Seguidores

domingo, 3 de janeiro de 2016

O CAMPO REVELADO

Carlos Armenio Khatounian é engenheiro agrônomo, professor doutor da Escola de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, e ph.D em agricultura sustentável pela Iowa State University for Science and Technology
Por CAROLINA DERIVI

Seja na escala planetária, seja naquela da nossa vida cotidiana, velhos hábitos são difíceis de contestar. Depois de estabelecido, um modus operandi pode se transformar numa espécie de transe, em que qualquer variação da norma se assemelha a uma excentricidade. E é a nos acordar desse transe, quando a o assunto é a sustentabilidade no campo, que se dedica o professor da Esalq-USP, Carlos Armenio Khatounian.

Um dos maiores nomes da agroecologia no Brasil, Khatounian contesta a ideia de que só a agricultura empresarial é eficiente e bem-sucedida. Lembra que as propriedades menores e de trabalho familiar ainda são predominantes no mundo, com grande capacidade de adaptação aos soluços da economia e ao aproveitamento racional dos recursos naturais.

Mais que espaço e oportunidade, há necessidade de uma agricultura de base ecológica, especialmente em tempos de superpopulação, em que a segurança alimentar ascende ao topo dos problemas globais. No entanto, diz o professor, nenhuma inovação no âmbito das lavouras dará conta do recado se a humanidade não reformular, urgentemente, os padrões de sua própria dieta.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Invenção de estudante brasileiro substitui antibiótico por luz

O emissor de luz criado pelo pernambucano Caio Guimarães é capaz de matar até as bactérias mais resistentes

Uma espécie de lanterna com lâmpadas de led, o equipamento já foi testado pelo exército americano.

Ao invés de antibióticos que agridem o estômago, luzes capaz de trata infecções.

 Essa foi a ideia desenvolvida pelo estudante pernambucano Caio Guimarães, que durante um estágio no Wellman Center, laboratório de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), desenvolveu a tecnologia capaz de tratar infecções através da irradiação de luz nos tecidos humanos.

 Em uma frequência que mata até mesmo as bactérias mais resistentes, os equipamentos são capazes de eliminar a infecção em cerca de uma hora. 

Bem mais eficiente que os antibióticos que existem no mercado farmacêutico, o mecanismo já foi testado em uma pesquisa patrocinada pelo exército norte-americano para eliminar uma bactéria encontrada em ferimentos de soldados que foram ao Iraque.

 Como uma lanterna portátil, o equipamento conta com lâmpadas de led calibradas para irradiar uma frequência exata de luz, que é visível a olho humano e não tem efeitos colaterais.

 Uma microagulha guiar a luz da fonte para dentro dos tecidos humanos, atingindo até mesmo áreas mais profundas. 

Em fevereiro de 2015, o trabalho será apresentado no Photonics West, em São Francisco, na Califórnia.



 Veja abaixo o vídeo produzido pelo Diário de Pernambuco.




FONTE: AS BOAS NOVAS



VEJA TAMBÉM UMA ENTREVISTA COM O CAIO GUIMARÃES



domingo, 13 de dezembro de 2015

Uso de agrotóxicos subiu 162% em 12 anos, mostra pesquisa

Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil


Imagem - ORIGEM

O setor agrícola brasileiro comprou, no ano de 2012, 823.226 toneladas de agrotóxicos – muitos deles, proibidos em outros países. De 2000 a 2012, o aumento em toneladas compradas foi 162,32%. 

Os dados estão no Dossiê Abrasco – Um Alerta sobre os Impactos dos Agrotóxicos na Saúde, lançado hoje (28) pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), em evento na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

“Desde 2009, o Brasil assumiu a posição de primeiro consumidor mundial de agrotóxico. O consumo daria 5,5 quilos por brasileiro por ano”, disse o diretor da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), Paulo Petersen.

Veja também : Inca recomenda redução do uso de agrotóxicos para prevenir câncer


Petersen explica que esse aumento está diretamente relacionado à expansão da monocultura e dos transgênicos. “Ao contrário do que vinha sendo propagandadeado quando eles [transgênicos] foram lançados, que permitiriam que o uso de agrotóxico diminuísse, porque seriam resistentes às pragas, o que se verificou foi o oposto. Não só está usando mais, como está usando agrotóxicos mais poderosos, mais fortes. Nós fomos levados a importar em regime de urgência determinados agrotóxicos que sequer eram permitidos no Brasil para combater pragas na soja e no algodão transgênicos, que foram atacados por lagartas.”

