardiograma antes da prescrição. No início, o remédio pode alterar um pouco o sono e o apetite, mas os benefícios superam isso. Meninos da 3ª e 4ª séries, que não conseguiam ser alfabetizados, depois de medicados, em duas semanas, conseguiram aprender. Quem não se trata, no futuro terá nível educacional mais baixo, empregos piores e pode até se envolver com drogas.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Formol traz risco à saúde mesmo em pequena concentração, diz Anvisa



Fonte da Charge

O consumo de leite com presença de formol não é seguro para a saúde humana. É o que aponta informe técnico divulgado pela Anvisa, nesta quinta-feira (9/5), em decorrência da Operação Leite Compen$ado, deflagrada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Ministério Público do Rio Grande do Sul, que investiga a adulteração de leite nas cidades de Ibirubá, Guaporé e Horizontina, no referido estado.

O formol ou formaldeído é toxico se ingerido, inalado ou se tiver contato com a pele e é considerado cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC) desde junho de 2004. Os tipos de câncer associados à exposição crônica ao formol são os de nasofaringe, nasossinusal e leucemia. “Mesmo em pequenas concentrações, o formol representa um risco à saúde, pois a substância não possui uma dose segura de exposição”, afirma Denise Resende, Gerente-Geral de Alimentos da Anvisa.

Por outro lado, o informe técnico apontou que a ureia, em doses razoáveis, causa pouca ou nenhuma toxicidade para seres humanos. “A ureia não é considerada uma substância de preocupação para a saúde humana, mas é usada para mascarar a quantidade de proteína no leite”, explica Denise.


PARA ENTENDER O CASO VEJA:

Leite adulterado

Segundo o Ministério da Agricultura, as indústrias produtoras do leite UHT adulterado foram submetidas ao Regime Especial de Fiscalização e estão impedidas de comercializar os produtos. A proibição é valida até que um plano de medidas corretivas seja aprovado e que três amostras consecutivas apresentem resultados laboratoriais dentro dos padrões.
Além disso, o Ministério realizou o recall de todos os lotes de leite que apresentaram problemas, não restando produtos adulterados no comércio.

Os lotes retirados do mercado foram divulgados em nota técnica pelo Ministério da Agricultura e estão listados abaixo.

EMPRESA 
GOIASMINAS – PASSO FUNDO/RS – SIF 1369
 PRODUTO
Leite UHT integral Marca Italac
Lote: L 05 KM3
Leite UHT semidesnatado
Marca Italac
Lote: L 12 KM1
Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 13 KM3
Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 18 KM3
Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 22 KM4
Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 23 KM1

EMPRESA 
BOM GOSTO – TAPEJARA/RS – SIF 4182

 PRODUTO
Leite UHT integral
Marca Líder
Lote: TAP 1 MB

EMPRESA 
VONPAR – VIAMÃO/RS – SIF 1792

PRODUTO
Leite UHT integral
Marca Mumu
Lote: 3 ARC


Competências

De acordo com a Lei 1.283/50, o Ministério da Agricultura é o órgão responsável pela fiscalização da fabricação de produtos de origem animal, incluindo o leite. Compete aos órgãos de vigilância sanitária a fiscalização desses produtos no mercado varejista. Como o leite adulterado já foi retirado do comércio, no momento, não serão adotadas ações sanitárias complementares.

De qualquer forma, a Anvisa recomenda aos consumidores que caso disponham desses lotes em suas residências, que os mesmos não sejam consumidos, por haver risco à saúde.

Confira aqui a íntegra do informe técnico sobre o caso.

Fonte: ANVISA

sábado, 17 de novembro de 2012

Antibióticos dados a animais chegam ao solo e podem contaminar vegetais



Os antibióticos que são dados a animais chegam ao solo e podem se concentrar em legumes e vegetais comidos pelas pessoas, mostra pesquisa da USP (Universidade de São Paulo).

O engenheiro agrônomo Rafael Leal, pesquisador do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP em Piracicaba, no interior de São Paulo, afirma que os resíduos atingem o ambiente de forma direta, nas fezes e na urina dos animais tratados, ou indireta, com o uso de esterco animal na adubação de propriedades rurais. Como o Brasil ainda não possui legislação sobre limites de resíduos no ambiente, Leal recomenda o controle e o monitoramento das substâncias na criação de animais.

A pesquisa avaliou quatro tipos de antibióticos, as fluoroquinolonas (norfloxacina, ciprofloxacina, danofloxacina e enrofloxacina), aplicadas em amostras de solo, de cama de frango (revestimento sobre o qual ficam os animais no criadouro) e solo fertilizado com cama de frango – foram usadas 46 amostras de cama de frango e 11 de solo, coletadas em granjas e áreas agrícolas de Piracicaba e outras sete cidades próximas.

