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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Aplicativo auxilia na identificação de inimigos naturais de pragas agrícolas


Uma das maiores dificuldades para o produtor é identificar os inimigos naturais das pragas que atacam sua lavoura, especialmente para quem pretende utilizá-los como método de controle, pois esses aliados naturais podem ser confundidos com as próprias pragas. Para facilitar a identificação, especialistas da Embrapa Agrobiologia (RJ) desenvolveram um aplicativo com o qual é possível acessar imagens dos agentes naturais de controle mais comuns. O Guia InNat é gratuito e está disponível para download na loja de aplicativos Google Play.

Com um smartphone em mãos, o produtor pode comparar um inseto coletado em campo com a galeria de imagens. Além disso, pode ir para o campo, fotografar um inseto presente na sua lavoura e comparar no mesmo momento a foto tirada com a câmera do celular com as imagens da galeria do Guia InNat. Além de fotos, o aplicativo contém informações sobre cada grupo de inimigo natural e sua função na natureza. “De nada adianta a presença de insetos benéficos na lavoura, se o agricultor confundi-los com os que podem causar danos à plantação”, alerta a pesquisadora da Embrapa Alessandra de Carvalho Silva, especialista em controle biológico de pragas e uma das idealizadoras do aplicativo.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Composto feito com ipê roxo pode ajudar no tratamento do câncer de mama

Ipê roxo na rodovia SP 215, em Porto Ferreira (Foto: Fabiana Assis/G1)

Em testes de laboratório, substância desenvolvida na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) foi 100 vezes mais eficiente que medicamentos atuais.


 Ipê, uma das árvores mais queridas e representativas do Brasil, pode, no futuro, ajudar muito na cura do câncer de mama. Uma pesquisa desenvolvida pela doutoranda Kátia Mara de Oliveira, do Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sob a orientação do professor Alzir Batista, mostrou em testes em laboratório que o lapachol, uma substância retirada da casca do ipê roxo, tem alto poder de mortandade sobre as células do câncer de mama.

 A pesquisa ocorre desde 2012. O objetivo da química era aliar produtos naturais com propriedades anticancerígenas ao rutênio, um metal muito parecido com o ferro – que ajuda a transportar as substâncias até as células doentes – para criar compostos mais eficientes que os medicamentos utilizados para o tratamento de câncer atualmente e diminuir os efeitos colaterais.

Veja a reportagem completa no link abaixo:

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Compostos extraídos da gravioleira têm potencial ação inseticida e antitumoral


Artigo reproduzido do Portal EMBRAPA

Antonio Lindemberg Martins Mesquita - Acetogeninas anonáceas encontradas na gravioleira apresentam atividade anticancerígena
Acetogeninas anonáceas encontradas na gravioleira apresentam atividade anticancerígena.
Foto: Antonio Lindemberg Martins Mesquita


Substâncias bioativas identificadas na gravioleira vêm chamando a atenção dos cientistas há pelo menos quarenta anos. São as acetogeninas anonáceas, uma classe de compostos derivados de ácidos graxos, cujo espectro de atividade biológica inclui propriedades inseticidas, anti-helmínticas e anticancerígenas. A Embrapa e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acabam de concluir um estudo que pode contribuir para que, no futuro, essas substâncias cheguem às prateleiras de supermercados e farmácias.

A pesquisa avaliou um método promissor para extrair e concentrar esses compostos. Um estudo que abre caminhos para que se possa transformar folhas em produtos, como suplementos alimentares ou fitoterápicos, sem que se percam os princípios ativos de interesse.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Composto orgânico contribui para controle de doença do tomateiro



A partir de três formulações diferentes do composto orgânico fermentado chamado bokashi, um experimento conduzido por pesquisadores da Embrapa Hortaliças (DF) comprovou que o aporte de matéria orgânica no solo é capaz de reduzir o efeito negativo da bactéria Ralstonia solanacearum, causadora da murcha bacteriana no tomateiro e agente nocivo para mais de 200 espécies vegetais.

 O uso de bokashi propicia o aumento dos microrganismos presentes no solo que competem com a bactéria, dificultando sua reprodução.

A lógica por trás desse resultado remonta ao fundamento da Física de que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo, o que se conhece por princípio da impenetrabilidade. Na zona do solo influenciada pelas secreções das raízes, conhecida como rizosfera ou segundo genoma da planta, há uma vasta fauna microbiana composta por microrganismos como fungos, bactérias e algas.

terça-feira, 11 de julho de 2017

UFFS testa sensor biológico capaz de identificar presença de agrotóxicos na água

As pessoas poderiam ter uma visão qualitativa da presença de agrotóxico na água que consomem...



Pesquisadores da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Realeza, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Estadual do Centro Oeste (UNICENTRO) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) estão desenvolvendo um sensor biológico (biossensor) capaz de detectar a presença de agroquímicos em águas subterrâneas e superficiais.


quarta-feira, 29 de março de 2017

UFSM cria herbicida que não prejudica a saúde e o ambiente



Pensando no agricultor, no consumidor e no ambiente como um todo, um grupo de professores da UFSM deu início, em 2012, a uma pesquisa que tinha um objetivo nobre: desenvolver produtos que combatessem pragas das lavouras sem prejudicar a saúde.

