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sexta-feira, 1 de julho de 2016

A cooperativa que transformou o Brasil no maior produtor de arroz orgânico da América Latina



Dentro da cidade, formou-se o assentamento Lagoa do Junco do MST, em 1995. Hoje moram cerca de 90 pessoas numa vila muito bem organizada, decorada com flores e som de pássaros. A cooperativa surgiu logo depois, em 1998. A importância de trabalhar coletivamente está enraizado na cultura local.


Com o passar dos anos, eles tiveram uma experiência bem assustadora com o uso de agrotóxicos. Um dos agricultores caiu no chão, tonto, escorrendo sangue pela boca e então começou uma nova era na cidade. Acabou essa história de veneno! Agora 100% da lavoura é orgânica. Hoje a Coopat trabalha com 400 famílias assentadas do Rio Grande do Sul que formam a maior marca de arroz orgânico da América Latina: a Terra Livre. Totalmente produzida em assentamentos de reforma agrária!

Veja a reportagem completa no link abaixo:

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Entidades criticam lei que prevê pulverização aérea de inseticida contra o Aedes





A lei que autoriza o uso de aviões para pulverizar substâncias químicas contra o mosquito Aedes aegypti, sancionada esta semana pelo presidente interino, Michel Temer, foi duramente criticada por organizações de saúde e combate a agrotóxicos.

Publicada ontem (28) no Diário Oficial da União, a Lei 13.301/2016 prevê a “incorporação de mecanismos de controle vetorial por meio de dispersão por aeronaves mediante aprovação das autoridades sanitárias e da comprovação científica da eficácia da medida” como umas das medidas de combate ao mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.

Veja também:

Temer sanciona lei que autoriza pulverização aérea nas cidades

Temer sanciona lei que autoriza pulverização aérea nas cidades


O presidente interino Michel Temer sancionou segunda-feira (27) a Lei nº 13.301/2016, que dispõe sobre medidas de controle do mosquito Aedes Aegypti. Entre essas medidas está a pulverização aérea de agrotóxicos em áreas urbanas para controle desse mosquito. A lei permite a “incorporação de mecanismos de controle vetorial por meio de dispersão por aeronaves mediante aprovação das autoridades sanitárias e da comprovação científica da eficácia da medida”.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

CHUVA DE VENENO MATA ABELHAS E DESTRÓI PRODUÇÃO DE MEL NO INTERIOR DO RS


SÉRIE DE REPORTAGENS MOSTRA COMO O USO EXCESSIVO DE AGROTÓXICOS EM LAVOURAS CAUSA DANOS IRREVERSÍVEIS PARA COMUNIDADE DE ABELHAS NO ESTADO.
27 de abril de 2016 15h00 (1a Reportagem da Série)


Colaboração: Leandro Molina

Republicado do site:Sem Abelha Sem alimento

Que desde 2009 o Brasil lidera o ranking dos países que mais consomem veneno no mundo já é de conhecimento de grande parte da população brasileira. A média nacional é de 7,5 litros por habitante. No Rio Grande do Sul o consumo estimado é de 8,5 litros por pessoa.

Dados apontam que o uso sem controle de agrotóxicos em lavouras, principalmente aplicados pela pulverização aérea, causa enormes danos para as abelhas.

Contrário ao que muitos pensam, esses produtos químicos e nocivos à saúde humana e ao meio ambiente também comprometem de forma significativa a produção de mel e de outros alimentos. O resultado é que colmeias inteiras estão morrendo, e isso pode afetar toda a população na produção mundial de alimento.

A partir de hoje, publicaremos a série “Tem veneno no seu mel”, que contém três reportagens que mostram os efeitos dos agrotóxicos e da soja transgênica na região da Campanha do Rio Grande do Sul, onde dezenas de apicultores se veem sem alternativas para combater o avanço do agronegócio em áreas de assentamentos da reforma agrária. 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Apocalipse das abelhas: estudo de pesquisadores poloneses encontra 57 tipos de agrotóxicos em abelhas européias



A ideia de que o uso intensivo e indiscriminado de agrotóxicos está tendo um efeito devastador sobre a população de abelhas em todo o mundo não é nova. Agora, a partir da publicação de um artigo cientifico na revista “Journal of Chomotography A” um grupo de pesquisadores poloneses do “National Veterinary Research Institute” (Aqui!) está demonstrado que o problema é muito maior do que havia sido demonstrado até agora pela ciência.

Para ver o artigo completo, clique no link abaixo:
Blog do Pedlowski

domingo, 15 de maio de 2016

Manejo de pragas e produção orgânica são contrapontos ao uso de agrotóxicos


Estudos da Embrapa no Paraná mostram que a adoção do Manejo Integrado de Pragas pode reduzir em até 50% o uso de agrotóxicos na agricultura

CenárioMT


Da ABrPublicado em 20/12/2015, às 13h03

A produção orgânica é o componente mais importante para ser utilizado como contraponto aos agrotóxicos no Brasil, na avaliação do professor Carlos Hugo Rocha, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no Paraná, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.

Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Paraná mostram que a adoção do chamado Manejo Integrado de Pragas pode reduzir em até 50% o uso de agrotóxicos na agricultura. A mesma metodologia tem sido usada em outras regiões do Brasil e em outros países, segundo Rocha.

“O conhecimento acadêmico para isso já existe e ele vem sendo aprimorado por pesquisadores em diversas universidades no país”. Segundo ele, já há nas faculdades de agronomia conhecimento consolidado sobre o manejo de pragas como referencial para a redução do uso de agrotóxicos no dia a dia da agricultura brasileira.

No entanto, segundo Rocha, o método esbarra nos interesses econômicos das empresas que vendem produtos agroquímicos. Os técnicos dessas empresas têm o trabalho e o salário atrelados à venda dos defensivos e exercem muita influência nas decisões dos agricultores sobre a produção, o que faz com que a redução do uso de agrotóxicos seja um dos principais desafios da agricultura nacional.

No Paraná, por exemplo, o total de produtos agroquímicos vendidos alcançou 10 quilos por habitante, por ano, em 2011. “Esse é um número extremamente elevado quando a gente compara isso com qualquer outra região do Brasil e do mundo. São dados bastante preocupantes”, disse o professor à Agência Brasil. Daí a busca de alternativas para o controle de agrotóxicos ser fundamental para a saúde dos ecossistemas em geral, incluindo o solo, a vida silvestre, os mananciais de água e também para a saúde da população, apontou Rocha. “Esses produtos são perigosos, entram nas cadeias alimentares e isso afeta a saúde da população brasileira em geral”.

Agricultura orgânica


De acordo com o especialista, as propriedades que trabalham com agricultura orgânica não usam, por princípio, produtos agrotóxicos. Os agricultores conseguiram desenvolver métodos adaptados de cultivo no qual a presença da vegetação dos ecossistemas naturais se mescla à paisagem agrícola e o manejo das culturas e do solo é feito de maneira mais harmônica com a natureza, o que evita o aparecimento de pragas. Quando elas surgem, são controladas naturalmente pelo próprio meio ou por recursos não tóxicos.

Rocha avalia que a transição de uma agricultura altamente contaminante para o método orgânico também está entre os desafios da produção brasileira. Segundo ele, é crescente o número de agricultores que estão partindo para esse sistema de produção, com predomínio de pequenos proprietários, embora a mudança também em áreas mais extensas, por exemplo, em plantações de cana-de-açúcar em São Paulo, que são cultivadas de maneira orgânica. “É crescente e é potencial”.

Na Dinamarca, o governo tem a meta de transformar 100% de sua agricultura em orgânica. Na Holanda, mesmo a agricultura convencional tem baixo uso de produtos químicos. Além do manejo integrado de pragas, as medidas de legislação ajudam nessa transição, observou Rocha. Por exemplo, na Holanda, que é o maior exportador de batatas semente do mundo, há uma lei que obriga o agricultor a fazer rotação de culturas. “Só pode plantar batatas de quatro em quatro anos porque, se plantar seguidamente, acaba infestando o seu solo e de toda a região por conta disso”, explicou.

No Paraná, está em discussão a necessidade de os plantadores de soja adotarem o regime de rotação de culturas. O uso de agrotóxicos nas duas safras anuais de soja favorece o aparecimento de mais pragas e mais doenças devido à não adoção da rotação de culturas. No estado, 90% das propriedades são de pequeno porte. Pesquisa feita pela UEPG mostra o papel dessas propriedades para a proteção da floresta e, ao mesmo tempo, para a prestação de serviços ambientais para a sociedade, como produção de água, proteção da biodiversidade, proteção contra erosão e estabilidade das margens.

A UEPG está apoiando a transformação dessas propriedades familiares em propriedades orgânicas. Das 1,4 mil propriedades orgânicas certificadas no estado, mais de 300 tiveram suporte do programa de apoio à certificação da universidade, que combina a adequação ambiental, proteção de rios e nascentes e conservação de solos ao apoio para o agricultor levar sua propriedade de um sistema intensivo para um sistema ecológico de produção.

Fonte: MundoBrasil

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Fazenda gaúcha produz arroz de qualidade sem agrotóxico e adubos



Fazenda em Sentinela do Sul é referência em agricultura biodinâmica.
Sistema trabalha em harmonia com a natureza e foi desenvolvido há quase um século.


A fazenda gaúcha Capão Alto das Criúvas, no município de Sentinela do Sul, produz mais de mil toneladas de arroz por ano, sem usar agrotóxico nem adubo convencional.


Veja a reportagem no link abaixo:


PARTE 1 - Fazenda gaúcha produz arroz de qualidade sem agrotóxico e adubos


PARTE 2 - Nova geração dá continuidade à produção biodinâmica em fazenda