Seguidores

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Brasil libera quantidade até 5.000 vezes maior de agrotóxicos do que Europa




O debate sobre o uso de agrotóxicos ganhou um novo capítulo, e ele não é bom para o Brasil. Estudo inédito revelou o abismo que existe entre a legislação brasileira e a da União Europeia sobre o limite aceitável de resíduos na água e nos alimentos.

A contaminação da água é o que mais chama a atenção, com a lei brasileira permitindo limite 5.000 vezes superior ao máximo que é permitido na água potável da Europa.

No caso do feijão e da soja, a lei brasileira permite, respectivamente, o uso no cultivo de quantidade 400 e 200 vezes superior ao permitido na Europa. Esses são os resultados do estudo "Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil ...

Esses são os resultados do estudo "Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia", da pesquisadora Larissa Mies Bombardi, do Laboratório de Geografia Agrária da USP (Universidade de São Paulo). ...


"Infelizmente, ainda não é possível banir os agrotóxicos. Por isso, é importante questionar por que o governo brasileiro não usa parâmetros observados no exterior", afirma Bombardi, para quem a permissividade em relação à água "é "é uma barbárie".

Enquanto a União Europeia limita a quantidade máxima que pode ser encontrada do herbicida glifosato na água potável em 0,1 miligramas por litro, o Brasil permite até 500 vezes mais. O Brasil tem, segundo o estudo, 504 agrotóxicos de uso permitido. Desses, 30% são proibidos na União Europeia --alguns há mais de uma década.

Esses mesmos itens vetados estão no ranking dos mais vendidos. O acefato, tipo de inseticida usado para plantações de cítricos, é o terceiro da lista.


Uma nota técnica da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) citada no estudo de Lombardi mostra que o acefato causa a chamada "síndrome intermediária". Entre os danos à saúde estão fraqueza muscular dos pulmões e do do pescoço. Em crianças, o risco é mais acentuado. "A nossa legislação é frouxa no que diz respeito aos resíduos e à quantidade permitidos na União Europeia", diz Bombardi.

Veja a reportagem completa no link abaixo:





quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Testes de ONG mostram que 36% dos alimentos têm agrotóxicos acima do limite ou proibidos

Publicado originalmente em : G1 BEM ESTAR Por Monique Oliveira.
Resultado de imagem para 36% dos alimentos têm agrotóxico proibido ou acima do limite, indica estudo
Levantamento da ONG Greenpeace com alimentos como arroz, feijão e café mostrou ainda que 60% das amostras apresentam pelo menos algum tipo de resíduo de pesticida.

Testes feitos em 12 alimentos comuns da dieta do brasileiro, entre eles o arroz e o feijão, mostraram que 36% apresentavam irregularidades em relação a agrotóxicos: ou apresentavam pesticidas totalmente proibidos no Brasil para qualquer alimento; ou continham níveis de produtos proibidos para aquela cultura específica; ou, ainda, contavam com resíduos acima do limite permitido por lei.

O levantamento também mostrou que 60% das amostras apresentavam pelo menos algum tipo de resíduo de pesticida.


VEJA TAMBÉM:
É seguro, ingerir diariamente resíduos de agrotóxicos?


domingo, 29 de outubro de 2017

Bicarbonato de sódio ajuda a retirar até 96% de agrotóxico da maçã, mostra pesquisa

Por G1



Agrotóxicos são utilizados para aumentar o rendimento dos alimentos, mas há preocupações em relação ao risco à saúde humana ao longo do tempo (Foto: Reprodução/RBS TV)



Método foi o mais efetivo para retirar produtos na superfície da fruta.


 Maçãs ficaram imersas por 15 minutos em solução de bicarbonato.

Um produto de uso doméstico comum, o bicarbonato de sódio, pode ajudar a tirar resíduos de agrotóxico na superfície da maçã, diz pesquisa publicada nesta quarta-feira (25) no "Journal of Agricultural and Food Chemistry".

