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sábado, 31 de dezembro de 2016

O que o ano novo irá nos trazer?

Que possamos compreender cada vez mais, que ser cocriador de nossa experiência humana, é um direito nosso, e tudo que acontece fora de nós, é um reflexo daquilo que vibra dentro, mudando dentro, mudamos fora.
Que 2017 seja um ano repleto de muita transformação, prosperidade e cocriação consciente!

Que possamos ser as mudanças que queremos ver no mundo!

Grandioso 2017 a todos!


sábado, 24 de dezembro de 2016

Feliz Natal e um próspero Ano Novo!

A todos que acompanham esse blogue, um feliz natal e próspero ano novo e que possamos em 2017 continuarmos juntos, na divulgação e na busca de uma agricultura mais limpa e responsável, com respeito ao ser humano e ao meio ambiente.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

'Epidemia de câncer'? Alto índice de agricultores gaúchos doentes põe agrotóxicos em xeque

       Paula Sperb Da BBC, em Porto Alegre (*)
O agricultor Atílio Marques da Rosa, de 76 anos, andava de moto quando sentiu uma forte tontura e caiu na frente de casa em Braga, uma cidadezinha de menos de 4 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul.

"A tontura reapareceu depois, e os exames mostraram o câncer", conta o filho Osmar Marques da Rosa, de 55 anos, que também é agricultor.

Seu Atílio foi diagnosticado há um ano com um tumor na cabeça, localizado entre o cérebro e os olhos. Por causa da doença, já não trabalha em sua pequena propriedade, na qual produzia milho e mandioca.

Para ele, o câncer tem origem: o contato com agrotóxicos, produtos químicos usados para matar insetos ou plantas dos quais o Brasil é líder mundial em consumo desde 2009.

"Meu pai acusa muito esse negócio de veneno. Ele nunca usou, mas as fazendas vizinhas sempre pulverizavam a soja com avião e tudo", diz Osmar.

domingo, 11 de dezembro de 2016

AM consome 50% mais agrotóxicos que média nacional, aponta pesquisa

Dados foram obtidos pelo Programa de Avaliação de Resíduos Agrotóxicos.
Fórum instalado pelo MP vai cobrar fiscalização e mais informação.

Segundo pesquisa, pimentão apresenta maior índice de agrotóxico (Foto: Reprodução / TV TEM)

Os produtos consumidos no Brasil apresentam grandes índices de agrotóxicos, inclusive alguns já proibidos em países como China e Estados Unidos, conforme dados da Agência Nacional da Saúde (Anvisa). No Amazonas, os dados são mais alarmantes. Uma pesquisa feita pelo Programa de Avaliação de Resíduos Agrotóxicos (Para) mostrou que o estado consome 50℅ mais agrotóxicos que a média nacional. O dado foi apresentado na instalação do Fórum de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, na sexta-feira (19).

O engenheiro agrônomo e coordenador da Rede Maniva de Agroecologia no Amazonas, Márcio Menezes, destacou a falta do incentivo à produção agrícola estadual e baixo consumo de hortifrutigranjeiros produzidos no estado como um dos fatores para o alto índice.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Análise aponta mais agrotóxicos que o permitido em produtos da Ceasa

Da RBS TV (*)



Local recebe frutas, verduras e legumes de praticamente metade do RS. Nove dos 20 alimentos estavam contaminados com 10 substâncias.

Análises feitas em cinco produtos vendidos na Central de Abastecimento do Rio Grande do Sul, a Ceasa, com sede em Porto Alegre, apontaram a existência de agrotóxicos em níveis maiores que os permitidos. Algumas das substâncias encontradas sequer têm o uso permitido no Brasil.

O presidente da Ceasa, Ernesto da Cruz Teixeira, diz que os trâmites legais são cumpridos, e que se alguma irregularidade é identificada, os produtores têm de passar por cursos e podem ser até suspensos.

As frutas, verduras e legumes vendidos na Ceasa vêm de praticamente metade do Rio Grande do Sul. Esses alimentos chegam à mesa de cerca de 5 milhões de pessoas.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Estudo: 27% dos alimentos têm resíduos de defensivos agrícolas acima do permitido

FONTE: GAZETA DO POVO

Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), realizado entre 2013 e 2015, apontou para 105 amostras insatisfatórias em um universo de 389 analisadas

O levantamento reúne dados de 389 amostras coletadas entre os anos de 2013 a 2015

Um estudo nacional realizado pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), coordenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), constatou que 27% das frutas e vegetais comercializados possuem resíduos de defensivos agrícolas acima do previsto em lei. O levantamento reúne dados de 389 amostras coletadas entre os anos de 2013 a 2015, das quais 105 tiveram resultados insatisfatórios. Os números não têm base de comparação de anos anteriores. As informações foram divulgadas pela Secretaria da Saúde do Paraná, na última semana.

Veja também :
É seguro, ingerir diariamente resíduos de agrotóxicos?


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Morte de insetos põe agricultura em risco e pode custar bilhões ao Brasil

GABRIEL ALVES (*)

A população de abelhas e outros insetos polinizadores está diminuindo em todo o mundo, o que faz cientistas correrem para calcular o impacto na agricultura e de propor possíveis soluções.

Segundo as contas feitas por pesquisadores de Minas Gerais e do México, o Brasil poderá perder de 16,5 a 51 milhões de toneladas de produtos agrícolas se a situação continuar piorando. Isso equivale a um prejuízo de US$ 4,9 bilhões (R$ 16,6 bi) a US$ 14,6 bilhões (R$ 49 bi).

O motivo disso é que as culturas que são polinizadas têm alto valor de mercado, representando 68% do total da agricultura brasileira. Segundo os cientistas, muito do impacto econômico causado pela falta de insetos o seria sofrido pela agricultura familiar, responsável por 74,4% do setor.

