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domingo, 16 de julho de 2017

Pesticidas à base de nicotina são nocivos a abelhas, diz estudo

Pesquisa realizada tem três países foi publicada pela revista 'Science'. Intenção era estabelecer impactos no 'mundo real' e não em laboratórios.

Fonte G1 Ciência e Saúde


Usados na agricultura, agrotóxicos neonicotinoides podem ser responsáveis pelo declínio da população de abelhas na natureza. Sugestão vem de abrangente pesquisa de campo realizada em três países e publicada na "Science".

domingo, 8 de janeiro de 2017

Milhões de abelhas morrem no interior de SP; agrotóxico pode ser causa




Pelo menos dez milhões de abelhas morreram nesta semana na região de Porto Ferreira (a 230 km de São Paulo). A estimativa de produtores de mel é que ao menos 200 colmeias de nove apiários tenham sido atingidas. A principal suspeita é de que agrotóxicos aplicados por uma usina em um canavial da região tenham causado as mortes.

O Ministério Público foi acionado e irá analisar se irá entrar com uma ação civil pública para apurar as responsabilidades.


Veja também :




segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Morte de insetos põe agricultura em risco e pode custar bilhões ao Brasil

GABRIEL ALVES (*)

A população de abelhas e outros insetos polinizadores está diminuindo em todo o mundo, o que faz cientistas correrem para calcular o impacto na agricultura e de propor possíveis soluções.

Segundo as contas feitas por pesquisadores de Minas Gerais e do México, o Brasil poderá perder de 16,5 a 51 milhões de toneladas de produtos agrícolas se a situação continuar piorando. Isso equivale a um prejuízo de US$ 4,9 bilhões (R$ 16,6 bi) a US$ 14,6 bilhões (R$ 49 bi).

O motivo disso é que as culturas que são polinizadas têm alto valor de mercado, representando 68% do total da agricultura brasileira. Segundo os cientistas, muito do impacto econômico causado pela falta de insetos o seria sofrido pela agricultura familiar, responsável por 74,4% do setor.

Para chegar aos números, os pesquisadores desenharam dois cenários –um pessimista e um otimista– e estimaram qual seria o prejuízo para cada um dos 53 principais cultivos no país, de acordo com a dependência da polinização para a produtividade de cada plantação.

Por exemplo, o café,o melão e a maçã são culturas que têm de moderada a alta dependência de polinizadores. Em última análise, a produção de sementes (como a soja) e de frutos (como a goiaba) depende desse serviço ecológico, que consiste no transporte das células reprodutivas masculinas, levando-as até as células femininas.

Em algumas culturas, como na de maracujá, há apenas uma espécie que faz bem o trabalho (a abelha conhecida como mamangava). Sem ela –por causa de defensivos agrícolas ou baixa tolerância às mudanças climáticas, por exemplo–, a produtividade despenca.

Em alguns casos, o vento, a água e até a autopolinização podem dar conta do recado. É o caso de três das principais culturas do país: cana-de-açúcar, milho e arroz.


Mas isso não quer dizer que essas plantações estejam livres de "culpa" pelo que está acontecendo, segundo os autores do estudo, publicado na revista "Plos One". O principal fator para o declínio é a mudança de uso da terra, ou seja, a transformação de extensas áreas de floresta ou mata nativa em monocultura.


Veja a reportagem completa no link abaixo:

sábado, 15 de outubro de 2016

Pela primeira vez, abelhas entram para a lista de espécies em extinção

Eventual fim das abelhas não nos deixaria só sem mel: dois terços do que comemos dependem do trabalho delas como polinizadoras.



POR Helô D'Angelo EDITADO POR Alexandre Versignassi (*)


Já faz tempo que as abelhas estão, lentamente, sumindo. O mundo está preocupado com o que pode acontecer se as pequenas polinizadoras forem varridas da Terra - tanto que até apareceram algumas soluções pouco ortodoxas, como uma abelha-robô

E, pelo jeito, é melhor corrermos, porque esses insetos acabam de ser colocados na lista de espécies em extinção pelo US Fish and Wildlife Service (FWS) - o Ibama dos EUA.


Sem abelhas, não vai faltar só mel. É que elas funcionam como se fossem órgãos sexuais de plantas. Uma parte considerável do Reino Vegetal conta com abelhas para espalhar seu pólen. Sem abelhas, você castra essas plantas. E elas deixam de existir também, o que é um péssimo negócio, mesmo para quem tem alergia a abelhas: pelo menos dois terços da nossa comida vem direta ou indiretamente de vegetais que precisam de abelhas para se reproduzir.

Ainda não se trata de um apocalipse. Existem 25 mil espécies de abelha. Para a lista, entraram sete: Hylaeus anthracinus, Hylaeus longiceps, Hylaeus assimulans, Hylaeus facilis, Hylaeus hilaris, Hylaeus kuakea, e Hylaeus mana - todas abelhas de cara amarela, parecidas com a abelhinha comum aqui do Brasil.




As abelhas em perigo são todas nativas do Havaí, e a hipótese do FWS é que a razão principal tenha sido a inclusão de espécies de plantas e animais invasores, que desequilibraram a fauna local. Outro problema é a urbanização cada vez maior das ilhas, o que favorece o turismo descuidado e a destruição do habitat natural dos insetos.

Mas o problema não se restringe ao Havaí, claro: desde 2006, apicultores do mundo inteiro têm reclamado que as populações do inseto caíram. De 2012 para 2013, 31% das abelhas dos EUA tinham desaparecido; na Europa, naquele período, o número chegou a 53%, e no Brasil, a quase 30%.