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Compostos extraídos da gravioleira têm potencial ação inseticida e antitumoral


Artigo reproduzido do Portal EMBRAPA

Antonio Lindemberg Martins Mesquita - Acetogeninas anonáceas encontradas na gravioleira apresentam atividade anticancerígena
Acetogeninas anonáceas encontradas na gravioleira apresentam atividade anticancerígena.
Foto: Antonio Lindemberg Martins Mesquita


Substâncias bioativas identificadas na gravioleira vêm chamando a atenção dos cientistas há pelo menos quarenta anos. São as acetogeninas anonáceas, uma classe de compostos derivados de ácidos graxos, cujo espectro de atividade biológica inclui propriedades inseticidas, anti-helmínticas e anticancerígenas. A Embrapa e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acabam de concluir um estudo que pode contribuir para que, no futuro, essas substâncias cheguem às prateleiras de supermercados e farmácias.

A pesquisa avaliou um método promissor para extrair e concentrar esses compostos. Um estudo que abre caminhos para que se possa transformar folhas em produtos, como suplementos alimentares ou fitoterápicos, sem que se percam os princípios ativos de interesse.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Composto orgânico contribui para controle de doença do tomateiro



A partir de três formulações diferentes do composto orgânico fermentado chamado bokashi, um experimento conduzido por pesquisadores da Embrapa Hortaliças (DF) comprovou que o aporte de matéria orgânica no solo é capaz de reduzir o efeito negativo da bactéria Ralstonia solanacearum, causadora da murcha bacteriana no tomateiro e agente nocivo para mais de 200 espécies vegetais.

 O uso de bokashi propicia o aumento dos microrganismos presentes no solo que competem com a bactéria, dificultando sua reprodução.

A lógica por trás desse resultado remonta ao fundamento da Física de que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo, o que se conhece por princípio da impenetrabilidade. Na zona do solo influenciada pelas secreções das raízes, conhecida como rizosfera ou segundo genoma da planta, há uma vasta fauna microbiana composta por microrganismos como fungos, bactérias e algas.

domingo, 24 de setembro de 2017

Anvisa proíbe comercialização de herbicida associado à doença de Parkinson

Utilizado na agricultura em culturas como a de milho e de soja, evidências apontaram para risco da doença degenerativa em trabalhadores que entraram em contato com o produto.


Herbicida é utilizado para o combate de ervas daninhas em diversas culturas, como em plantações de soja (foto) (Foto: Werneck Almada/ Divulgação Ibama)


Após análise de nove anos, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu pela proibição da comercialização e uso do herbicida 'Paraquate'.

O Paraquate é utilizado na agricultura no Brasil para o combate de ervas daninhas em culturas como a do milho, algodão, soja, feijão e cana-de-açúcar.

Análise de evidências científicas concluiu que o produto está associado ao desenvolvimento da doença de Parkinson -- condição neurológica degenerativa que leva ao tremor, rigidez, distúrbios na fala e problemas de equilíbrio.

Segundo relatório do GGTOX, grupo de trabalho de toxicidade da Anvisa, o produto tem qualificação toxicológica I, considerado extremante tóxico. A agência começou a analisar o produto em 2008.

De acordo com a análise das evidências científicas, o grupo considerou haver peso suficiente para comprovar o potencial do herbicida de induzir aberrações cromossômicas em células somáticas in vitro e in vivo, em diferentes espécies, e por diferentes vias de exposição, inclusive dérmica.


Ainda, em análise conjunta com a Fiocruz, que entregou nota técnica à agência em outubro de 2009, a Fiocruz considerou suficientes as evidências da literatura científica relacionadas à intoxicação aguda, mutagenicidade, desregulação endócrina, carcinogênese, toxicidade reprodutiva, teratogênese e doença de Parkinson.

No entanto, as evidências mais consistentes foram relacionadas à doença de Parkinson, o que levou o relatório da Anvisa a concluir que:

“Há um peso de evidência forte em estudos em animais e epidemiológicos indicando que o Paraquate está associado ao desencadeamento da doença de Parkinson em humanos.”

A agência diz, no entanto, que as evidências apontam para o risco do Paraquate em trabalhadores que entram em contato diretamente com o produto. Não há evidências apresentadas que o herbicida deixe resíduo nos alimentos.

A decisão da diretoria colegiada da Anvisa foi feita no fim da tarde de terça-feira (19). O prazo concedido para o total banimento do produto é de três anos.

Fonte: G1 Bem Estar



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Microplásticos contaminam água da torneira mundo afora

Fibras de plástico invisíveis estão presentes não apenas nos oceanos, mas também na água potável usada por milhões de pessoas, aponta estudo. De onde vêm essas partículas e como podem afetar a saúde humana?

