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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Cientistas criam grupo para análises independentes da tragédia em Mariana


A lama que corre por Minas Gerais e Espírito Santo é tóxica? Qual o impacto real na fauna e na flora da região? Qual a qualidade da água? Quem deve responder legalmente pelo desastre? São muitas as perguntas em torno da catástrofe provocada pelo rompimento das barragens em Mariana e poucas as fontes confiáveis. Para tentar achar respostas livres de interesses privados ou tendenciosas, um grupo de pesquisadores e cientistas decidiu fazer uma avaliação independente dos impactos ambientais.

As conversas começaram entre amigos --eram dez pesquisadores que acreditaram que precisavam fazer mais do que só comentar sobre a tragédia. Mas logo a iniciativa tomou enormes proporções. Hoje, o projeto conta com uma página no Facebook com mais de 3.500 inscritos e um crowdfunding, financiamento coletivo, que já arrecadou mais de R$ 27 mil.


NOTA DO BLOGUE - NO MOMENTO O VALOR JÁ CHEGOU A 63.770,00 REAIS


Estávamos trocando uma infinidade de posts e surgiu a vontade de fazer um trabalho independente e de fácil acesso, usar nossas habilidades científicas para compreender o que realmente aconteceu. Criamos uma corrente científica


Alexandre Martensen, biólogo que ajuda na coordenação do estudo enquanto faz doutorado na Universidade de Toronto

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Dr. Bactéria - perigos do mel

Dr. Bactéria alerta para os perigos do mel de abelha . Crianças menores de 1 ano não devem consumir o produto.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Depoimento com o Médico e Cientista Dr. Augusto Vinhólis à respeito do Noni (Morinda citrifolia)



Quem é Dr. Vinholis

O NONI

Morinda citrifolia L, comumente chamado de Noni, é nativa da Polinésia e da Índia, encontrada principalmente nas ilhas Andaman e Nicobar, Austrália, Pacífico Sul e Ilha do Caribe. O Noni contém numerosos fitoquímicos, antioxidantes, vitaminas, micro e macronutrientes que nos ajudam de várias maneiras na auto regeneração celular.
"Investigação contínua sobre a Morinda citrifolia L estabeleceu que Morinda L. é também rica em vitaminas (A, B, B2, B6, , B12 C & K), cálcio, ferro, niacina, ácido fólico ácido pantotênico, fósforo, magnésio, zinco, cobre e outros minerais como cromo, manganês, molibdênio, sódio, potássio, carboidratos como frutose e glicose, e também tem a distinção de ser o único produto natural conhecido por conter mais de 150 Neutracêuticos isolados.


O Fruto Tropical De 101 Aplicações Medicinais

SUCO DE NONI (Morinda Citrifolia) - FRUTO INSULAR

Dr. Neil Solomon, M.D., Ph.D.,
O Noni possui 101 aplicações medicinais, como: Alergias, Depressão, Diabetes, Doenças do Coração, Dores, Envelhecimento, Hipertensão Arterial, Obesidade, Problemas Respiratórios, Sexualidade...
Benefícios da Fruta Noni (Morinda citrifolia)

Descubra os reais benefícios dessa Fruta misteriosa, só encontrados no Noni e que promete maravilhas à saúde.

O Noni (Morinda citrifolia) previne a entrada dos radicais livres na célula. As pesquisas ressaltam que o Noni reforça o sistema imunitário regulando a função celular e a regeneração das células danificadas.

O fato de que o Noni atuar no nível celular mais básico e fundamental pode explicar o porque de tantos benefícios a saúde.

O Noni possue substâncias que ajudam ao corpo humano a regenerar as células danificadas e a incrementar as defesas do mesmo, de forma natural.




Abaixo alguns dos Benefícios do Fruto Noni para a Saúde.

Ômega 6 e óxido nítrico poderiam dilatar os vasos, melhorando a oxigenação e consequentemente a memória.

Especialistas dizem que a fruta contém betacaroteno, precursor da vitamina A, e acubina, que agrega propriedades antibióticas.