O pior é que ninguém sabe exatamente o que está causando essa catástrofe. Alguns cientistas acham que é a poluição; outros apostam nos pesticidas. Existe, também, uma doença chamada Síndrome do Colapso da Colônia, na qual as abelhas simplesmente abandonam suas colmeias sem que nada de errado aconteça. Mas a síndrome ainda é um mistério, o que deixa os cientistas de mãos atadas.

(*) Fonte: SUPER INTERESSANTE


domingo, 4 de setembro de 2016

Milhões de abelhas morrem nos EUA após uso de veneno contra zika


Apicultores da Carolina do Sul, no sudeste dos Estados Unidos, removeram esta semana milhões de abelhas mortas depois que as autoridades pulverizaram o polêmico inseticida "naled" para combater os mosquitos vetores do zika.

Abelhas mortas no apiário Flowertown Bee Farm and Supplies, no noroeste de Charleston (Foto: Flowertown Bee Farm and Supplies/Facebook)


Juanita Stanley, uma apicultora de Summerville, ao noroeste de Charleston, encontrou uma cena apocalíptica após a fumigação de domingo passado: milhões de abelhas estavam caídas em torno das suas colmeias.

"Nosso negócio familiar ficou destruído pela fumigação aérea. Ajudem-nos a compartilhar esta história, não permitam que as abelhas produtoras de mel morram em vão", escreveu Stanley na página do Facebook do apiário de que é coproprietária, Flowertown Bee Farm and Supplies.

Este comentário estava acompanhado de mais de vinte fotos que mostravam as abelhas mortas e a equipe do apiário queimando as caixas que armazenavam as colmeias.

Segundo o canal local WCSC, o apiário perdeu 46 colmeias e 2,5 milhões de abelhas.
Jason Ward, o administrador do condado de Dorchester - ao que pertence a maior parte de Summerville -, reconheceu a responsabilidade da fumigação aérea neste massacre.

O inseticida utilizado pelas autoridades americanas, chamado "naled", é polêmico devido aos seus efeitos na saúde humana e no meio ambiente. A União Europeia proibiu seu uso em 2012, mas os Estados Unidos o utilizam desde 1959.

"O condado de Dorchester está a par de que alguns apicultores da zona que foi fumigada neste domingo perderam suas colmeias", afirmou Ward em um comunicado na terça-feira (30), prometendo que iria contatar os afetados.

aixas que armazenavam as colmeias foram queimadas (Foto: Flowertown Bee Farm and Supplies/Facebook)


O administrador disse, ainda, que não estão previstas mais fumigações aéreas por enquanto.
Também detalhou que o condado realizou uma fumigação aérea na manhã de domingo (28), depois de que foram registrados quatro casos de zika em Summerville, dois dias antes.

O vírus da zika, que pode causar malformações congênitas em fetos em desenvolvimento de mulheres grávidas infectadas, como a microcefalia, começou recentemente a aparecer no sul dos Estados Unidos. Até o momento, a Flórida é o único estado a registrar casos autóctones.

Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), os Estados Unidos continental já registra mais de 2.600 casos de zika em pessoas que contraíram o vírus durante viagens ao exterior.

Mas se espera que à medida que avança o verão e que os estados do sul são atingidos por fortes chuvas, o mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus, continue prosperando.

Fumigações com "naled"


As fumigações aéreas com "naled" não ocorrem sem polêmica. Porto Rico, que sofre uma epidemia de zika, com quase 14.000 infectados localmente, rejeitou a medida.

Este pesticida é considerado por cientistas e ativistas um neurotóxico severo que afeta o aparelho respiratório e o meio ambiente.
Seu uso foi proibido na União Europeia porque a substância representa "um risco potencial inaceitável" para a saúde humana e o meio ambiente.

A Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA), porém, afirma que este pesticida é seguro se for pulverizado comedidamente.
Mas seus críticos dizem que o "naled" não só mata os mosquitos, como também é tóxico para as abelhas, as borboletas, os peixes e outros organismos aquáticos.

"'Naled' é um inseticida generalista", disse à AFP a ecóloga Elvia Meléndez Ackerman, professora de ciências ambientais na Universidade de Porto Rico, no distrito de Río Piedras. "Matará muitas espécies de insetos e terá efeitos negativos em outras espécies".

A cientista deu como exemplo a diminuição da população de um molusco comestível na Flórida, onde foram realizadas várias pulverizações.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

CHUVA DE VENENO MATA ABELHAS E DESTRÓI PRODUÇÃO DE MEL NO INTERIOR DO RS


SÉRIE DE REPORTAGENS MOSTRA COMO O USO EXCESSIVO DE AGROTÓXICOS EM LAVOURAS CAUSA DANOS IRREVERSÍVEIS PARA COMUNIDADE DE ABELHAS NO ESTADO.
27 de abril de 2016 15h00 (1a Reportagem da Série)


Colaboração: Leandro Molina

Republicado do site:Sem Abelha Sem alimento

Que desde 2009 o Brasil lidera o ranking dos países que mais consomem veneno no mundo já é de conhecimento de grande parte da população brasileira. A média nacional é de 7,5 litros por habitante. No Rio Grande do Sul o consumo estimado é de 8,5 litros por pessoa.

Dados apontam que o uso sem controle de agrotóxicos em lavouras, principalmente aplicados pela pulverização aérea, causa enormes danos para as abelhas.

Contrário ao que muitos pensam, esses produtos químicos e nocivos à saúde humana e ao meio ambiente também comprometem de forma significativa a produção de mel e de outros alimentos. O resultado é que colmeias inteiras estão morrendo, e isso pode afetar toda a população na produção mundial de alimento.

