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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Manejo Integrado de Pragas: gasto ou economia?


Fonte imagem: http://www.cnpuv.embrapa.br/eventos/workshopento2009/

O produtor sabe que investir no manejo integrado de pragas exige o monitoramento constante da lavoura. Mas de quanto pode ser o retorno financeiro deste investimento? Foi em busca desta resposta que uma centena de pesquisadores e técnicos da extensão rural estiveram reunidos nos dias 10 e 11 de junho, na Embrapa Trigo (Passo Fundo, RS), durante a “Avaliação das Unidades de Referência Tecnológica de Manejo Integrado de Pragas Safra 2013”.

“A Helicoverpa causou uma revolução no manejo das lavouras. Fomos obrigados a rever as nossas práticas e o uso de defensivos sem critérios técnicos, somente com base no calendário. Agora precisamos saber primeiro o que está causando danos na lavoura para então avaliar a melhor estratégia de controle, já que só aplicar inseticida não funciona mais. O prejuízo trouxe também o aprendizado”, afirmou o técnico da Emater/RS Alencar Rugeri.

Para o técnico da Emater/PR, Nelson Harger, “o agricultor tem muita informação, mas pouco conhecimento. O modelo atual está voltado à máxima produtividade, que nem sempre considera a rentabilidade. Nosso papel aqui é fazer a ponte para que o produtor tenha sempre o melhor resultado”.

Resultados

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, foram monitorados 5 mil hectares (ha) de soja e milho na última safra, com abrangência em 200 propriedades. O Manejo Integrado de Pragas (MIP) contou com diversas estratégias, como armadilhas, identificação de insetos, controle biológico (distribuição de vespas), uso de defensivos seletivos e acompanhamento técnico junto ao produtor em áreas entre 2 a 5 ha, chamadas de Unidades de Referência Tecnológica (URTs). O esforço da Ascar-Emater/RS contou com mais de 200 extensionistas, além de pesquisadores da Embrapa Trigo, no acompanhamento e identificação das pragas. As capacitações em palestras e eventos a campo foram realizadas durante todo o processo, com apoio da Caravana da Embrapa para Ameaças Fitossanitárias no Brasil, que percorreu os principais polos produtores de grãos no Estado.

A principal dificuldade dos extensionistas foi convencer o produtor a não aplicar inseticidas nas URTs enquanto o nível recomendado pelo MIP não fosse atingido, o que acabou atrapalhando a mensuração dos resultados. Mas na propriedade da família Stapenhorst, com 12 ha em Roca Sales (RS), a condução de 2,5 ha de soja seguindo os preceitos do MIP trouxe resultados surpreendentes: o rendimento foi superior em 10 sacos de soja, um ganho direto de R$ 1.250,00 na área, além da economia com defensivos no investimento de duas aplicações de inseticidas e apenas uma de fungicida, enquanto no resto da lavoura sem MIP foram necessárias quatro aplicações de inseticidas e duas de fungicidas. Segundo o técnico da Emater/RS Municipal, Guilherme Miritz, no milho o rendimento foi semelhante na área sem monitoramento, mas o controle de pragas foi restrito a uma aplicação de inseticida. “Com a divulgação dos resultados, o produtor pretende fazer o controle em toda a área cultivada e os vizinhos já estão demandando o acompanhamento técnico. A meta do projeto é fazer com que o produtor domine a tecnologia e sirva como multiplicador do MIP”, explica Miritz.


Paraná

O acompanhamento no uso de inseticidas pela Emater/PR é realizado desde 1996 e mostra o crescimento constante no número de aplicações nas lavouras de verão: em 1996, eram 2,7 aplicações por safra; em 2014, o número passou para 4,6 aplicações. De acordo com o técnico Nelson Harger, a diversidade de produtos utilizados também é considerada alta, com média de 5,8 inseticidas na mesma safra.