Para chegar aos números, os pesquisadores desenharam dois cenários –um pessimista e um otimista– e estimaram qual seria o prejuízo para cada um dos 53 principais cultivos no país, de acordo com a dependência da polinização para a produtividade de cada plantação.

Por exemplo, o café,o melão e a maçã são culturas que têm de moderada a alta dependência de polinizadores. Em última análise, a produção de sementes (como a soja) e de frutos (como a goiaba) depende desse serviço ecológico, que consiste no transporte das células reprodutivas masculinas, levando-as até as células femininas.

Em algumas culturas, como na de maracujá, há apenas uma espécie que faz bem o trabalho (a abelha conhecida como mamangava). Sem ela –por causa de defensivos agrícolas ou baixa tolerância às mudanças climáticas, por exemplo–, a produtividade despenca.

Em alguns casos, o vento, a água e até a autopolinização podem dar conta do recado. É o caso de três das principais culturas do país: cana-de-açúcar, milho e arroz.


Mas isso não quer dizer que essas plantações estejam livres de "culpa" pelo que está acontecendo, segundo os autores do estudo, publicado na revista "Plos One". O principal fator para o declínio é a mudança de uso da terra, ou seja, a transformação de extensas áreas de floresta ou mata nativa em monocultura.


Veja a reportagem completa no link abaixo:

domingo, 20 de novembro de 2016

Criadores apostam na homeopatia para tratar doenças de animais


Seu filho está doente, com uma infecção: você leva ao hospital para dar um remédio ou busca um tratamento homeopático? O assunto é polêmico, muita gente desconfia, mas essa alternativa existe e está sendo usada até nos animais.

Assista ao vídeo com a reportagem completa e veja como o tratamento homeopático surgiu como alternativa forte aos remédios convencionais.


http://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/videos/t/edicoes/v/criadores-apostam-na-homeopatia-para-tratar-doencas-de-animais/5459959/





terça-feira, 15 de novembro de 2016

Comida ou veneno? Produção orgânica se viabiliza como garantia de segurança alimentar

Ainda modesta no país, atividade agrícola sem agrotóxicos cresce 35% ao ano e se viabiliza também modelo de negócio – solidário, sustentável e lucrativo



Vilmar Menegat não tem filhos. Mas se vê como "pai" de uma família numerosa de sementes nativas. São mais de 60 diferentes "filhotes" conservados com carinho em potes de vidro reciclados. Milho, feijão, trigo sarraceno, soja preta, chia são alguns dos nomes dessas crioulas – vistas pelo agricultor como sementes da preservação da biodiversidade do planeta.

Vilmar, 42 anos, vive com os pais, descendentes de italianos, em um sítio de 50 hectares no interior de Ipê, município localizado na serra gaúcha, autointitulado "Capital Nacional da Agroecologia".

A principal cooperativa da cidade, Eco Nativa, tem 67 produtores orgânicos associados que vendem diretamente em feiras de Porto Alegre e Caxias do Sul – o excedente vai para os supermercados. Ipê e a cidade vizinha Antônio Prado foram pioneiras da produção de alimentos orgânicos no Brasil.

Toda semana levam quatro caminhões carregados às feiras de Porto Alegre.

 Normalmente retornam vazios.

Veja a reportagem completa no link abaixo:



Comida ou veneno? Produção orgânica se viabiliza como garantia de segurança alimentar

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Teste aponta que mais de um terço dos alimentos tem agrotóxicos ilegais

Foram analisados oito tipos de legumes e verduras compradas em feiras e supermercados do Rio de Janeiro e de São Paulo.



Um teste realizado em laboratório pela Proteste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, com amostras de oito alimentos comprados em feiras e supermercados no Rio de Janeiro e em São Paulo teve resultados preocupantes.

Entre verduras, frutas e legumes, 14% tinham níveis de pesticidas acima do que é recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. E mais de um terço, 37%, tinham agrotóxicos que não poderiam ser usados na produção do alimento.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Filme pulverizado sobre o pomar protege frutas de pragas e doenças



Fonte: EMBRAPA

Um produto eficiente e prático, de fácil aplicação, desenvolvido pela Embrapa Clima Temperado (RS), está em fase de testes e promete facilitar a vida dos agricultores na hora de proteger suas plantações contra pragas e doenças, além de reduzir o uso de agrotóxicos. Trata-se de um filme protetor à base de quitosana que é pulverizado sobre a planta. A tecnologia foi testada inicialmente em fruteiras de clima temperado como pêssego, maçã, pera, citros e também feijão.

O produto tem apresentado resultados promissores na indução da resistência a doenças e pragas das plantas, com a grande vantagem de que novas moléculas podem ser adicionadas ao filme para aumentar o seu potencial de atuação. A quitosana é a estrutura molecular que forma a carapaça de crustáceos como siris e caranguejos.

sábado, 15 de outubro de 2016

Pela primeira vez, abelhas entram para a lista de espécies em extinção

Eventual fim das abelhas não nos deixaria só sem mel: dois terços do que comemos dependem do trabalho delas como polinizadoras.



POR Helô D'Angelo EDITADO POR Alexandre Versignassi (*)


Já faz tempo que as abelhas estão, lentamente, sumindo. O mundo está preocupado com o que pode acontecer se as pequenas polinizadoras forem varridas da Terra - tanto que até apareceram algumas soluções pouco ortodoxas, como uma abelha-robô

E, pelo jeito, é melhor corrermos, porque esses insetos acabam de ser colocados na lista de espécies em extinção pelo US Fish and Wildlife Service (FWS) - o Ibama dos EUA.


Sem abelhas, não vai faltar só mel. É que elas funcionam como se fossem órgãos sexuais de plantas. Uma parte considerável do Reino Vegetal conta com abelhas para espalhar seu pólen. Sem abelhas, você castra essas plantas. E elas deixam de existir também, o que é um péssimo negócio, mesmo para quem tem alergia a abelhas: pelo menos dois terços da nossa comida vem direta ou indiretamente de vegetais que precisam de abelhas para se reproduzir.