A partir de hoje, publicaremos a série “Tem veneno no seu mel”, que contém três reportagens que mostram os efeitos dos agrotóxicos e da soja transgênica na região da Campanha do Rio Grande do Sul, onde dezenas de apicultores se veem sem alternativas para combater o avanço do agronegócio em áreas de assentamentos da reforma agrária. 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Apocalipse das abelhas: estudo de pesquisadores poloneses encontra 57 tipos de agrotóxicos em abelhas européias



A ideia de que o uso intensivo e indiscriminado de agrotóxicos está tendo um efeito devastador sobre a população de abelhas em todo o mundo não é nova. Agora, a partir da publicação de um artigo cientifico na revista “Journal of Chomotography A” um grupo de pesquisadores poloneses do “National Veterinary Research Institute” (Aqui!) está demonstrado que o problema é muito maior do que havia sido demonstrado até agora pela ciência.

Para ver o artigo completo, clique no link abaixo:
Blog do Pedlowski

domingo, 7 de dezembro de 2014

Prefeitura investiga a morte misteriosa de milhares de abelhas

Abelhas começaram a aparecer mortas na semana passada (foto: Divulgação/Secom/PMI)


A Secretaria Municipal de Agropecuária, Abastecimento e Segurança Alimentar de Irati, nos Campos Gerais, investiga a denúncia sobre a morte de 130 enxames de abelhas ocorrida na semana passada. 

O engenheiro agrônomo da Prefeitura, Marcelo Campello, esteve no local constatando o extermínio quase completo dos enxames.

“O fato é muito preocupante, já que os enxames foram completamente dizimados, com milhares de abelhas mortas dentro e fora das caixas, uma perda patrimonial considerável, já que cada caixa representa em média R$ 200,00 por ano num total de R$ 25.000,00 que dificilmente serão indenizados. 

Outros casos similares vêm ocorrendo em todo o mundo, alertando toda a comunidade científica internacional, que relaciona essas mortes ao uso indiscriminado e incorreto dos agrotóxicos”, conta Marcelo.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Abelhas vigiadas

Zangão da espécie Apis mellifera africanizada com microssensor colado no tórax
Zangão da espécie Apis mellifera africanizada com microssensor colado no tórax
DINORAH ERENO | Edição 221 - Julho de 2014

A população de abelhas registra um expressivo declínio em vários países, inclusive no Brasil. Em agosto do ano passado, a revista Time trazia na capa um alerta para o risco de desaparecimento das abelhas melíferas, com a chamada “O mundo sem abelhas” e o alerta: 

“O preço que pagaremos se não descobrirmos o que está matando as melíferas”.


Veja também: 7 motivos pelos quais você deveria se importar com as abelhas


 O desaparecimento das fabricantes de mel preocupa não só pela ameaça à existência desse produto, mas também porque as abelhas têm chamado a atenção principalmente pelo importante papel que representam na produção de alimentos.

 Não é para menos. Elas são responsáveis por 70% da polinização dos vegetais consumidos no mundo ao transportar o pólen de uma flor para outra, que resulta na fecundação das flores

. Algumas culturas, como as amêndoas produzidas e exportadas para o mundo inteiro pelos Estados Unidos, dependem exclusivamente desses insetos na polinização e produção de frutos. A maçã, o melão e a castanha-do-pará, para citar alguns exemplos, também são dependentes de polinizadores.

Entre as prováveis causas para o desaparecimento das abelhas estão os componentes químicos presentes nos neonicotinoides, classe de defensivos agrícolas amplamente utilizados no mundo. 

sábado, 2 de agosto de 2014

Abelhas e o colapso da colônia

De: NEW YORK TIMES
(JULY 14, 2014)

Colaboração: Roberto Aparecido de Souza

VANCOUVER, British Columbia - em todo o mundo, as colônias de abelhas estão morrendo em grandes números: Cerca de um terço das colmeias em colapso a cada ano, um padrão de uma década. Para as abelhas e as plantas que polinizam - bem como para os apicultores, agricultores, os amantes do mel e todos os outros que aprecia este inseto social, maravilhoso - esta é uma catástrofe.

Mas, no meio da crise pode vir a aprender. Colapso Abelha tem muito a nos ensinar sobre como os seres humanos podem evitar um destino semelhante, provocada pela cada vez mais graves perturbações ambientais que desafiam a sociedade moderna.

Colapso abelha tem sido particularmente irritante porque não existe uma causa, mas sim milhares de pequenos cortes. Os principais elementos incluem o impacto composição de pesticidas aplicados em campos, bem como pesticidas aplicados diretamente em colmeias para controlar os ácaros; fúngicas, pragas e doenças bacterianas e virais; deficiências nutricionais causadas por vastas áreas de campos em monoculturas que não possuem diversas plantas com flores; e, nos Estados Unidos, em si apicultura comercial, o que perturba colonias movendo maioria das abelhas, em todo o país várias vezes por ano para polinizar as culturas.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Reino Unido apela ao público para tentar salvar abelhas da extinção

G1 NATUREZA
Abelhas estão diminuindo ao redor do mundo e cientistas ainda não descobriram motivo. (Foto: AFP Photo/Philippe Huguen )
Abelhas estão diminuindo ao redor do mundo e cientistas ainda não descobriram motivo. (Foto: AFP Photo/Philippe Huguen )

Mortalidade ao redor do planeta ameaça a polinização de flores e frutas.

Entre as possíveis causas estão o uso excessivo de pesticidas.


Cinco passos podem ajudar a conter o declínio das populações de abelhas e outros polinizadores vitais para manter a cadeia alimentar da qual as pessoas dependem, afirmaram as autoridades britânicas nesta semana ao fazer um apelo público.

Governos de todo o mundo têm se alarmado com o forte declínio no número de abelhas, que desempenham um papel fundamental nos ecossistemas, especialmente nos cultivos que compõem grande parte da alimentação humana.

