Colaboração: Marcelo Rodrigo Gamarra
Seja Bem Vindo!!! O objetivo desse blog é compartilhar informações, videos, reflexões que auxiliem as pessoas a compreender melhor a importância de se relacionar bem com a natureza.
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domingo, 29 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Transformação Agroecológica Colaborativa
SOBRE O PROJETO por Susana Prizendt
Nossa Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida surgiu em abril de 2011 após muitos representantes de movimentos sociais, ambientais, estudantis e pesquisadores na área da nutrição e saúde manifestarem sua preocupação e indignação com o fato de o Brasil ter se tornado o campeão mundial absoluto no uso de agrotóxicos!
Vejam o que iremos fazer se contarmos com a contribuição de vocês e entendam porque isso é tão importante lendo o texto abaixo:
- Seminários para colaboradores ( eles irão multiplicar nosso trabalho!);
- Sessões de cine-debate com o filme O Veneno Está na Mesa, palestras e cursos em comunidades, escolas e ONGS; panfletos informativos;
- Criação, impressão e distribuição gratuita de cartilhas, cartazes e panfletos
- Produção de um vídeo de curta metragem para sensibilizar o público;
- Realização de ações junto ao poder público e propostas legislativas;
- Apoio a criação e manutenção de hortas orgânicas comunitárias;
- Manutenção de um canal de comunicação constante com a sociedade, fornecendo orientação e convidando para ações!
Quanto mais doações tivermos, mais ações e materiais faremos!
Porque realizar essas ações é algo fundamental? Confiram os dados:
mais de 1 bilhão de litros de agrotóxicos por ano 5 litros por brasileiro cerca de 20% do consumo no mundo!
O sistema produtivo que gera esse quadro alarmante está provocando o aumento de doenças como o câncer; a contaminação do solo e da água e a redução da biodiversidade. São efeitos dramáticos que atingem os camponeses nas plantações e todos nós consumidores.
Já estamos estruturados nacionalmente e em comitês estaduais e municipais, trabalhando para mostrar que existem alternativas a esse uso absurdo de agrotóxicos. Para isso, promovemos debates, seminários e encaminhamos aos poderes governamentais propostas de políticas públicas para reduzir o uso dos venenos nos alimentos e abrir espaço para a produção agroecológica.
Criamos e distribuímos gratuitamente materiais importantes para informar e mobilizar as pessoas do campo e da cidade. Atuamos, também junto à mídia, para denunciar as ameaças das empresas multinacionais de pesticidas sobre nossas terras, nossas sementes e nossa população.
Mas, precisamos intensificar nossas ações e ter o apoio de toda a sociedade. Colaborem conosco para que possamos realizar essas atividades tão necessárias.
Contamos com a sua ajuda para que a Campanha se fortaleça e possa ter uma ação vigorosa para fazer com que a sua mesa e as mesas de todos os brasileiros contenham alimentos seguros e nutritivos para o consumo de adultos e crianças!
Colaborem, apreciem nossas retribuições e divulguem para os seus contatos.
Façam parte das boas mudanças. Alimentem a VIDA!
E seguiremos juntos rumo a uma produção agrícola saudável e equilibrada!
COMO PARTICIPAR?
Para saber mais:
Um terço dos alimentos consumidos pelos brasileiros está contaminado por agrotóxicos
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/05/um-terco-dos-alimentos-consumidos-pelos.html
Ibama reavalia substâncias de agrotóxicos nocivos a abelhas
Após restringir o uso de quatro tipos de agrotóxicos no País, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) inicia processo de reavaliação das substâncias imidacloprido, tiametoxam, clotianidina e fipronil, apontadas em estudos e pesquisas realizadas nos últimos anos pelo instituto como nocivas às abelhas. O estudo deve durar, pelo menos, 120 dias, e vai apontar o nível de nocividade e onde está o problema.
O desaparecimento de abelhas em várias partes do Brasil começou a ser constatado há cerca de quatro anos e foi atribuída ao uso de alguns tipos de agrotóxicos usados, principalmente, em culturas como as de algodão, soja e trigo.
Os agrotóxicos que estão sendo reavaliados pelo Ibama respondem por cerca de 10% dos inseticidas no País. O trabalho está sendo feito em parceria do instituto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Agricultura. "Vamos levar em consideração todas as variáveis que dizem respeito à saúde pública e ao impacto econômico sobre o agronegócio, sobre substitutos e ver se há resistência de pragas a esses substitutos e seus custos", explica o coordenador-geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama, engenheiro Márcio Rodrigues de Freitas.