Ainda não se trata de um apocalipse. Existem 25 mil espécies de abelha. Para a lista, entraram sete: Hylaeus anthracinus, Hylaeus longiceps, Hylaeus assimulans, Hylaeus facilis, Hylaeus hilaris, Hylaeus kuakea, e Hylaeus mana - todas abelhas de cara amarela, parecidas com a abelhinha comum aqui do Brasil.




As abelhas em perigo são todas nativas do Havaí, e a hipótese do FWS é que a razão principal tenha sido a inclusão de espécies de plantas e animais invasores, que desequilibraram a fauna local. Outro problema é a urbanização cada vez maior das ilhas, o que favorece o turismo descuidado e a destruição do habitat natural dos insetos.

Mas o problema não se restringe ao Havaí, claro: desde 2006, apicultores do mundo inteiro têm reclamado que as populações do inseto caíram. De 2012 para 2013, 31% das abelhas dos EUA tinham desaparecido; na Europa, naquele período, o número chegou a 53%, e no Brasil, a quase 30%.


O pior é que ninguém sabe exatamente o que está causando essa catástrofe. Alguns cientistas acham que é a poluição; outros apostam nos pesticidas. Existe, também, uma doença chamada Síndrome do Colapso da Colônia, na qual as abelhas simplesmente abandonam suas colmeias sem que nada de errado aconteça. Mas a síndrome ainda é um mistério, o que deixa os cientistas de mãos atadas.

(*) Fonte: SUPER INTERESSANTE


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

'Bomba-relógio' de suicídios: Como uma mescla de agrotóxicos, depressão e dívidas abala grupo de agricultores gaúchos

Paula Sperb BBC BRASIL

Simone Rovadoski ficou um ano sem plantar depois da morte do marido


A família de agricultores acordou cedo e tomou chimarrão naquela manhã quente de 21 de dezembro de 2013. A mãe fez bolinhos para o lanche e iniciou o preparo da lentilha para o almoço.

Mas, quando Simone Rovadoski, 39 anos, saiu da casa para ajudar o marido José Dell Osbel, 44, no cultivo dos 48 mil pés de tabaco da família, encontrou-o morto.

"Não pude evitar que as crianças vissem. Foi um horror", relembra Simone sobre o suicídio do marido, em Gramado Xavier, a 156 km de Porto Alegre. "Ajuda a salvar meu pai, ajuda!", pedia o filho do casal, na época com 13 anos, para curiosos que se aproximavam.

Osbel passou a integrar as estatísticas que fazem do Rio Grande do Sul o Estado com mais casos de suicídios no Brasil: 10 a cada 100 mil habitantes.

A taxa é praticamente o dobro da brasileira (5,2 por 100 mil em 2012, segundo dados do Ministério da Saúde) e próxima da taxa mundial (11,4 por 100 mil, segundo a Organização Mundial da Saúde).

Agrotóxicos e depressão


'Bomba-relógio' de suicídios: Como uma mescla de agrotóxicos, depressão e dívidas abala grupo de agricultores gaúchos

Paula Sperb BBC BRASIL

Simone Rovadoski ficou um ano sem plantar depois da morte do marido


A família de agricultores acordou cedo e tomou chimarrão naquela manhã quente de 21 de dezembro de 2013. A mãe fez bolinhos para o lanche e iniciou o preparo da lentilha para o almoço.

Mas, quando Simone Rovadoski, 39 anos, saiu da casa para ajudar o marido José Dell Osbel, 44, no cultivo dos 48 mil pés de tabaco da família, encontrou-o morto.

"Não pude evitar que as crianças vissem. Foi um horror", relembra Simone sobre o suicídio do marido, em Gramado Xavier, a 156 km de Porto Alegre. "Ajuda a salvar meu pai, ajuda!", pedia o filho do casal, na época com 13 anos, para curiosos que se aproximavam.

Osbel passou a integrar as estatísticas que fazem do Rio Grande do Sul o Estado com mais casos de suicídios no Brasil: 10 a cada 100 mil habitantes.

A taxa é praticamente o dobro da brasileira (5,2 por 100 mil em 2012, segundo dados do Ministério da Saúde) e próxima da taxa mundial (11,4 por 100 mil, segundo a Organização Mundial da Saúde).

Agrotóxicos e depressão


'Bomba-relógio' de suicídios: Como uma mescla de agrotóxicos, depressão e dívidas abala grupo de agricultores gaúchos

Paula Sperb BBC BRASIL

Simone Rovadoski ficou um ano sem plantar depois da morte do marido


A família de agricultores acordou cedo e tomou chimarrão naquela manhã quente de 21 de dezembro de 2013. A mãe fez bolinhos para o lanche e iniciou o preparo da lentilha para o almoço.

Mas, quando Simone Rovadoski, 39 anos, saiu da casa para ajudar o marido José Dell Osbel, 44, no cultivo dos 48 mil pés de tabaco da família, encontrou-o morto.

"Não pude evitar que as crianças vissem. Foi um horror", relembra Simone sobre o suicídio do marido, em Gramado Xavier, a 156 km de Porto Alegre. "Ajuda a salvar meu pai, ajuda!", pedia o filho do casal, na época com 13 anos, para curiosos que se aproximavam.

Osbel passou a integrar as estatísticas que fazem do Rio Grande do Sul o Estado com mais casos de suicídios no Brasil: 10 a cada 100 mil habitantes.

A taxa é praticamente o dobro da brasileira (5,2 por 100 mil em 2012, segundo dados do Ministério da Saúde) e próxima da taxa mundial (11,4 por 100 mil, segundo a Organização Mundial da Saúde).