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Agrotóxicos impactam o sangue e afetam doadores, diz dissertação defendida na USP.

Estudo na Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto diz que glifosato pode promover alterações hepáticas e levar a danos ao fígado e anemia



Os agrotóxicos afetam também o sangue. Dos doadores aos receptores de transfusões. É o que diz uma dissertação de mestrado defendida este ano na Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, e publicada nesta quinta-feira (10/08).

Os dados obtidos pela pesquisadora Fortuyée Rosa Meyohas Neves indicam menor sobrevida de plaquetas e hemácias do sangue nas populações expostas a agrotóxicos. “E que há metabólitos de agrotóxicos no plasma de indivíduos, potenciais doadores de sangue, expostos aos agrotóxicos”, escreve ela já na introdução.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Em novo julgamento, STF muda lei federal, e amianto é proibido no país..



Ao analisar leis estaduais que proíbem a produção de amianto, o STF (Supremo Tribunal Federal) declarou inconstitucional o artigo da lei federal que permite o uso do mineral no país.

A produção e o uso do amianto, produto cancerígeno, ficam proibidos no país.... 

domingo, 16 de julho de 2017

Pesticidas à base de nicotina são nocivos a abelhas, diz estudo

Pesquisa realizada tem três países foi publicada pela revista 'Science'. Intenção era estabelecer impactos no 'mundo real' e não em laboratórios.

Fonte G1 Ciência e Saúde


Usados na agricultura, agrotóxicos neonicotinoides podem ser responsáveis pelo declínio da população de abelhas na natureza. Sugestão vem de abrangente pesquisa de campo realizada em três países e publicada na "Science".

terça-feira, 11 de julho de 2017

UFFS testa sensor biológico capaz de identificar presença de agrotóxicos na água

As pessoas poderiam ter uma visão qualitativa da presença de agrotóxico na água que consomem...



Pesquisadores da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Realeza, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Estadual do Centro Oeste (UNICENTRO) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) estão desenvolvendo um sensor biológico (biossensor) capaz de detectar a presença de agroquímicos em águas subterrâneas e superficiais.


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Risco de câncer de pele é sete vezes maior em trabalhadores expostos a agrotóxicos

É o que mostra pesquisa inédita do Instituto Nacional do Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde. A descoberta reforça a demanda, urgente, pela produção agroecológica

por Cida de Oliveira, da RBA publicado 12/05/2017 10h03
Segundo a pesquisa do Inca, a exposição a agrotóxicos aumenta o risco de câncer de pele mesmo quando o trabalhador fica por menos tempo ao sol

São Paulo – A exposição excessiva aos raios solares, principalmente entre as 10 e 16 horas, é a maior causa do câncer de pele – o tipo de maior incidência no Brasil. No entanto, uma pesquisa concluída recentemente no Instituto Nacional do Câncer José de Alencar (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, sugere que que os agrotóxicos podem estar muito mais envolvidos no surgimento da doença do que se pensava.

sábado, 6 de maio de 2017

Antibióticos com fim nutricional: produção controversa


Folha Londrina/Rural (*)

Usado para aumentar a eficiência alimentar na produção de carnes, o medicamento fomenta o debate da classe científica de que poderia ocasionar o surgimento de superbactérias


Antibióticos fazem parte da vida da população no combate a doenças, que vez ou outra, atrapalham nossa saúde e são receitados via indicação médica. Mas quando se trata da produção de carne – principalmente aves e suínos e, em segundo plano, bovinos em confinamento – essa classe de medicamentos está além dos fins terapêuticos: são utilizados para aumentar a eficiência alimentar, ou seja, ganho de peso dos animais por meio dos antibióticos promotores de crescimento (APC).

domingo, 16 de abril de 2017

Tratamento do lixo no Japão





O Brasil definiu, em lei, que os lixões a céu aberto tinham data para acabar. Esse prazo venceu há um ano.

Isso não impediu que mais de 1.500 cidades brasileiras continuassem enviando resíduos para lixões, incluindo a nossa capital federal.

Brasília ostenta um título difícil de se orgulhar: o de ter o maior lixão a céu aberto da América Latina, o Lixão da Estrutural, que fica a menos de 15 quilômetros do Congresso, do Palácio do Planalto e do local das tomadas de decisão mais importantes do país.
(Fonte revista Época)

O fato de Brasília te ter o título de ter o maior lixão a céu aberto , que fica a menos de 15 quilômetros do Congresso, do Palácio do Planalto, nos leva a refletir que esse lixão não é apenas físico, mas a politica brasileira no congresso e pelo Brasil, tem mostrado que também é um lixão a céu aberto, e por isso não conseguimos resolver algo tão básico, nem na capital federal.

