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domingo, 3 de janeiro de 2016

O CAMPO REVELADO

Carlos Armenio Khatounian é engenheiro agrônomo, professor doutor da Escola de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, e ph.D em agricultura sustentável pela Iowa State University for Science and Technology
Por CAROLINA DERIVI

Seja na escala planetária, seja naquela da nossa vida cotidiana, velhos hábitos são difíceis de contestar. Depois de estabelecido, um modus operandi pode se transformar numa espécie de transe, em que qualquer variação da norma se assemelha a uma excentricidade. E é a nos acordar desse transe, quando a o assunto é a sustentabilidade no campo, que se dedica o professor da Esalq-USP, Carlos Armenio Khatounian.

Um dos maiores nomes da agroecologia no Brasil, Khatounian contesta a ideia de que só a agricultura empresarial é eficiente e bem-sucedida. Lembra que as propriedades menores e de trabalho familiar ainda são predominantes no mundo, com grande capacidade de adaptação aos soluços da economia e ao aproveitamento racional dos recursos naturais.

Mais que espaço e oportunidade, há necessidade de uma agricultura de base ecológica, especialmente em tempos de superpopulação, em que a segurança alimentar ascende ao topo dos problemas globais. No entanto, diz o professor, nenhuma inovação no âmbito das lavouras dará conta do recado se a humanidade não reformular, urgentemente, os padrões de sua própria dieta.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Esgoto doméstico rural se transforma em adubo orgânico

Foto Pedro Hernandes -

No meio rural é comum um buraco simples cavado ao lado da casa servir de depósito para o esgoto doméstico, a chamada fossa negra. Com o tempo, os dejetos desaparecem e os usuários interpretam que o sistema é limpo e seguro. Longe disso, o material não desaparece, ele penetra em regiões mais profundas contaminando solo e lençóis freáticos. Ao usar água de poços próximos, a família começa a ficar doente.

A história acima é contada pelo pesquisador Wilson Tadeu Lopes da Silva, da Embrapa Instrumentação (SP), e ilustra uma lamentável realidade de grande parte das famílias que vivem no campo. "O esgoto doméstico jogado em fossas negras ou em córregos é um problema sério que afeta diretamente a qualidade da água", aponta Silva.

sábado, 7 de março de 2015

Rios Voadores

 
 
As correntes de ar que carregam umidade da Amazônia são responsáveis por boa parte das chuvas no sul do país.

Para ter uma ideia do que isso representa, a quantidade de vapor d’água transportada nas nuvens é equivalente à vazão do Rio Amazonas, que é de 200.000 m3/s*

Se a floresta diminuir, sua transpiração pode ser menor e alterar a intensidade dos ventos, causando seca no país.

Fonte:Geodinâmica

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Gestão Sustentável na Agricultura



á conhece o recente lançamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento? É a 2ª edição do livro "Gestão Sustentável na Agricultura". Nele, você pode conferir exemplos de sucesso sobre o tema e ter dicas legais para aplicar em sua propriedade.

Link para baixar direto: http://bit.ly/1h2DnnB

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Saneamento Básico Rural - 3 parte prática

A Embrapa Instrumentação  promoveu, pela primeira vez para o público externo, um Curso de Saneamento Básico Rural, com destaque para a divulgação de fundamentos da Fossa Séptica Biodigestora, do Clorador Embrapa e do Jardim Filtrante.

Tive a oportunidade de participar do curso, e segue abaixo, alguns registros que fiz - que sintetiza a parte prática do curso.

Para quem quer aprofundar, abaixo dos vídeos, deixe dois links, que dão acesso a fundamentação teórica do curso.













Veja também:

Saneamento Básico Rural - parte 2

Saneamento Básico Rural - parte 1

Mais informações: EMBRAPA

Saneamento Básico Rural - 2














Veja também:

Saneamento Básico Rural - parte 1

Saneamento Básico Rural - parte 3

Saneamento Básico Rural - Fundamentação teórica 1






















segunda-feira, 24 de junho de 2013

Cartilha da Compostagem Doméstica de Lixo



Há dez anos atrás, o último senso do IBGE realizado em 1989 mostrou que cerca de 50% do lixo coletado das casas é matéria orgânica facilmente putrecível e que poderia ser reutilizada. Como medida para reduzir a quantidade de lixo nos aterros sanitários e ajudar os cidadãos a realizarem sua própria compostagem, o Ministério do Trabalho e Desemprego desenvolveu um guia de compostagem doméstica disponível para download.