Agrotóxicos e depressão


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

CHUVA DE VENENO AMEAÇA PARQUES NACIONAIS

POR ANA LUCIA AZEVEDO


RIO - Uma serra que traz o pranto no nome chora veneno. Trazidos pela chuva, agrotóxicos contaminam os campos de altitude da Serra da Mantiqueira no Parque Nacional do Itatiaia, um dos lugares de natureza mais rara e espetacular do Brasil. Cientistas da UFRJ descobriram contaminação por endosulfan, um pesticida altamente tóxico e proibido no país desde 2014, mas capaz de permanecer por décadas no ambiente.




A Mantiqueira é a “serra que chora”. Alusão à lenda tupi sobre o pranto de uma índia de coração partido e à chuva copiosa que alimenta nascentes fundamentais para plantações e cidades de Rio, São Paulo e Minas Gerais.

Áreas agrícolas que utilizam agrotóxicos têm mais casos de câncer infanto-juvenil


Entre 2000 e 2012, a cada ano, o número médio de mortes por câncer entre crianças e adolescentes aumentou nas regiões de Camocim, Baixo Jaguaribe e Cariri, no Ceará. Já a concentração de casos da doença é maior nas microrregiões de Ibiapaba, Sobral, Meruoca, Fortaleza e Cariri.

A reportagem é de Cida de Oliveira, publicada por Rede Brasil Atual – RBA, 10-08-2016.

domingo, 4 de setembro de 2016

Milhões de abelhas morrem nos EUA após uso de veneno contra zika


Apicultores da Carolina do Sul, no sudeste dos Estados Unidos, removeram esta semana milhões de abelhas mortas depois que as autoridades pulverizaram o polêmico inseticida "naled" para combater os mosquitos vetores do zika.

Abelhas mortas no apiário Flowertown Bee Farm and Supplies, no noroeste de Charleston (Foto: Flowertown Bee Farm and Supplies/Facebook)


Juanita Stanley, uma apicultora de Summerville, ao noroeste de Charleston, encontrou uma cena apocalíptica após a fumigação de domingo passado: milhões de abelhas estavam caídas em torno das suas colmeias.

"Nosso negócio familiar ficou destruído pela fumigação aérea. Ajudem-nos a compartilhar esta história, não permitam que as abelhas produtoras de mel morram em vão", escreveu Stanley na página do Facebook do apiário de que é coproprietária, Flowertown Bee Farm and Supplies.

Este comentário estava acompanhado de mais de vinte fotos que mostravam as abelhas mortas e a equipe do apiário queimando as caixas que armazenavam as colmeias.

Segundo o canal local WCSC, o apiário perdeu 46 colmeias e 2,5 milhões de abelhas.
Jason Ward, o administrador do condado de Dorchester - ao que pertence a maior parte de Summerville -, reconheceu a responsabilidade da fumigação aérea neste massacre.

O inseticida utilizado pelas autoridades americanas, chamado "naled", é polêmico devido aos seus efeitos na saúde humana e no meio ambiente. A União Europeia proibiu seu uso em 2012, mas os Estados Unidos o utilizam desde 1959.

"O condado de Dorchester está a par de que alguns apicultores da zona que foi fumigada neste domingo perderam suas colmeias", afirmou Ward em um comunicado na terça-feira (30), prometendo que iria contatar os afetados.

aixas que armazenavam as colmeias foram queimadas (Foto: Flowertown Bee Farm and Supplies/Facebook)


O administrador disse, ainda, que não estão previstas mais fumigações aéreas por enquanto.
Também detalhou que o condado realizou uma fumigação aérea na manhã de domingo (28), depois de que foram registrados quatro casos de zika em Summerville, dois dias antes.

O vírus da zika, que pode causar malformações congênitas em fetos em desenvolvimento de mulheres grávidas infectadas, como a microcefalia, começou recentemente a aparecer no sul dos Estados Unidos. Até o momento, a Flórida é o único estado a registrar casos autóctones.

Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), os Estados Unidos continental já registra mais de 2.600 casos de zika em pessoas que contraíram o vírus durante viagens ao exterior.

Mas se espera que à medida que avança o verão e que os estados do sul são atingidos por fortes chuvas, o mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus, continue prosperando.

Fumigações com "naled"


As fumigações aéreas com "naled" não ocorrem sem polêmica. Porto Rico, que sofre uma epidemia de zika, com quase 14.000 infectados localmente, rejeitou a medida.

Este pesticida é considerado por cientistas e ativistas um neurotóxico severo que afeta o aparelho respiratório e o meio ambiente.
Seu uso foi proibido na União Europeia porque a substância representa "um risco potencial inaceitável" para a saúde humana e o meio ambiente.

A Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA), porém, afirma que este pesticida é seguro se for pulverizado comedidamente.
Mas seus críticos dizem que o "naled" não só mata os mosquitos, como também é tóxico para as abelhas, as borboletas, os peixes e outros organismos aquáticos.

"'Naled' é um inseticida generalista", disse à AFP a ecóloga Elvia Meléndez Ackerman, professora de ciências ambientais na Universidade de Porto Rico, no distrito de Río Piedras. "Matará muitas espécies de insetos e terá efeitos negativos em outras espécies".