Possui escopoletina, substância antibacteriana, antifúngica e antiinflamatória, que também poderiam ajudar a dilatar os vasos sanguíneos — o que faria baixar a pressão arterial.

A fruta é rica em vitamina C.

Interage com a melatonina e a serotonina podendo ajudar a regular o sono, e os estados de ânimo.

Aumenta a energia do organismo.

Possui propriedades anti-bacterianas que podem proteger contra transtornos digestivos.

O Noni emagrece ( o noni possue baixa caloria e como complemento alimentar auxilia em uma dieta de emagrecimento).

Propriedades do Noni (Morinda Citrifolia) ...
Concentra inúmeras propriedades identificadas pela ciência, reunindo nutrientes, vitaminas, sais minerais, aminoácidos, etc., e isto o torna um dos frutos mais completos da natureza. Estas propriedades, cujo conjunto é conhecido genericamente como nutracêuticos (palavra originária de "nutraceuticals", do inglês técnico), estão concentradas na polpa do fruto Noni.

Nutracêuticos identificados no Noni.
Metionina
Ferro
Clororrubina
Nodamnacantal
Glicina
Escopoletina
Alanina
Sitosterol
Asperulosídeo
Proteína
Triptofano
Isoleucina
Fosfato
Precursores da Serotonina
Antraquinonas
Glutamato
Morindadiol
Valina
Proxeronase
Ácido Ursólico
Cofatores
Morindona
Serina
Damnacantal
Felilalanina
Ácido capróico
Activadores de múltiplos receptores
Terpeno
Ácido caprílico
Carbonato
Cisteína
Glucopiranoso
Esteróis Vegetais
Leucina
Carboidratos
Traços de elementos
Treonina

Carotenóides
Tirosina
Rubiadina
Aspartato
Alisarina
Bioflavonóides
Histadina
Serotonina
Lisina
Acetim Gluco P
Enzimas
Morindina
Prolina
Magnésio
Cistina
Arginina
Glicosídeos
Vitaminas
Sódio
Nutracêuticos encontrados na Fruta Noni.

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=pgH84aevPPo

Veja também:

Noni é novo aliado contra câncer

Casca de romã previne o mal de Alzheimer, mostram pesquisas da USP

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Estudo acha Cafeína, herbicida e laxante na água potável


Um estudo coordenado pela Universidade de Campinas (Unicamp) na água potável de 16 capitais do Brasil, onde vivem 40 milhões de pessoas, indicou a presença de substâncias químicas não legisladas, principalmente a cafeína, em 92% das amostras coletadas. Apesar de não apontar riscos claros à saúde humana, os pesquisadores envolvidos garantem que os resultados indicam deficiência no tratamento da água e que o efeito nocivo desses compostos ainda está por ser definido.

De acordo com a pesquisa, coordenada pelo Instituto Nacional de Ciências e Tec­­nologias Analíticas Avan­­çadas (INCTAA), sediado no Instituto de Química da Unicamp, foram encontradas concentrações consideráveis de cafeína nas 49 amostras realizadas, além de concentrações do herbicida atrazina, do laxante fenolftaleína e da substância triclosan, encontrada em produtos de higiene.
Nenhuma dessas substâncias está presente na Portaria 2.914, publicada pelo Ministério da Saúde em dezembro do ano passado para definir critérios de segurança para a distribuição da água. Por isso, o resultado da pesquisa e os riscos dos compostos à saúde humana dividem especialistas.

Responsável por comandar os estudos na Região Sul, o químico Marco Tadeu Grassi reconhece que a constatação da cafeína na água potável das capitais brasileiras não deve causar um alarme na população, mas criar um sinal de alerta nas distribuidoras de água.

“A cafeína, por si só, não é um risco para a saúde pública, porque a concentração dela em um cafezinho é muito maior. Mas a presença dela na água é um indicativo de que o processo de tratamento de água não está conseguindo remover outros compostos”, diz Grassi, coordenador do grupo de Química Ambiental da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A opinião, porém, é ponderada por Delmo Vaitsman, coordenador do Laboratório de Desenvolvimento Ana­­lítico do Instituto de Quí­­mica da Universidade Fe­­deral do Rio de Janeiro (UFRJ). “As estações de tratamento estão voltadas para a eliminação de metais pesados e substâncias inorgânicas. Precisaríamos de muito mais estudos científicos para caracterizar um composto como contaminante”, diz o químico.

Em entrevista ao portal da Unicamp, o coordenador do estudo, o químico Wilson Jardim, lembra que já existem tecnologias disponíveis para remover contaminantes não legislados da água, mas admite que o processo é oneroso. “É claro que um investimento desse tipo pode encarecer o custo de produção da água potável, mas temos que considerar que essas substâncias podem trazer sérias sequelas não apenas ao ser humano exposto, com também aos seus descendentes”, afirmou em entrevista à universidade.

Caso Jardim esteja certo, as populações que mais devem se preocupar com o estudo do INCTAA estão em Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte, capitais que apresentaram índices de contaminação por cafeína entre 32 e 166 nano gramas por litro de água.

De acordo com Grassi, a atrazina foi detectada em amostras de 14 das 16 capitais, mas em concentrações menores do que a cafeína: de 0,6 a 6 nano gramas por litro. O valor máximo do hormônio apareceu justamente em umas das amostras coletadas em Curitiba. Já a fenolftaleína e o triclosan foram detectados em baixas concentrações em duas capitais, respectivamente, Palmas e Porto Alegre.

Consumidora só bebe água da torneira

Enquanto boa parte da po­­­pulação mundial adere à água mineral para matar a sede, uma argentina de Buenos Aires, radicada em Curitiba há seis anos, decidiu beber apenas água potável. Alheia ao estudo que indica a presença de substâncias não legisladas na bebida, ela deixou de comprar as garrafinhas plásticas por não confiar nos sistemas de controle de qualidade das empresas do setor.

“A indústria da água mineral cobra, pelo menos, R$ 1,20 por uma água que tem menos controle de qualidade do que aquela da torneira”, defende Natalia Gavotti, 35 anos, que trabalha na área de tecnologia da informação em uma fábrica automotiva de Curitiba. Ela se refere à garrafinha de 510 ml.

Apesar da resistência de Natalia, dados da Associação Brasileira de Indústria de Águas Minerais (Abinam) mostram que o mercado da água mineral cresce em ritmo acelerado. A produção de água engarrafada no Brasil passou de 1,5 bilhão de litros em 1995 para 9 bilhões em 2011 – um crescimento de 500% que levou o setor a arrecadar mais de R$ 2 bilhões apenas no ano passado.

Apesar dos altos números, o consumo per capita do produto no país ainda é baixo em relação a outros centros do mundo. Em 2010, os franceses beberam 132 litros per capita de água mineral enquanto no Brasil essa conta não passou de 45 litros. A Abinam estima que os brasileiros devam chegar ao mesmo patamar do atual consumo da França em dez anos.

Entre esses consumidores está Neide Fiani de Assis Batista, 72 anos, que há dez anos deixou de beber água da torneira por julgá-la contaminada. Ela reconhece, porém, não saber de onde veio essa informação. “Devo ter lido ou ouvido alguém falar, mas sempre achei que fosse [contaminada]”, diz a aposentada, que tanto na sua casa, no bairro Mercês, em Curitiba, quanto na rua, só bebe água mineral.

Argumentos que Natalia rebate: “Larguei a água mineral logo que cheguei a Curitiba e nunca passei mal”, diz a argentina, que ainda ressalta outro problema da água engarrafada. “No Atlântico Norte há uma ilha de plástico por que o lixo sai da sua frente, mas não do mundo”. De acordo com a Abinam, 43% da produção brasileira ainda são distribuídos em embalagens descartáveis.

Fonte: http://www.cheida.com.br/noticia.php?idnoticia=1058

Notícia relacionada:

Cheida quer protocolo sobre qualidade da água
http://cheida.com.br/noticia.php?idnoticia=1059


Para saber mais:

Tempestade química em copo d’água
http://conectarcomunicacao.com.br/blog/111-tempestade-qumica-em-copo-dgua/

Pesquisa diz que água tem agrotóxicos
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/05/pesquisa-diz-que-agua-tem-agrotoxico.html

Estações de tratamento não retiram agrotóxicos da água
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/05/estacoes-de-tratamento-nao-retiram.html


Até 13 metais pesados, 13 solventes, 22 agrotóxicos e 6 desinfetantes na água que você bebe
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2011/12/que-agua-estamos-bebendo.html

Estudo mostra que o Aquífero Guarani está contaminado por agrotóxicos
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2011/12/estudo-mostra-que-o-aquifero-guarani.html

A ameaça do veneno que chega do campo
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2011/12/ameaca-do-veneno-que-chega-do-campo.html

sábado, 29 de outubro de 2011

Estudo relaciona contaminantes químicos presentes no meio ambiente com endurecimento das artérias





Os contaminantes químicos presentes no meio ambiente foram vinculados pela primeira vez ao endurecimento das artérias, condição que pode provocar ataques cardíacos e apoplexias, segundo um estudo sueco publicado esta terça-feira nos Estados Unidos.

Há tempos se sabe que substâncias tóxicas cujo efeito no ambiente é de longa duração, como as dioxinas, os bifenis policlorados (PCB) e os pesticidas se acumulam no tecido adiposo do corpo e no interior das paredes dos vasos sanguíneos. Da AFP.

Mas o estudo [Circulating Levels of Persistent Organic Pollutants (POPs) and Carotid Atherosclerosis in the Elderly] publicado na revista americana Environmental Health Perspectives é o primeiro a analisar a relação entre o tipo de exposição aos poluentes e a probabilidade de sofrer de arteriosclerose.

O estudo mediu os níveis destes componentes químicos em 1.000 suecos residentes na cidade de Upsala (sudeste) e os níveis de arteriosclerose na artéria carótida, utilizando tecnologia de ultrassom.

Os cientistas descobriram que aqueles com maiores níveis de contaminantes circulando no sangue eram mais propensos a sofrer um endurecimento das artérias e a ter sinais de acúmulo de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos.

“Estas descobertas indicam que os tóxicos ambientais de vida longa orgânica podem estar implicados no aparecimento de arteriosclerose e, portanto, levar no futuro à morte devido a doenças cardiovasculares”, explicou Lars Lind, professor do departamento de ciências médicas da Universidade de Upsala.

Os países industrializados tendem a ter o maior número de casos de doenças cardiovasculares, cuja causa principal é o endurecimento das artérias.

Os fatores de risco incluem dietas ricas em gordura, tabagismo, diabetes e pressão alta.

Apesar de muitos contaminantes atualmente serem regulamentados ou proibidos em todo o mundo, eles podem permanecer no ambiente por décadas, explicou Monica Lind, co-autora do estudo e professora associada de Medicina Ambiental do Instituto Karolinska.

“Na Suécia e em muitos países do mundo muitas destas substâncias são proibidas hoje, mas porque sua vida é longa ainda persistem no nosso ambiente”, disse Lind.

“Nós ingerimos estas substâncias tóxicas com os alimentos que comemos e enquanto são armazenadas no nosso corpo, seus níveis aumentam à medida que envelhecemos”, acrescentou.

A equipe planeja analisar em breve a existência de algum vínculo entre a presença dos contaminantes no sangue e a incidência de apoplexias e ataques cardíacos.

Lind PM, van Bavel B, Salihovic S, Lind L 2011. Circulating Levels of Persistent Organic Pollutants (POPs) and Carotid Atherosclerosis in the Elderly. Environ Health Perspect :-. http://dx.doi.org/10.1289/ehp.1103563

Matéria da AFP, no UOL Notícias.

EcoDebate, 17/10/2011
http://www.ecodebate.com.br/2011/10/17/estudo-relaciona-contaminantes-quimicos-presentes-no-meio-ambiente-com-endurecimento-das-arterias/

Como ter saúde em um Planeta doente?






Artigo de Marcus Eduardo de Oliveira


Nos dias de hoje, a pergunta que mais preocupa todos aqueles que desejam obter qualidade de vida é: como ter saúde em um planeta doente?

Mas, como foi que o planeta ficou “doente”? Pelo menos desde o Neolítico (12.000 anos a. C.) as sociedades têm consumido num ritmo voraz e de forma crescente tudo aquilo que conhecemos por recursos da natureza. Acontece que esse consumo, desde então, tem sido agressivo, nada amistoso. Nesse ritmo avassalador, busca-se a todo e qualquer custo crescimento econômico, pois isso é erroneamente entendido como sendo sinônimo de progresso. Para obter isso, derrubam-se árvores, queimam-se florestas, polui-se o ar, a água e destroem-se os ecossistemas.

Não há margem à dúvida que a atividade econômica tem sido extremamente agressiva no que tange a extrair recursos, levar ao processo produtivo e, pós-consumo final, soltar resíduos, comprometendo, grosso modo, a capacidade do planeta Terra em lidar com essa situação. Em outras palavras, isso pode ser traduzido como sendo a era da “economia destrutiva”.

Em nome então do propagado crescimento econômico – como se não houvesse limites – o mundo moderno fecha os olhos a uma questão primordial: não leva em conta que a biosfera é finita, limitada e hermeticamente fechada. Qualquer tentativa de extrapolar isso gera pesados passivos ambientais.

Conquanto, do outro lado da moeda, o mercado pressiona e exige crescimento num mundo que está cada vez mais insustentável criando, dessa forma, um conflito irresponsável que põe a vida de todos em perigo.

É a necessidade de crescimento econômico versus a capacidade da Terra em oferecer condições suportáveis para isso. É no meio desse conflito que nos encontramos e, a cada dia, mais e mais gente vai chegando. Descontadas as mortes, temos a cada dia 200 mil novas almas chegando ao mundo. Ao ano, são mais de 70 milhões de novos habitantes no planeta Terra que, cabe reiterar, não aumentará de tamanho. Em 1900, havia 1,5 bilhão de pessoas no mundo. Hoje, dividimos o MESMO espaço no planeta Terra com 6,7 bilhões de pessoas. E o consumo? Ah, esse não pára. Atualmente, apenas 20% da população mais rica do mundo utilizam ¾ dos recursos naturais, numa situação em que metade da população (3,3 bilhões) está na pobreza vegetando nos limites da sobrevivência, numa desigualdade sem precedentes, sem acesso à água potável e à alimentação adequada. É o consumo exagerado de um lado e, do outro, a escassez de bens que permite a manutenção da vida. Nesse conflito, os recursos se exaurem, o planeta adoece e a vida se degrada.

Na Era da Economia Destrutiva, Lester Brown (em Eco-Economia: Construindo uma economia para a Terra) nos relata que “na China os lençóis freáticos diminuem 1,5 metros ao ano. No mundo, as florestas estão encolhendo mais de 9 milhões de hectares ao ano. O gelo do Mar Ático, apenas nos últimos 40 anos, reduziu-se em mais de 40%”.

O caso da água pótavel, para ficarmos nesse exemplo, é gritante. É sabido que a quantidade de água doce disponível na Terra é de apenas 0,5% do total das águas, incluindo as calotas polares geladas. Devido à urbanização intensa, os desmatamentos e a contaminação por atividades industriais e agrícolas (bases do crescimento econômico sem limites), mesmo esta pequena quantidade de água está diminuindo, causando a desertificação progressiva da superfície da terra. O consumo de água, em consequência da urbanização, dobra a cada 20 anos.

Se centenas de milhões de pessoas carecem de acesso à água potável, por outro lado, continua o consumo de desperdício desse precioso líquido por parte dos mais afortunados que podem pagar pelo serviço. Vejamos que: enquanto regiões imensas na África, Ásia e América Latina carecem de recursos hídricos mínimos, nas regiões “desenvolvidas”, além do excesso de consumo, aumenta a poluição de rios, lagoas e lençóis freáticos e aqüíferos subterrâneos; tudo isso em nome do suposto crescimento econômico que parece, de fato, não encontrar freios à sua expansão. Enquanto lençóis freáticos caem assustadoramente de um lado, principalmente nas três maiores áreas produtoras de alimentos (China, Índia e EUA), do outro se queima florestas, expandem-se desertos e aumentam-se consideravelmente os níveis de dióxido de carbono. Os rios estão ficando às mínguas. O principal rio dos Estados Unidos (o Colorado) mal chega ao mar. O Nilo já apresenta enorme dificuldade em atingir o Mediterrâneo. Não obstante a isso, a economia continua sua sanha exploratória queimando petróleo, gás e carvão, derrubando e queimando florestas, contribuindo para o aquecimento global. Parece que o “sistema econômico” desconhece que esquentando o planeta, esquentam os mares e aumenta a evaporação das águas. Conclusão: O gelo dos polos vai derreter elevando o nível dos mares, alterando as correntes marítimas. O nome disso? Desastre ecológico!

A economia suicida

Alguns anos atrás, num esclarecedor e aterrorizante artigo intitulado “O Programa Suicida da Economia”, o ensaísta alemão Robert Kurtz alerta que as condições elementares da vida, como a água, o ar e a terra, estão expostos a um crescente processo de envenenamento. A camada protetora de ozônio na atmosfera é corroída. Diz Kurtz que “no Sul da Argentina e na Austrália, uma infinidade de ovelhas já pasta com cancros à mostra. Os desertos avançam dia a dia, e há prognósticos de que a guerra do século 21 terá como estopim o controle de mananciais hídricos”.

Derretimento de calotas polares e savanização da Amazônia

São as mudanças climáticas, manuseadas por mãos humanas, que faz adoecer gravemente o Planeta. Se tomarmos nota dos últimos dados apontados no Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) localizaremos, ao menos, três danos em decorrência das mudanças climáticas. Vejamos na íntegra:

*Derretimento das geleiras eternas do topo de montes como Fuji, no Japão, e Kilimanjaro, na Tanzânia: os rios dos vales no entorno dos picos são alimentados pelo degelo da neve no verão. E seu volume está diminuindo, prejudicando a irrigação de culturas agrícolas e a produção industrial que depende da água.

*Derretimento das calotas polares no sul e no norte: pedaços de gelo de água doce alteram a salinidade do mar, causando mudanças no clima e na cadeia alimentar. O urso polar, por exemplo, já tem dificuldade para achar comida.

*Savanização da Amazônia: se a devastação continuar, por causa da pecuária, das fazendas de soja e da extração de madeira, e o clima esquentar, a floresta vai virar um cerrado (terreno plano, com trechos de seca). Com isso, várias espécies locais vão acabar. E, sem a força do “pulmão do planeta”, a emissão de gases poluentes ganhará força, prejudicando a Terra.

Os custos do transporte e a emissão de poluentes

Catastrófico e preocupante também é o fato de que essa mudança climática acontece com voracidade no momento em que o processo de globalização se traduz (ao menos para seus defensores) como política capaz de levar progresso a todos. Na essência dos fatos, no entanto, não é isso (o progresso?) que vemos acontecer. Atentemos ao seguinte: Para abastecer as geladeiras do mundo moderno, fere-se a atmosfera numa escala crescente.

Os exorbitantes custos do transporte de carros, caminhões, navios e aviões nesse “intercâmbio produtivo” para levar diversos produtos às geladeiras mais distantes não “se dá” conta de que é altamente emissor de poluentes. A título de exemplo temos que apenas nos Estados Unidos circulam 80 veículos para cada 100 habitantes (aproximadamente 250 milhões); na Alemanha são 55 por 100 habitantes e índices semelhantes são encontrados em outros países desenvolvidos somando quase um bilhão de veículos a motor, hoje alimentados por petróleo cujos preços oscilam ao doce sabor das vontades dos chefões da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

Quanto às “viagens” dos produtos de um lugar para outro, em nome dessa globalização que pretende estreitar fronteiras, fiquemos com o exemplo de um frango congelado nos Estados Unidos que viaja, em média, 3.000 milhas antes de ser consumido. Na Alemanha, estudos realizados apontam que um pote de iogurte de morango produzido nesse país acumula 5 mil quilômetros de transporte. O leite vem do Norte da Alemanha, o morango vem da Áustria, o pote é francês e o rótulo vem da Polônia. A Noruega manda bacalhau para a China. As ervilhas consumidas na Europa são cultivadas e embaladas no Quênia. O kiwi, uma fruta natural da Nova Zelândia encontra mercado nos Estados Unidos que, por sua vez, a compram da Itália. Essa fruta nas mãos da empresa Sanifrutta, exportadora italiana, viaja por mar em contêineres refrigerados: 18 dias até os Estados Unidos, 28 dias até a África do Sul e mais de um mês para chegar de volta à Nova Zelândia. O Reino Unido vende anualmente 20 toneladas de água engarrafada para a Austrália. Esse mesmo Reino Unido consome uvas vindas da África do Sul, a erva-doce vem da Espanha e a abóbora, da Itália. As batatas Pringles, fabricadas pela Procter & Gamble, por exemplo, atualmente são vendidas em mais de 180 países, apesar de serem fabricadas apenas em alguns poucos lugares.

Isso é simplesmente a “orgia do desperdício e do custo” em termos de poluição, especialmente o dióxido de carbono. Esse aparente “custo invisível” se “esconde” nas sombras dos menores custos produtivos e dos salários baixos, não importando a localidade para onde vai. O que conta nesse caso são os ganhos monetários em detrimento da própria sustentabilidade ambiental. É o planeta Terra que se ferra!!!

Em nome do “progresso econômico” a poluição dá as caras e vai aos poucos ceifando vidas. Se tomarmos apenas os custos advindos da poluição notaremos que esses, apenas fora das fronteiras de uma cidade como São Paulo, conforme estudos do Laboratório de Poluição da USP (Universidade de São Paulo), consome a importância de R$ 14 por segundo (R$ 459,2 milhões anuais) para tratar sequelas respiratórias e cardiovasculares de vítimas do excesso de partícula fina – poluente da fumaça do óleo diesel. Esse valor é dispensado por unidades de saúde públicas e privadas de seis regiões metropolitanas do país. O caso específico da cidade de São Paulo merece maior atenção. Todos os dias, 8,2 toneladas de poluentes são despejadas sobre a cidade. São mais de 3 milhões de toneladas/ano, 90% delas provenientes de veículos automotores. A pior parte vem dos motores movidos a diesel.

Nas seis regiões metropolitanas do país, esse quase meio milhão de reais gastos serve apenas para tratar de questões relativas à poluição advindas, em especial, do intenso trânsito (leia-se: congestionamento) nas grandes cidades que diariamente nos “brindam” com emissões de poluentes diversos e seus resultantes: Monóxido de Carbono (CO), que causa tonturas e dores de cabeça; Hidrocarbonetos (HC) que contribui para a irritação nos olhos, nariz, pele e parte do sistema respiratório; Óxido de Nitrogênio (NOx) com irritação e contrição das vias respiratórias e, Materiais Particulados (MP). Dito isso, prevalece a pergunta que dá título a esse artigo: Como ter saúde em um planeta doente?

Marcus Eduardo de Oliveira é Economista, com especialização em Política Internacional. (USP). Professor da UNIFIEO e da FAC-FITO (São Paulo)

EcoDebate, 27/09/2011

domingo, 2 de outubro de 2011

Pertubadores Endócrinos Ambientais




Para ler o artigo Pertubadores Endócrinos Ambientais:Uma Questão a ser Discutida de
CARMEN MARIA BARROS DE CASTRO Engenheira química, Mestre em Saneamento Ambiental, Professora Adjunta do Depto. de Obras Hidráulicas do IPH/UFRGS acesse o link ou cole em seu navegador:

http://www.bvsde.paho.org/bvsaar/fulltext/endocrinos.pdf