A publicação traz algumas informações imprescindíveis para realizar uma compostagem, como os materiais que podem ser utilizados:

restos de legumes, verduras, frutas e alimentos, filtros e borra de café, cascas de ovos e saquinhos de chá;
galhos de poda, palha, flores de galho e cascas de árvores (material de estrutura);
papel de cozinha, caixas para ovos e jornal; penas e cabelos; palhas secas e grama (somente em pequenas quantidades).

E o que não podem:

carne, peixe, gordura e queijo (podem atrair roedores); plantas doentes e ervas daninhas (microrganismos doentes e ervas daninhas podem se multiplicar); vidro, metais e plásticos; couro, borracha e tecidos;
verniz, restos de tinta, óleos, todo tipo de produtos químicos e restos de produtos de limpeza; cinzas de cigarro, de madeira e de carvão, inclusive de churrasco, saco e conteúdo de aspirador de pó (valores elevados de metais e poluentes orgânicos); fezes de animais domésticos, papel higiênico e fraldas (por razões de higiene).

A cartilha também explica quais os processos de compostagem, mostra o passo-a-passo de como montar uma composteira, orienta quanto a quantidade de composto a ser utilizado e de que forma ele deve ser aplicado nos jardins e hortas.

Depois de todas essas informações que tal começar com a compostagem hoje? Leia o material e se organize! Além de contribuir com a preservação do meio ambiente é uma ótima ideia para cuidar da saúde mental e física.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

ESPANHOL É AMEAÇADO DE MORTE POR INVENTAR LÂMPADA QUE DURA 100 ANOS

Benito_Muros_lampada_nao_queima

Uma lâmpada fluorescente dura cerca de 10 mil horas. São mais de 416 dias de uso direto, pouco mais de um ano. Bastante tempo, certo? Imagine, no entanto, se existisse uma lâmpada que durasse 100 anos. Quer dizer, não imagine, não. Essa lâmpada existe (veja vídeo abaixo). Pelo menos é o que diz Benito Muros, espanhol que diz estar sendo ameaçado de morte por causa de sua criação.

Muros é o presidente de um movimento chamando Sem Obsolescência Programada (SOP) e diz que, não só lâmpadas, mas muitos outros objetos de nosso dia a dia poderiam durar muito mais. Na verdade, existe uma teoria - a da Obsolescência Programada - de que muitos fabricantes desenvolvem produtos de curta durabilidade para obrigar os consumidores a adquirir novos produtos de forma acelerada e sem uma necessidade real. Segundo o espanhol, fazem parte dessa lista de itens como baterias de celular, computadores, geladeiras e televisões. “Não há nada para se fazer além de comprar outra”, disse ele em entrevista ao jornal espanhol El Economista.

Para saber mais:



Segundo ele, algumas peças essenciais para eletrodomésticos, por exemplo, são colocadas propositalmente próximas das partes que mais aquecem no objeto, diminuindo seu tempo de vida. Soma-se a isso, o uso de materiais de menor qualidade.

As lâmpadas e a causa de Muros e da SOP querem desenvolver um novo conceito empresarial, baseado no desenvolvimento de produtos que não caduquem. Quem não lembra daquela máquina de lavar da casa da avó que durou a vida inteira? Ou a geladeira que está na família há anos e nunca deu problema? "Deixaram de fabricar, porque duravam demais. Hoje, por exemplo, temos uma lâmpada que está acesa a 111 anos em um parque de bombeiros de Livermore [California]. Foi então que surgiu a ideia de criar, junto com outros engenheiros, uma linha de iluminação que dure toda a vida", disse ele à publicação.

Além de terem mais tempo de vida, as lâmpadas, desenvolvidas com a Oep Electrics, gasta 70% menos energia que as fluorescentes. Além disso, não queima ao ser acesa e apagada várias vezes seguidas. A OEP garante dez mil comutações diárias.