A cientista deu como exemplo a diminuição da população de um molusco comestível na Flórida, onde foram realizadas várias pulverizações.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Alto índice de agricultores gaúchos com câncer põe agrotóxicos em xeque

BBC Brasil
Falta da proteção necessária é um dos principais problemas
Falta da proteção necessária é um dos principais problemas

PAULA SPERB, na FSP
BBC BRASIL
O agricultor Atílio Marques da Rosa, 76, andava de moto quando sentiu uma forte tontura e caiu na frente de casa em Braga, uma cidadezinha de menos de 4.000 habitantes no interior do Rio Grande do Sul. "A tontura reapareceu depois, e os exames mostraram o câncer", conta o filho Osmar Marques da Rosa, 55, que também é agricultor.
Seu Atílio foi diagnosticado há um ano com um tumor na cabeça, localizado entre o cérebro e os olhos. Por causa da doença, já não trabalha em sua pequena propriedade, na qual produzia milho e mandioca. Para ele, o câncer tem origem: o contato com agrotóxicos, produtos químicos usados para matar insetos ou plantas dos quais o Brasil é líder mundial em consumo desde 2009.
"Meu pai acusa muito esse negócio de veneno. Ele nunca usou, mas as fazendas vizinhas sempre pulverizavam a soja com avião e tudo", diz Osmar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Pulverização de inseticidas em áreas urbanas: uma demanda do mercado, não da Saúde

Pesquisador da Fiocruz alerta: Pulverizar cidades com agrotóxicos é demanda da indústria, apoiada pela bancada ruralista

Pulverização de inseticidas em áreas urbanas: uma demanda do mercado, não da Saúde

A Lei nº 13.301/2016 aprovada pelo presidente interino Michel Temer nesta terça-feira, 28/6/2016, que dispõe sobre medidas de controle do mosquito Aedes aegypti, autorizando a pulverização aérea de inseticidas em áreas urbanas, consiste em um equívoco e um enorme perigo.

De acordo com o texto, fica permitida a “incorporação de mecanismos de controle vetorial por meio de dispersão por aeronaves mediante aprovação das autoridades sanitárias e da comprovação científica da eficácia da medida”.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

“Milhares estão com câncer na região por causa dos agrotóxicos”, afirma promotor



Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. Enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil, esse crescimento foi de 190%, de acordo com dados divulgados pela Anvisa. Segundo o Dossiê Abrasco – um alerta sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Agricultura orgânica vai ajudar o Brasil a alcançar desenvolvimento sustentável exigido pela ONU

A agricultura orgânica no Brasil tem um grande caminho a percorrer: menos de 1% da área agricultável do país é utilizado para o plantio agroecológico (Foto: USDA/CCommons)

A agricultura orgânica terá papel fundamental para o Brasil alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). A opinião é da ambientalista e urbanista Nina Orlow, que falou sobre o tema durante coletiva de imprensa na Bio Brazil Fair 2016, que acontece em São Paulo (SP).

Alimentos orgânicos auxiliam desempenho de atleta olímpico

Henrique Avancini, representante do Brasil nas competições de mountain bike das Olimpíadas, afirma que a alimentação orgânica melhorou sua performance.



Os atletas olímpicos e de alto nível de competitividade, que adotam dietas nutricionais controladas, também se favorecem da produção de alimentos sustentáveis, fruto do trabalho diário de inúmeros produtores rurais. A alimentação equilibrada e saudável, segundo médicos, nutricionistas e preparadores físicos, vem ajudando esportistas das mais variadas modalidades em seus treinos e competições, com resultados muito positivos.

domingo, 31 de julho de 2016

Brasileiros colocam a mão na terra e produzem alimentos que consomem

Hortas se multiplicam no meio do concreto. Volta às raízes tem ligação muito forte com uma maior preocupação com a alimentação.



Fonte: Globo Repórter

No século passado, São Paulo ganhou fama como a cidade mais urbanizada do Brasil. Um gigantesco emaranhado de prédios e avenidas. Mas neste século o cinza do concreto passou a ser salpicado de pontos verdes. No centro nervoso da cidade, na avenida mais famosa de São Paulo, tem uma horta comunitária. Em plena Avenida Paulista, é uma semente germinando ideias, cultivando a resistência. É um chamado de volta para algo que fomos esquecendo.


“A minha família veio do interior. Os meus pais trabalharam em fazenda, trabalharam na terra. Depois o tempo passa, você vem morar em apartamento e acaba abandonando isso. Então isso é como retomar uma história da vida onde você tem essa relação com a terra”, conta o advogado Luciano Santos.

Veja o vídeo completo com a reportagem : AQUI




Essa volta não é só do Luciano. É de milhões de pessoas no Brasil e no mundo. E tem uma ligação muito forte com uma maior preocupação com o que comemos. Em São Paulo, essa revolução brota no concreto mesmo. Em postes, calçadas, vitrines de lojas, praças.

No horizonte de prédios, a varanda da arquiteta Luciana Cury virou um micro-oásis orgânico por causa de uma rúcula.

“Comprei sementes de rúcula porque senti um cheiro estranho nas rúculas de supermercado, isso era no comecinho dos anos 2000, final da década de 90. Falei, nossa é estranho porque eu sinto um cheiro que parece um veneno”, lembra.

E por causa de uma rúcula, um vasinho de plantas na varanda, um monte de sentimentos, de lembranças invadiram a vida da Luciana.

“Eu lembro da minha avó plantando, pegando hortelã fresca para pôr na comida. Eles eram libaneses, então tem toda uma tradição de tempero em família libanesa”, conta.

E quando a Luciana abriu os olhos, não tinha mais varanda.

“Eu me lembro que eu plantei salsa, e a salsa bombou. Eu falei: ‘uau, que delicia, eu vou comer salsa fresca e tal’. E aí a partir da salsa eu comecei a experimentar um monte de outras coisas”, diz.

domingo, 24 de julho de 2016

Resíduos de herbicidas na água diminui imunidade de peixes

Publicada em: O Nacional
Cuidado com a contaminação da água por defensivos agrícolas é de extrema importância para evitar redução da produtividade
Crédito: Divulgação

Pesquisa realizada na UPF mostrou que o herbicida atrazina prejudica a saúde dos peixes, deixando-os menos resistentes a infecções.

O jundiá é um peixe nativo da América do Sul com presença significativa na alimentação da população. No sul do Brasil, as áreas vizinhas à piscicultura são frequentemente agrícolas, onde ocorre o uso de defensivos, como herbicidas, que contaminam as águas. 