"O processo de reavaliação vai dizer quais medidas precisaremos adotar para reduzir riscos. Podemos chegar à conclusão de que precisa banir o produto totalmente, para algumas culturas ou apenas as formas de aplicação ou a época em que é aplicado e até a dose usada", acrescenta Freitas em entrevista à Agência Fapesp.
A decisão de reavaliar as substâncias presentes em agrotóxicos não foi baseada apenas na preocupação com a prática apícola, mas, principalmente, com os impactos sobre a produção agrícola e o meio ambiente. Estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), mostra que as abelhas são responsáveis por pelo menos 73% da polinização das culturas e plantas. "Algumas culturas, como a do café, poderiam ter perdas de até 60% na ausência de agentes polinizadores", ressalta o engenheiro.
A primeira substância a passar pelo processo de reavaliação será o imidacloprido, que responde por cerca de 60% do total comercializado dos quatro ingredientes sob monitoramento. A medida afeta, neste primeiro momento, quase 60 empresas que usam a substância em suas fórmulas. Dados divulgados pelo Ibama revelam que, em 2010, praticamente 2 mil toneladas do ingrediente foram comercializadas no País.
A reavaliação é consequência das pesquisas que mostraram a relação entre o uso desses agrotóxicos e a mortandade das abelhas. De acordo com Freitas, nos casos de mortandade identificados, o agente causal era uma das substâncias que estão sendo reavaliadas.
Notícia relacionada:
Ibama estuda proibir agrotóxicos nocivos às abelhas
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Entenda por que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo
O Brasil é campeão mundial de uso de agrotóxico, embora não seja o campeão mundial de produção agrícola. O País ainda é o principal destino de agrotóxicos barrados no exterior. Para entender por que isso acontece, entrevistamos o pesquisador do assunto, Wanderley Pignati, doutor em Saúde Pública e professor da Universidade Federal de Mato Grosso. Confira abaixo:
Por que o Brasil lidera o ranking de uso de agrotóxicos? Temos mais pragas que os demais países?
É uma somatória de razões. A mais óbvia é que somos um dos maiores produtores agrícolas do mundo, de soja principalmente. Uma outra é que nossas sementes melhoradas já são pensadas para usar agrotóxicos. São selecionadas até um certo ponto em que, realmente, dependem destes produtos. E, para dar a produtividade que se espera, demandam grandes quantidades. Em terceiro lugar, não temos mais pragas, mas, por usarmos agrotóxicos há tantos anos, nossas pragas ficaram mais resistentes. É um espiral que vai aumentando.
Como outros países evitam o uso de agrotóxicos?
Eles limitam o uso de agrotóxicos mais tóxicos. Aqui usamos agrotóxicos que foram proibidos em 1985 na União Européia (UE), Estados Unidos e Canadá. No Brasil, estamos tentando revisar o uso de 14 tipos há dois anos e não conseguimos, porque dependemos do parecer do Ministério da Agricultura, do Ministério do Meio Ambiente e o parecer do próprio sindicato dos produtores.
Na UE existe uma fiscalização mais rigorosa. Aqui aplicamos dezenas de agrotóxicos por avião, coisa que é proibida lá. Jogamos agrotóxicos por avião perto de casas, animais, gado, nascentes de rios e córregos. Outro fator importante é a conscientização da população europeia, que cobra este tipo de cuidado do governo e dos produtores.
Agrotóxico faz mal mesmo se for usado corretamente?
Não existe uso seguro. Isso é uma fala dos produtores de agrotóxico. Por exemplo, se o trabalhador que aplica estiver como um astronauta – isolado com todos os equipamentos de proteção (EPI), inclusive para respirar – ele é menos prejudicado, mas não existe uma proteção 100% dos trabalhadores. E qual a proteção ao ambiente? Isso vai sempre deixar resíduos em alimentos, contaminar rios, ar, lençóis freáticos. Que segurança é essa?
E se formos mais a fundo nessa discussão, veremos que é uma contaminação intencional. Em termos jurídicos, fala-se em crime culposo quando a pessoa não teve a intenção de cometê-lo e doloso quando teve. Aqui não é um crime culposo. Não é culpa do vento que mudou o agrotóxico de direção, mas do agricultor que cometeu um ato inseguro e intencional. Existe a intenção de poluir para atingir o alvo dele – no caso, os insetos, as pragas. Ele aceita conscientemente essa consequência.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, as intoxicações por agrotóxicos são três milhões anuais.