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Um gole de surpresa! Estireno presente em copos de isopor pode causar câncer, diz pesquisa

De acordo com cientistas, o estireno, produto químico usado em copos de isopor e outros recipientes descartáveis para alimentos, pode causar câncer.


A conclusão de 10 especialistas em toxicologia, química e medicina do Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA, foi que o estireno pode ser um carcinógeno humano de médio potencial.

Jane Henney, que presidiu o comitê do conselho, declarou em entrevista a Newsday, que essa é uma avaliação de riscos e outros fatores podem estar envolvidos. “Há evidências científicas que dizem que o estireno causa câncer, mas podem haver explicações alternativas, como o acaso, a predisposição ou fatores ainda confusos", explicou.

domingo, 29 de novembro de 2015

Reino Unido alerta sobre risco para a saúde associado a alimentos torrados

Do G1, em São Paulo (*)

Relatório científico divulgado por agência do Reino Unido alerta para os riscos do consumo excessivo de acrilamida, presente em torradas, batatas assadas e outros alimentos ricos em amido submetidos a altas temperaturas


Acrilamida se forma em certos alimentos em preparo em altas temperaturas.
Batata assada e pão torrado são alguns dos que contêm substância.

O consumo excessivo de alimentos ricos em amido preparados em altas temperaturas, como torrada ou batata assada, pode trazer riscos para a saúde. Isso porque, durante seu preparo, uma reação química leva à formação da substância acrilamida, que já foi associada ao aumento de risco de câncer e danos ao sistema nervoso e reprodutivo.

domingo, 22 de novembro de 2015

Processo decisivo contra a Monsanto - por propaganda enganosa, é ignorado pela ‘grande mídia’

POR BOSCO CARVALHO  (*)


O que acontece quando um advogado corajoso e alguns cidadãos tentam derrubar a Monsanto? A ‘grande mídia’ não noticia a respeito, para começar…


Esforços para divulgar uma ação coletiva contra a Monsanto por propaganda enganosa relacionado ao agrotóxico Glifosato, comercializado às toneladas no Brasil como ‘Roundup’, que deu entrada no Tribunal de Justiça de Los Angeles no dia 20 de abril de 2015 foram rejeitados por quase todos os meios de comunicação ‘de massa’.

Não diferem em nada entre si, grandes redes de notícias como a Fox, NBC, CNN, ABC ao se recusarem a noticiar que um processo contra a Monsanto foi ajuizado, de uma Globo, do Estadão, da Folha de São Paulo, (só para citar alguns veículos da ‘grande mídia’ do Brasil) deixarem de noticiar o fato de que os Deputados Federais querem retirar a obrigatoriedade da rotulagem dos produtos que contenham transgênicos no Brasil. (Editado em 10/08/2015).

Nos Estados Unidos, a proposta do deputado federal Mike Pompeo, dos Republicanos é chamada de DARK Act (Deny Americans the Right to Know), HR 1599, que iria dar imunidade jurídica à Monsanto e impedir que os Estados exigissem a rotulação dos transgênicos.

Aqui no Brasil, o propositor da retirada da obrigatoriedade da rotulagem transgênica é o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS).

sábado, 21 de novembro de 2015

Plantio orgânico da cana garante produtividade maior, diz agrônomo

MAURO ZAFALON COLUNISTA DA FOLHA

Colheita mecanizada da cana-de-açúcar é feita sem a necessidade de queima da palha

O pioneiro na eliminação da queima da cana e na transformação de canaviais em um ambiente propício para a produção de açúcar orgânico está irrequieto.

O avanço foi grande. A produtividade aumentou e houve ganho com a biodiversidade, mas ele acredita que dá para evoluir muito mais.

Leontino Balbo Júnior, que desde 1988 busca novas formas de manejo dos canaviais das fazendas que compõem o grupo Balbo, em Sertãozinho (SP), tem novas ideias.