O resultado desse trabalho vai ser apresentado em 4 de abril, durante o 6º Workshop de Bioprodutos Aplicados à Agricultura, no auditório do CCR (veja a programação completa aqui).

terça-feira, 7 de março de 2017

Caixas de pizza podem baratear reflorestamento

Foto: Felipe Ferreira
Fonte e imagens :Embrapa Agrobiologia

Técnica simples e barata pode auxiliar na reabilitação de áreas degradadas com um custo até 50% menor em comparação aos métodos tradicionais. Trata-se do uso de papelão para controle do capim no coroamento (capina ao redor) de mudas em ações de reflorestamento. O produtor pode utilizar até mesmo caixas usadas de pizza. Desenvolvida por pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, a técnica pode viabilizar financeiramente a adoção da recuperação de pastagens para pequenos produtores. O Brasil tem hoje cerca de 21 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal que precisam ser restauradas, a maioria sob uso de pastagem.

sábado, 7 de maio de 2016

Invenção de estudante brasileiro substitui antibiótico por luz

O emissor de luz criado pelo pernambucano Caio Guimarães é capaz de matar até as bactérias mais resistentes

Uma espécie de lanterna com lâmpadas de led, o equipamento já foi testado pelo exército americano.

Ao invés de antibióticos que agridem o estômago, luzes capaz de trata infecções.

 Essa foi a ideia desenvolvida pelo estudante pernambucano Caio Guimarães, que durante um estágio no Wellman Center, laboratório de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), desenvolveu a tecnologia capaz de tratar infecções através da irradiação de luz nos tecidos humanos.

 Em uma frequência que mata até mesmo as bactérias mais resistentes, os equipamentos são capazes de eliminar a infecção em cerca de uma hora. 

Bem mais eficiente que os antibióticos que existem no mercado farmacêutico, o mecanismo já foi testado em uma pesquisa patrocinada pelo exército norte-americano para eliminar uma bactéria encontrada em ferimentos de soldados que foram ao Iraque.

 Como uma lanterna portátil, o equipamento conta com lâmpadas de led calibradas para irradiar uma frequência exata de luz, que é visível a olho humano e não tem efeitos colaterais.

 Uma microagulha guiar a luz da fonte para dentro dos tecidos humanos, atingindo até mesmo áreas mais profundas. 

Em fevereiro de 2015, o trabalho será apresentado no Photonics West, em São Francisco, na Califórnia.



 Veja abaixo o vídeo produzido pelo Diário de Pernambuco.




FONTE: AS BOAS NOVAS



VEJA TAMBÉM UMA ENTREVISTA COM O CAIO GUIMARÃES



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Fungos da Amazônia são usados em bioinseticida contra Aedes aegypt

 Do G1 AM

 Produto elimina larvas em até 24h e não prejudica o meio ambiente.

Grupo busca empresas que queiram produzir e comercializar produto.


Um bioinseticida produzido a partir de fungos encontrados em plantas e insetos da Amazônia foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O estudo durou três anos e isolou mais de 100 linhagens fúngicas de vários substratos da Amazônia. O bioinseticida pode ser borrifado em plantas e colocado em recipientes que armazenem águas, matando as larvas e ovos do Aedes aegypti em até 24h após a aplicação.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Invenção de estudante brasileiro substitui antibiótico por luz

O emissor de luz criado pelo pernambucano Caio Guimarães é capaz de matar até as bactérias mais resistentes

Uma espécie de lanterna com lâmpadas de led, o equipamento já foi testado pelo exército americano.

Ao invés de antibióticos que agridem o estômago, luzes capaz de trata infecções.

 Essa foi a ideia desenvolvida pelo estudante pernambucano Caio Guimarães, que durante um estágio no Wellman Center, laboratório de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), desenvolveu a tecnologia capaz de tratar infecções através da irradiação de luz nos tecidos humanos.

 Em uma frequência que mata até mesmo as bactérias mais resistentes, os equipamentos são capazes de eliminar a infecção em cerca de uma hora. 

Bem mais eficiente que os antibióticos que existem no mercado farmacêutico, o mecanismo já foi testado em uma pesquisa patrocinada pelo exército norte-americano para eliminar uma bactéria encontrada em ferimentos de soldados que foram ao Iraque.

 Como uma lanterna portátil, o equipamento conta com lâmpadas de led calibradas para irradiar uma frequência exata de luz, que é visível a olho humano e não tem efeitos colaterais.

 Uma microagulha guiar a luz da fonte para dentro dos tecidos humanos, atingindo até mesmo áreas mais profundas. 

Em fevereiro de 2015, o trabalho será apresentado no Photonics West, em São Francisco, na Califórnia.



 Veja abaixo o vídeo produzido pelo Diário de Pernambuco.




FONTE: AS BOAS NOVAS



VEJA TAMBÉM UMA ENTREVISTA COM O CAIO GUIMARÃES



sábado, 7 de novembro de 2015

Pesquisadores de SC descobrem que flor de hibisco pode inibir câncer

Joana Caldas Do G1 SC
Pesquisa foi apresentada no 13º Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (Foto: Epagri/Divulgação)


Ratos que tiveram acesso à planta tiveram avanço da doença reduzido.
Pesquisadora sugere que substância poderia ser 'quimioterapia natural'.



Pesquisadores de Itajaí descobriram que uma espécie de hibisco pode inibir o avanço de câncer do colón. O experimento foi feito em ratos e apresentado no Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, em agosto. Os pesquisadores, agora, verificam os resultados de novas experiências, feitas com o chá da planta.

A pesquisa começou no final do ano passado, explica a professora Sandra Soares Melo, responsável pelo Laboratório de Nutrição Experimental (Lanex) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Os estudantes, do curso de nutrição, trabalham com plantas medicinais e procuravam um novo objeto de estudo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Planta com cheiro substitui agrotóxico para combater pragas em morango e tomate

Roberto Custódio / Jornal de Londrina / O doutorando Mateus Carvalho comprovou a redução de 70% na incidência de mosca branca em meio à plantação de tomate
O doutorando Mateus Carvalho comprovou a redução de 70% na incidência de mosca branca em meio à plantação de tomate

O cultivo de frutas e hortaliças em consórcio com outros alimentos pode ser um método bastante eficaz no combate de pragas e doenças na agricultura. É o que constataram pesquisadores do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Eles escolheram o tomate e o morango – dois dos alimentos mais suscetíveis a pragas e, portanto, ao uso de agrotóxicos – para mostrar como técnicas alternativas podem ajudar a repelir insetos de forma natural. Os métodos deram certo e já estão sendo utilizados por produtores orgânicos da região Norte do estado.