Destes, 2,1 milhões de casos acontecem nos países em desenvolvimento. Mais de 20 mil pessoas morrem no mundo, 14 mil estão nas nações do terceiro mundo.
Existe alguma razão para que essas mortes concentrem-se nestes países?
Utiliza-se mais agrotóxico, em primeiro lugar, porque se produz mais alimentos em países em desenvolvimento. Muitas dessas lavouras usam agrotóxicos proibidos na União Europeia, EUA e Canadá. Ora, se são mais tóxicos e proibidos lá, naturalmente acontecerão mais mortes aqui na América Latina e na África. E quer saber mais? Muitos desses agrotóxicos são produzidos no primeiro mundo e vendidos para o terceiro.
Como um agrotóxico provoca a morte de uma pessoa? Que outros males eles podem causar à saúde?
Depende do agrotóxico. Aqui no Mato Grosso, por exemplo, já vimos caso de trabalhador que estava no trator com o ar condicionado ligado, jogando agrotóxico. Como o filtro de ar estava vencido, e ele não usava máscara dentro do trator, morreu de intoxicação aguda. Alguns agrotóxicos também causam câncer, problemas neurológicos, má formação fetal e desregulação endócrina. São extremamente prejudiciais à saúde humana. Estão na água, no ar, na chuva.
Os defensivos agrícolas demoram de três a quatro anos para degradar e o produto é tão prejudicial quanto a substância inicial. Um grande problema são doenças crônicas que acontecem durante anos de uso continuado de níveis baixos de agrotóxicos. Existe hoje a determinação de um limite máximo de resíduo por alimento. Esse limite não deveria existir, é absurdo. Cada pessoa tem uma sensibilidade diferente ao produtos. Sabe como esse limite é determinado? A partir da média da sensibilidade das pessoas, são medidas arbitrárias. No Brasil, por exemplo, um quilo de soja pode ter 10 miligramas de glifosato [princípio ativo de um agrotóxico famoso]. Nos EUA o limite é de 5 mg, na Argentina 5 mg, mas na Europa é 0,2 mg.
Qual a punição dada ao agricultor que permite que seus funcionários ou clientes sejam intoxicados no Brasil?
Primeiro ele vai responder ao Ministério do Trabalho, porque será notificado como um acidente de trabalho. Depois, podem entrar com uma ação de crime doloso [intencional] contra ele. Porque se contratou, tem que dar toda a proteção ao trabalhador. A punição depende muito da força do Sindicato.
Na sua opinião, os alimentos transgênicos são uma solução para o uso de agrotóxicos?
Pelo contrário. Alguns transgênicos são feitos para ser mais resistentes aos agrotóxicos, por isso se usa ainda mais, como a soja resistente ao glicosato.
Quais são as lavouras que mais usam agrotóxicos no Brasil?
Por hectare é o algodão. Logicamente não comemos algodão, mas sua semente é usada para fazer ração de gatos e outros animais. Outras lavouras que usam muito agrotóxico são as de tomate, morango, hortaliças em geral, soja e milho.
Como se proteger? Basta lavar bem as verduras e legumes?
Não. O consumidor deve também consultar os dados do PARA [Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos] da Anvisa. Nos dados de 2009, ele descobrirá os alimentos que têm problemas e poderá evitá-los. Mas é preciso ainda pressionar a Secretaria de Saúde e do Meio Ambiente para que façam uma vigilância mais dura.
Fonte: Revista Galileu
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI150920-17770,00-ENTENDA+POR+QUE+O+BRASIL+E+O+MAIOR+CONSUMIDOR+DE+AGROTOXICOS+DO+MUNDO.html
Para saber mais:
Estudo mostra que uso de agrotóxicos pode mudar o comportamento de gerações futuras
terça-feira, 24 de julho de 2012
Ibama estuda proibir agrotóxicos nocivos às abelhas
Daniele Bragança*
O Ibama deu um passo inicial para uma política de proteção às abelhas comunicando que reavaliará 4 agrotóxicos associados a efeitos nocivos aos polinizadores: : Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil. A redução na quantidade das abelhas preocupa governos, cientistas e produtores rurais, pois tem efeito direto na produção dos alimentos: as abelhas são responsáveis por pelo menos 73% da polinização das plantas, de acordo com estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), publicado em 2004.
A decisão do Ibama se baseou em pesquisas científicas e em decisões adotadas por outros países. Na França, o pesticida Fipronil está proibido desde 2004. Por toda a Europa há movimentos para a proibição ou restrição do uso de Imidacloprido.
O comunicado dessa quinta-feira (19/07), no Diário Oficial, segue as diretrizes de políticas públicas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) voltadas para a proteção de polinizadores. O problema é mundial. Os cientistas chamam o fenômeno de desaparecimento das abelhas de Desordem de Colapso da Colônia (em inglês, de Colony Collapse Disorder - CCD), quando as abelhas não conseguem voltar para as colmeias e simplesmente desaparecem no caminho. O fenômeno é catastrófico não apenas para a produção de alimentos, mas para a biodiversidade como um todo.
O primeiro a passar pelo processo de reavaliação pelo Ibama será o inseticida Imidacloprido, que representa 60% da quantidade total comercializada das 4 substâncias sob exame. Segundo informações divulgadas pelo Ibama, só no ano de 2010, 1.934 toneladas de Imidacloprido foram comercializadas.
Como medida preventiva, os 4 agrotóxicos, Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil, não podem mais ser aplicados por aviões em qualquer tipo de cultura. A aplicação aérea desses inseticidas é associada a morte de abelhas em diferentes regiões do país.
Foi estabelecido um prazo de 90 dias para as empresas produtoras de agrotóxicos incluírem nas bulas das embalagens a mensagem-padrão: “Este produto é tóxico para abelhas. A aplicação aérea NÃO É PERMITIDA. Não aplique esta produto em época de floração, nem imediatamente antes do florescimento ou quando for observada visitação de abelhas na cultura. O descumprimento dessas determinações constitui crime ambiental, sujeito a penalidades.”
Ao final da avaliação, medidas mais severas poderão ser aplicadas, caso os estudos indiquem sua necessidade para conter o desaparecimento das abelhas.
Para saber mais:
Documentário: O Silêncio das Abelhas
http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2012/01/documentario-o-silencio-das-abelhas.html
Trabalho das abelhas ...
Notícias relacionadas:
Abelhas desaparecem no sul
sexta-feira, 20 de julho de 2012
O seu telemóvel e a guerra e miséria no Congo
Você conhece a relação entre o seu celular e a guerra e miséria no Congo ?
VEJA ABAIXO:
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Golfinhos brasileiros estão contaminados por compostos usados em inseticidas
Um estudo realizado pela pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mariana Alonso, chegou à conclusão de que os golfinhos brasileiros estão contaminados por piretroides. Os compostos são utilizados em diversos produtos, a exemplo dos inseticidas. Os produtos são usados tanto na área urbana, quanto em atividades rurais.
Segundo Mariana, anteriormente se pensava que os piretroides se decompunham, porém, o composto foi encontrado no fígado, leite e placentas da espécie Pontotoria Blainvillei (conhecida como Toninha), que está ameaçada de extinção.
A análise foi feita em exemplares que ficaram presos, acidentalmente, em redes de pesca no litoral de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Os filhotes possuíam maior concentração da substância. “Eles recebem uma carga muito alta nos primeiros estágios da vida”, ponderou Mariana.
A pesquisadora explicou que o golfinho está no topo da cadeia alimentar, que é composta por outros seres vivos, que também devem estar contaminados pelo composto, a exemplo da alga, do camarão e do peixe. As consequências da presença da substância no organismo dos golfinhos ainda são desconhecidas.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Composto Orgânico
Composto organico from siqueiradamata
Para saber mais:
Acesse:
http://amigosdemaua.net/boas%20praticas/compostagem/central%20de%20compostagem.htm
Colaboração: Joaquim Moura
Para saber mais:
TÉCNICO AMBIENTAL DÁ EXEMPLO DE SUSTENTABILIDADE
ACESSE:
http://www.rbatv.com.br/noticia_rba_noticias/tecnico-ambiental-da-exemplo-de-sustentabilidade-4572
Para saber mais:
Acesse:
http://amigosdemaua.net/boas%20praticas/compostagem/central%20de%20compostagem.htm
Colaboração: Joaquim Moura
Para saber mais:
TÉCNICO AMBIENTAL DÁ EXEMPLO DE SUSTENTABILIDADE
ACESSE:
http://www.rbatv.com.br/noticia_rba_noticias/tecnico-ambiental-da-exemplo-de-sustentabilidade-4572
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