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| Marcia Xavier, filha do líder assassinado José Maria do Tomé, acompanha com preocupação os problemas de saúde da filha, hoje com 5 anos |
Marcia Xavier, filha do líder assassinado José Maria do Tomé, acompanha com preocupação os problemas de saúde da filha, hoje com 5 anos
A professora Antônia Lucí Silva Oliveira resistiu em reconhecer que o corpo da filha não estava normal. Aos seis meses de idade, ela começou a notar o crescimento das mamas da menina. Com 1 ano e 6 meses, quando o desenvolvimento era "avançado e inegável" aos olhos da mãe, um ultrassom diagnosticou telarca prematura, a primeira fase do desenvolvimento das mamas. "Para me acalmar, o médico disse que estava recebendo muitos casos como o dela da nossa região", lembra Lucí.
O mesmo diagnóstico foi dado a pelo menos outras duas meninas da mesma comunidade, com cerca de 2.500 habitantes, no interior do Ceará. O povoado fica na Chapada do Apodi, onde aviões e tratores pulverizam agrotóxicos em plantações de banana, melão e outras frutas para exportação.
Além das meninas com puberdade precoce, a mesma comunidade teve ainda oito registros de fetos com má formação congênita, casos que foram relacionados à alta exposição dessas famílias aos agrotóxicos por nova pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará.