Parabéns ao Japão, que nos mostra, que existe sim um caminho.

Naturalmente que a solução que eles encontraram lá esta de acordo com a realidade deles, a nossa realidade é outra, a solução é outra, e temos conhecimentos suficientes para resolver, falta seriedade e vontade para resolver.

Você sabe a diferença entre lixão, aterro controlado e aterro sanitário?

Veja:

quarta-feira, 29 de março de 2017

UFSM cria herbicida que não prejudica a saúde e o ambiente



Pensando no agricultor, no consumidor e no ambiente como um todo, um grupo de professores da UFSM deu início, em 2012, a uma pesquisa que tinha um objetivo nobre: desenvolver produtos que combatessem pragas das lavouras sem prejudicar a saúde.

O resultado desse trabalho vai ser apresentado em 4 de abril, durante o 6º Workshop de Bioprodutos Aplicados à Agricultura, no auditório do CCR (veja a programação completa aqui).

sábado, 18 de março de 2017

Pesticidas matam 200 mil pessoas por intoxicação aguda todo ano, alertam especialistas

Cerca de 90% das mortes ocorreram em países em desenvolvimento, onde as regulamentações de saúde, de segurança e de proteção ao meio ambiente são frágeis. Dois especialistas em direitos humanos da ONU pediram novo tratado global para regulamentar e eliminar gradualmente o uso de pesticidas perigosos na agricultura e avançar em práticas agrícolas sustentáveis.

Foto: Akarsh Simha/Flickr/CC


Dois especialistas em direitos humanos da ONU pediram nessa semana (7) um novo tratado global para regulamentar e eliminar gradualmente o uso de pesticidas perigosos na agricultura e avançar em práticas agrícolas sustentáveis.

De acordo com a relatora especial da ONU sobre o direito à alimentação, Hilal Elver, e o especialista das Nações Unidas para os direitos humanos e substâncias e resíduos perigosos, Baskut Tuncak, os pesticidas são responsáveis por 200 mil mortes por intoxicação aguda a cada ano.

Eles apontaram que cerca de 90% das mortes ocorreram em países em desenvolvimento – onde as regulamentações de saúde, de segurança e de proteção ao meio ambiente são frágeis.

terça-feira, 7 de março de 2017

Caixas de pizza podem baratear reflorestamento

Foto: Felipe Ferreira
Fonte e imagens :Embrapa Agrobiologia

Técnica simples e barata pode auxiliar na reabilitação de áreas degradadas com um custo até 50% menor em comparação aos métodos tradicionais. Trata-se do uso de papelão para controle do capim no coroamento (capina ao redor) de mudas em ações de reflorestamento. O produtor pode utilizar até mesmo caixas usadas de pizza. Desenvolvida por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, a técnica pode viabilizar financeiramente a adoção da recuperação de pastagens para pequenos produtores. O Brasil tem hoje cerca de 21 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal que precisam ser restauradas, a maioria sob uso de pastagem.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

'Bomba-relógio' de suicídios: Como uma mescla de agrotóxicos, depressão e dívidas abala grupo de agricultores gaúchos

Paula Sperb BBC BRASIL

Simone Rovadoski ficou um ano sem plantar depois da morte do marido


A família de agricultores acordou cedo e tomou chimarrão naquela manhã quente de 21 de dezembro de 2013. A mãe fez bolinhos para o lanche e iniciou o preparo da lentilha para o almoço.

Mas, quando Simone Rovadoski, 39 anos, saiu da casa para ajudar o marido José Dell Osbel, 44, no cultivo dos 48 mil pés de tabaco da família, encontrou-o morto.

"Não pude evitar que as crianças vissem. Foi um horror", relembra Simone sobre o suicídio do marido, em Gramado Xavier, a 156 km de Porto Alegre. "Ajuda a salvar meu pai, ajuda!", pedia o filho do casal, na época com 13 anos, para curiosos que se aproximavam.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Efeitos crônicos dos venenos em lavouras não são considerados


Um estudo da Anvisa sobre a presença de agrotóxicos foi severamente questionado por pesquisadores. A principal crítica é que o órgão relativizou as preocupações sobre contaminação. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que houve um aumento desproporcional na comercialização do produto entre 2007 e 2013.



domingo, 5 de fevereiro de 2017

Uso excessivo de agrotóxicos aumenta resistência de pragas

Dos US$ 54,6 bilhões vendidos em agrotóxicos no mundo, em 2015, o Brasil consumiu sozinho US$ 9,6 bilhões.


Uma ala inteira de um hospital isolada por causa de uma superbactéria. Uma área inteira de lavoura em vazio sanitário até o próximo plantio. O que existe em comum entre estas duas situações, é a dificuldade de combater organismos cada vez mais resistentes aos remédios, ou aos venenos disponíveis no mercado.

A resistência acontece da seguinte maneira: vamos supor que em uma lavoura de soja, exista uma infestação de percevejos. Mas existem entre eles, alguns que são diferentes. Eles têm, lá no seu DNA, o gene da resistência. Esses, vão sobreviver. Depois de várias e várias pulverizações e com a reprodução desses insetos, aqueles percevejos que eram diferentes, passam a ser maioria e aí o produto não vai mais funcionar.


Veja o vídeo com a reportagem no link abaixo:

Uso excessivo de agrotóxicos aumenta resistência de pragas

domingo, 29 de janeiro de 2017

'O uso seguro de agrotóxicos é um mito'




Raquel Rigotto, professora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), participou como palestrante do Seminário Nacional Contra o Uso de Agrotóxicos, realizado de 14 a 16 de setembro na Escola Nacional Florestan Fernandes – Guararema, São Paulo. Coordenadora do Núcleo Tramas – Trabalho, Meio Ambiente e Saúde, pesquisa a relação entre agrotóxicos, ambiente e saúde no contexto da modernização agrícola no estado do Ceará. Nesta entrevista, ela defende o debate sobre uso de agrotóxicos como um tema estratégico e critica a ideia de que é possível utilizá-los de forma segura.

Qual a importância da discussão sobre agrotóxicos na atual conjuntura?

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Glifosato não é água

Por: Sonia Corina Hess e Rubens Onofre Nodari

Estudos revelam que os herbicidas à base de glifosato, o agrotóxico mais comercializado no Brasil e no mundo, têm efeitos adversos para a saúde humana e dos animais e para os ecossistemas. Na base desse problema, está a falta de rigidez na regulamentação de seu uso: leia o artigo da CH 332.
Fonte da Imagem

Em 1969, a empresa Monsanto obteve a patente do composto químico glifosato para uso como herbicida. O glifosato é o princípio ativo do produto comercial Roundup, que mata qualquer tipo de planta, exceto os vegetais transgênicos denominados RR (Roundup Ready), que foram desenvolvidos para serem resistentes ao referido produto.

Ao investigar a composição química de grãos de soja produzidos em Iowa, nos Estados Unidos, pesquisadores relataram, em trabalho publicado em 2014, que os grãos da soja geneticamente modificada Roundup Ready acumulavam glifosato, o que não foi observado em grãos de variedades não transgênicas. Além disso, foram encontradas diferenças substanciais na composição química dos grãos investigados, como os teores de proteínas, minerais e açúcares, evidenciando que a soja transgênica não tem o mesmo perfil químico e nutricional que a soja não transgênica produzida em sistema orgânico ou convencional. Não são, portanto, alimentos equivalentes.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Plantas podem ver, ouvir, cheirar e até reagir?

Josh Gabbatiss BBC Earth

Na visão de Jack Schultz, plantas são "como animais muito lentos": conseguem ver, ouvir, cheirar e até têm comportamentos.

Professor da Divisão de Ciências Vegetais da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, ele passou quatro décadas investigando as relações entre vegetais e insetos. Segundo o cientista, as plantas lutam por território, procuram alimentos, evitam predadores e fazem armadilhas para suas presas. Logo, estão vivas no mesmo sentido que os animais - assim como eles, exibem condutas.

"Para ver isso, basta você fazer um filme rápido de uma planta em crescimento - ela vai se comportar como um animal", acrescenta Olivier Hamant, um cientista especializado em vegetais da Universidade de Lion, na França.

Qualquer pessoa que tenha visto documentários sobre a natureza, ao estilo deLife, de David Attenborough, pode verificar que vídeos em time-lapse demonstram claramente o comportamento das plantas.

As plantas registradas nessas imagens em alta velocidade estão se movendo com um objetivo, o que significa que elas devem ter alguma consciência do que está acontecendo em volta.

"Para responder corretamente, as plantas também precisam de dispositivos de detecção sintonizados às condições que variam", explicou Schultz.

Foto aérea registra um sorriso feito de plantas de arroz na província de Zhejiang, na China


Como humanos

Mas o que uma planta sente?

Se você acreditar no que afirma Daniel Chamovitz, da Universidade de Tel Aviv, em Israel, os sentimentos delas não são tão diferentes dos nossos.

Quando decidiu escrever What a Plant Knows ("O que uma Planta Sabe", em tradução livre), livro lançado em 2012 no qual explora a vida delas com base em pesquisas científicas rigorosas e avançadas, o cientista ficou apreensivo.

"Eu estava extremamente preocupado com a reação que (o livro) iria causar", disse.

Tanta cautela tinha motivos. As descrições em seu livro de plantas vendo, cheirando, sentindo e até sabendo o que se passava à sua volta lembra A Vida Secreta das Plantas (de Peter Tompkins e Christopher Bird), um livro publicado em 1973 que fez muito sucesso naquela época, mas tinha pouca coisa em termos de fatos.


domingo, 15 de janeiro de 2017

Brasil tem 5 mil vezes mais glifosato na água do que países europeus

Pesquisadora da USP desenvolve mapa da contaminação por agrotóxicos no Brasil, país já considerado o maior consumidor do mundo



O Brasil Rural desta sexta-feira (9) conversou com a pesquisadora e professora de Geografia Agrária da USP, Larissa Bombardi, sobre o alto índice de agrotóxicos que consumimos no Brasil e os reflexos para a saúde. Os mapas produzidos por Larissa são chocantes. Mortes por intoxicação e suicídio são alguns dos casos citados pela professora em seu trabalho mais recente, que resultará no livro Geografia sobre o uso de agrotóxicos no Brasil.

A pesquisa, que está em fase de finalização, reúne os dados sobre os venenos agrícolas em uma sequência cartográfica que dá dimensão complexa a um problema pouco debatido no país. São mais de 60 mapas entre os anos de 2007 a 2014. O Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos, posto, até a década passada, ocupado pelos EUA.

"O glifosato, herbicida mais vendido no Brasil, e causador de câncer é 5 mil vezes maior na água potável por aqui do que na União Européia. Inclusive em algumas praças e parques públicos, ele é utilizado para capinar. Há muitas prefeituras utilizando também à beira da estrada. Por que é seguro aqui e não é lá fora? 30% dos agrotóxicos que são usados no Brasil são proibidos na União Européia", alerta ela sobre a permissividade brasileira em relação a outros países.

Clique, no player link abaixo, para ouvir a entrevista na íntegra.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo

Análise da Anvisa mostrou que a laranja é o alimento campeão em concentração de agrotóxicos. Além dela, muitas frutas, legumes e verduras têm índices acima do permitido.





09/01/2017 10h41 Atualizado 09/01/2017 13h55

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e pela primeira vez, uma análise da Anvisa mostrou que consumir laranjas pode causar contaminação aguda.

E não é só a laranja, não. Muitas frutas, verduras e legumes têm concentração de produtos químicos acima do permitido, mas será que tirar a casca resolve? E lavar? O Bem Estar de segunda-feira (09) fala sobre o assunto e as nutricionistas Vanderli Marchiori e Mariana Garcia explicam o que o consumidor pode fazer.

E você sabe a diferença entre agroecológicos, orgânicos e hidropônicos?

Pensando na saúde, será que vale a pena pagar mais caro?



Veja a reportagem completa no link abaixo:

domingo, 8 de janeiro de 2017

Milhões de abelhas morrem no interior de SP; agrotóxico pode ser causa




Pelo menos dez milhões de abelhas morreram nesta semana na região de Porto Ferreira (a 230 km de São Paulo). A estimativa de produtores de mel é que ao menos 200 colmeias de nove apiários tenham sido atingidas. A principal suspeita é de que agrotóxicos aplicados por uma usina em um canavial da região tenham causado as mortes.

O Ministério Público foi acionado e irá analisar se irá entrar com uma ação civil pública para apurar as responsabilidades.


Veja também :