Segundo a agência France Presse, os cinco passos são: plantar mais flores, arbustos e árvores ricas em néctar e pólen; deixar trechos de terra livres para o crescimento de plantas silvestres; aparar a grama com menos frequência; evitar perturbar ou destruir insetos aninhados ou em hibernação; e pensar cuidadosamente antes de usar pesticidas.

"Polinizadores como as abelhas são vitais para o meio ambiente e para a economia, e eu quero assegurar que faremos tudo o possível para salvaguardá-los", disse o vice-ministro de Meio Ambiente, Rupert de Mauley.

"É por isso que estamos encorajando a todos para que adotem algumas poucas ações simples e façam seu papel em ajudar a proteger nossas abelhas e borboletas", acrescentou.


Estratégia nacional para polinizadores

Os cinco passos impulsionados pelo Ministério do Meio Ambiente são divulgados antes da publicação pelo governo, prevista para este ano, de uma estratégia nacional para proteger polinizadores.

A organização Amigos da Terra saudou a iniciativa, mas instou o governo a trabalhar para limitar o uso de pesticidas, que se acredita ser um fator chave neste declínio.

"O governo também precisa desempenhar seu papel, fortalecendo sua vindoura Estratégia Nacional de Polinizadores para responder a todas as ameaças que as abelhas enfrentam, especialmente apoiando os fazendeiros a reduzir o uso de pesticidas e contendo a perda continuada de hábitat vital como as pradarias", disse o diretor executivo Andy Atkins.

O governo britânico tem sido criticado por se opor às restrições da União Europeia ao uso de vários neonicotinoides em cultivos favorecidos pelas abelhas. As substâncias têm sido vinculadas ao declínio nas populações de abelhas e aves.

Importância das abelhas

A mortalidade de abelhas ao redor do planeta ameaça ambos os processos. Entre as possíveis causas já listadas estão o uso excessivo de pesticidas, como os neonicotinoides, excesso de parasitas que afetam esses insetos, poluição do ar e da água, além do estresse causado pelo gerenciamento inadequado das colmeias.

Investigar essas e outras hipóteses é importante, porque pode evitar um possível caos ambiental. O declínio põe em risco a capacidade global de produção de alimentos.
Para se ter ideia, segundo a Organização das Nações Unidas, os serviços de polinização prestados por esses insetos no mundo – seja no ecossistema ou nos sistemas agrícolas -- são avaliados em US$ 54 bilhões por ano. Além disso, 73% das espécies vegetais cultivadas no mundo são polinizadas por alguma espécie de abelha.

Fonte: G1 Natureza

sábado, 19 de julho de 2014

Pelas abelhas

A maior parte dos cultivos agrícolas depende da polinização feita por abelhas. (foto: Bob Peterson/ Flickr – CC BY-SA 2.0)

Campanha internacional criada por brasileiros chama atenção para o desaparecimento de colmeias e seu impacto sobre o ambiente e a segurança alimentar dos humanos.

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A notícia de que a população mundial de abelhas tem se reduzido pode até ser novidade para alguns, mas não aqui na CH On-line. Esses insetos vêm desaparecendo nos últimos 60 anos e 13 espécies foram extintas do planeta – das cerca de 20 mil existentes. O que parece uma boa notícia para os alérgicos é, no entanto, preocupante para o futuro da humanidade. Por isso, pesquisadores brasileiros lançaram uma campanha global para divulgar o sumiço de abelhas batizada de Bee or not to be? – um trocadilho em inglês com o verbo ‘ser’ (to be) e a palavra ‘abelha’ (bee) baseado na famosa frase de William Shakespeare: “Ser ou não ser, eis a questão.

Os pesquisadores chamam a atenção para um fenômeno mundial denominado ‘síndrome do desaparecimento das abelhas’, decorrente de um problema no sistema nervoso desses insetos que faz com que eles ‘esqueçam’ o caminho de volta para sua colmeia e morram ao relento. Essa alteração está relacionada principalmente ao uso na agricultura de uma classe de pesticidas à base de nicotina, os neonicotinoides. Ao tentar polinizar os vegetais tratados com esses pesticidas, as abelhas se contaminam e desenvolvem o problema.

Em sua página, o projeto pretende alertar a população sobre esse fenômeno e reunir assinaturas em todo o mundo para pressionar autoridades a regulamentar o uso dos pesticidas nocivos para as abelhas. “O uso de pesticidas no Brasil hoje é pouco regulamentado e produz muitos efeitos adversos ao ambiente e às espécies”, aponta o idealizador da campanha, o geneticista Lionel Segui Gonçalves, professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) em Mossoró (RN) e diretor do Centro Tecnológico de Apicultura e Meliponicultura do Rio Grande do Norte (Cetapis).

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Pesticidas muito usados ameaçam a biodiversidade, dizem cientistas



Avaliação científica internacional foi divulgada nesta terça-feira.

Pesquisa pede supressão progressiva global dos neonicotinoides e o fipronil.

Alguns dos pesticidas mais utilizados no mundo têm efeitos nefastos sobre a biodiversidade, não se limitando apenas às abelhas, mas que prejudicam também as borboletas, minhocas, aves e peixes, segundo uma avaliação científica internacional apresentada nesta terça (24).

Depois de ter examinado as conclusões de 800 estudos publicado há vinte anos, os autores desta avaliação pedem para endurecer ainda mais a regulamentação sobre os neonicotinoides e o fipronil, os dois tipos de substâncias químicas estudadas, e de "começar a planejar sua supressão progressiva em escala mundial ou, ao menos, formular planos destinados a reduzir fortemente seu uso no mundo".

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"As provas são muito claras. Estamos diante de uma ameaça que pesa sobre a produtividade de nosso meio natural e agrícola", indica em um comunicado o Dr Jean-Marc Bonmatin (CNRS), um dos principais autores desta análise realizada nos últimos quatro anos.