Os efeitos de um desses produtos na saúde dos peixes foi analisado pela mestranda Karina Kirsten, do Programa de Pós-Graduação em Bioexperimentação da Universidade de Passo Fundo (PPGBioexp/UPF). O trabalho, intitulado “Atrazina reduz a expressão de genes imunológicos em peixes”, mostrou que o herbicida atrazina prejudica a saúde dos peixes, deixando-os menos resistentes a infecções.

sábado, 16 de julho de 2016

ANVISA divulga lista dos alimentos com maior nível de contaminação


do Site Saúde Popular

Se você acha que frutas e legumes eram saudáveis, é melhor rever seus conceitos. Ao invés de nutrientes, você pode estar ingerindo produtos tóxicos que fazem muito mal para sua saúde

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou uma lista com alimentos considerados saudáveis por todos, mas que em testes exibiram alto nível de contaminação por agrotóxicos.

Para fazer o levantamento, a Anvisa levou em consideração dois pontos fundamentais:

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Pesquisadora da USP monta mapa da contaminação por agrotóxico no Brasil

Os mapas produzidos por Larissa Mies Bombardi são chocantes. Quando você acha que já chegou ao fundo do poço, a professora de Geografia Agrária da USP passa para o mapa seguinte. E, acredite, o que era ruim fica pior. Mortes por intoxicação, mortes por suicídio, outras intoxicações causadas pelos agrotóxicos no Brasil. A pesquisadora reuniu os dados sobre os venenos agrícolas em uma sequência cartográfica que dá dimensão complexa a um problema pouco debatido no país.

Ver os mapas, porém, não é enxergar o todo: o Brasil tem um antigo problema de subnotificação de intoxicação por agrotóxicos. Muitas pessoas não chegam a procurar o Sistema Único de Saúde (SUS); muitos profissionais ignoram os sintomas provocados pelos venenos, que muitas vezes se confundem com doenças corriqueiras. Nos cálculos de quem atua na área, se tivemos 25 mil pessoas atingidas entre 2007 e 2014, multiplica-se o número por 50 e chega-se mais próximo da realidade: 1,25 milhão de casos em sete anos.

Além disso, Larissa leva em conta os registros do Ministério da Saúde para enfermidades agudas, ou seja, aquelas direta e imediatamente conectadas aos agrotóxicos. As doenças crônicas, aquelas provocadas por anos e anos de exposição aos venenos, entre as quais o câncer, ficam de fora dos cálculos. “Esses dados mostram apenas a ponta do iceberg”, diz ela.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Resíduos de agrotóxicos ficam acima do limite



Trinta e cinco por cento dos alimentos avaliados pela vigilância sanitária no Rio Grande do Sul apresentam resíduos de agrotóxicos ou níveis de defensivos acima do permitido. O dado foi apresentado pela sanitarista Vanda Garibotti, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, na audiência pública promovida pelo Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos.

Durante o encontro também foi lançada nota de repúdio contra o Projeto de Lei (PL) nº 3.200/2015, que tramita na Câmara dos Deputados. Segundo o documento, o PL, de autoria do deputado federal Covatti Filho, enfraquece o controle de registros de agrotóxicos pelo poder público, concentrando-o no Ministério da Agricultura e Abastecimento por meio da criação da Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários (CTNFito). Tal Comissão disporá de uma série de competências, em especial, para avaliar e emitir pareceres conclusivos sobre os registros de agrotóxicos, consequentemente retirando do processo de aprovação Ibama e a Anvisa, por exemplo.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

A cooperativa que transformou o Brasil no maior produtor de arroz orgânico da América Latina



Dentro da cidade, formou-se o assentamento Lagoa do Junco do MST, em 1995. Hoje moram cerca de 90 pessoas numa vila muito bem organizada, decorada com flores e som de pássaros. A cooperativa surgiu logo depois, em 1998. A importância de trabalhar coletivamente está enraizado na cultura local.


Com o passar dos anos, eles tiveram uma experiência bem assustadora com o uso de agrotóxicos. Um dos agricultores caiu no chão, tonto, escorrendo sangue pela boca e então começou uma nova era na cidade. Acabou essa história de veneno! Agora 100% da lavoura é orgânica. Hoje a Coopat trabalha com 400 famílias assentadas do Rio Grande do Sul que formam a maior marca de arroz orgânico da América Latina: a Terra Livre. Totalmente produzida em assentamentos de reforma agrária!

Veja a reportagem completa no link abaixo:

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Entidades criticam lei que prevê pulverização aérea de inseticida contra o Aedes





A lei que autoriza o uso de aviões para pulverizar substâncias químicas contra o mosquito Aedes aegypti, sancionada esta semana pelo presidente interino, Michel Temer, foi duramente criticada por organizações de saúde e combate a agrotóxicos.

Publicada ontem (28) no Diário Oficial da União, a Lei 13.301/2016 prevê a “incorporação de mecanismos de controle vetorial por meio de dispersão por aeronaves mediante aprovação das autoridades sanitárias e da comprovação científica da eficácia da medida” como umas das medidas de combate ao mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.

Veja também:

Temer sanciona lei que autoriza pulverização aérea nas cidades

Temer sanciona lei que autoriza pulverização aérea nas cidades


O presidente interino Michel Temer sancionou segunda-feira (27) a Lei nº 13.301/2016, que dispõe sobre medidas de controle do mosquito Aedes Aegypti. Entre essas medidas está a pulverização aérea de agrotóxicos em áreas urbanas para controle desse mosquito. A lei permite a “incorporação de mecanismos de controle vetorial por meio de dispersão por aeronaves mediante aprovação das autoridades sanitárias e da comprovação científica da eficácia da medida”.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

CHUVA DE VENENO MATA ABELHAS E DESTRÓI PRODUÇÃO DE MEL NO INTERIOR DO RS


SÉRIE DE REPORTAGENS MOSTRA COMO O USO EXCESSIVO DE AGROTÓXICOS EM LAVOURAS CAUSA DANOS IRREVERSÍVEIS PARA COMUNIDADE DE ABELHAS NO ESTADO.
27 de abril de 2016 15h00 (1a Reportagem da Série)


Colaboração: Leandro Molina

Republicado do site:Sem Abelha Sem alimento

Que desde 2009 o Brasil lidera o ranking dos países que mais consomem veneno no mundo já é de conhecimento de grande parte da população brasileira. A média nacional é de 7,5 litros por habitante. No Rio Grande do Sul o consumo estimado é de 8,5 litros por pessoa.