Leal diz que verificou, ainda, “o potencial dos resíduos de serem absorvidos e eliminados dos solos representativos do Estado de São Paulo”. “Nos dois casos [cama de frango e solo], os valores foram compatíveis com os níveis relatados em outros países, podendo-se citar levantamentos conduzidos na Áustria, China e Turquia”, explica.

O engeheiro agrônomo afirma que, além de impactar negativamente organismos aquáticos e terrestres, a ocorrência dos resíduos pode aumentar a resistência de micro-organismos aos antibióticos. “As implicações da presença dos resíduos ainda são pouco conhecidas, pois começaram a ser investigadas somente a partir do ano 2000, e o Brasil carece de pesquisas na área, ignorando possíveis efeitos no ecossistema local”.

Embora não haja uma relação direta entre os efeitos dos resíduos com a saúde das pessoas, Leal observa que as concentrações transferidas ao solo pela aplicação de esterco animal podem favorecer a seleção de populações de micro-organismos resistentes. “Os resíduos também poderiam ser absorvidos e acumulados nos tecidos vegetais, causando riscos quando da colheita e consumo de alimentos de origem vegetal.”

Fonte: UOL Notícias


Noticia relacionada:



terça-feira, 26 de junho de 2012

Coca-Cola vendida no Brasil tem maior concentração de substância potencialmente cancerígena


A Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração do 4-metil-imidazol (4-MI), subproduto presente no corante Caramelo IV, classificado como possivelmente cancerígena. A análise foi realizada no Centro de Pesquisa CSPI (Center for Science in the Public Interest), de Washington D.C. Eles testaram a quantidade da substância nas latas de Coca-Cola também vendidas no Canadá, Emirados Árabe, México, Reino Unido e nos Estados Unidos. As informações sobre o estudo foram divulgadas pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

A pesquisa que apontou os riscos do Caramelo IV à saúde das pessoas foi feito pelo Programa Nacional de Toxicologia do Governo dos Estados Unidos e fez com que a Iarc (Agência Internacional para Pesquisa em Câncer), da OMS (Organização Mundial da Saúde), incluísse o 4-MI na lista de substâncias possivelmente cancerígenas.
Contatada pelo UOL, a assessoria de imprensa da Coca-Cola ainda não se pronunciou a respeito do estudo.

Concentrações

De acordo com o Centro de Pesquisa CSPI, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 mcg (microgramas) do corante cancerígeno em 350 ml, cerca de 267mcg/355ml. Essa concentração é muito maior em comparação com a Coca-Cola vendida no Quênia, que ficou na segunda posição, com 170 cmg/355ml.


PaísQuantidade de 4-MI por 355 ml de refrigerante
Brasil267 mg
Quênia177 mg
Canadá160 mg
Emirados Árabes Unidos155 mg
México147 mg
Reino Unido145 mg
Estados Unidos (Washington)144 mg
Japão72 mg
China56 mg


A Coca-Cola do Brasil fornece nove vezes mais o limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia, que estipulou a quantidade máxima de 39 ml do refrigerante por dia e nenhum outro produto que possui o corante Caramelo IV em sua composição.

Como nos últimos 30 anos o consumo de refrigerante quintuplicou no Brasil, o Idec ressalta que, independentemente da presença do corante, todas as bebidas que contêm açúcar devem ser evitadas, pois se consumidas em excesso podem aumentar o risco de diabetes, obesidade e doenças associadas aos cânceres de esôfago, rins, pâncreas, e


À Anvisa, o Idec questionou a base científica para permissão do uso do Caramelo IV no Brasil (estudos que garantem a segurança do aditivo), e se a agência monitora as quantidades de Caramelo IV e 2-metilimidazol e 4-metilimidazol presentes nos produtos alimentícios brasileiros. O Idec exigiu que a agência adotasse providências imediatas, tendo em vista a proteção à saúde do consumidor.

As empresas e a Anvisa terão o prazo de 10 dias para responder aos questionamentos do Idec.