A avaliação foi feita por um painel de 29 pesquisadores internacionais no âmbito de um grupo de trabalho especializado em pesticidas sistêmicos (concebidos para ser absorvidos pelas plantas).

 Este grupo aconselha, entre outros, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), o organismo que vigia a saúde da biodiversidade mundial através de sua lista vermelha de espécies ameaçadas.

As conclusões são publicadas em oito artigos durante o verão na revista "Environmental Science and Pollution Research", afirma este grupo de trabalho.


Impacto

Os pesticidas estudados são "os mais utilizados hoje no mundo, com uma quota de mercado estimada em 40%" e também "são utilizados normalmente nos tratamentos domésticos para a prevenção das pulgas nos gatos e nos cachorros e na luta contra os cupins nas estruturas de madeira".

Os efeitos vinculados à exposição de pesticidas "podem ser imediatos e nefastos, embora também crônicos", afirmam os pesquisadores. Os efeitos são diversos, como a perda de olfato ou de memória, uma perda de fertilidade, diminuição da ingestão de alimentos, abelhas que forrageiam menos ou uma capacidade alterada das minhocas de cavar túneis.

Estes pesticidas são denunciados há anos como uma das causas que explicam o declive das populações de abelhas. A União Europeia já suspendeu em 2013 o uso do fipronil e de três neonicotinoides devido aos seus efeitos nos polinizadores.

Fonte: G1 Natureza

sábado, 7 de junho de 2014

GOVERNO NORTE-AMERICANO RECONHECE QUE ABELHAS ESTÃO MORRENDO A UMA TAXA ALARMANTE


Um novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos apontou que o atual ritmo de mortes de abelhas durante o inverno é preocupante e está insustentável economicamente para os apicultores. De acordo com os dados levantados, 23,2% das Apis mellifera, que são as abelhas domesticadas para a fabricação de mel, do país morreram durante o inverno de 2013/2014. Além de ser um problema para os apicultores, o desaparecimento das abelhas significa uma grave crise ambiental e um problema para várias culturas agrícolas, que precisam delas como agentes.
Um número muito acima da taxa de mortes que os apicultores consideram como o máximo aceitável para que a sua atividade seja viável economicamente, algo em torno dos 18%.

“Populações saudáveis de polinizadores são essenciais para a economia agrícola. Apesar de estarmos felizes com a diminuição de mortes, as perdas ainda são muito altas e temos que trabalhar para diminuí-las”, afirmou Tom Vilsack, secretário de Agricultura dos EUA, destacando que houve uma redução de 7,3% com relação aos 30,5% de mortes registradas em 2012/2013.

Segundo Jeff Pettis, coautor da pesquisa e membro do Serviço de Pesquisas Agrícolas dos EUA, não foi possível identificar os fatores por trás das mortes e nem porque o número caiu com relação ao inverno anterior.

“Flutuações anuais como esta mostram como é complicado acompanhar a saúde das abelhas, que podem estar sendo afetadas por vírus, parasitas, problemas de nutrição – relacionados com a falta de diversidade de pólen – e pesticidas”, explicou Pettis.


Veja também: Sem abelhas não há alimentos
                                   Movimento criado por professor da FFCLRP alerta sobre efeitos de agrotóxicos em abelhas

Neonicotinoides

Um outro estudo, divulgado no último dia 9/5, demonstrou que neonicotinoides, que são amplamente utilizados nos EUA, são danosos para as abelhas. Conduzido por pesquisadores da Universidade de Harvard, o trabalho salienta que esses pesticidas provocam o chamado Distúrbio do Colapso das Colônias (DCC), processo pelo qual abelhas abandonam sua colmeia sem aparente razão e acabam morrendo.

“Demonstramos mais uma vez, com alta probabilidade, que os neonicotinoides podem ser responsáveis por casos de DCC”, disse Chensheng Lu, um dos autores do estudo.

Para assinar o manifesto CLIQUE AQUI

Lu e sua equipe observaram durante o inverno o comportamento de abelhas em colméias de regiões próximas às plantações onde eram utilizados neonicotinoides, e concluíram que a taxa de DCC foi 50% maior nessas colméias do que em outras localidades.

“Apesar de termos demonstrado que existe uma associação entre os neonicotinoides e a morte de abelhas, novos estudos deverão ser feitos para elucidar como funciona esse mecanismo e qual seria a quantidade de pesticida necessária para provocar o DCC. Esperamos conseguir reverter a tendência de perda de abelhas”, concluiu o pesquisador.







segunda-feira, 21 de abril de 2014

Pesticida que mata abelhas também faz mal aos humanos, alerta agência europeia




Um dos pesticidas mais utilizados na agricultura e suspeito de estar a matar abelhas pode afectar também o sistema nervoso humano e deve ser alvo de controlo e limites mais rígidos. 

O alerta é da Agência Europeia de Segurança Alimentar (AESA), num parecer divulgado esta terça-feira.

Os pesticidas em causa são da família dos neonicotinóides - insecticidas que têm sido acusados de estarem a dizimar populações de abelhas. Alguns estão sob uma proibição temporária na União Europeia, imposta por Bruxelas desde o princípio deste mês.

O parecer da AESA resulta de um pedido da Comissão Europeia, feito em Novembro de 2012, depois de um novo estudo ter sugerido riscos daqueles pesticidas para o ser humano. Realizado por investigadores do Instituto de Ciências Médicas de Tóquio e publicado na revista científica PLOS One, o estudo avaliou o efeito dos insecticidas acetamiprida e imidaclopride em células nervosas de ratos.

 A conclusão foi a de que ambos podem afectar o desenvolvimento do cérebro, tal como a nicotina.