Em um dos experimentos, o mestrando do programa de pós-graduação em Agronomia Fernando Hata utilizou o plantio de alho com o morango para afastar o ácaro rajado. A praga, que causa o apodrecimento das folhas da planta, foi repelida pelo cheiro forte do alho. 

“Podemos diminuir em até 50% a população de ácaro com o plantio do alho próximo ao morango. Isso reduz bastante o uso de veneno, se o agricultor tiver uma produção convencional”, comenta o pesquisador.

Hata assinala que, no caso do produtor orgânico, a técnica também propicia um controle melhor sem o uso de agrotóxicos. A alternativa já é empregada por produtores de Pinhalão e Jandaia do Sul.

Ervas

O doutorando Mateus Gimenez Carvalho, por sua vez, plantou coentro e manjericão entre mudas de tomate. O resultado foi uma repelência natural à mosca branca, praga que transmite um vírus que afeta o desenvolvimento da planta. 

Assim como na outra pesquisa foi o odor liberado pelas plantas cultivadas em consórcio que espantou as moscas. Agora, Carvalho busca uma maneira de afastar outro inimigo dos agricultores – a traça do tomateiro. “Essas [mosca branca e traça] são duas pragas que causam muitos danos ao tomate. Quero me aperfeiçoar nesta pesquisa”, salienta.

O estudante observa que o experimento já realizado ajuda a reduzir em até 70% a mosca branca na produção. Além disso, a contribuição com o meio ambiente é garantida a partir da diminuição no uso de agrotóxicos, prática cada vez mais comum nesse tipo de cultura.

 “Tem produtor que aplica de duas a três vezes por semana agrotóxicos no tomate, ainda mais quando se cultiva em época de muito calor. A praga cria até resistência e tudo chega ao consumidor final”, alerta.

Quem aderiu à estratégia de Carvalho já relata benefícios. “A técnica ameniza bastante as pragas. Só usamos inseticida em último caso”, afirma Almir Almeida Ramos, que administra uma propriedade rural de Londrina. A plantação de tomate do local passou a contar com coentro desde a última safra.

* * * * *

Estratégia abre espaço para renda extra

Foi na propriedade do agricultor Lauro Wittmann, 52 anos, de Jandaia do Sul, que o pesquisador Fernando Hata viu pela primeira vez o plantio de morango em consórcio com alho.

 Na época, Wittmann já observava os benefícios da iniciativa no controle de praga e o pesquisador percebeu que a estratégia precisava ser mais bem estudada. “O plantio era sem muita certeza de que daria certo”, lembra Hata.

É por experiência própria, no entanto, que o produtor de morangos conta como o alho é útil para repelir o ácaro rajado. Agricultores conhecidos dele chegaram a tentar usar ervas, como o manjericão, no controle de pragas do morango, mas o resultado não foi semelhante.

 “As plantas faziam sombras no morango e atrapalhavam o cultivo. Com o alho, não. É algo que não compete com o morango e acaba sendo mais uma fonte de renda”, diz Wittmann. Ele abriu mão do uso de agrotóxicos em sua produção desde 1999 e comercializa o alho produzido com o morango em feiras orgânicas da região.

Iniciativa

Fazenda Escola testa mais métodos e plantas

Criar condições para que inimigos naturais das pragas surjam para controlá-las também pode ser uma alternativa para eliminar o uso de agrotóxicos na agricultura.

 Pesquisador na área de controle biológico conservacionista, o professor de Agronomia Ayres de Oliveira Menezes Júnior, também da Universidade Estadual de Londrina, explica que a estratégia consiste na preservação da diversidade ecológica existente nas áreas naturais. “Se isso for conservado [a natureza], o produtor vai observar que os inimigos naturais das pragas farão o controle.

 Mas ele precisa ter consciência disso para aproveitar estes benefícios”, afirma o pesquisador.Outra forma equilibrada ecologicamente de substituir a aplicação de veneno nas plantações é o cultivo paralelo de plantas com outras aptidões, como o apresentado na pesquisa do morango e tomate. 

Mas o produtor, salienta o professor, pode ir além, usando girassol, mamona e trigo sarraceno, por exemplo, para atrair inimigos naturais das pragas que atingem a cultura principal. Na Fazenda Escola da UEL, a estratégia é utilizada em meio ao plantio de soja e de milho. 

O trigo sarraceno atrai joaninhas que ajudam a combater pulgões do milho. Já a mamona atrai vespas que se alimentam, por sua vez, de lagartas que atacam a soja. 

O professor do Departamento de Agronomia da UEL e orientador das pesquisas envolvendo morango e tomate, Maurício Ventura, observa que outra vantagem da pesquisa é a possibilidade de evitar o manuseio e aplicação de agrotóxicos, a partir destas estratégias. 

Isso, destaca ele, ajuda a garantir mais saúde ao agricultor e ao consumidor final do produto.


domingo, 15 de dezembro de 2013

Controle biológico vence lagarta que ataca soja na região de Londrina

O controle biológico da plantação de soja, na região de Londrina, está vencendo um dos maiores riscos para a safra 2013/14: a lagarta Helicoverpa armigera, que já fez parte dos Estados da Bahia e do Mato Grosso do Sul decretarem emergência fitossanitária. O programa Plante seu Futuro, lançado recentemente pela Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) visando a utilização de boas práticas no campo, está conseguindo controlar o aparecimento da lagarta na região de Londrina sem a utilização de agrotóxicos. Uma ação da Emater realizada ontem, em uma propriedade de referência na Bratislava, em Cambé, mostrou que é possível evitar que a praga se alastre pelo Paraná de uma forma simples e econômica.

Telma Elorza/JL / Propriedades são monitoradas pelo menos uma vez por semana

Segundo o agrônomo Alcides Bodnar, da Emater, cinco propriedades de agricultores familiares são monitoradas pelo menos uma vez por semana. Nessas áreas, os técnicos verificam a incidência de pragas e doenças, nível de danos, percentagem de desfolha e – em conjunto com o produtor – decidem se há necessidade de aplicação de agrotóxicos. “Na safra passada, fizemos a soltura das vespinhas [Tricograma pretiossum] que parasita os ovos de mariposas das lagartas que atacam a soja e não foi preciso nenhuma aplicação de agrotóxico nessa área”, aponta.

Segundo Bodnar, a Helicoverpa foi encontrada nesta safra, nas plantações implantadas a partir do dia 10 de outubro, com dez dias de germinação. “Porém, estavam em baixa população e optamos por não fazer aplicação de defensivo. Para nossa surpresa, 20 dias depois não foram mais encontradas. Segundo a Embrapa, a maioria dos exemplares que foi encaminhada para a análise estava parasitada”, conta. Ele lembra que o Paraná tem muitos inimigos naturais da lagarta e, portanto, o produtor precisa ter cuidado com as aplicações. “O agrotóxico mata a lagarta, mas também mata seus inimigos naturais, o que pode prejudicar mais para frente”, alerta. O monitoramento e o controle biológico são suficientes para evitar as pragas. “Nessa área de Cambé, por exemplo, a média é de seis aplicações de agrotóxicos por safra, o que traz custos e poluição.”

O produtor Roberto Schulz, 56 anos, proprietário de uma área de 17 hectares na Bratislava, vem seguindo as orientações dos técnicos da Emater à risca. Na safra passada, ele não fez nenhuma aplicação para lagarta e apenas uma para percevejo. “Antes, eu colhia uma média de 120-135 sacas por alqueire. Na safra passada, foram 186 por alqueire, com áreas que alcançaram 219 sacas”, conta. A média da região é de 135 sacas por alqueire.

Já o produtor Pedro Tofalini, 69 anos, vai fazer o controle biológico com a vespinha pela primeira vez. “No ano passado, apliquei agrotóxico. Mas é caro e ruim. O custo chega a um saco de soja por alqueire e o retorno não é bom.”

Lagarta ataca em vários Estados

Segundo a assessoria de imprensa da Embrapa Soja, a ocorrência de lagartas do gênero Helicoverpa armigera no Brasil foi observada a partir da safra 2012/13 em níveis populacionais nunca antes registrados, causando prejuízos econômicos principalmente nas culturas de algodão, soja e milho. Na safra 2013/14, já há relatos em vários estados brasileiros, inclusive no Paraná, onde a lagarta foi identificada nas principais regiões produtoras de soja, mas sempre com infestações em baixos níveis populacionais.

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, um estudo da Embrapa para acompanhamento da evolução da Helicoverpa armigera no campo mostra que inimigos naturais estão agindo no controle da nova praga. O monitoramento e o controle biológico estão sendo indicados.


 Mais informações:



podem ser obtidas no site www.cnpso.embrapa.br/helicoverpa/.

Fonte: Jornal de Londrina

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Embrapa lança cultivar de uva de mesa resistente ao míldio




A viticultura, especialmente em regiões tropicais, é altamente dependente do uso de agrotóxicos.Em trabalho realizado por Costa (2010), sobre a caracterização dos produtores e do sistema de produção de uvas na regional de Jales – SP, verificou-se, que os números de pulverizações realizadas na cultura da videira pelos produtores pesquisados, chegam até 200 ao ano, ficando a maioria na faixa de 101 a 150 pulverizações.

Ao analisar, os dados apresentado no trabalho, uma propriedade que cultiva a variedade “BRS Morena” e a outra propriedade que cultiva a 'Benitaka', foram feitas 79 pulverizações e o consumo de agrotóxico por hectare/ano foi de 138 kg e 150 kg respectivamente.

Se consideramos , que a maiorias das propriedades, ficam na faixa de 101 a 150 pulverizações e tem uma parcela, em torno de 18% , ficam na faixa de 150 a 200 pulverizações, a concentração de agrotóxico por hectare pode chegar até 280 kg/hectare/ano ou mais.

Em torno de 70% das pulverizações, são realizadas, para o controle do Míldio (principal doença da videira) e a Embrapa Uva e Vinho, tem várias  ações de pesquisas em andamento, visando minimizar esse problema.

A boa notícia é o lançamento da Uva BRS ISIS, resistente ao míldio, conforme podemos ver na notícia abaixo.

Recentemente foi lançada também pela Embrapa, a variedade de uva BRS Vitória, com tolerância ao Míldio

Parabéns a Embrapa, por mais esse lançamento e contribuição para uma viticultura mais sustentável.

Segue a notícia, retirada  do site da EMBRAPA

A Embrapa lançou na terça-feira, 26, a cultivar BRS Isis, uva de mesa vermelha, sem sementes e resistente ao míldio, a mais danosa doença da videira em condições tropicais brasileiras. O lançamento acontece em evento com início às 18h30, no auditório da biblioteca do campus Petrolina da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina (PE). Na quarta-feira, 27, pela manhã, produtores, técnicos e demais interessados terão a oportunidade de verificar o comportamento da variedade em campo, na Fazenda Brasiluvas – Labrunier, Grupo JD, em Curaçá (BA).

A resistência da BRS Isis ao míldio pode significar uma redução no número de aplicações de fungicidas tradicionalmente adotado para uvas finas de mesa, ou seja, a cultivar se enquadra na perspectiva de promoção da agro sustentabilidade – conceito dentre os prioritários para o Programa de Melhoramento Genético de Uva da Embrapa, no qual a nova variedade foi desenvolvida. Segundo a pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho (Bonto Gonçalves, RS) Patricia Ritschel, uma das coordenadoras do Programa de Melhoramento, a resistência da BRS Isis foi registrada em diversos experimentos. Em avaliações de campo, realizadas em 2008, na Estação Experimental de Viticultura Tropical (EVT) da Embrapa Uva e Vinho, em Jales (SP), sob condições de temperatura e umidade favoráveis à ocorrência da doença, a nova cultivar recebeu nota como altamente resistente. O mesmo sucedeu-se em teste realizado em casas de vegetação, também em ambiente propício à disseminação de míldio, de maio a junho deste ano, durante 57 dias de avaliação.

Outro atributo da BRS Isis é o tamanho grande de baga (18,5 milímetros de diâmetro por 28,5 milímetros de comprimento), “acima do mínimo exigido pelo mercado internacional”, assinala Patricia. Ela destaca que esse tamanho é obtido naturalmente, dispensando o uso de giberelina, um hormônio de crescimento – ou seja, também aqui a nova variedade alinha-se à perspectiva de agro sustentabilidade.

A nova variedade também é extremamente produtiva, ressalta a pesquisadora. No Vale do São Francisco, no Nordeste do Brasil, a BRS Isis alcançou produtividade de 26 toneladas por hectare por safra, em quatro colheitas sucessivas. Isso se traduz em uma produção de 52 toneladas por hectare anuais, diante da possibilidade de se fazer, na região, duas safras da cultivar por ano. “E com um nível de doçura bastante bom – de 16º a 21º brix – e textura crocante”, acrescenta Patricia.

domingo, 9 de junho de 2013

Projeto pretende resgatar o plantio e uso de hortaliças não convencionais

Foto: Hortaliças tradicionas de volta à mesa 

EPAMIG Notícias 161: http://goo.gl/WK4Do
Globo Rural

A Embrapa desenvolve um trabalho de resgate de uma diversidade de vegetais poucos conhecidos, como jacatupé, vinagreira, azedinha, araruta, capuchinha e cará moela. O banco genético em Brasília, onde são cultivadas cerca de 40 espécies de plantas não convencionais, faz a produção de sementes e mudas que irão abastecer outros bancos regionais pelo Brasil.

Segundo dados da FAO, órgão da ONU que lida com alimentos e agricultura, desde o ano de 1900, 75% da diversidade genética das plantas foi perdida porque os produtores rurais deixaram de cultivar variedades locais, preferindo materiais de alta produtividade.

Ainda segundo a entidade, nos últimos cem anos, o número de plantas comestíveis conhecidas e utilizadas pelo homem caiu de cerca de 10 mil para 170. “É reflexo da mudança de padrão de vida. Com a urbanização e o êxodo rural, as pessoas se juntaram na cidade. Com o processo de globalização, foi ganhando mais espaço os produtos de escala comercial maior, de agricultura de larga escala.

Aquela agricultura do quintal, que não era considerada agricultura, que era comer as plantas espontâneas, essas espécies foram renegadas a um segundo plano pela sociedade como um todo”, diz Nuno Madeira, agrônomo da Embrapa.


O agrônomo Nuno Madeira coordena um banco genético com cerca de 4o espécies de plantas, que fica na Embrapa Hortaliças, em Brasília. Nuno é carioca e dessas pessoas que parecem predestinadas. Ele passou a infância morando em apartamento, mas aos dez anos já queria trabalhar com hortaliças. Foi dele a ideia de resgatar estas plantas antigas, que ele mesmo cultivava no quintal.

O banco da Embrapa é voltado para a produção de sementes e mudas que irão abastecer outros bancos regionais pelo Brasil. Em um dos bancos, em Juiz de Fora, Minas Gerais, são multiplicadas as plantas que vão para os agricultores interessados em cultivá-las. Entre elas estão algumas bem curiosas. Um dos exemplares é o jacatupé, de origem amazônica, que, provavelmente, foi levada ao estado por índios nômades.

O agricultor Maurilo Bastos cultiva uma horta com hortaliças que vinham sendo esquecidas. Uma das hortaliças que ele passou a plantar depois do projeto é conhecida como peixinho, peixinho da horta ou lambarizinho. O nome é dado pelo formato da folha e sabor. A planta, consumida à milanesa e com gosto de peixe, que é parente da sálvia, tem a folha gordinha e bem aveludada. Ele também cultiva azedinha, bertalha e capuchinha, uma florzinha com gosto de agrião.

Os técnicos da Emater Cândido Antônio Rocha da Silva e Ana Helena Camilotto deram a Maurílio a ideia do cultivo das hortaliças não convencionais. “As pessoas vão redescobrindo o uso dessas hortaliças principalmente devido a essa questão da rusticidade. Elas não são tão exigentes em termos de adubação, não são tão atacadas por pragas e doenças. É muito simples cuidar dessas hortaliças”, diz o técnico.
Toda semana, as barracas da feira de Juiz de Fora, em Minas Gerais, se enchem de hortaliças tradicionais. O consumidor se interessa, mas as hortaliças, hoje pouco conhecidas, precisam de explicação na hora da venda.

No estado há outra horta com plantas não convencionais que pertence ao Lar Divino Espírito Santo, uma casa que cuida de idosos, no município de Bom Jardim de Minas. Na hora do almoço, as voluntárias se revezam na cozinha e os idosos saboreiam a azedinha. A diretora Marileuza Aguiar e o técnico agrícola da Emater Bruno Rosa, contam que as plantas do lugar já provaram a resistência. “Com a geada, está aqui o teste final. Está tudo inteirinho, bonitinho e nada queimado”, diz Marileuza.

