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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Dez nascentes mortas e 29 agonizando


Victor Augusto

Estudo feito por pesquisadores da Unesp de Rio Preto revela uma situação caótica das nascentes da região de Rio Preto. Em 10 anos, a degradação do meio ambiente e a falta de políticas públicas para a preservação desses locais fizeram desaparecer 10 riachos existentes nos três principais rios do entorno: Grande, Turvo e São José dos Dourados. Não só. Outras 34 nascentes estão com nível de água igual ou inferior a 50% do que foi coletado em 2003, ano em que a pesquisa foi iniciada pelo programa de pós-graduação em Biologia Animal da Unesp em Rio Preto - 29 delas estão agonizando, Apenas três nascentes revisitadas se mantiveram sem alterações importantes no volume de água e outras sete apresentaram melhora, ou seja, estavam com mais água do que há 10 anos.

“O que encontramos é bastante alarmante. Mostra que as políticas públicas não estão dando resultado e que a degradação desses ambientes está muito acelerada. Em 10 anos perdemos pelo menos 10 nascentes, outras 29 estão agonizando. Para que elas voltem a ser como antes demora pelo menos mais 30 anos, caso inicie-se a recuperação da área hoje”, afirma a doutoranda do Programa de Pós Graduação em Biologia Animal da Unesp, Jaquelini de Oliveira Zeni.

O volume de água encontrado em nas 54 nascentes revisitadas caiu 73,72% no período, de 1.180 litros por metro amostrado para 310 litros. “Para conseguir fazer as análises novamente nesses locais, precisamos mudar a metodologia da pesquisa. Antes nós pegávamos amostras em 75 metros de extensão nas nascentes. Mas no ano passado tivemos que adaptar. Em alguns locais não tínhamos mais essa extensão, coletávamos com o que estava disponível”, explica a professora Lilian Casatti, orientadora do programa de pós-graduação.

Gado e cana

A criação de gado e de cana-de-açúcar nas áreas, que deveriam ser de preservação permanente (APP), próximas aos rios e nascentes, é a principal causa do desaparecimento desses cursos d'água. “Infelizmente muitos produtores rurais não pensam no meio ambiente e só querem saber de ampliar a margem de lucro. Por um pedaço a mais de terra eles acabam destruindo um recurso muito importante para a vida e até para as culturas produtivas”, afirma Jaquelini.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A Lei da Merenda Orgânica





O Paraná tem inovado e saindo a frente em algumas leis voltado a preservação ambiental e a saúde da população em geral através de iniciativa como a que prevê a proibição do amianto no estado, a proibição do uso de Bisfenol A em produtos infantis, a logística reversa de medicamentos , auto-denúncia para a localização e quantificação de BHC e demais agrotóxicos proibidos no Estado do Paraná, a lei da agroecologia e a lei da merenda orgânica.

A lei da merenda orgânica de iniciativa dos LUIZ EDUARDO CHEIDA,Deputado Estadual – PMDB, ELTON WELTER, Deputado Estadual – PT e LUCIANA RAFAGNIN Deputada Estadual – PT é uma iniciativa que deveria ser copiadas pelos demais estados porque visa a proteger uma parcela da população que é mais vulnerável que são as crianças.

Segue abaixo a justificativa apresenta no projeto de lei Institui no âmbito do sistema público estadual de ensino fundamental e médio do Paraná a Merenda Escolar Orgânica.

Na infância e na adolescência o corpo humano se forma. Todos os nossos órgãos, como os rins, fígado, pulmões, tiram de nossa alimentação e de nossos hábitos de vida os nutrientes e as condições para toda a vida. Quanto melhor forem as condições neste período de vida, melhor será nossa saúde na vida adulta e principalmente na velhice.

Inúmeros estudos clínicos e científicos demonstram que uma nutrição de baixa qualidade ou que contenha inúmeras substâncias tóxicas, repletas de aditivos químicos e hormônios sintéticos propiciam ou estimulam o aparecimento de doenças degenerativas. O consumo de carnes com hormônios e antibióticos em excesso já é considerado um fator de risco para o aparecimento de neoplasias (cânceres).


Atualmente, apesar dos esforços meritórios das Secretarias de Estado da Educação e do Meio Ambiente, a merenda escolar continua sendo ofertada com agrotóxicos, antibióticos, hormônios, etc. A Secretaria de Estado da Saúde já despende enormes quantias para o tratamento de doenças degenerativas, que com certeza poderiam ser evitadas, ou ao menos minimizadas, caso a população não consumisse alimentos contaminados.

O único argumento que poderia ser contrário à merenda orgânica seria a comparação do preço do alimento orgânico em relação ao convencional. Entretanto, com a elevação do consumo deste tipo de produto, e o conseqüente aumento da demenda, seus preços irão baixar e certamente deverão se aproximar dos produtos convencionais.

No entanto, em que pese a superficial argumentação atinente ao preço, questiona-se: quanto vale investir na promoção da saúde de nossos filhos? Quanto custa para o Estado do Paraná os inúmeros casos de intoxicação por agrotóxicos? Quanto custa ao Estado do Paraná as inúmeras doenças decorrentes do uso dos agrotóxicos?