Notícia relacionada:

Substância comum em refrigerantes seria cancerígena, diz pesquisa
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/03/substancia-comum-em-refrigerantes-seria-cancerigena-diz-pesquisa.html

terça-feira, 1 de maio de 2012

Até 25 mil casos de câncer por ano têm ligação com o trabalho, mostra estudo


Confira quais são as atividades mais vulneráveis ao risco de desenvolver câncer

Dos 500 mil casos de câncer registrados todos os anos, pelo menos entre 20 mil e 25 mil estão relacionados à ocupação do paciente. Um levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca) lista 19 tipos de tumores malignos – entre eles os de pulmão, pele, fígado, laringe e leucemias – que podem ser provocados pela exposição a produtos químicos e falta de equipamentos de segurança adequados. Os dados fazem parte do estudo Diretrizes para vigilância do câncer relacionado ao trabalho, divulgado ontem.

Essa estimativa pode ser conservadora – leva em conta pesquisas europeias, que apontam que 4% dos novos tumores são ligados à ocupação. “Considerando o ambiente de trabalho, maquinários obsoletos, processos ultrapassados, os trabalhadores brasileiros estão ainda mais expostos que os europeus. Em alguns tipos de tumor, podemos trabalhar com uma proporção de 8% a 16% dos novos casos”, ressalta Ubirani Otero, coordenadora do estudo e responsável pela Área de Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho e ao Ambiente do Inca.
Agentes de risco


O documento recomenda, como principal estratégia para a redução do número de tumores malignos, a eliminação da exposição aos agentes causadores. Além de listar os cânceres ligados ao trabalho, relaciona os produtos cancerígenos e a atividade econômica a que está ligado, como a de cabeleireiros, agricultores profissionais, da construção civil, indústria do petróleo, entre outras.

Aponta ainda a dificuldade de se obter dados a respeito da ocupação dos pacientes. Ubirani levantou, por exemplo, estatísticas sobre câncer de bexiga, a partir do cadastro Integrador de Registros Hospitalares de Câncer, entre 2008 e 2010. Nesse período, hospitais relataram 2.426 casos da doença – em 46,2% não havia informações sobre o tipo de trabalho exercido.

“Não basta saber a ocupação atual, mas também a atividade pregressa. Só com informações corretas vamos conseguir relacionar câncer à ocupação. O Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde) tem apenas 128 registros de câncer relacionado ao trabalho. É preciso melhorar esse dado”, afirma Ubirani. O estudo propõe a adoção de um questionário ampliado sobre a ocupação e o tempo de serviço na atividade de risco.
O professor de Epide¬mio¬logia da Universidade de São Paulo Victor Wünsch defende que o governo defina metas para a redução dos riscos no trabalho. “Desses casos ligados à ocupação, estima-se que metade sejam pacientes com câncer de pulmão. É extremamente grave porque não temos tratamentos eficazes, até o momento, para esse câncer. Temos de fazer a prevenção desses casos”, afirmou.


Confira a lista completa de possíveis causadores de tumores a que profissionais estão expostos no ambiente de trabalho:


Ácido sulfúrico, acrinonitrila, agrotóxicos, amianto, aminas aromáticas, antineoplásicos (quimioterápicos), arsênico, asfalto, benzeno, benzidina, butadieno, cádmio, campos magnéticos, chumbo, compostos halogenados, compostos orgânicos voláteis, cloreto de vinila, cromo, dioxinas, emissão de forno de coque e de gases combustíveis, epicloridina, estireno, formaldeído, fuligem, fumo, hormônios, HPA (hidrocarboneto policíclico aromático), herbicidas, inseticidas não arsenicais, manganês, mercúrio, níquel, óleos, ondas e campos eletromagnéticos, óxidos de metais, petróleo, radiação, sílica, solventes, urânio, vapores de combustíveis fósseis, poeira de (metais, madeira, couro, cimento, cereais, tecidos, construção civil, carvão, quartzo e cimento) e gases de (amônia, óxido de nitrogênio, dióxido de cloro e enxofre).

domingo, 4 de dezembro de 2011

Ministério proíbe anabolizantes em bovinos


O Ministério da Agricultura definiu, por meio de instrução normativa publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (2), a proibição da importação, produção, comercialização e uso de substâncias naturais ou artificiais, com atividade anabolizante hormonal em bovinos de abate.
O lote de animais suspeitos será apreendido e identificado. Se confirmada a suspeita os bovinos não poderão ser movimentados por um período de seis meses.
Se o laudo laboratorial caracterizar a presença de anabolizantes do Grupo Estilbeno (Hexestrol, Dienestrol e Dietilestilbestrol) os bovinos serão abatidos compulsoriamente, no prazo máximo de 15 dias, contados a partir da data de notificação.
As carcaças dos animais abatidos não poderão ser destinadas ao consumo humano ou animal, e deverão ser incineradas.

A informações são do site:

G1 - Ministério proíbe anabolizantes em bovinos - notícias em Agronegócios:

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