No entanto, Muros diz que a descoberta também gerou ameaças. O espanhol chegou a apresentar um recado à polícia que dizia: "senhor Muros, você não pode colocar seus sistemas de iluminação no mercado. Você e sua família serão aniquilados”, diz. Apesar disso, ele conta que não se sentiu ameaçado e que irá continuar defendendo a SOP.

Veja o vídeo:



domingo, 14 de abril de 2013

Dia de Campo na TV - Recuperação de ecossistemas degradados e de nascentes



Recuperação de área degradada de Cerrado - Agrofloresta




Fossa Séptica ecológica

Fossas Sépticas Biodigestoras 1



Fossas Sépticas Biodigestoras 2






Programa Ação Cooperativa - A fossa séptica biodigestora





Fossas Sépticas Econômicas Pindamonhangaba



Mais informações: http://www.pindamonhangaba.sp.gov.br/noticias_0607.asp?materia=1693


Fossas Sépticas Econômicas

Para uma família de 06 pessoas 03 tambores. Se tiver mais pessoas um tambor a mais para cada duas pessoas para aumentar a vida útil.




Mais detalhes:




Projeto Rondon 2011 - Fossa Séptica Alternativa




Agro News 15 01 11 Fossa Séptica

Sistema calculado para uma família de até 05 pessoas - apenas água do vaso sanitário.







Mais detalhes:




OUTROS MODELOS:

Produtores rurais de Varginha adotam a fossa ecológica



2ª Ação Permacultural Nuvens do Itapeva Fossa Evapotranspiração



Chega de Fossa - bacia de evapotranspiração




Como fazer uma fossa ecológica


Dia de Campo na TV - Jardim filtrante - saneamento básico na área rural


Veja também:

Agricultores constroem fossa que não contamina o meio ambiente em AL


sábado, 6 de abril de 2013

Lei permite o uso de Reserva Legal no Paraná

A Reserva Legal é aqueles 20% da propriedade que o agricultor tem que deixar e não pode mexer. Fiz uma lei que permite, agora, o uso da Reserva Legal para a produção de mel, café, chá mate, eucalipto, educação ambiental e outras atividades que não a estraguem.








Em trabalhos realizados pelo IAPAR mostra que o nível de sombreamento no café em fase de produção não deve passar de 30%:

Conclusão - A tecnologia de modificação do microclima visando proteção contra geadas com uso de plantas arbóreas e arbustivas, ainda necessita de estudos mais detalhados para que possa ser amplamente recomendada. Entretanto, a experiência acumulada tem mostrado que excelentes resultados podem ser obtidos com a aplicação adequada desta técnica. O enfoque deve ser no sentido de amenizar o microclima e não sombrear totalmente os cafeeiros. O nível de sombreamento da lavoura em fase de produção não deve ultrapassar o limite de 30% (A. P. CAMARGO, comunicação pessoal).


Para ser viável no ponto de vista econômico, os 20% da reserva legal para o plantio do café - deverá sofre um desmatamento de 70%... ???


Será que não seria mais coerente fazer um estudo para transformar muita áreas improdutivas em áreas produtivas?

Ao invés de avançar nos 20% que sobrou ... não é melhor investir no aumento da produtividade de uma forma sustentável?

Existe estudos científicos que mostra que a produção do café e eucalipto é viável sobre o ponto de vista ambiental e econômico na área de reserva?

A produção de mel, educação ambiental, erva mate ou alguma outra parece ser interessante - especialmente do café e eucalipto precisa ser bem estudada.

Sugiro ao deputado Luiz Eduardo Cheida que publique esse projeto com seu embasamentos para que possamos ter uma visão mais profunda do mesmo, porque apenas a notícia sem aprofundamento parece ser preocupante o impacto que essa lei poderia trazer.


Parabéns ao deputado pela lei abaixo:

provei uma lei que remunera o agricultor que protege os rios e nascentes de sua propriedade.
A Lei de Crimes Ambientais já pune quem faz o errado. Então, por que não bonificar quem faz o certo?

domingo, 17 de março de 2013

Projeto em Extrema, MG, reconhece e paga por serviços ambientais



Do Globo Rural

Nascentes alimentam riachos que formam o Jaguari, rio que é bebido inteirinho pela população da região metropolitana de São Paulo.