Dados apontam que o uso sem controle de agrotóxicos em lavouras, principalmente aplicados pela pulverização aérea, causa enormes danos para as abelhas.

Contrário ao que muitos pensam, esses produtos químicos e nocivos à saúde humana e ao meio ambiente também comprometem de forma significativa a produção de mel e de outros alimentos. O resultado é que colmeias inteiras estão morrendo, e isso pode afetar toda a população na produção mundial de alimento.

A partir de hoje, publicaremos a série “Tem veneno no seu mel”, que contém três reportagens que mostram os efeitos dos agrotóxicos e da soja transgênica na região da Campanha do Rio Grande do Sul, onde dezenas de apicultores se veem sem alternativas para combater o avanço do agronegócio em áreas de assentamentos da reforma agrária. 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Apocalipse das abelhas: estudo de pesquisadores poloneses encontra 57 tipos de agrotóxicos em abelhas européias



A ideia de que o uso intensivo e indiscriminado de agrotóxicos está tendo um efeito devastador sobre a população de abelhas em todo o mundo não é nova. Agora, a partir da publicação de um artigo cientifico na revista “Journal of Chomotography A” um grupo de pesquisadores poloneses do “National Veterinary Research Institute” (Aqui!) está demonstrado que o problema é muito maior do que havia sido demonstrado até agora pela ciência.

Para ver o artigo completo, clique no link abaixo:
Blog do Pedlowski

domingo, 15 de maio de 2016

Manejo de pragas e produção orgânica são contrapontos ao uso de agrotóxicos


Estudos da Embrapa no Paraná mostram que a adoção do Manejo Integrado de Pragas pode reduzir em até 50% o uso de agrotóxicos na agricultura

CenárioMT


Da ABrPublicado em 20/12/2015, às 13h03

A produção orgânica é o componente mais importante para ser utilizado como contraponto aos agrotóxicos no Brasil, na avaliação do professor Carlos Hugo Rocha, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paraná, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.

Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Paraná mostram que a adoção do chamado Manejo Integrado de Pragas pode reduzir em até 50% o uso de agrotóxicos na agricultura. A mesma metodologia tem sido usada em outras regiões do Brasil e em outros países, segundo Rocha.

“O conhecimento acadêmico para isso já existe e ele vem sendo aprimorado por pesquisadores em diversas universidades no país”. Segundo ele, já há nas faculdades de agronomia conhecimento consolidado sobre o manejo de pragas como referencial para a redução do uso de agrotóxicos no dia a dia da agricultura brasileira.

No entanto, segundo Rocha, o método esbarra nos interesses econômicos das empresas que vendem produtos agroquímicos. Os técnicos dessas empresas têm o trabalho e o salário atrelados à venda dos defensivos e exercem muita influência nas decisões dos agricultores sobre a produção, o que faz com que a redução do uso de agrotóxicos seja um dos principais desafios da agricultura nacional.

No Paraná, por exemplo, o total de produtos agroquímicos vendidos alcançou 10 quilos por habitante, por ano, em 2011. “Esse é um número extremamente elevado quando a gente compara isso com qualquer outra região do Brasil e do mundo. São dados bastante preocupantes”, disse o professor à Agência Brasil. Daí a busca de alternativas para o controle de agrotóxicos ser fundamental para a saúde dos ecossistemas em geral, incluindo o solo, a vida silvestre, os mananciais de água e também para a saúde da população, apontou Rocha. “Esses produtos são perigosos, entram nas cadeias alimentares e isso afeta a saúde da população brasileira em geral”.

Agricultura orgânica


De acordo com o especialista, as propriedades que trabalham com agricultura orgânica não usam, por princípio, produtos agrotóxicos. Os agricultores conseguiram desenvolver métodos adaptados de cultivo no qual a presença da vegetação dos ecossistemas naturais se mescla à paisagem agrícola e o manejo das culturas e do solo é feito de maneira mais harmônica com a natureza, o que evita o aparecimento de pragas. Quando elas surgem, são controladas naturalmente pelo próprio meio ou por recursos não tóxicos.

Rocha avalia que a transição de uma agricultura altamente contaminante para o método orgânico também está entre os desafios da produção brasileira. Segundo ele, é crescente o número de agricultores que estão partindo para esse sistema de produção, com predomínio de pequenos proprietários, embora a mudança também em áreas mais extensas, por exemplo, em plantações de cana-de-açúcar em São Paulo, que são cultivadas de maneira orgânica. “É crescente e é potencial”.

Na Dinamarca, o governo tem a meta de transformar 100% de sua agricultura em orgânica. Na Holanda, mesmo a agricultura convencional tem baixo uso de produtos químicos. Além do manejo integrado de pragas, as medidas de legislação ajudam nessa transição, observou Rocha. Por exemplo, na Holanda, que é o maior exportador de batatas semente do mundo, há uma lei que obriga o agricultor a fazer rotação de culturas. “Só pode plantar batatas de quatro em quatro anos porque, se plantar seguidamente, acaba infestando o seu solo e de toda a região por conta disso”, explicou.

No Paraná, está em discussão a necessidade de os plantadores de soja adotarem o regime de rotação de culturas. O uso de agrotóxicos nas duas safras anuais de soja favorece o aparecimento de mais pragas e mais doenças devido à não adoção da rotação de culturas. No estado, 90% das propriedades são de pequeno porte. Pesquisa feita pela UEPG mostra o papel dessas propriedades para a proteção da floresta e, ao mesmo tempo, para a prestação de serviços ambientais para a sociedade, como produção de água, proteção da biodiversidade, proteção contra erosão e estabilidade das margens.