De acordo com o Manual de Vigilância da Saúde de Populações Expostas a Agrotoxicos da Organização Pan-Americana da Saúde [1], a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que ocorram no mundo cerca de três milhões de intoxicações agudas por agrotóxicos, com 220 mil mortes por ano. Dessas, cerca de 70% ocorrem em países do chamado Terceiro Mundo. Além da intoxicação de trabalhadores que têm contato direto ou indireto com esses produtos, a contaminação de alimentos tem levado a grande número de intoxicações e mortes.

Conforme o Centro de Epidemiologia (CEPI) da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA-PR), os agrotóxicos aparecem em segundo lugar como causa de intoxicação humana. Nos anos de 1993 e 1994 foram registrados 1.141 e 1.059 casos, respectivamente. A circunstância profissional aparece em primeiro lugar, correspondendo a 53,4% dos casos em 1993, e a 63,2% em 1994. Em seguida aparece o suicídio com 25,6% e 21,2% dos casos, respectivamente. A circunstância acidental aparece em terceiro lugar, com 19,2% e 11,8% dos casos, respectivamente.

Os principais sintomas da intoxicação por agrotóxicos são dores de cabeça, tonturas, náuseas, vômitos, dificuldades respiratórias, paralisias, dermatites de contato, formação de catarata e atrofia do nervo óptico, lesões cerebrais irreversíveis, pancitopenia (redução das células sanguíneas), neurites periféricas (inflamação dos nervos), diplopias (visão dupla), tremores, aumento da pressão arterial, pendências ao suicídio, tumores malignos, morte fetal, hemorragias, coma e a morte.

Não bastasse o forte argumento de economia que o Estado terá evitando problemas causados à saúde pública, também se economizará devido ao fato de os produtos serem adquiridos diretamente dos produtores orgânicos locais.

Segundo o Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura – SEAB, existem no Paraná 5.300 produtores de orgânicos no Estado. A safra de 2006/2007 foi de 107.230 toneladas, sendo que na safra de 1996/1997 foram produzidas 4.000 toneladas, ou seja, houve o aumento de 103.230 toneladas em dez anos! Seguindo-se esta projeção, o Estado do Paraná poderá ter um aumento, nos próximos dez anos, de 2.680,75% a mais de produtos orgânicos no ano de 2016, chegando a produzir 2.980.994 toneladas de produtos orgânicos!!!

O presente Projeto de Lei beneficiará em sua plenitude 2.110 escolas estaduais, mais de meio milhão de pessoas. Mas isso ocorrerá de forma gradual, para que não haja impacto financeiro no Orçamento do Estado.

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em seu artigo 24, aduz que é competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal legislar sobre produção e consumo; conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição; responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor; educação e cultura. Assim, não há que se falar em incompetência legislativa para a proposição do presente Projeto de Lei.

Ademais, o artigo 225 da Constituição da República preconiza que "todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações"; e o texto da Constituição do Estado do Paraná, em seu artigo 207, complementa o texto constitucional, incluindo a "garantia à proteção dos ecossistemas e o uso racional dos recursos ambientais".
Está nas mãos da Assembléia Legislativa do estado do Paraná dizer sim à saúde de nossas crianças, dizer não às intoxicações e às inúmeras mortes decorrentes dos agrotóxicos e proteger o meio ambiente para uma vida futura com qualidade para todos. Conto com o apoio dos nobres pares para dizer sim à vida!

O lado bom de tudo isto já que no Brasil infelizmente tem-se a cultura que uma lei pega ou não pega é que esta lei pegou... e o resultados podemos ver abaixo:


O Paraná triplicou a quantidade de escolas que oferecem alimentos orgânicos na merenda: o número passou de 140 no ano passado para 414. A quantidade de alimentos orgânicos oferecidos também aumentou de nove para 660 toneladas no mesmo período. O que impulsionou este quadro foi a Lei da Merenda Escolar Orgânica, sancionada em 2010. “Estamos protegendo nossas crianças. Agrotóxicos causam doenças, inclusive o câncer. A merenda sem agrotóxico cuida dos alunos e introduz um novo conceito na escola: o de que é possível e preciso ter uma vida saudável”, comenta o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), autor do projeto, que foi escrito em conjunto com os deputados Luciana Rafagnin e Elton Welter, do PT.

A lei, de número 16751/2010, estabelece adoção gradativa da merenda orgânica, até que 100% das escolas sejam contempladas. “Tivemos a preocupação de fixar a implantação gradual, justamente prevendo adequações necessárias“, ressalta Cheida.

Márcia Cristina Stolarski, diretora da Superintendência de Desenvolvimento Educacional, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Educação, avalia que os agricultores familiares têm vantagens ao se especializarem na produção de alimentos orgânicos para a merenda escolar: “O edital para a compra de alimentos dá prioridade à agricultura familiar e esses produtos costumam ser mais valorizados no mercado”.

Atualmente, 87% das escolas estaduais adquirem gêneros alimentícios da agricultura familiar para composição da alimentação escolar. São 1.807 estabelecimentos de educação básica que compram alimentos frescos direto de pequenas propriedades. O valor investido aumentou de R$ 2,5 milhões para R$ 23 milhões no último ano.


Aos deputados que fizeram a lei e a todos que aprovaram fica o nosso reconhecimento!

Fonte: 

terça-feira, 15 de maio de 2012

APROVADA A LEI DA AGROECOLOGIA NO ESTADO DO PARANÁ



Mobilização Popular e pressão  da Oposição derrubam veto de Beto Richa

A mobilização popular e a pressão da bancada da Oposição resultou na derrubada do veto do governador Beto Richa ao projeto de lei nº 403/11, do deputado Elton Welter (PT), que incentiva a implantação de um sistema de produção agroecológica pelos agricultores familiares no Paraná.

O recuo do governador e de sua bancada aliada aconteceu nesta terça-feira,15, depois que um manifesto foi lançado a favor da Agroecologia no Paraná,por entidades,sociedade civil e agricultores que criticavam duramente o argumento utilizado pelo governador para vetar o projeto, qualificado de inconstitucional e contrário ao interesse público.

Tal justificativa foi considerada pelo manifesto “descabida, inoportuna e parcial, pois atribui importância somente ao agronegócio e ignora o papel da agricultura familiar, enquanto produtora de 70% dos alimentos consumidos pela população”.

Para a líder da bancada do PT, deputada estadual Luciana Rafagnin, a derrubada do veto é uma vitória das entidades da agricultura familiar, dos movimentos sociais e do autor do projeto, deputado Welter, que se uniram na defesa do meio ambiente, da qualidade de vida e do real interesse público do povo paranaense. “Agora o Paraná terá uma lei especifica que fomente a produção de alimentos sem agrotóxicos.”

Autor do projeto, deputado estadual Elton Welter(PT), comemorou o resultado da votação e atribuiu a vitória à mobilização das entidades ligadas à Agroecologia. “Quem avaliou o veto e o encaminhou para a Assembleia não teve prudência, a matéria já tinha recebido parecer favorável da Secretária Estadual do Meio Ambiente e da Secretaria Estadual da Agricultura. Agora eles perceberam o equívoco que cometeram”, ironizou o líder da Oposição.

Ainda segundo Welter, a manutenção do veto colocaria o Paraná na contramão da história, exatamente no momento em que o governo federal deve anunciar na Rio+20, em junho, a Política Nacional de Agricultura Orgânica e Agroecológica.



O projeto propõe a alteração nos processos de produção de alimentos, com a conversão para os sistemas agroecológicos, para garantir uma política mais conservacionista, inclusive sobre à proteção da qualidade hídrica dos cursos d’água, diminuindo as ações com a utilização de produtos químicos.

Dados do Censo Agropecuário de 2006 comprovam a importância da agricultura familiar, produtora da maior parte dos alimentos consumidos no país, sendo responsável por 87% da produção de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo e, na pecuária, 58% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves e 30% dos bovinos.

Conheça o projeto na íntegra:
http://welter.org.br/projetos/post/2657

As informações são do deputado Welter publicado no grupo - O veneno esta na mesa 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

PROJETO DE AGROECOLOGIA É VETADO POR RICHA


Parabéns ao deputado Elton Welter pelo projeto!


Será que os deputados que aprovaram o projeto irão manter a coerência e derrubarão o veto?

Ou irão contra a lei que eles mesmos aprovaram?

A sociedade esta de olho!





Para saber mais:

A LEI DA AGRAECOLOGIA E O VETO DO GOVERNADOR
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/05/lei-da-agraecologia-e-o-veto-do.html

terça-feira, 8 de maio de 2012

A LEI DA AGRAECOLOGIA E O VETO DO GOVERNADOR









Seu Antonio era um típico agricultor familiar da região norte do estado do Paraná.

A exemplo de muitos agricultores cuidava da terra sem utilizar  agrotóxicos até que um determinado dia através da rede oficial de assistência técnica do estado o agrotóxico entrou em sua vida.

Curiosamente primeiro veio os venenos agrícola  e depois e muito depois os equipamentos de proteção.

Para produzir a partir de então era necessário o uso dos venenos agrícolas, sementes híbridas e muita adubação química.

Seu Antonio não havia procurado a assistência e tão pouco estava com dificuldades de produzir – mas, porém, a assistência oficial  e a as linhas de crédito o procurou e  impôs um novo modelo de produção.

Isto foi na década de 80.
                                              

O breve relato acima é uma história verídica que se reproduziu no Brasil todo onde com o apoio oficial os produtores foram convertidos em “dependentes químicos”  de forma a não mais produzir sem o uso de agroquímicos.

Muitos produtores foram convencidos a usar agrotóxicos e não foram preparados  ou treinados para se protegerem  ou em outras palavras sem nenhuma proteção.


Segundo FLORES et all 2004:

• No Brasil, a partir de 1970, a produção agrícola sofreu grandes transformações. A política de estímulo do crédito agrícola, associada às novas tecnologias, impulsionou várias culturas, principalmente destinadas à exportação. Pacotes tecnológicos ligados ao financiamento bancário obrigavam os agricultores a adquirir insumos e equipamentos, muitas vezes desnecessários. Entre os insumos, estavam os pesticidas, que eram recomendados para o controle de pragas e doenças, como método de resguardar o potencial produtivo das culturas. Esse método obrigava aplicações sistemáticas de pesticidas, mesmo sem ocorrência das pragas, resultando em pulverizações excessivas e desnecessárias (RUEGG et al., 1991 apud Flores et all 2004).


O resultado foi morte e intoxicação de agricultores além de contaminação ambiental e dos alimentos – ou seja, verdadeiro  crime ambiental e atentado a saúde do trabalhador e consumidor – COM O APOIO OFICIAL DO ESTADO.