O trabalho de recuperação que acontece nas encostas já valeu vários prêmios. O mais recente foi entregue na semana passada em Dubai, Emirados Árabes, um importante prêmio da ONU, que reconhece o projeto “Produtor de Água” como uma das melhores práticas mundiais de conservação.
O Globo Rural acompanha este projeto desde o início. Em 2008 agricultores foram registrados no caixa da prefeitura recebendo dinheiro pela conservação das nascentes em um programa pioneiro de pagamento por serviços ambientais com recursos do município, de ONGs e dos governos estadual e federal.

Na época, o conservador das águas tinha 40 contratos, eram 40 propriedades, e cobria uma área de 1,2 mil hectares. Agora, já são 150 propriedades, totalizando 7,3 mil hectares, o equivalente a quase 9 mil campos de futebol como o Maracanã, que passaram a contribuir para uma melhor e maior produção de água no município.

É notável a melhoria das técnicas na expansão do projeto. No começo de tudo, o material de fazer cerca subia a montanha no lombo de uma mulinha, hoje eles já contam com o apoio de tratores para levar mourões, arame, ferramentas e mudas.

O grupo de reflorestamento, que tinha quatro pessoas, já conta com 20 trabalhadores feito linha de montagem. Uma turma vai na frente, abrindo as coroas e, para abrir as covas, em vez das antigas cavadeiras, uma máquina perfuradora de solo faz o buraco. Alguém joga o adubo e também mecanicamente, é feita a implantação da muda. A plantadeira deposita hidrogel no fundo da cova, assegurando umidade à raiz por longo tempo, evitando irrigação e garantindo um pegamento de 95%, segundo o gerente da equipe, Arlindo Cortez.

A nova metodologia agregou a conservação das encostas. Em uma primeira empreitada, 40 quilômetros de canais foram abertos, técnica milenar que evita erosão e retém mais água no terreno.

Extrema virou uma vitrine de bons exemplos e a expectativa era de que a experiência se alastrasse país afora, mas até agora é bem pequena no Brasil a quantidade de programas que pagam o produtor rural pela prestação de serviços ambientais. Não passa de 20 o número de projetos em todo o território nacional.

Acesse o link abaixo e tenha acesso a reportagem completa:


Veja também:



domingo, 10 de março de 2013

Gestão Ambiental Rural




Nos programas de Gestão Ambiental Rural, há algumas tarefas que precisam ser cumpridas antes de se iniciarem os estudos, pois elas têm por fim orientar e embasar as pesquisas e ações necessárias.

Definir objetivos
Como todo trabalho de Gestão, o primeiro passo é definir os objetivos a serem perseguidos. Estes podem estar relacionados ao atendimento à(s) exigência(s) de uma Norma, o desejo de obter uma certificação, como a da ISO 14.000 ou obter um crédito bancário.

Reunir dados
Definidos os objetivos, o próximo passo é a coleta de dados que possam servir como parâmetros de comparação dos estudos ambientais posteriores, entre esses, as Normas e Resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA.

Procurar ajuda
Em se tratando de um tema complexo e multidisciplinar, pode ser que o Gestor sinta a necessidade de se assessorar com alguém da área rural, quando surge de imediato a imagem da Empresa Municipal de Assistência Técnica e Extensão Rural - EMATER, ou mesmo, pesquisas na Internet.

Elaborar Plano de Ação
Sanadas as dúvidas iniciais, há que se elaborar um Plano de Ação, que deverá contemplar os estudos a serem realizados durante os levantamentos de escritório e de campo da etapa seguinte.

Durante
Durante os estudos, devemos fazer um check list de todas as variáveis técnicas e ambientais que envolvem as atividades agropecuárias.

Veja a baixo as mesmas.