À luz dos novos dados, a AESA reavaliou toda a produção científica existente e, embora haja muitas incertezas, chegou à mesma conclusão. “Ambos os compostos podem afectar o desenvolvimento e a funcionalidade dos neurónios”, sustenta a agência, no seu parecer, referindo-se às células que são a base do sistema nervoso.

A AESA chama a atenção para uma série de limitações metodológicas dos estudos existentes, dizendo que ainda é necessário mais investigação com animais. Mas ainda assim a agência recomenda uma redução, nalguns casos substancial, das doses aceitáveis de exposição aos pesticidas.

Veja também:



quarta-feira, 5 de março de 2014

Desaparecimento de abelhas conduz à extinção da humanidade

Por Natalia Kovalenko
As doenças que afligem as abelhas domésticas, são contagiosas para mamangabas e outros polinizadores silvestres de plantas. Tais são as conclusões de cientistas britânicos.
Desaparecimento de abelhas conduz à extinção da humanidade
Foto: RIA Novosti
 Nos Estados Unidos, nos últimos dez anos pereceram 90% da população de abelhas selvagens e domésticas, no Reino Unido morreram mais de metade. A morte em massa desses insetos está sendo registrada na Suécia, Alemanha, Áustria, Itália, Israel e em outras regiões do mundo.

 O fenômeno é uma séria ameaça ao funcionamento normal dos ecossistemas do planeta e pode agravar a já existente crise alimentar, alertam os especialistas.

Segundo os dados mais recentes, nos Estados Unidos, na sequência da morte de abelhas caiu drasticamente o rendimento de culturas de frutas, especialmente maçã e amêndoa.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

2 agrotóxicos mataram 4 milhões de abelhas em Gavião Peixoto, diz laudo


Para ver o vídeo com a reportagem original CLIQUE AQUI

O uso de dois agrotóxicos em lavouras de feijão, café e soja pode ter sido responsável pela morte de mais de quatro milhões de abelhas em Gavião Peixoto, segundo resultados de exames feitos nas abelhas mortas por um laboratório. O município quer incentivar os produtores de mel a fazerem a apicultura migratória, afastando as colmeias das áreas agrícolas.


A análise, feita a pedido da Secretaria de Meio Ambiente, apontou a presença de princípio ativo do fosfonometil, mais conhecido como glifosato, e que está presente em cerca 20 marcas herbicidas aplicados para eliminar mato. Também foi encontrado o clorpirifós, um inseticida usado em mais de 70 produtos no combate de pragas em lavouras de soja, café e feijão.

O apicultor José Luiz dos Santos foi um dos que tiveram prejuízo, após perder 130 colmeias. O resultado confirmou a suspeita dele. “Fico revoltado, porque os caras usam veneno sem saber o que está passando e acabam me prejudicando. Então a gente tem que ver, porque eu vivo disso”, afirmou.


Osmar Malaspina, que é pesquisador no Departamento de Biologia da Unesp de Rio Claro, acredita que é mais provável que o inseticida pode ter matado as abelhas, mas não descarta que os dois agrotóxicos, juntos, podem ter aumentado o efeito nocivo para as abelhas. “A junção desses dois produtos pode potencializar e tornar o produto mais tóxico e evidentemente vai matar mais as abelhas”, disse.

O apicultor Valdeir Ribeiro de Sousa acumula prejuízos e, nos últimos dois anos, perdeu 40 colmeias. Neste ano ele vai tentar mais uma vez, só que não sabe se vai conseguir fugir dos agrotóxicos. “Hoje você arma a caixa e não pega as abelhas, pega bem pouco. Os que tem mata, então vai acabar. Quem depende da apicultura vai ter que partir para outro ramo”, afirmou.


Mais veneno

Em 2012, os apicultores da cidade perderam centenas de colmeias e morreram mais de um milhão de abelhas. Na época, um laudo constatou que elas também morreram por causa de um outro veneno usado nas lavouras.

A venda desses agrotóxicos é permitida pelo Ministério da Agricultura. Por isso de acordo com o diretor de Meio Ambiente de Gavião Peixoto, Fábio Edson Rodrigues, não há como punir ninguém. A ideia é reunir os produtores para acompanhar a aplicação de inseticidas na região. “Ter uma fiscalização para saber onde está sendo usado, por quem está sendo usado, a periodicidade. A gente acredita que há um uso indiscriminado desses defensivos. Os agricultores usam sem ter noção da potencialidade que esse veneno pode atingir”, afirmou.


Apicultura migratória

As colmeias ficavam no meio de uma mata na cidade e a dois quilômetros existem plantações de café, soja e feijão. Com a ameaça tão próxima, os apicultores vão pegar toda esta estrutura e levar para uma área isolada, mais longe dos agrotóxicos. Eles querem desenvolver a apicultura migratória, que muda as colmeias de uma região para outra acompanhando as floradas. “Onde as abelhas possam fazer o mel e, no período da colheita, traz esse mel de volta e ele é processado, embalado e comercializado no município”, explicou Rodrigues.

O Departamento de Agricultura e Meio Ambiente de Gavião Peixoto pretende incentivar os produtores de mel a formarem uma cooperativa e, com isso, tenham facilidades para participar da apicultura migratória.