Para compreender  um pouco  o que esta sendo colocado acima veja  o conteúdo do link abaixo -  EM 25 ANOS ... O QUE MUDOU?



Vamos recordar sobre o uso dos organoclorados que entrou na vida de milhões de pessoas com o apoio oficial do estado e depois se descobriu que é cancerígeno, provoca partos prematuros, causa danos neurológicos, respiratórios e cardiovasculares etc., até que em 1985 foi proibido.


Após a proibição do uso BHC, DDT e outros os produtores ficaram com esses produtos armazenados em suas propriedades sem nenhuma orientação especifica o que fazer com esses resíduos - que são uma fonte permanente de riscos a saúde humana e a todo ecossistemas.
                                                           

Proibido em 2005 e  até agora 2012 esses produtos ainda não foram totalmente  recolhidos das propriedades agrícolas – 27 anos após a proibição do uso é que medidas estão sendo estudadas para retirar e dar um destino para esses resíduos ... DE QUEM É A RESPONSABILIDADE?

Para saber mais acesse:

ORGANOCLORADOS: UM PROBLEMA DE SAÚDE PUBLICA



A mídia tem noticiado com freqüência o problema da contaminação dos alimentos com agrotóxicos e vejamos alguns destaques:


Vestígio de pesticida é encontrado em 63% das uvas em SP, aponta teste



Um terço dos alimentos consumidos pelos brasileiros está contaminado por agrotóxicos



Brasil: líder mundial em alimentos envenenados


A pesquisadora que descobriu veneno no leite materno


Jornal Nacional - Anvisa divulga lista dos alimentos com maior nível de contaminação


O Veneno esta na mesa - Filme de Silvio Tendler



Vamos recordar... Tudo isto com o apoio do estado.


O que poderíamos esperar de um governo minimante preocupado com a saúde do produtor, consumidor e com o meio ambiente?

Apoio a um sistema de produção que incentive a pesquisa e o desenvolvimento de uma agricultura mais limpa.





Por uma questão de bom senso deveria ser uma obrigação de qualquer governante porque o estado esta em débito com toda a sociedade e com os produtores que ficaram como que dependente químico e não  consegue abandonar esta dependência sem apoio.


Mas infelizmente o bom senso nem sempre é o comum dos sensos.


O deputado paranaense  Welter apresentou o projeto de lei PROJETO DE LEI Nº 403/2011 visando incentivar a implantação de sistemas de produção   agroecológica e orgânica pelos agricultores familiares no Estado do Paraná.

Veja a íntegra do projeto:


O projeto foi aprovado na Câmara e foi para ser sancionado pelo governador e foi vetado e vejam abaixo os motivos do veto:





Contrário ao interesse público? De que público?


O que a sociedade pode esperar neste momento da Assembléia Legislativa do Paraná?


Os deputados voltaram a favor do projeto para aprovar e será que agora votarão contra o que eles mesmos aprovaram?



Para saber mais acesse:

MANIFESTO A FAVOR DA  AGROECOLOGIA NO PARANÁ

http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/05/manifesto-favor-da-agroecologia-no.html


terça-feira, 3 de abril de 2012

PAGAMENTOS POR SERVIÇOS AMBIENTAIS


Não basta penalizar quem devasta. É preciso bonificar quem preserva. Por acreditar nesta idéia, há anos o deputado Luiz Eduardo Cheida defende a implantação do chamado Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) no Paraná. A iniciativa se transformou em um projeto de lei de sua autoria, que foi apresentado na Assembléia Legislativa em 2010 e retirado de pauta neste ano a pedido do Governo do Estado, que garantiu a criação de um Fundo de onde pudessem sair os recursos necessários para a efetivação do projeto (deputados, por lei, não podem criar Fundos). O PSA é uma política de compensação financeira aos produtores rurais que protejam o meio ambiente.

A idéia voltou a ser discutida na Casa, desta vez como uma mensagem do Poder Executivo. O PSA está incluído no Bioclima, um programa ambiental do Governo do Estado aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na semana passada e apresentado durante a sessão plenária desta terça-feira (3) pelo secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jonel Iurk. 

Bonificar quem garante o futuro

O Pagamento por Serviços Ambientais bonifica o agricultor que destinar parte de sua propriedade para fins de conservação da cobertura florestal, preservação de nascentes e demais recursos hídricos, que cumpra integralmente as cotas de Reserva Legal e preservação de suas Áreas de Preservação Permanente (APPs). “Gera economia de recursos financeiros e de recursos humanos para o Estado, uma vez que evita que diferentes instituições realizem trabalhos similares”, explica Cheida. 
   
O deputado acrescenta que a bonificação é uma forma de estimular os produtores rurais a se dedicarem a atividades de proteção do meio ambiente. “O agricultor está prestando um serviço que a natureza faria por todos. Então, deve receber um pagamento pelos serviços ambientais prestados. Quanto custa à sociedade, se preservados, a terra, o ar, a água e a biodiversidade local? Quantifique-se e pague-se a quem preserva. Troca justa. Todos ganham”.  

Cheida quer melhorar o projeto 

O projeto do Governo do Estado contará com recursos do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), Fundo Estadual de Recursos Hídricos e doações. O deputado Cheida vai apresentar uma emenda sugerindo que se destine ainda 1% da tarifa bruta da Copel, 1% da tarifa bruta da Sanepar, 1% da tarifa das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) do estado e o montante arrecadado com o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens e Direitos (ITCMD). “Afinal, Copel, Sanepar e PCHs vendem água, seja na forma líquida ou na forma de energia, e quanto mais disponível a água estiver, menor o seu custo de produção. Assim, essas empresas ganham quando a natureza é protegida. Por isso, é justo que contribuam”, justifica Cheida. “O ITCMD é um imposto cuja alíquota de 4% sobre o valor da propriedade é paga quando da sua transmissão em herança. O Estado arrecada cerca de R$80 milhões ao ano com esse tributo. Quero este montante transformando-se em Biocrédito (crédito para o Pagamento por Serviços Ambientais)”, completa o deputado.

As informações são do site do deputado:
http://cheida.com.br/noticia.php?idnoticia=934




                                                                  

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Diretrizes para desenvolver agricultura com baixa emissão de carbono


Projeto de lei apresentado esta semana na Assembleia Legislativa do Paraná pelo deputado Elton Welter (PT) estabelece diretrizes para o desenvolvimento de agricultura com baixa emissão de carbono. Lembrando que o processo de produção de alimentos ou de matérias-primas no meio rural tem como consequência, não raro, a degradação do meio ambiente, Welter justificou que o objetivo de sua proposta é definir e institucionalizar ações que estimulem práticas agrícolas sustentáveis, que contribuam para a redução da liberação de gás carbônico na atmosfera, ao mesmo tempo em que incentiva a geração e o uso de novas tecnologias capazes de ampliar os ganhos dos produtores e evitar agressões danosas ao meio ambiente.

O parlamentar destaca ainda que as dimensões territoriais do Brasil, seus diversos sistemas de produção e as características da economia paranaense evidenciam a necessidade de uma análise séria em relação à adequação do processo produtivo no campo: “A recuperação de áreas degradadas e a integração das áreas de lavoura com a produção pecuária e com a questão florestal são fundamentais para que continuemos a produzir sem exaurir nossos recursos naturais. Deste modo, o plantio direto na palha, a reciclagem dos resíduos de produção animal e inoculação bacteriana são práticas importantes no processo de redução dos gases de efeito estufa e na emissão do gás carbônico”, observou Welter.

Entre as premissas contidas na proposição do deputado petista está o plantio de florestas comerciais, proporcionando renda futura para o produtor e o mapeamento de áreas degradadas com a finalidade de definir estratégias de intervenção com tecnologias sustentáveis, assistência técnica, crédito rural facilitado e a implantação de projetos demonstrativos em parceria com órgãos públicos e privados.

Fonte: Assessoria de Imprensa (41) 3350-4188 / 4049
Jornalista: Sandra C. Pacheco
http://www.alep.pr.gov.br/imprensa/noticias/noticia/21178/deputado-propoe-diretrizes-para-desenvolver-agricultura-com-baixa-emissao-de-carbono/


Este projeto de  lei a exemplo de outros do deputado Elton Weltor mostra que é um parlamentar sintonizado com a realidade da agricultura e que tem visão clara de como interferir no processo de uma forma positiva.

Podemos aumentar em muito a produção sem desmatar recuperando as áreas degradadas e utilizar o conhecimento que já temos e avançar mais em desenvolvimento de práticas agrícolas sustentáveis.


No link abaixo podemos ver que temos tecnologia para recuperar áreas degradadas e por isto a importância da lei proposta para que seja usado de uma forma efetiva o conhecimento que já  temos.

Tecnologia de recuperação de áreas degradadas é exportada.


sábado, 5 de novembro de 2011

SISTEMA DE PRODUÇÃO AGROECOLÓGICA E ORGÂNICA NA AGRICULTURA FAMILIAR




O deputado Elton Welter (PT) apresentou na Assembleia Legislativa projeto de lei 403/11 que incentiva a implantação de um sistema de produção agroecológica na agricultura familiar do Estado.

“Ao propor uma alteração nos processos de produção de alimentos, com a progressiva conversão para sistemas de produção de base agroecológica, garantiremos uma política que satisfaça o conceito da sustentabilidade, inclusive no tocante à proteção da qualidade hídrica dos nossos cursos d’água, ao diminuir as ações com a utilização de produtos químicos”, afirma o parlamentar.


Esperamos que os diferentes estados da federação- siga esse exemplo, e que os parlamentares apresentem leis que incentivem a agricultura orgânica e também uma agricultura convencional bem feita e com responsabilidade, livre de resíduos.

A tolerância para qualquer resíduos em alimentos deveria ser Zero.

Vamos recordar um trecho divulgado em outra postagem neste blog:

A documentarista Marie-Monique Robin em seu novo filme – O VENENO NOSSO DE CADA DIA denúncia:

(...) apenas 10% das substâncias que estão presentes no nosso dia-a-dia foram testadas. E mesmo assim, esses testes sempre foram feitos com forte influência dos fabricantes. Representantes da indústria química chegaram a dizer que seu “o livro envenena a indústria química”.

Ela ainda vai além...

Ingestão diária aceitável – IDA – é um valor numérico, medido em mg/kg, que determina a quantidade que se pode consumir de uma substância durante todos os dias, com segurança, por toda a vida.[1] Na prática, para os agrotóxicos por exemplo, determina qual limite máximo de resíduo aceitável em um alimento. Era de se esperar que este índice fosse calculado com um alto grau de rigor científico, para que em nenhum momento colocasse a vida dos consumidores em risco.


Mas Marie-Monique nos mostra justamente o contrário. No mesmo estilo investigador de “O Mundo Segundo a Monsanto”, a diretora percorre centros de pesquisa e agências reguladoras em vários países tentando descobrir como este índice é definido. E ela não deixa dúvidas: através de estudos científicos pagos pelas empresas, e com a ajuda diretores de agências reguladoras com ligações com a indústria, os próprios fabricantes das substâncias é que definem o nível aceitável.

Parabéns ao Deputado Elton Welter por esta iniciativa e para ler a reportagem completa acesse o link abaixo:

Welter - Trabalhando por Você! - Notícias » Mandato:

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domingo, 30 de outubro de 2011

Europa tem lei específica para o lixo eletrônico desde 2004



ROSELI ANDRION

Eletroeletrônicos têm, em sua composição, uma série de metais pesados que podem contaminar a natureza se os equipamentos são jogados fora sem determinados cuidados. Para minimizar esses efeitos - e, no futuro, acabar com eles -, o mundo todo tem pensado em formas de garantir que o lixo eletrônico seja tratado com a responsabilidade necessária. Na Europa, existe, desde 2004, uma lei que rege especificamente esse aspecto da tecnologia: a Waste Electrical and Electronic Equipment (WEEE - ou Lixo Eletroeletrônico, em tradução livre).

A WEEE prevê que sejam criados, pelas fabricantes de eletroeletrônicos, esquemas de coleta e logística reversa para que o consumidor devolva seu lixo eletrônico gratuitamente. A ideia é que a reciclagem ou o reúso de equipamentos aumente cada vez mais. Na Europa, no momento, cresce o número de lojas de eletroeletrônicos que recebem usados como parte de pagamento. E os equipamentos arrecadados são enviados para as fabricantes, que pagam pelo serviço.

Mesmo assim, dados de 2008 da Comissão Europeia para o Meio Ambiente indicam que apenas um terço do lixo eletroeletrônico foi tratado de acordo com as orientações da WEEE na Europa. Na Inglaterra, por exemplo, mais de 250 mil toneladas de equipamentos entraram no mercado para venda naquele ano, mas apenas pouco mais de 132 mil toneladas foram coletadas - e só 100 mil delas chegaram a ser recicladas ou reusadas. O restante foi provavelmente parar no lixo comum ou, pior, foi abandonado em locais impróprios (dentro ou fora do território europeu). Para equilibrar os números, no momento a lei passa por uma atualização, e deve passar prever metas de coleta de acordo com a produção de cada país.

Mas além dos processos relacionados à sucata eletrônica, a WEEE também determina critérios de sustentabilidade anteriores, nas etapas de criação e produção de eletros. Entre eles está a substituição de metais pesados e outros componentes tóxicos por alternativas mais seguras. Essa é, também, a orientação da Restriction of Hazardous Substances (RoHS - ou Restrição de Substâncias Perigosas, em tradução livre), que funciona paralelamente à WEEE.

Adaptação e ecodesign

A Itautec é uma das fabricantes que, em 2007, se viu pressionada a se ajustar à RoHS para continuar vendendo seus produtos na Europa. "Fomos uma das primeiras empresas no Brasil a investir em ecodesign", lembra João Carlos Redondo, gerente-executivo de Sustentabilidade da companhia. "Fizemos isso para não perder negócios", continua. Segundo ele, clientes corporativos fazem exigências em relação às características ecológicas dos equipamentos que compram. "O consumidor final é menos sensível a isso: uma pesquisa do Instituto Akatu mostrou que os usuários dariam preferência a produtos ecologicamente corretos, mas que a decisão de compra ainda leva em consideração o preço", aponta.

Dentro dos computadores da companhia, o chumbo foi eliminado das soldas, que agora levam estanho, prata e cobre. O cromo, usado para evitar corrosão, era o hexavalente e foi substituído pela forma trivalente (autorizada pela RoHS). O antichamas derivado do bromo e criticado por sua toxidade (a bromobifenila) foi substituído pelo decabromodifenil éter, que é aceito pela regulação da União Europeia.
Redondo conta que o ecodesign acabou virando uma característica natural dos produtos da Itautec e que o custo de produção aumentou em 2%. "Mesmo assim, fizemos questão de manter o preço final ao consumidor", explica. A empresa investiu R$ 3 milhões para mudar a linha de produção. "Foi um investimento feito ao longo de dois anos e que provou que, quando um produto é projetado para ser mais facilmente reciclado no fim do seu ciclo de vida, seu valor agregado é maior", pondera.

Para Redondo, o conceito vai além dos computadores pessoais: a próxima geração de caixas eletrônicos produzidos pela empresa virá sem teclado, com menos eletrônica embarcada e produzirá menos sucata no fim do seu ciclo de uso. "Os equipamentos vêm com uma tecnologia 3D e o cliente não tem contato físico com a máquina para fazer as operações bancárias. É como jogar Wii ou Kinect", brinca.

A Itautec hoje é referência no assunto no Brasil e Redondo tem sido um dos maiores propagadores do conceito. "O tema é particularmente bem aceito por estudantes de engenharia, que já questionam aspectos bem específicos. Outro dia, me perguntaram por quê enviamos um novo cabo de força com cada computador se a maioria das pessoas já tem um, de sua máquina anterior. É um retorno bastante positivo", conclui.

A iniciativa da empresa de Redondo não é única no País. Atualmente, boa parte da produção nacional, que está nas mãos de empresas contratadas, já é bem menos agressiva ao meio ambiente, segundo Vanda Scartezini, que foi secretária de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia. "Essas fábricas fazem produtos para exportação e precisam atender às demandas das leis locais", explica. Ela conta que sugeriu ao governo que crie incentivos para garantir que as empresas priorizem o ecodesign em eletroeletrônicos em geral.

Para Vanda, o melhor exemplo de como se tratar o lixo eletrônico vem da Europa. "Lá, o processo já está melhor estruturado", avalia, ponderando que nos Estados Unidos, a lei federal ainda não foi votada. No Japão, o processo tem sido dificultado pela forma como foi concebido. "Quando se compra um eletrônico no Japão, recebe-se um voucher para, ao fim da vida útil do equipamento, ir ao correio, pegar uma caixa, embalar o produto e retorná-lo ao fabricante. Algumas pessoas não podem fazer isso por limitações pessoais e outras simplesmente não querem fazê-lo", explica.

O Brasil estaria adiantado na adoção de uma política que cuide do lixo eletrônico, acredita Vanda, que foi consultora na elaboração da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) - lei de 2010 que determina como indústrias e consumidores devem proceder quanto ao lixo eletrônico (entre outros). Aprovada no ano passado, a legislação tem até 2014 para ter ações implementadas, e no momento está sendo negociada com os segmentos envolvidos. "Espera-se que, até o fim de 2011, haja propostas formais para serem apresentadas para o Ministério do Meio Ambiente", prevê.

Extraído: http://tecnologia.terra.com.br/tecnologia-verde/noticias/0,,OI5426803-EI18550,00-Europa+tem+lei+especifica+para+o+lixo+eletronico+desde.html

sábado, 29 de outubro de 2011

META DO GOVERNO É ACABAR ATÉ 2014 COM OS LIXÕES DO PAÍS






A meta do governo brasileiro com a implementação da política nacional de resíduos sólidos de acabar com todos os lixões do País até 2014 deve ser acrescida de mais um desafio: manter os lixões fora de atividade até 2031.



Segundo o diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Silvano Silvério, será preciso manter atividades permanentes nesses locais como a queima pontual de gases, coleta de chorume e drenagem pluvial.

O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do ministério, Nabil Bonduki, reafirma que a base para o sucesso dessa empreitada está na coleta seletiva e, para isso, os municípios têm de se mobilizar de modo intermunicipal para levar em frente a ideia dos consórcios. O secretário garante que a meta para o fim dos lixões é factível, pois cerca de 58% dos municípios já destinam de maneira adequada seus resíduos.

"Os 40% que faltam estão entre os municípios de pequeno porte e destes, cerca de 800 já estão elaborando seus planos de resíduos. Portanto o prazo para o fim dos lixões tem de ser perseguido", afirma. Bonduki informa que São Paulo tem a melhor cobertura de aterros sanitários do País, e que nessa parte o Estado já cumpriu seu dever de casa. "O que falta agora é a questão da coleta seletiva. Também nesse aspecto São Paulo deve dar exemplo. Daqui devem surgir inovações para a destinação final dos resíduos", disse.

Fonte:http://www.vivagreen.mobi/?page=noticias&id=623

terça-feira, 18 de outubro de 2011

CCJ aprova projeto para destinação de bitucas de cigarro




O projeto 627/11, de autoria do deputado estadual Rasca Rodrigues (PV), que estabelece normas para coleta, reciclagem e destinação adequada de bitucas de cigarro no Paraná, recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (18). O projeto passará ainda por votação em plenário, e se aprovado, para sanção do Governo do Estado.

De acordo com a proposta locais com grande aglomeração de pessoas como ruas, praças, praias, parques, estádios de futebol, rodoviárias, aeroportos e similares deverão oferecer a população recipientes para coleta das bitucas, evitando o descarte impróprio. “A Lei Antifumo (16.239/09) contribuiu para melhoria da qualidade do ar, mas ela também fez com que os fumantes utilizassem os espaços públicos, aumentando o volume de bituca nas ruas, bueiros, etc”, justifica Rasca.

Estima-se que apenas em Curitiba oito milhões de bitucas de cigarro sejam descartadas diariamente, sendo que aproximadamente 3,5 milhões (quase a metade) acabam virando lixo em espaços públicos, entupindo. Cada bituca leva em torno de cinco anos para se decompor no ambiente, pois em sua composição há mais de 4,7 mil substâncias como metais pesados, pesticidas, arsênico, entre outros.

Extraido:http://rasca.com.br/ver-noticia/

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Contra os agrotóxicos, o incentivo à agricultura orgânica





Faz parte da atuação contra o uso de agrotóxicos na agricultura, além de regulamentações e restrições, o estímulo necessário para que os produtores migrem para as práticas que dispensam a aplicação de veneno. Buscando assegurar esse incentivo é que o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB) é autor de dois projetos de lei na Assembleia Legislativa do Paraná que relacionam a preservação à saúde e ao meio ambiente com a agricultura orgânica.

Um desses projetos, aprovado pelo Legislativo e sancionado pelo Executivo no final do ano passado, instituiu a merenda orgânica nas escolas da rede estadual de ensino do Paraná. Atualmente, das 2.176 unidades de ensino da rede, 135 já são abastecidas com alimentos produzidos sem veneno. Na última semana, Cheida recebeu da vice-governadoria uma cópia do projeto da Secretaria de Estado da Educação de expansão gradativa do programa.

ACESSO - A obrigatoriedade da merenda orgânica vai possibilitar a mais de 1,4 milhão de crianças e adolescentes o acesso a alimentos mais saudáveis, destaca o deputado. “Mais que isso: a escola é um agente multiplicador; a partir da escola, estaremos melhorando a alimentação da família. É uma lei inédita no país e, se estabelecida uma metodologia, um planejamento, é possível sim atender à rede pública de forma plena”, acrescenta.

O programa criado por Cheida vai ao encontro da política do governo federal de canalizar os recursos à aquisição de produtos de associações e cooperativas da agricultura familiar. Resolução do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) estabelece essa prioridade. Assim, com a garantia de que haverá mercado (as escolas estaduais em todo o território paranaense) para fornecer, os agricultores familiares terão incetivo concreto para se dedicar à produção livre de agrotóxicos.

ESPAÇOS PARA VENDA - Outra garantia de mercado está no projeto do Cheida que obriga supermercados e hipermercados de todo o Paraná reservarem gôndolas, devidamente identificadas, para a exposição dos produtos sem agrotóxicos. O projeto de lei foi apresentado à Assembleia Legislativa em agosto e está na Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

“É muito importante que os setores da economia também se voltem para a produção de orgânicos. Ela propicia alimentação saudável, preservação da saúde, equilíbrio do meio ambiente e fomento à agricultura familiar”, diz Cheida na justificativa do projeto de lei. “O orgânico não tem veneno, é produzido dentro de um sistema que maneja todos os recursos naturais, como a água, a terra e os predadores, sem que nenhum adentre no ciclo do outro, proporcionando assim a harmonia necessária [do ecossistema].”

Fonte: http://www.cheida.com.br/noticia.php?idnoticia=778

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A partir de 2012, sacolinhas plásticas estarão banidas de SP - 05/06/2011


MARIA EMÍLIA KUBRUSLY
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O cenário urbano deve mudar a partir de janeiro de 2012, quando os supermercados e outros estabelecimentos de São Paulo estarão proibidos de distribuir gratuitamente sacolas plásticas.

Veja o especial Dia Mundial do Meio Ambiente

Sai esse tipo de embalagem, introduzida no Brasil nos anos 1970, entram os carrinhos de feira, o desfile de coloridas sacolas de lona e produtos em grandes caixas de papelão, que poderão significar um desembolso extra para os clientes.

Uma lei municipal, sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab em maio deste ano, pretende acabar com o impacto das embalagens feitas de derivados de petróleo, que levam 200 a 400 anos (veja quadro) para se decompor e podem entupir bueiros.

"Proibir apenas não resolve, é preciso haver ações combinadas, envolvendo educação ambiental, comunicação, ampliação da coleta seletiva, por exemplo" diz Adriana Charux, pesquisadora do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor).

Também um acordo firmado entre o governo do Estado de SP e a Associação Paulista de Supermercados (Apas) determina que até o final do ano não se distribuam mais sacolas plásticas gratuitamente nos supermercados.

Ficou estabelecido que as lojas deverão oferecer ao cliente a opção de comprar sacolas de plástico à base de amido, bem menos poluentes por levarem seis meses para se degradar. Essa sacola custa R$ 0,19 ao consumidor.

DESPESA

Mas a despesa extra pode não terminar por aí. Ter de usar o saco de lixo no lugar da sacola de supermercado também é um gasto. O consolo é que o saco de lixo é menos nocivo que a sacolinha.

"O impacto ambiental dos sacos de lixo [pretos ou azuis grossos] é menor, porque já são parcialmente produzidos com material reciclável, diz Gerardo Kuntschik, professor do curso de gestão ambiental da USP.

Segundo Kuntschik, as sacolas não são produzidas com componentes recicláveis, já que vão embalar alimentos e poderiam liberar alguma substância tóxica.

Para o professor, pagar pelas sacolas também ajuda a conter o consumo e, em alguns países, fez a reciclagem aumentar. Além disso, os sacos de lixo são projetados para não vazar, enquanto as sacolinhas podem furar --elevando o desperdício.

CAIXA DE GRAÇA

Em maio deste ano, o Grupo Pão de Açúcar eliminou as sacolinhas plásticas à base de petróleo de duas de suas lojas de São Paulo: a de Indaiatuba (90 km da capital) e a do bairro de Vila Clementino (zona sul).

Serão oferecidas em toda a rede opções já existentes nas duas unidades como caixas de papelão (gratuitas), oito modelos de ecobags (a partir de R$ 2,99), caixas plásticas dobráveis (R$ 29,90) e carrinhos de feira dobráveis (de até R$ 59,90).

Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/925012-a-partir-de-2012-sacolinhas-plasticas-estarao-banidas-de-sp.shtml