SOLO
O solo é o palco das ações agropecuárias e onde, geralmente, ocorrem as maiores agressões ambientais, sejam de origem antrópica ou dos animais de criação. A maior delas é a erosão, em geral causada pelo desmatamento, falta de cobertura do solo e práticas agrícolas mal conduzidas (como o plantio morro-abaixo, p.ex.). A cobertura vegetal do solo é a maior garantia do efeito danoso do impacto das gotas de chuva e do escorrimento superficial, que provoca erosão e assoreamento; uma prática agrícola muito recomendada para isso é a cobertura morta (disposição na superfície de restos vegetais da colheita anterior). Os tratos conservacionistas que o agricultor possa dispensar ao solo agricultado são fundamentais para a sua conservação, com destaque para as curvas de nível, terraceamento, drenagem e combate às voçorocas.

ÁGUA


Dois aspectos relacionados à água sobressaem nos estudos de Gestão Rural: o da quantidade a ser utilizada na propriedade e a poluição dos mananciais disponíveis. Do volume retirado dos mananciais, a grosso modo, 70% destinam-se à Agricultura (principalmente irrigação), 20% vão para as Indústrias e apenas 10% servirão para atender às necessidades da População. Assim, a quantidade de água usada na zona rural tem um peso considerável na demanda por novas fontes e precisa ser minimizada. Por outro lado, a carência de redes públicas de esgotos, de estações de tratamento, contrastando com a enorme quantidade de animais (principalmente bois, porcos e galinhas) cujas fezes são lançadas nos córregos sem qualquer tipo de tratamento, contribuem para a poluição das águas de superfície e subterrâneas.

AR
A maior agressão à Natureza na zona rural relacionada à poluição do ar, diz respeito às queimadas. Seja das matas virgens para a abertura de novas áreas de criação/plantação, como pelo costume de por fogo nos vegetais para renovação das pastagens e colheita da cana-de-açúcar. Além da fuligem, que provoca a emissão de CO2 e problemas respiratórios, as queimadas prejudicam o solo, a visibilidade (acidentes de carro e de avião são frequentes) e até a interrupção de energia elétrica. Outros, são o mercúrio dos garimpos e as nuvens de agrotóxicos levadas pelas correntes aéreas.

PLANTAS

O manuseio das culturas agride o meio ambiente quando o agricultor se utiliza de agrotóxicos e adubos ou quando lança nos córregos o sub produto da atividade sucro alcooeira: o vinhoto. Os agrotóxicos são aplicados, muitas vezes, sem os devidos cuidados ambientais e em doses exageradas, contaminando o solo, o homem e os mananciais. Os adubos em excesso também alteram a química e a biologia do solo e enriquecem as águas com nitrogênio (N) e fósforo (P), causando a sua eutrofização. O vinhoto originado do processamento industrial da cana-de-açúcar, é um dos maiores poluentes conhecidos. Costuma ser lançado ao solo, como adubo, mas causa grande prejuízo à fauna aquática (morte de peixes), por roubar o oxigênio dissolvido na água.

ANIMAIS

A pecuária tem sido apontada, recentemente, como uma grande vilã nos agravos ao meio ambiente. Veja porque. Comparado com o homem, é considerável o volume de fezes produzido por animais de grande porte, como os bois, cavalos e assemelhados. Suínos e aves, nem tanto mas, devido ao seu elevadíssimo número, acabam tendo grande repercussão. Essas fezes, via de regra, são lançadas no solo e escorrem para os cursos d´água sem nenhum tipo de tratamento, poluindo os mananciais. Estudos recentes conduzidos em países desenvolvidos, revelaram que o arroto do boi, por força da fermentação estomacal, é rico em gás metano (CH4), um dos maiores vilões do efeito-estufa e cerca de 21 vezes mais perigoso do que o gás dióxido de carbono (CO2). O simples pisoteio das manadas bovinas é suficiente para compactar o solo, dificultando o enraizamento e provocando a erosão.

BIOMAS
Uma das maiores ameaças provocadas pela expansão atual das atividades agropecuárias, diz respeito ao desmatamento e à degradação dos principais biomas brasileiros, com destaque para a Floresta Amazônica. Desse modo, durante os estudos ambientais nas propriedades rurais, uma das maiores preocupações dos Gestores Ambientais é medir e preservar a possível área ocupada pelo bioma que ali se encontrar. A conservação desses biomas é fundamental para a manutenção da biodiversidade.