Fonte: G1

Mais sobre o tema acesse: ESPECIAL - AGROTÓXICOS E ABELHAS

domingo, 15 de dezembro de 2013

Para evitar o sumiço das abelhas

Considerados indicadores de qualidade ambiental, insetos polinizadores sofrem ameaças diversas, de agrotóxicos ao desmatamento



Roberto Custódio/ Jornal de Londrina / Professor Oilton Macieira, da UEL: algumas espécies de abelha já desapareceram
Professor Oilton Macieira, da UEL: algumas espécies de abelha já desapareceram
Embora a maioria das pessoas as vejam simplesmente como fabricantes de mel, as abelhas são, provavelmente, o inseto mais importante para a vida na Terra. Segundo estudos da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), são elas as responsáveis pela polinização de, pelo menos, 70% das culturas, o que corresponde a 90% da oferta global de alimentos. Exatamente por isso, o desaparecimento repentino e ainda não explicado de abelhas no mundo durante os últimos anos tem preocupado especialistas. Enquanto na Europa o Greenpeace lançou uma campanha com o objetivo de protegê-las, no Brasil o assunto vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Apicultores (CBA), que pede a criação de leis que satisfaçam acordos internacionais de proteção aos polinizadores.

O presidente da CBA e da câmara setorial do mel em Brasília, José Cunha, recorda que o assunto foi debatido na Câmara Federal, no início de julho, por instituições, fabricantes, apicultores e pesquisadores. “Cada um defendeu seus interesses. Nosso objetivo é dar suporte para a comissão votar leis que satisfaçam acordos que o Brasil tem perante aFAO.” Cunha explica que o Brasil é um dos países que mais recebeu recursos para um projeto de polinizadores da FAO – segundo ele, são sete projetos em curso, um em cada bioma nacional. Ainda assim, o país está atrasado em questões como uso de agrotóxicos, substâncias que, comprovadamente, causam desorientação nas abelhas. “Elas saem para coletar néctar e não voltam.”

Inseticidas


Em abril, a União Europeia anunciou que três inseticidas mortais para as abelhas serão proibidos nos países membros durante dois anos, a partir deste mês. No Brasil, embora admita efeitos de agrotóxicos sobre as abelhas, o Ibama recuou. “Se lá não pode, por que vender no Brasil e na África? A alternativa que encontraram lá queremos para nós também”, ressalta Cunha. Segundo ele, o desaparecimento de abelhas, que atingiu os Estados Unidos, em 2006, está às portas do Brasil.

As áreas mais ameaçadas são as de monocultura de cana-de-açúcar, com aplicação aérea de agrotóxicos, as de citricultura e as do cerrado, onde as semeadeiras de ar comprimido deixam partículas suspensas no ar. “Esses agrotóxicos são sistêmicos. A planta se desenvolve e o produto tóxico vai para seiva, pólen, néctar, ficando no solo por até cinco anos. Mesmo na rotação de culturas continua presente, atingindo o lençol freático. Os polinizadores estão pagando um preço muito alto, é um passivo ambiental ainda incalculável.”

Projeto quer introduzir espécies nativas em produção de frutas


Além do prejuízo causado pelo desmatamento para avanço das áreas agrícolas, as abelhas indígenas sem ferrão – espécies nativas do Brasil – sofrem com a invasão das abelhas africanizadas e europeias, mais interessantes comercialmente por produzirem maior quantidade de mel. “As espécies africanas e europeias foram introduzidas no país na década de 1950 e se tornaram um fator de risco para as nativas porque são invasoras que tomam o nicho ecológico. Temos algumas espécies desaparecidas, mas não dá para falar em extinção ainda”, explica o professor de fisiologia e entomologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Oilton Macieira.

De acordo com o professor, as abelhas indígenas são importantes porque fazem o trabalho de polinização das plantas, oferecendo um risco muito menor ao ser humano. “No Japão, por exemplo, estufas gigantes, do tamanho de campos de futebol, são utilizadas para polinização com essas abelhas. A agricultura orgânica no Brasil está começando a ver as coisas dessa forma também, usando caixas de abelha em estufas onde não houve uso de agrotóxicos,” diz Macieira.

O número de espécies de abelhas indígenas no Paraná não é conhecido, mas estudos localizados encontraram 14 delas em Têlemaco Borba, nos Campos Gerais, e 16 em uma reserva ecológica no Norte do estado. Para preservá-las, Macieira e outros professores da UEL estão desenvolvendo um projeto para incentivar a introdução dessas espécies em propriedades que trabalham com apicultura.

Atualmente, o projeto está na fase de duplicação de ninhos. Posteriormente, produtores de frutas serão procurados pela equipe. “Estamos tentando conscientizar os produtores a terem caixas de abelha”, explica o professor.


Brasil exporta 25 mil toneladas de mel por ano


Atualmente, o Brasil conta com 350 mil apicultores. Se forem contados os grupos familiares envolvidos com insumos para a produção anual de 50 mil toneladas de mel, a CBA calcula que esse número suba para um milhão de pessoas. Décimo primeiro no ranking mundial em produtividade de mel, o Brasil é o 5º maior exportador, com 25 mil toneladas ao ano. “Temos potencial para melhorar esse ranking, esperamos que isso ocorra”, afirma José Cunha.

Dados numéricos sobre a diminuição no número de abelhas no mundo são difíceis de ser encontrados. Um levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), de 2007, reprodu­­zido em relatório da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) aponta que, enquanto a produção de mel no mundo subiu de 1.377 mil toneladas em 2004 para 1.384 em 2005, a produção caiu no Brasil no mesmo período, indo de 32 mil toneladas para 25 mil toneladas. Da acordo com a Seab, de 2000 para 2005 a produção mundial de mel cresceu 10,81%, porém alguns países, como Argentina, Estados Unidos, México e Canadá, experimentaram retração de produção.

Distúrbio

Desaparecimento de colônias preocupou Santa Catarina

No Brasil, o distúrbio do colapso das colônias – nome dado ao desaparecimento em massa de abelhas iniciado nos EUA, em 2006 – preocupou apicultores e fruticultores de Santa Catarina entre os anos de 2010 e 2011. Na ocasião, estima-se que, das 100 mil colmeias usadas para a polinização dos pomares, pelo menos 40% foram perdidas. O dado é alarmante, levando-se em consideração que 90% da produção de maçã no estado depende diretamente das abelhas, que transportam o pólen para promover a fecundação.

