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| Segundo Paulo Kageyama, integrante da CTNBio, medida é apressada e visa apenas interesses empresariais. |
Por Maura Silva
O Brasil é um dos maiores produtores de celulose do mundo: estima-se que mais de 5 milhões de hectares sejam destinados à plantação de florestas de eucaliptos, que em 2014 fez com que seus produtores lucrassem 600 dólares por tonelada, atividade das mais rentáveis do setor.
Diversos especialistas chamam a atenção para os danos ambientais que o plantio dessa commoditie causa. A começar pela destruição de toda uma biodiversidade e a substituição por uma única espécie.
Assine a petição pública:
PROIBIÇÃO DE PLANTIO DE EUCALIPTOS TRANSGÊNICOS EM SOLO BRASILEIRO
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Outro ponto são as enormes quantidades de agrotóxicos utilizados no plantio, responsáveis pela extinção de insetos e animais benéficos como borboletas, besouros, joaninhas, abelhas, anfíbios, tatus, etc. Um destes agrotóxicos mais utilizados nas plantações de eucaliptos é o sulfluramida, fortemente cancerígenos e proibido pela Convenção de Estocolmo, subscrita pelo Brasil e por mais de 152 países.
Mesmo assim, no próximo dia 5 de março, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) colocará em pauta a votação que libera o cultivo de eucalipto transgênicos no Brasil.

As agências reguladoras estão em fase de desmanche. Isso faz com que o modelo de regulação e controle seja inviabilizado”, destaca o pesquisador.