INFRA ESTRUTURA
A verificação da necessidade, da existência e da conservação da infra estrutura parcelar é muito importante para a Gestão Ambiental Rural. Dentre essas, destacam-se, as estradas vicinais, os canais e drenos e o saneamento básico.

Ações
Realizados os estudos básicos sobre as atividades agropecuárias que possam estar degradando o meio ambiente, cumpre ao Gestor Ambiental sugerir as ações que possam prevenir danos e corrigir distorções.

Entre elas, destacam-se:

PREVENTIVAS
O preparo adequado do solo é a prática agrícola mais efetiva para evitar erosão, conservar a umidade e poupar energia na zona rural. Isso envolve a aração com o implemento adequado, na profundidade correta e quando o solo se apresentar com a umidade certa. Outras práticas, como a construção de terraços; a sistematização quando se cogitar dos métodos de irrigação por superfície; a drenagem de áreas alagadas; etc, também são fundamentais.
O bom manejo da água é outra medida preventiva muito importante, pois evitará desperdício, empobrecimento do solo (lixiviação), economia de energia (no bombeamento) e menor gasto com material. No caso da irrigação, p.ex., sempre que possível, dar preferência aos métodos localizados, como micro aspersão e gotejamento.
As práticas corretas de plantio são uma terceira ação preventiva dos danos ao meio ambiente. Envolvem o plantio em nível (morro-abaixo, nunca) e a cobertura morta (restos vegetais sobre o terreno), entre outras.

CORRETIVAS
Sempre que as ações preventivas não puderem ser aplicadas, as corretivas devem mitigar o problema. Algumas delas são:

a) RAD (recuperação de áreas degradadas);
b) Reflorestamento (replantio da área com espécies nativas ou comerciais);
c) Combate às voçorocas (canais profundos abertos pelas enxurradas); e
d) Calagem (aplicação de calcário para corrigir a acidez do solo).

Revisão

Todo planejamento exige que, findo o processo, se avaliem os resultados. Assim, essa revisão pode constar das seguintes tarefas:

Observar os resultados: Aumentou a produção ? diminuiu a poluição ? por que isso ocorreu (ou não ocorreu) ? o que foi feito de errado ?

Comparar índices: Esta é outra tarefa de revisão, posterior às ações, que precisa ser feita, principalmente no que se refere à diminuição dos indicadores de poluição.

Replanejar: As etapas anteriores (resultados e índices) permitem ao Gestor Ambiental replanejar as ações, para que atinjam os resultados que delas se esperam. É o que se chama de feed back ou retro alimentação.

Fonte : Meio Ambiente Técnico e UFRRJ

sábado, 15 de dezembro de 2012

Municípios vão compartilhar responsabilidade sobre o lixo

Municípios vão compartilhar responsabilidade sobre o lixo - Vida e Cidadania - Gazeta do Povo: "O governo do Paraná está organizando a criação de consórcios regionais para a gestão de resíduos sólidos até março de 2013. O estado será dividido em 20 regionais, que obrigatoriamente serão formadas por mais de 200 mil habitantes, para compartilhar a responsabilidade de gerir a disposição final do lixo. O projeto faz parte do Plano Estadual de Regionalização de Gestão dos Resíduos Sólidos. Segundo Carla Mittelstaedt, diretora de Resíduos Sólidos do Instituto das Águas do Paraná, autarquia vinculada à Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), os municípios não são obrigados a participar dos consórcios. “Mas para efetuar o repasse destinado ao setor, tanto por parte do governo estadual quanto do governo federal, serão priorizadas cidades consorciadas”, explica." 'via Blog this'

O objetivo é possibilitar que os municípios paranaenses se ajustem ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos, instituído pela Lei n.º 12.305/10, que prevê a eliminação de todos os lixões do país até agosto de 2014. “A diretriz é ter uma responsabilidade compartilhada sobre essa questão, com uma gestão conjunta para que todas as cidades possam estar alinhadas com o propósito de extinguir os lixões no prazo estabelecido”, afirma Carla.

Também será debatida a logística de disposição dos resíduos. De acordo com a diretora, isso dependerá da realidade de cada regional. “Transportar o lixo até uma distância de 30 quilômetros é viável. Acima disso precisaria de uma estação de transbordo”, explica.

Notícia completa: Gazeta do Povo



sábado, 14 de julho de 2012

Brasil tem o equivalente a duas Franças em áreas degradadas




Se o Brasil recuperasse suas áreas degradadas – terras abandonadas, em processo de erosão ou mal utilizadas – não seria preciso derrubar mais nenhum hectare de floresta para a agropecuária. A avaliação é de técnicos e pesquisadores reunidos hoje (11), durante o 9º Simpósio Nacional de Recuperação de Áreas Degradadas (9º Sinrad), que ocorre no Rio até dia 13.

O diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fernando Tatagiba, estimou em até 140 milhões de hectares o total de terras nessa situação no país, área superior a duas vezes o tamanho da França. O ministério está finalizando seu novo plano plurianual, que dará grande importância à recuperação da terra como forma de evitar o empobrecimento das populações e prevenir a derrubada de mais áreas de florestas.

“Neste plano está estabelecida uma meta de elaborar, até 2015, um plano nacional de recuperação de áreas degradadas, que necessariamente deve ser feito com políticas integradas com outros setores da sociedade. Não existe um número preciso [de terras degradadas], mas gira em torno de 140 milhões de hectares. É um grande desafio que temos pela frente, de superar esse passivo, pois essas áreas geram prejuízos enormes para o país e trazem pobreza para o produtor rural”, disse Tatagiba.

Segundo o diretor, existem áreas degradadas em todos os biomas e regiões do país. “Obviamente, onde a ocupação humana é mais antiga, existem áreas mais extensas, como é o caso da Mata Atlântica. Mais recentemente, temos o Cerrado. Na Amazônia, as áreas degradadas estão localizadas em locais de mineração e no chamado Arco do Desmatamento [faixa de terra de pressão agrícola marcada por queimadas e derrubadas, ao sul da Amazônia, do Maranhão ao Acre]”, explicou.

Tatagiba considerou que se as áreas degradadas forem recuperadas, não seria preciso derrubar mais nenhum hectare de floresta para agricultura e pecuária, ainda que na prática nem toda área possa ser totalmente recuperada.

“Para reduzir a pressão sobre florestas, há necessidade de se recuperar pastagens degradadas, que são em torno de 15 milhões de hectares. Se você recupera a capacidade produtiva dessa pastagem, elimina a necessidade de suprimir uma área equivalente em florestas. Além disso, é preciso aumentar a produtividade da pecuária, pois não tem cabimento um boi por Maracanã [equivalente a um hectare]”, comparou Tatagiba.

Para o chefe do Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agrobiologia), Eduardo Campello, o Brasil já detém tecnologia própria para reverter a degradação das terras, por meio de processos de seleção e manejo e trocando produtos químicos por insumos biológicos. Com isso, ele considera ser possível reduzir ou até reverter a derrubada de florestas para a agropecuária.

“Várias dessas áreas podem se tornar mais rentáveis, tirando a pressão sobre as florestas e os remanescentes nativos. Já tivemos avanços incontestáveis com o plantio direto [técnica em que se roça a terra e se semeia em seguida, evitando a erosão]. É preciso integrar lavoura, pecuária e floresta, usando mecanismos naturais, como fixação biológica de nitrogênio, evitando o uso de adubo químico. Já temos áreas abertas suficientes, o que precisamos é recuperar o solo.”

Fonte:

Notícias relacionadas:

Tecnologia de recuperação de área degrada é exportada


domingo, 27 de maio de 2012

Natureza - Integração com lavoura e floresta é o caminho da pecuária sustentável

No Link abaixo você terá acesso a terceira parte da reportagem  do Globo Rural - que investiga a relação entre a pecuária e o meio ambiente.

Natureza - Integração com lavoura e floresta é o caminho da pecuária sustentável:




"O consultor Washington Mesquita afirma que a área de pastagem poderia ser reduzida a um terço do que é com a pecuária intensiva. Essa área poderia ser disponibilizada para aumentar tanto a própria pecuária, quanto a agricultura. “O sistema intensivo é tecnicamente, economicamente e ecologicamente correto”, diz.

O "ecologicamente correto" está não só em evitar novos desmatamentos, como na redução do aquecimento global. É que reduzindo o tempo para o abate, são reduzidas também as emissões de gases e dejetos do animal"

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domingo, 15 de abril de 2012

COMO CONTROLAR A EROSÃO NO SOLO

Segundo os especialistas em gênese de solos, são necessários 10000 anos para a formação de 1 cm de solo desenvolvido de granito e calcula-se duzentos milhões de toneladas de terras são perdidas no Estado de São Paulo, todos os anos, por causa da erosão e da má conservação do solo.

A erosão é o arraste do solo

O solo perdido além de causar danos nas estradas provoca assoreamento dos rios e lagos

Junto ao solo são levados herbicida, fungicidas, inseticidas e minerais causando grande impacto ao meio ambiente.

A chuva é a principal causa da erosão e o cultivo inadequado estando o solo desprotegido de vegetação ou mesmo das práticas conservacionistas, o solo sofre uma desagregação com o impacto da gota de chuva, que depois arrasta-o, principalmente nos minutos iniciais da chuva.


Se o terreno possui cobertura vegetal, ocorrerá a diminuição do impacto da chuva porque este estará mais protegido, e a velocidade da chuva no solo será menor devido aos obstáculos e como conseqüência a erosão será menor porque as raízes darão sustentação mecânica ao solo.

As raízes mortas deixam canais dentro do solo onde a água pode infiltrar , e sobrará menos água para correr na superfície.

A figura abaixo representa bem esta realidade:
Origem da imagem: http://solonaescola.blogspot.com.br/2011/11/experimentos-6.html

O uso adequado do solo aliado a prática de conservação é de vital importância se levarmos em consideração que a terra também pertence as gerações futuras.


Na ânsia de ganhar dinheiro e acumular capital, o homem esquece sua condição de ser social e dos compromissos que tem para com a sociedade e a natureza. Na busca da riqueza fácil e imediata, sob o manto enganador do cumprimento de sua tarefa produtiva, segue imolando o solo, despreocupado com o futuro e deixando de lado o quanto é importante o papel da agricultura e do meio rural perante a captação e retenção da água no solo, como forma de armazenamento e de alimentação de inúmeros mananciais.
Com isso passa a explorar o solo inadequadamente, acelerando os processos erosivos, aumentando a degradação do meio ambiente e reduzindo drasticamente a qualidade e quantidade de água.

Esses é um pequeno trecho que o engenheiro agrônomo José Cezar Zoccal a escrever o livro Soluções – Caderno de Estudos em Conservação do Solo e Água volume 1: Adequação de Erosões – Causas, Conseqüências e Controle da Erosão Rural, publicado pela Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (CODASP), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.

O engenheiro agrônomo Zoccal, atual gerente regional da CODASP em Campinas-SP, disse na época em que escreveu o livro, que a obra se baseava no relato de experiências adquiridas nos 78 anos de trabalho da companhia (hoje a companhia tem 83 anos) na prestação de apoio técnico à atividade agrícola do Estado: “O livro apresenta os mecanismos que ocasionam a erosão e as técnicas corretas para evitá-la e controlá-la”.

Quando ocorre esse desgaste, 90% são removidos do local. “A água da chuva age sobre essa terra, que é arrastada para o fundo de vales, riachos e mananciais, resultando a poluição da água. Precisamos prevenir e corrigir essa conduta”, alerta o engenheiro.


Para reverter o problema, o livro destaca a importância da manutenção da cobertura vegetal e a adoção de práticas mecânicas, como remover o solo com equipamentos motores para “quebrar barrancos”. Com 60 páginas, o livro é didático e mostra fotos com experiências corretas e incorretas no combate na erosão. É destinado a ambientalistas, produtores rurais, professores, técnicos, estudantes e ao público interessado na área.

Para ter acesso ao livro clique no link abaixo:


Fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=87035&c=5103&q=Livro+ensina+a+controlar+problema+da+eros%E3o