No sítio em Juiz de Fora, a horta de araruta tem 600 metros quadrados. Segundo os técnicos da Emater, é provavelmente o maior plantio do estado de Minas Gerais. Para uma cultura praticamente extinta na região, a pequena roça é até uma área considerável. O agricultor Assede de Oliveira, dono do sítio, começou o plantio por causa do projeto e já aumentou a área plantada.

A propriedade do produtor se tornou campo de estudo para o manejo da araruta tanto no cultivo quanto no processamento. Depois de sair do campo, a raiz é descascada, lavada e ralada. A mulher de Assede de Oliveira, a cozinheira Rita de Oliveira, e a sogra dele, dona Terezinha, preparam o polvilho de araruta em um processo artesanal.

Na cozinha, o polvilho se transforma em pratos típicos. Há quase 40 anos, Rita coleciona receitas. No caderninho escrito à mão, já tinha receitas que levavam araruta. Mas só com o projeto de resgate, a cozinheira passou a ter a matéria prima para o preparo. Além do biscoitinho, ela prepara a brevidade com polvilho de araruta. Os produtos são vendidos no mercadinho da rodoviária.

O casal Rita e Assede Oliveira ainda luta para ganhar mercado. O desafio do produtor rural é ver o produto valorizado e gerando lucro. Para eles, o resgate de tesouros antigos já é valioso

Fonte:





quarta-feira, 24 de abril de 2013

Casca de banana pode descontaminar águas poluídas com pesticida, diz pesquisa da USP


Um estudo da USP identificou que a casca de banana pode ser utilizada no tratamento de água contaminada pelos pesticidas atrazina e ametrina. Pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) fizeram testes com amostras coletadas nos rios Piracicaba e Capivari, no interior do estado de São Paulo, que comprovaram a absorção de 70% dos químicos pela casca.

Embora ainda não comprovada a toxicidade desses pesticidas em seres humanos, a utilização de ametrina é proibida nos Estados Unidos por ter provocado mutação em espécies aquáticas.

"Já existiam outros estudos de uso da casca para absorção de metais, como urânio, cromo, então veio a ideia de utilizá-la para os pesticidas. A atrazina e a ametrina são muito utilizadas aqui na região [de Piracicaba] nas plantações de cana-de-açúcar e milho.Constatamos uma boa absorção também desses compostos orgânicos", explicou à Agência Brasil a pós-doutoranda Claudineia Silva, uma das pesquisadoras envolvidas com o trabalho. Os químicos, ao serem utilizados nas lavouras, contaminam indiretamente os rios.


Processo envolve exposição ao sol

Para que seja utilizada como agente de descontaminação, a casca da banana, que pode ser recolhida inclusive no lixo, é ressecada ao sol por uma semana ou em estufa a 60 graus Celsius (°C), o que diminui o tempo do processo para um dia.

Após a secagem, o material é triturado e peneirado para formar um pó para ser despejado na água. "[Em laboratório,] variamos a quantidade de casca de banana, tempo de agitação e verificamos quais seriam as melhores condições para conseguirmos o melhor resultado", disse Claudineia.

A casca da banana corresponde de 30% a 40% do peso total da fruta. A presença de grupos de hidroxila e carboxila da pectina na composição na casca é que garantem a capacidade de absorção de metais pesados e compostos orgânicos.

Testes piloto

A pesquisadora disse que até o momento foram feitos testes somente em laboratório, com pequenas quantidades, e que seria necessário fazer testes piloto para atestar a eficácia em grandes proporções. "Encerramos a primeira etapa. A proposta é continuar com o trabalho com um volume maior de água, 100 litros em um tanque por exemplo, pôr casca de banana e ir monitorando a absorção", disse.

A nova etapa possibilitaria que a casca de banana pudesse ser utilizada como descontaminante em larga escala. "É um mecanismo de baixo custo", disse. Silva aponta que, futuramente, o ideal é que essa descoberta seja utilizada em estações de tratamento de água. "Descartar toneladas de casca de banana nos rios iria gerar poluição e talvez uma contaminação em cadeia. A casca absorve do rio, o peixe come e a gente come os peixes", explicou.

De acordo com a pesquisadora, atualmente, a atrazina e ametrina são retirados da água por meio de carvão ativado. "É um custo maior, considerando que a casca iria para o lixo", disse.

terça-feira, 23 de abril de 2013

‘BRS Vitória’ Nova cultivar de uva de mesa sem sementes com sabor especial e tolerante ao míldio


‘BRS Vitória’ poderá ser uma excelente opção para os produtores orgânicos porque ela tem um nível de tolerância ao míldio ( principal doença) bem maior em relação a Niagara  Rosada que já é explorada com sucesso em sistema orgânico - VEJA VÍDEO

Embrapa lança variedade de uva resistente ao míldio

Nova cultivar tem alto teor de açúcar e sabor aframboesado

A primeira variedade brasileira de uva sem semente e resistente ao míldio foi lançada, em Marialva -PR(Norte), durante a Festa da Uva.

A BRS Vitória foi desenvolvida por meio de cruzamento convencional pela Embrapa Uva e Vinho, localizada em Bento Gonçalves (RS). Entre as principais características da cultivar estão o ciclo precoce, a alta produtividade e o elevado teor de açúcar.

O pesquisador João Dimas Garcia Maia explica que o míldio é a principal doença da videira no Brasil e, no caso das variedades suscetíveis, pode gerar perda de até 100% da produção se não for pulverizada de forma correta. ”O míldio é responsável por 60% das aplicações de fungicidas nos parreirais e a estimativa é de que com o uso da BRS Vitória ocorra uma redução de 40% a 50% nas pulverizações contra a doença”, calcula Maia.

Além do Norte do Paraná, a nova variedade foi avaliada no Noroeste e Sudeste de São Paulo, Norte de Minas Gerais e na região do Vale do Rio São Francisco, onde apresentou desempenho positivo. O pesquisador da Embrapa Uva e Vinho afirma que o ciclo produtivo da BRS Vitória, da poda até a colheita, tem duração de 130 dias no Paraná, sendo viável nas duas safras anuais. A produção indicada é de 20 toneladas por hectare em cada safra. ”A cultivar é extremamente fértil e o produtor deve retirar o excesso de cachos de forma a controlar a produção até 20 toneladas, pois o excesso pode prejudicar a maturação da fruta”, orienta.

Com alto teor de açúcar, o sabor aframboesado é o grande diferencial da BRS Vitória para os consumidores e, segundo Maia, a variedade já despertou demanda durante as demonstrações do produto. ”O teor pode chegar a até 23º Brix, mas o produtor deve ficar atento para fazer a colheita apenas depois que a uva atingir o grau 19 na escala, quando há equilíbrio de sabor”, ressalta.

O lançamento da BRS Vitória faz parte de um pacote de novidades da Embrapa Uva e Vinho, sendo que na semana passada foi lançada a cultivar de uva BRS Magna, para elaboração de suco. A comercialização de gemas da cultivar BRS Vitória e também da BRS Magna será feita a partir de julho de 2013. Os produtores interessados podem fazer reserva pelo site www.campinas.spm.embrapa.br, ou pelo telefone (19) 3749-8888

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Romã contra o Alzheimer



Pesquisadores desenvolvem microcápsulas da fruta para prevenir e tratar o mal. Ricas em antioxidantes, elas podem ser adicionadas a sucos sem alterar o sabor e sem causar efeitos colaterais.


A literatura sugere que consumir casca de romã pode ser um jeito simples e eficaz para prevenir e tratar o mal de Alzheimer. O problema está no gosto. O sabor adstringente da casca da fruta não atrai o consumidor. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram microcápsulas contendo extrato de casca de romã que podem ser diluídas em sucos sem incomodar o paladar.

Segundo Maressa Morzella, engenheira de alimentos que desenvolveu a pesquisa durante seu mestrado, a casca da romã tem grande quantidade de antioxidantes – compostos essenciais para prevenir doença de Alzheimer. “A casca é riquíssima em flavonoides, antioxidantes que impedem a ação de radicais livres e evitam a morte de neurônios”, explica.

Na doença neurodegenerativa, a produção de radicais livres aumenta por conta da ligação de substâncias tóxicas chamadas oligômeros aos neurônios. Esses radicais livres provocam perda de função e morte dessas células. “O cérebro é altamente susceptível ao ataque de radicais livres já que, entre outros aspectos, tem pouca glutationa, um antioxidante natural do corpo humano”, diz Morzella.

“A microencapsulação elimina o sabor desagradável da casca de romã sem perder os compostos que atuam contra o Alzheimer”
Apesar de ter quase dez vezes mais antioxidantes do que a polpa, o gosto ruim da casca da romã faz com que ela seja pouco consumida. Para mascarar esse sabor, Morzella revestiu extratos da casca com um filme protetor feito de polímeros, compondo uma microcápsula. “A microencapsulação elimina o sabor desagradável da casca de romã sem perder os compostos que atuam contra o Alzheimer”, explica.

Para testar a eficácia da microencapsulação na eliminação do gosto ruim, os pesquisadores desenvolveram duas receitas de suco de uva – uma comum e outra enriquecida com 4% de microcápsulas de casca de romã. Dos 44 consumidores que provaram os dois sucos sem saber qual era qual, apenas 9 conseguiram identificar diferenças entre os sabores.


Em favor das lembranças


Além de prevenir, as microcápsulas de romã podem auxiliar no tratamento do mal de Alzheimer ao impedir a degradação da acetilcolina, neurotransmissor essencial para o processo de formação da memória e que se encontra em baixa quantidade no cérebro de quem tem a doença. “A ação conjunta de compostos da casca pertencentes às classes dos alcaloides e flavonoides inibe a enzima acetilcolinesterase, que é responsável pela degradação da acetilcolina”, explica Morzella.


De acordo com o estudo, a ingestão de 2,48 miligramas de extrato da casca de romã consegue fazer com que a atividade da acetilcolinesterase caia pela metade, o que permite o funcionamento de neurônios que usam esse neurotransmissor para se comunicar. Atualmente, o mal de Alzheimer já é tratado com medicamentos que inibem a enzima, mas que são caros e provocam efeitos colaterais como náusea e vômito.

De acordo com a orientadora do estudo Jocelem Salgado, pesquisadora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/USP, as microcápsulas passarão por novos testes antes da comercialização. “No momento, estamos fazendo testes para detectar exatamente quais dos compostos presentes na casca apresentam maior contribuição para prevenir e tratar o mal de Alzheimer e, depois disso, serão desenvolvidos estudos com animais e humanos”, diz a pesquisadora.


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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Extrato de própolis inibe crescimento do câncer de próstata Redação do Diário da Saúde



Éster fenetil do ácido cafeico

Um medicamento natural, sem contra-indicações, extraído da própolis das abelhas inibe o crescimento do câncer de próstata, tanto em cultura de laboratório, quanto em tumores reais em cobaias.

Seu nome é "éster fenetil do ácido cafeico", ou CAPE (Caffeic acid phenethyl ester).

É um composto isolado da própolis, a resina utilizada pelas abelhas para remendar buracos em suas colmeias.

A própolis tem sido usada há séculos como remédio natural para as mais variadas condições, de dores de garganta e alergias a queimaduras e câncer.

Própolis brasileira é a melhor e a mais rica do mundo
Interrupção do câncer por tempo indeterminado

Agora, pesquisadores combinaram métodos tradicionais de pesquisa do câncer com técnicas de ponta de uma área conhecida como proteômica para estudar a ação da própolis diretamente nas células.

Eles descobriram que a CAPE impede o crescimento do câncer de próstata em estágio inicial impedindo que o aglomerado de células tumorais detecte de fontes de alimentação.

"Quando você alimenta os camundongos diariamente com CAPE, os tumores param de crescer. Depois de várias semanas, se você parar o tratamento, os tumores começam a crescer novamente no seu ritmo original," disse o Dr. Richard Jones, da Universidade de Chicago (EUA).

"Ou seja, o composto não mata o câncer, mas basicamente vai parar por tempo indeterminado a proliferação do câncer de próstata," esclarece ele.

Inibição da alimentação

Os resultados sugerem que o composto da própolis interrompe a divisão celular, em vez de matar as células cancerosas.

"Parece que o CAPE basicamente inibe a capacidade das células do câncer da próstata para perceber que há alimentação disponível," disse Jones. "Elas param todas as assinaturas moleculares que sugerem a presença da nutrição, e as células deixam de ter a resposta proliferativa normal à nutrição."

A capacidade do composto para congelar a proliferação das células de câncer tornam-no um promissor co-tratamento, juntamente com as quimioterapias destinadas a matar as células tumorais.

O pesquisador alerta que serão necessários ensaios clínicos em humanos antes que o composto de própolis possa ser usado como medicamento receitado clinicamente.

Diário da Saúde



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Documentário: O Silêncio das Abelhas

1.500 colônias de abelhas, a partir de uma comunidade no Hopelchen, Campeche, morreu esta sexta fevereiro da fumigação de OGM da Monsanto, em uma área próxima. Isso tem impactado diretamente mais de 50 famílias carentes, que recentemente sofreu uma safra de milho pobres devido à seca. A comunidade estava confiando em sua venda de mel orgânico para compensar a falta de milho. O mel actual deixada pelas abelhas também é perdido devido à contaminação de pesticidas e de pólen transgénico.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Noni é novo aliado contra câncer




O noni, uma fruta originária da Polinésia, mas já cultivada em Ribeirão Preto, interior de São Paulo e no Pará, está impressionando cientistas modernos por seu poder medicinal.

A doutora em Genética Nutrigenômica, Carmem Lúcia de Mello Sartori Cardoso da Rocha, da Universidade Estadual de Maringá estuda o efeito medicinal das plantas há 30 anos e seu maior interesse é que suas pesquisas ajudem a diminuir o risco de câncer na população em geral.


Fruto se assemelha à graviola e tem poder medicinal contra muitas doenças.

Ela explica que elas agem de duas formas. Uma delas é ativando o sistema imunológico, defendo-o do ataque de doenças, como ocorre com os cogumelos do sol e shiitake.

Outras, como é o caso do noni, possuem substâncias capazes de proteger o material genético das células.
No câncer, as células começam a se multiplicar de forma desordenada e se tornam 'imortais'. Os tumores surgem dessa 'desordem' celular. Além do noni impedir essa mutação, quando consumida para efeito preventivo à doença, também se mostrou eficaz como medicina complementar.

"Observamos que o noni induz as células tumorais à morte de forma programada. Ele também foi capaz de preservar as células normais", afirma.

Os pacientes que passam por quimioterapias se livram de células doentes, mas também perdem as boas. "Não queremos de forma alguma fazer terrorismo à quimioterapia. Todos os tratamentos são válidos. Nossa proposta é que o noni seja utilizado como medicina complementar".

Carmem Lúcia afirma ainda que, além do poder anticancerígeno, o fruto também se mostrou eficaz no controle da diabetes, reduzindo, inclusive, o uso de insulina. O efeito se comprovou primeiro em ratinhos.

O noni é consumido em forma de suco. "O noni tem cheiro e gosto horrorosos", avisa, ao comentar que 30 mililitros são suficientes. Quando maduro, o fruto é do tamanho de um tomate e é consumido em forma de suco.


As primeiras plantações já iniciaram em solo brasileiro; cultivo nacional pode tornar custo do suco mais acessível

O fruto é rico em xeronina. O que essa substância tem de mais especial é que ajuda a abrir os poros nas paredes das células humanas e desta forma faz com que o organismo absorva melhor os nutrientes consumidos.
A notícia não muito boa é que o acesso a esse remédio natural, consumido em forma de suco, não é tão fácil. Segundo Carmem, até pouco tempo importava-se suco de noni dos Estados Unidos, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu.

Ela comenta que é possível encontrar marcas nacionais do suco em comércio especializado. O valor cobrado pelo suco nacional gira em torno de R$ 70. Como o consumo diário é pequeno, vale a pena recorrer a mais essa descoberta em nome da saúde.


Remédio natural

Protege contra o surgimento de tumores.
Devolve o bem-estar.
Melhora a digestão.
Aumenta vigor sexual.
Ajuda no controle do diabetes.
Reduz inflamações.
É um antioxidante efetivo.

Regula a pressão sanguínea.

Alivia dores.
Aumenta os níveis de energia.
Reduz o risco de ataques cardíacos.

Noni é compatível com qualquer Tratamento

É um extrato natural de um fruto, que contém nutrientes regeneradores celulares, o que indiretamente faz com que o próprio organismo corrija o seu mau funcionamento.
É compatível com qualquer tratamento, mas não deixe de consultar o seu médico antes.
O suco de noni eleva a imunidade e ainda pode servir como fonte de energia.
O extrato de noni não é um medicamento.

Fonte: O diario.com

Veja também :

Depoimento com o Médico e Cientista Dr. Augusto Vinhólis à respeito do Noni (Morinda citrifolia)

Saiba mais sobre o noni, o fruto proibido pela Anvisa que é moda na internet

ATUALIZAÇÃO em 03 de  ABRIL de 2013


Mesmo com restrições da Anvisa, fruta 'milagrosa' vira sensação em PE