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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Filme pulverizado sobre o pomar protege frutas de pragas e doenças



Fonte: EMBRAPA

Um produto eficiente e prático, de fácil aplicação, desenvolvido pela Embrapa Clima Temperado (RS), está em fase de testes e promete facilitar a vida dos agricultores na hora de proteger suas plantações contra pragas e doenças, além de reduzir o uso de agrotóxicos. Trata-se de um filme protetor à base de quitosana que é pulverizado sobre a planta. A tecnologia foi testada inicialmente em fruteiras de clima temperado como pêssego, maçã, pera, citros e também feijão.

O produto tem apresentado resultados promissores na indução da resistência a doenças e pragas das plantas, com a grande vantagem de que novas moléculas podem ser adicionadas ao filme para aumentar o seu potencial de atuação. A quitosana é a estrutura molecular que forma a carapaça de crustáceos como siris e caranguejos.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Ministério Público Federal solicita que Embrapa promova a Agroecologia




O Ministério Público Federal enviou ao presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Parque Estação Biológica, Maurício Antônio Lopes, um ofício datado de 12 junho, solicitando que essa instituição confira especial tratamento às áreas relativas à Agroecologia, de acordo com o estabeleciddo pela Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo).

No ofício, o Ministério Público Federal informou ter "recebido sucessivos reclames quanto às linhas de pesquisa da Embrapa, que privilegiam o modelo agroquímico de produção e o uso de agrotóxicos, em detrimento dos mecanismos biológieos de controle das pragas e da agroecologia".

O documento também sugeriu que a Embrapa promova práticas ecológicas " tendo em vista a insustentabilidade dos sistemas convencionais de produção".

O texto na íntegra pode ser lido abaixo.

Ofício /2014 - 4º CCR Brasília, 12 de junho de 2014

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
4ª CÂMARA DE COORDENAÇÂO E REVISÃO
Meio Ambiente e Patrimônio Cultural

A Sua Excelência o Senhor
MAURÍCIO ANTÔNIO LOPES
Presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) Parque Estação Biológica - lºqEB s/n°. 70770-901 Brasília-DF

Assunto: Agroecologia

Senhor Presidente,

Cumprimentando-o, e em face da instituição da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo), cujos objetivos incluem o desenvolvimento de açiies indutoras da transição agroecológica e da produçlio orgânica de base agroecológica. para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da populaçlio (Decreto n. 7.794/2012, art. 1°), solicitamos que essa Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária confira especial tratamento às demandas relativas a essa área.

O Ministério Público Federal tem recebido sucessivos reclames quanto às linhas de pesquisa da Embrapa, que privilegiam o modelo agroquímico de produção e o uso de agrotóxicos, em detrimento dos mecanismos biológicos de controle das pragas e da agroecologia.

Desse modo, sugerimos que a Embrapa promova a instigação das políticas indutoras do desenvolvimento agrícola brasileiro, por meio da adoção de modelos altemativos de produção agrícola, tendo em vista a insustentabilidade dos sistemas convencionais de produção.
Atenciosamente,

Måario José Gisi - Subprocurador-Geral da República Coordenador da 4ª CCR
Pedro Serafim - Procurador Regional do Trabalho Presidente do Fórum Nacional de Combate aos Impactos de Agrotóxicos


Colaboração: Edílson Gonçalves

domingo, 20 de outubro de 2013

Presidenta lança Brasil Agroecológico que investirá R$ 8,8 bilhões durante três anos

A presidenta Dilma Rousseff lançou, nesta quinta-feira (17/10), o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica - Brasil Agroecológico, que investirá R$ 8,8 bilhões em três anos. O anúncio foi feito durante a 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, no complexo Brasil XXI, em Brasília. Durante o evento, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, anunciou que o governo vai publicar 100 decretos de desapropriação de terras para a reforma agrária até o dia 31 de dezembro.
17.10.2013 - Presidenta lança Brasil Agroecológico que investirá R$ 8,8 bilhões durante três anos
17.10.2013 - Presidenta lança Brasil Agroecológico que investirá R$ 8,8 bilhões durante três anos
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“O Planapo é muito bom porque é fruto do trabalho de todos vocês”, afirmou Dilma, referindo-se aos participantes da Conferência. "É possível um país crescer, que esse país que cresce distribua renda e inclua, e seja um país que conserva e protege o meio ambiente. É possível produzir com qualidade alimentos orgânicos da agroecologia”, defendeu a presidenta. O decreto criando o Planapo foi assinado em 20 de agosto de 2012, durante a Rio + 20. São 14 metas distribuídas em quatro eixos estratégicos: produção, uso e conservação de recursos naturais, conhecimento e comercialização e consumo.

O Brasil Agroecológico é uma construção coletiva, elaborada por membros da Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica (Ciapo) e da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO). O Plano foi aprovada em junho deste ano, em reunião coordenada pelos ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República (SG-PR), Gilberto Carvalho; do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Veja o vídeo apresentado durante o lançamento



Dos R$ 8,8 bilhões investidos no programa, R$ 7 bilhões serão disponibilizados via crédito agrícola por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Plano Agrícola e Pecuário. O valor de R$ 1,8 bilhão será destinado para ações específicas, como qualificação e promoção de assistência técnica e extensão rural, desenvolvimento e inovações tecnológicas , além da ampliação do acesso a mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).


sábado, 27 de julho de 2013

Manejo de pragas em hortaliças durante a transição agroecológica


O desenvolvimento de modelos de produção agrícola de base ecológica tornou-se necessário para suprir a necessidade crescente de alimentos livres de resíduos tóxicos e ao mesmo tempo, respeitar os preceitos da sustentabilidade, da conservação do meio ambiente e do bem-estar do ser humano. A produção orgânica de hortaliças se enquadra neste contexto e no Brasil, cada vez mais, vem conquistando simpatizantes tanto na agricultura familiar como no seguimento empresarial formado por médios e grandes produtores rurais. Também é preconizada por políticas públicas direcionadas a hortas urbanas e periurbanas.

A transição agroecológica refere-se a um processo gradual de mudança na forma de manejo do agroecossistema, que envolve a passagem de um modelo agroquímico de produção, de alta dependência de insumos externos (fertilizantes e agrotóxicos) para outro modelo de agricultura que incorpore princípios, métodos e tecnologias de base ecológica. As mudanças podem ocorrer em vários níveis: começando pela redução no uso de insumos convencionais; passando para a substituição de práticas e insumos convencionais por técnicas e insumos alternativos; e por fim, pela remodelagem de toda a propriedade conforme os princípios agroecológicos, com elevado aproveitamento dos processos naturais e interações ecológicas. Isto pode levar algum tempo, dependendo do tipo de manejo utilizado anteriormente na propriedade, das condições edafoclimáticas locais e das estratégias agroecológicas adotadas para construção do novo modelo de produção agrícola



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