“Em 2011, a situação chegou ao limite, faltando abelha para levar para dentro dos pomares. Fora isso, a diminuição delas no ambiente natural prejudicou o serviço de polinização gratuito na natureza, levando à redução significativa de espécies vegetais em longo prazo. Menosprezamos o serviço ecológico que as abelhas nos prestam”, defende Afonso Inácio Orth, professor do departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Segundo Orth, as causas da diminuição de abelhas em Santa Catarina ainda não foram totalmente explicadas, mas existem suspeitas de problemas patológicos, ou seja, da presença de ácaros ou protozoários. O comportamento climático, acrescenta o professor, também tem relação com a vida das abelhas. “No ano passado, quase não houve perda. Tivemos um inverno relativamente seco, praticamente não choveu, talvez isso facilitou. Como o problema diminuiu, não temos um levantamento extensivo deste ano, não estamos mais acompanhando tão diretamente.”

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Agrotóxico usado na cana mata dois milhões de abelhas, dizem apicultores

Produtores de mel contabilizam prejuízos por venenos em Gavião Peixoto.
Ano passado morreram mais de um milhão de insetos pelo mesmo motivo.


Enquanto isso, segue no congresso, projeto que facilita registro de novos agrotóxicos do senador Ruben Figueiró (PSDB-Mato Grosso do Sul). O projeto de Lei PLS 209/13 fixa em 180 dias o prazo máximo para a liberação de novos defensivos agrícolas no mercado, projeto esse, que é para atender uma das principais queixas das empresas de agrotóxicos.

Nos países desenvolvidos, esse prazo chega, a 4 anos.

Recentemente também foi veiculada a seguinte notícia:

A Comissão de Agricultura aprovou proposta que libera a pulverização aérea de quatro substâncias proibidas pelo Ibama por suspeita de afastar abelhas. O relator do projeto diz que não há provas.

Os autores do projeto, Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) e Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), consideram,no entanto, que não há estudos no Brasil que comprovem o risco iminente à flora, à fauna ou a seres humanos com o uso desses agrotóxicos

Então como é que fica a notícia abaixo? E essa DAQUI?

PARA QUEM OS POLÍTICOS ESTÃO LEGISLANDO?



Do G1 São Carlos e Araraquara
Produtores de mel culpam venenos por prejuízos em Gavião Peixoto,SP (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)
Produtores de mel culpam venenos por prejuízos em Gavião Peixoto,SP (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)
Os produtores de mel de Gavião Peixoto (SP) contabilizam os prejuízos depois que mais de dois milhões de abelhas morreram nas últimas semanas. Os apicultores acreditam que a mortandade tenha sido causada pela aplicação indiscriminada de agrotóxicos por parte dos produtores de cana-de-açúcar e de laranja. Segundo o Ibama, a pulverização aérea com algumas substâncias é proibida.

Mesmo assim, o problema não pôde ser evitado. Para o apicultor José Luiz Santos, o prejuízo estimado é de R$ 15 mil. “Eu tinha 30 colmeias. A expectativa era produzir mais uma tonelada de mel por ano, mas perdi tudo”, lamentou.

O caso foi denunciado para o Ministério da Agricultura e Meio Ambiente de Gavião Peixoto, que já coletou amostras para análise. Os apicultores suspeitam que as abelhas morreram por causa do uso de veneno na região. Principalmente quando é aplicado por aeronaves.

Todos os produtores rurais registraram boletim de ocorrência. “Estou aguardando o resultado da análise para ver se comprova se é o mesmo tipo de veneno. Tem que resolver, se não, não tem como trabalhar mais”, ressaltou o apicultor Valentim Donizete.


Recorrente

Toda a estrutura será jogada fora por causa de agrotóxico (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)
Toda a estrutura será jogada fora por causa de
agrotóxico (Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV)
Além do prejuízo gerado este ano, os produtores também acumulam o prejuízo do ano passado, quando perderam dezenas de colmeias e mais de um milhão de abelhas morreram. Na época, um laudo constatou a presença de um inseticida usado para combater cupins em canaviais.

Este ano sobraram apenas algumas abelhas. Mas, toda a estrutura será jogada fora. “É preciso se desfazer, porque se colocar outro enxame no mesmo lugar, as abelhas vão morrer, pois o agrotóxico continua reagindo durante cinco anos”, justificou Donizete.

Sem controle

Segundo o pesquisador do instituto de biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, Osmar Malaspina, o uso de agrotóxicos aplicados sem controle mata as colmeias. “Os agricultores têm aumentado as aplicações, como por exemplo, nos pomares de laranja, para controlar as pragas. No caso da cana-de-açúcar o aumento ocorre também porque as pragas não podem ser mais combatidas com a queima”, explicou.

A pulverização aérea também é um problema. “Conseguimos mostrar que a grande mortandade de abelhas estava relacionada à aplicação de agrotóxicos. Esse tipo de pulverização aérea foi suspensa por um tempo, mas este ano está sendo rediscutida se vai ser mantida ou se o Ibama vai liberar essa aplicação aérea”, disse Malaspina
.
Fiscalização


O Ibama informou que proibiu a pulverização aérea com algumas substâncias. Já o escritório de Defesa Agropecuária afirmou que faz fiscalizações e que ainda não foi informado oficialmente sobre a mortandade das abelhas.

A federação que representa os agricultores não respondeu sobre o uso indevido de agrotóxicos. O laudo sobre a causa da morte deve sair na semana que vem.

Publicado Originalmente: G1 São Carlos e Araraquara

Veja também:

01.jpg

Por que salvar as abelhas