A partir da implantação do MIP numa área de 100 ha, distribuídos em cinco propriedades, no município de Cambé (PR), foi possível reduzir as pulverizações com inseticidas em 68%. Nas mais de 100 URTs de soja instaladas no Estado (média de 24 ha cada), o número de aplicações de inseticidas caiu de 4,6 (média do PR) para 2,2 (média URT). Nas áreas que não foram acompanhadas, a primeira aplicação foi aos 25 dias da implantação da lavoura, enquanto que as áreas monitoradas com MIP só tiveram aplicações aos 57 dias. Nas contas da Emater/PR e dos parceiros do projeto “Plante seu futuro”, o custo por hectare com aplicações de inseticidas nas URTs foi R$ 143,7; enquanto o custo/ha na média das aplicações no Paraná foi de R$ 276,5 considerando gastos com inseticidas e mão-de-obra.


Mato grosso
As diferenças regionais e culturais na produção agrícola do Brasil exigem a adaptação dos processos de transferência de tecnologia, assim a agricultura familiar ganha grandes proporções no tamanho das propriedades do Centro-Oeste. No Mato Grosso, o MIP foi conduzido em apenas uma URT de 100 ha em Sinop, durante três anos, na propriedade de um formador de opinião. É o conceito de “Produtor Experimentador”, em prática pela Embrapa Agrossilvipastoril. A área foi dividida em duas partes iguais, com 50 ha sob o MIP e outros 50 ha conduzidos a critério do produtor Junior Ferla. Como resultados, os custos de produção reduziram em 5% na área com MIP, onde foram efetuadas duas aplicações de inseticidas e uma de fungicida, enquanto a média na região foi de 5 a 8 aplicações. De acordo com o pesquisador Rafael Pitta, o produtor pretende estender o MIP para toda a área de soja em mais de 2 mil ha. Neste ano, estão previstas mais 10 URTs no Mato Grosso.


Avaliação final

De modo geral, na avaliação dos técnicos envolvidos no processo, o rendimento das lavouras de milho e soja conduzidas com MIP ficaram na média dos municípios ou acima, com a vantagem de redução no número de aplicações com inseticidas na maioria dos casos. “Este evento mostra que é possível a redução na utilização de agrotóxicos, no número de aplicações tanto em pequenas propriedades quanto em produção de grande escala. Provamos que o processo pode ser feito tanto com o monitoramento, quanto com o uso de produtos e agentes de controle biológico sem implicar em perdas no rendimento”, ressalta o Diretor Técnico da Emater/RS Gervásio Paulus.

Ainda, um dos aportes na divulgação do MIP foi a Caravana Embrapa para Ameaças Fitossanitárias, que percorreu o Brasil com conhecimentos sobre o MIP com mais de 30 especialistas, em 18 estados e capacitações para 6 mil multiplicadores. Segundo um dos coordenadores, Sérgio Abud, os maiores resultados da Caravana foram mudança de comportamento nos agentes produtivos; redução no uso de inseticidas; preservação e identificação dos inimigos naturais; e retomada no uso do controle biológico de pragas.


Texto: Joseani Antunes - MTb 9396/RS


Para saber mais:




domingo, 11 de março de 2012

Barragem subterrânea mantém solo úmido em períodos de seca



Uma solução simples pode ajudar os agricultores do semi-árido a segurar a umidade das águas do período chuvoso. A barragem subterrânea é uma construção rápida e barata que mantém perfeitamente a umidade do solo favorecendo o plantio durante, praticamente, o ano todo.


G1 - Barragem subterrânea mantém solo úmido em períodos de seca - notícias em Agronegócios:

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domingo, 4 de março de 2012

Curso de Sustentabilidade





Vamos substituir as sacolinhas?




Onde vai parar uma sacolinha qualquer jogado em um lugar qualquer?



Então?

Vamos trocar as sacolinhas por uma outra opção e ao descartar vamos descartar em um local correto.

Nosso planeta é um só e toda ação afeta um todo. Veja no vídeo abaixo como um lixo qualquer jogado em um lugar qualquer ... onde vai parar?



Para saber mais: http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com/2012/02/cerca-de-70-do-lixo-dos-oceanos-e.html

domingo, 15 de janeiro de 2012

"Vamos Tirar o Planeta do Sufoco"



Vamos participar e colaborar - é muito simples. Independente da cidade ou estado em que estamos vamos tomar a iniciativa - pequenas atitudes e grandes diferenças...



Em Fernandópolis e outras 24 cidades da região, os supermercados estão gradualmente substituindo as sacolas descartáveis por reutilizáveis. A Campanha Vamos Tirar o Planeta do Sufoco conscientiza os consumidores para a prática sustentável que a partir de 25 de janeiro começa a valer em todo o Estado. 

Em Fernandópolis o Supermercado Souza já participa da campanha, o que significa que, quando todos os consumidores de Fernandópolis aderirem à iniciativa, mais de 3 milhões de sacolinhas deixarão de poluir o meio ambiente todo mês. 

Em São José do Rio Preto as lojas dos supermercados Carrefour, Wal Mart, Pão de Açúcar, Laranjão, Proença, Maranhão, Tridico, Tome Leve, Peniel, Barradas, Pastorinho e JJ Supermercados, estão suspendendo gradualmente a distribuição e orientando o consumidor sobre a importância do fim do descarte irracional de sacolas. As sacolas descartáveis são feitas à base de petróleo (polietileno) e demoram em torno de 400 anos para se deteriorarem poluindo o meio ambiente. Quando todos os supermercados de Rio Preto aderirem a Campanha, serão mais de 25 milhões de sacolinhas a menos no lixo por mês. 

 
A supressão da distribuição de sacolas descartáveis é uma medida voluntária   dos supermercados em prol do meio ambiente. “Acreditamos que desta forma, em parceria com diversos setores da sociedade e o poder público, visando à conscientização do consumidor, teremos uma adesão concreta à esta iniciativa”, afirma o Diretor Regional da Associação Paulista de Supermercados (APAS), Renato Gaspar Martins. 

Outras cidades que já colocaram a campanha em prática são Adolfo, Bady Bassit, Catiguá, Cedral, Cosmorama, Elisiário, Olímpia, Floreal, Guapiaçu, Ibirá, José Bonifácio, Mendonça, Mirassol, Monte Aprazível, Neves Paulista, Nhandeara, Nova Granada, Palestina, Severínia, Uchoa, Urupês, Votuporanga,   São José do Rio Preto e Catanduva. 

A substituição das sacolas descartáveis será feita por sacolas reutilizáveis ou sacolas biodegradáveis, que serão vendidas a 0,19 centavos. “Toda a ação foi pensada para conscientizar a população sobre a necessidade de evitar o descarte de sacolas plásticas no meio ambiente, por serem a causa de entupimentos de bueiros, enchentes e asfixia de animais”, lembra Renato Martins. 

Em todo o Estado de São Paulo, a campanha terá início a partir do dia 25 de janeiro. A data foi escolhida porque é o aniversário da cidade de São Paulo, a maior cidade brasileira, com grande volume de supermercados e onde está localizada a sede da APAS e das principais redes de supermercados do país. 

A Campanha Vamos Tirar o Planeta do Sufoco está alinhada com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que obriga toda a sociedade brasileira a rever seus conceitos sobre a questão do lixo. A APAS iniciou a campanha pela substituição das sacolas, mas este é só o início de um projeto mais amplo que envolve inclusive o estímulo aos supermercadistas de adotarem posturas   sustentáveis até na construção da loja. O Guia da Loja Verde por exemplo, é uma publicação inédita do setor, e dá dicas de projetos economicamente viáveis para os empresários.)



 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Você sabe qual a importância de uma árvore?




Rafael Morais Chiaravalloti* e Luciani Maria Vieira Rocha**


As árvores são um dos organismos mais incríveis que existem na Terra. Por ficarem paradas, elas apresentam mais variações do que qualquer outro tipo de organismo. Assim, diante de uma modificação no ambiente, elas não podem se mover para algum lugar mais harmônico, e, a longo prazo, modificações começam a surgir para se adaptarem. Por exemplo, para se proteger contra fungos e bactérias, surgiu na árvore salgueiro uma substância chamada salicina. E como ela, milhares de outras substâncias e adaptações também foram aparecendo.
A importância dessas substâncias para nossa vida é que a partir delas podemos elaborar novos produtos farmacêuticos. A salicina, por exemplo, foi a base para a elaboração da aspirina. Já a Mirta, rosa de Madagascar, é usada para o tratamento de leucemia e o Teixo do Pacífico no tratamento de câncer de ovário. Além disso, essas substâncias também são constantemente usadas para a elaboração de cosméticos, como a essência do perfume Chanel n° 5, que é proveniente da árvore da Amazônia Pau-rosa.
Mas a importância das árvores para o equilíbrio do planeta vai mais longe. Embora com uma grande variedade, elas apresentam uma característica comum: todas fazem fotossíntese. O que significa dizer que durante o dia elas absorvem radiação solar e gás carbônico e liberam oxigênio e água. Pensando que nossa respiração é o contrário desse processo (respiramos oxigênio e liberamos gás carbônico), fica fácil entender a importância de uma árvore para a nossa sobrevivência. No entanto, o ponto forte desse mecanismo não é apenas a produção do oxigênio, mas também a liberação de água. Na Amazônia, por exemplo, a quantidade de água proveniente das árvores é tão grande que regula as chuvas de quase todo o mundo. Porém, mais uma vez, não precisamos ir tão longe, pois as árvores das áreas urbanas também têm um papel muito importante.
O uso da vegetação é sempre apontado por vários pesquisadores como uma importante estratégia para amenização da temperatura do ar nas cidades, relacionada ao controle da radiação solar, ventilação e umidade relativa do ar. Um dos benefícios do uso da vegetação é a absorção de grande quantidade de radiação solar, emitindo uma quantidade menor de calor que qualquer superfície construída, por consumirem a maior parte da energia para sua sobrevivência. Além disso, as árvores oferecem menor resistência à dissipação do calor sob suas copas, garantem uma ação de descontaminação atmosférica e proporcionam sombra para os pedestres caminharem nos passeios durante o dia.
Um dos estudos pioneiros feitos na cidade de São Paulo confirmou, em 1985, que as áreas urbanas com maior adensamento de prédios altos promoviam maior acúmulo de calor enquanto as áreas urbanas com maior cobertura vegetal e presença de árvores contribuíam para a perda de calor mais rapidamente[1]. De lá para cá, diversas pesquisas em várias cidades no mundo e no Brasil, continuam confirmando esses resultados.
Também em São José do Rio Preto, uma cidade média no interior paulista conhecida pelo calor intenso, ficou muito claro que, principalmente no período noturno, há enorme vantagem no uso das árvores como elementos importantes na conformação das cidades. Na comparação das temperaturas do ar entre dois trechos de uma avenida de fundo de vale, um ocupado com prédios altos e outro com margens arborizadas, foram encontradas diferenças de até 3°C2.
Apesar do desconforto térmico, ainda não se percebe a conveniência de se plantar mais árvores na cidade. Se as árvores pudessem se mover, provavelmente sairiam correndo.
* Rafael Morais Chiaravalloti é biólogo e autor do livro “Escolhas Sustentáveis” (Editora Urbana).
**Luciani Maria Vieira Rocha é mestre em planejamento urbano e pesquisadora da Universidade Paulista – UNIP
Notas:
[1] LOMBARDO, Magda. O Clima e a Cidade. Encontro Nacional do Ambiente Construído. ANTAC, p. 59 – 62, Salvador, 1997.
[2] ROCHA, L.M.V.; SOUZA, L.C.L. Contribuição da vegetação e permeabilidade do solo para o ambiente térmico em avenidas de fundo de vale. XI ENCAC, VII ELACAC, Búzios, 2011


Retirado:http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/voce-sabe-qual-a-importancia-de-uma-arvore/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=mercado-etico-hoje