A UEPG está apoiando a transformação dessas propriedades familiares em propriedades orgânicas. Das 1,4 mil propriedades orgânicas certificadas no estado, mais de 300 tiveram suporte do programa de apoio à certificação da universidade, que combina a adequação ambiental, proteção de rios e nascentes e conservação de solos ao apoio para o agricultor levar sua propriedade de um sistema intensivo para um sistema ecológico de produção.

Fonte: MundoBrasil

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Fazenda gaúcha produz arroz de qualidade sem agrotóxico e adubos



Fazenda em Sentinela do Sul é referência em agricultura biodinâmica.
Sistema trabalha em harmonia com a natureza e foi desenvolvido há quase um século.


A fazenda gaúcha Capão Alto das Criúvas, no município de Sentinela do Sul, produz mais de mil toneladas de arroz por ano, sem usar agrotóxico nem adubo convencional.


Veja a reportagem no link abaixo:


PARTE 1 - Fazenda gaúcha produz arroz de qualidade sem agrotóxico e adubos


PARTE 2 - Nova geração dá continuidade à produção biodinâmica em fazenda

sábado, 7 de maio de 2016

Invenção de estudante brasileiro substitui antibiótico por luz

O emissor de luz criado pelo pernambucano Caio Guimarães é capaz de matar até as bactérias mais resistentes

Uma espécie de lanterna com lâmpadas de led, o equipamento já foi testado pelo exército americano.

Ao invés de antibióticos que agridem o estômago, luzes capaz de trata infecções.

 Essa foi a ideia desenvolvida pelo estudante pernambucano Caio Guimarães, que durante um estágio no Wellman Center, laboratório de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), desenvolveu a tecnologia capaz de tratar infecções através da irradiação de luz nos tecidos humanos.

 Em uma frequência que mata até mesmo as bactérias mais resistentes, os equipamentos são capazes de eliminar a infecção em cerca de uma hora. 

Bem mais eficiente que os antibióticos que existem no mercado farmacêutico, o mecanismo já foi testado em uma pesquisa patrocinada pelo exército norte-americano para eliminar uma bactéria encontrada em ferimentos de soldados que foram ao Iraque.

 Como uma lanterna portátil, o equipamento conta com lâmpadas de led calibradas para irradiar uma frequência exata de luz, que é visível a olho humano e não tem efeitos colaterais.

 Uma microagulha guiar a luz da fonte para dentro dos tecidos humanos, atingindo até mesmo áreas mais profundas. 

Em fevereiro de 2015, o trabalho será apresentado no Photonics West, em São Francisco, na Califórnia.



 Veja abaixo o vídeo produzido pelo Diário de Pernambuco.




FONTE: AS BOAS NOVAS



VEJA TAMBÉM UMA ENTREVISTA COM O CAIO GUIMARÃES



domingo, 1 de maio de 2016

“NÃO ESTAMOS FICANDO DOENTES. ESTAMOS SENDO ENVENENADOS”


RETIRADO DO SITE; VIVAGREEN

Nas últimas semanas, duas grandes organizações médicas emitiram avisos separados sobre substâncias químicas tóxicas nos produtos que nos rodeiam.

As substâncias não estão regulamentadas, dizem eles, e estão ligadas ao câncer de mama e próstata, deformidades genitais, obesidade, diabetes e infertilidade.

“A ampla exposição a produtos químicos tóxicos ambientais ameaçam a reprodução humana saudável”, diz a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, advertiu em um comunicado no mês passado.

Os avisos são um lembrete de que a indústria química herdou o manto da indústria do tabaco, minimizando a ciência e a resistência à regulação de maneira que causam danos devastadores para os cidadãos inocentes.

Na década de 1950, os pesquisadores achavam que os cigarros causavam câncer, mas o sistema político demorava a dar uma resposta. Agora, o mesmo está acontecendo com produtos químicos tóxicos.

 O foco da federação ginecológica é sobre os produtos químicos que imitam os hormônios sexuais e muitas vezes confundem o corpo.

 Desreguladores endócrinos são encontrados em pesticidas, plásticos, cosméticos, xampus e recibos dos registo de dinheiro, alimentos e inúmeros outros produtos.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Agrotóxicos, terra e dinheiro: a discussão que vem antes da prateleira

Larissa Mies Bombardi | Foto: Cecília Bastos


A geógrafa Larissa Mies Bombardi fala sobre a legislação que regula estes produtos no Brasil e defende uma agricultura sem agrotóxicos

O Brasil ocupa o primeiro lugar na lista de países que mais consomem agrotóxicos. O uso massivo desses produtos é explicado por uma economia que exporta commodities em grande escala, em especial a soja, e um modelo de agronegócio baseado em grandes extensões de terra produzindo poucas culturas.

Nos últimos cinco anos, a geógrafa Larissa Mies Bombardi tem se dedicado a estudar o impacto do uso dos agrotóxicos no país, em especial a partir do mapeamento dos casos de intoxicação – segundo a professora, de 2007 a 2014 foram notificados 1186 casos de morte por intoxicação com agrotóxicos.

Coordenadora do Laboratório de Geografia Agrária da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Larissa comenta o Projeto de Lei em tramitação na Câmara que concentra no Ministério da Agricultura o controle do registro dos agrotóxicos, responsabilidade que hoje é compartilhada com órgãos dos Ministério da Saúde e do Meio Ambiente. A pesquisadora fala também sobre como os recentes casos de microcefalia associados ao vírus zika podem acabar contribuindo para a aprovação de medidas que autorizam a pulverização de áreas urbanas com agrotóxicos para o combate ao mosquito.

Veja a entrevista no link abaixo: